Dra. Erika Uchida

Ceratoscopia computadorizada: o que é e quando é indicada

Ceratoscopia computadorizada: o que é e quando é indicada

A ceratoscopia computadorizada, ou topografia da córnea, é um exame oftalmológico que demonstra de forma detalhada as variações da curvatura da córnea. Por esses detalhes se faz o diagnóstico de várias patologias da superfície da córnea.

É um exame que analisa a curvatura e o relevo da estrutura da córnea, fazendo uma espécie de mapeamento de toda a sua superfície, de modo a mostrar possíveis irregularidades na sua espessura, no seu relevo ou na sua curvatura.

Na maioria dos casos, o exame confere o diagnóstico do ceratocone – doença degenerativa, geralmente ocorrida na adolescência, que causa deformação na córnea, em forma de cone (motivo do nome da doença). O ceratocone pode interferir na nitidez da visão e causar sensibilidade à luz.

A ceratoscopia computadorizada também é definitiva nos casos de astigmatismo irregular. Também é recomendada nas situações de pré-operatório de cirurgia refrativa e de catarata, e no pós-operatório de transplante de córnea. O exame ainda pode ser feito pelos indivíduos que procuram melhor adaptação às lentes de contato.

Como a ceratoscopia computadorizada é realizada?

A ceratoscopia computadorizada é feita por meio de equipamento computadorizado. A pessoa examinada se posiciona e é indicada a olhar para o horizonte – geralmente, olhar para um ponto determinado pelo médico ou técnico de oftalmologia, no momento do exame. Enquanto isso, o equipamento medirá a curvatura da sua córnea.

É um exame indolor, não agressivo e não invasivo. Não há qualquer contato do equipamento com os olhos. É rápido – em média cinco minutos – e não necessita preparação anterior nem dilatar a pupila. Uma espécie de computador captará as especificações de curvatura, relevo e espessura da córnea, fazendo a análise necessária para diagnosticar possíveis patologias.

O resultado do exame da ceratoscopia computadorizada se obtém por meio das imagens feitas pelos computadores examinadores. A interpretação é feita e analisada pelo médico oftalmologista responsável.

Quando a ceratoscopia computadorizada é indicada?

A ceratoscopia computadorizada é indicada nos casos de:

– astigmatismo regular, irregular e simétrico;

– cirurgia refrativa: pré e pós-operatório;

– suspeita de ceratocone;

– tratamento do ceratocone;

– tratamento de distrofias diversas da córnea;

– pterígio;

– úlcera da córnea;

– cirurgia de catarata: pré-operatório;

– transplante de córnea: pós-operatório;

– suspeita de outras doenças relacionadas aos olhos.

Há casos em que o médico oftalmologista pode indicar, ainda, outros exames oftalmológicos para avaliar a córnea ou outras partes dos olhos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Paquimetria: o que é e quando é recomendada

Paquimetria: o que é e quando é recomendada

Exame simples, mas extremamente importante, paquimetria é o procedimento realizado para se aferir a espessura da córnea, a camada transparente superficial do olho pela qual enxergamos a íris e a retina. Neste texto, você saberá mais detalhes sobre a paquimetria e quando a realização desse procedimento é recomendada. Confira.

O que é a Paquimetria?

Paquimetria é o nome do exame pelo qual se afere a espessura corneana. É um exame muito importante, pois a espessura da córnea, ao longo de toda a sua extensão, pode ser um fator determinante para se diagnosticar algum problema ocular ou descobrir situações que exigem tratamento antes que se tornem uma doença mais grave.

A paquimetria é um exame cuja realização é bastante simples, não exige nenhuma preparação especial, é indolor, rápida (em média 5 minutos), de recuperação instantânea e não interfere nos compromissos cotidianos. A única ressalva é para as pessoas que usam lentes de contato, que devem deixar de usá-las 5 dias antes da realização do exame, para evitar alterações.

Atualmente, há dois principais métodos de realização da paquimetria: por ultrassonografia e por infravermelho. Por ambos é possível aferir a espessura da córnea central, periférica ou paracentral. A paquimetria por infravermelho é a mais avançada em termos de tecnologia e pode apresentar resultados mais precisos.

A medida utilizada na paquimetria é micra, equivalente à milésima parte de um milímetro. A média da espessura corneana central da população é de 556 micras, com variação saudável de 35 Micra para mais ou para menos (desvio padrão). Uma variação de 40 Micra para mais ou para menos pode ser indício de problemas oculares.

Indicações para realização da paquimetria

A paquimetria é indispensável para quem realizar a cirurgia refrativa a fim de corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo. Normalmente, é realizada antes e depois de procedimentos como PRK e Lasik, uma vez que esses procedimentos modelam a córnea para corrigir os problemas oculares.

Para quem tem glaucoma, a realização regular de paquimetria também é extremamente recomendável. O glaucoma é uma síndrome que danifica o nervo ocular, principalmente devido ao aumento de pressão intraocular. A aferição da espessura da córnea pode ajudar no diagnóstico e no acompanhamento dessa doença. O mesmo vale para portadores de ceratocone e outras doenças que atingem a córnea.

A depender do resultado da paquimetria, o médico oftalmologista pode requerer outros exames para a córnea ou outras partes do olho, a fim de verificar diagnósticos ou recomendar procedimentos cirúrgicos.

As principais doenças que têm relação com a espessura da córnea são:

– glaucoma;

– ceratocone;

– esclerocórnea;

– megalocórnea;

– disgenesia mesoectodérmica de Peters;

– úlcera de córnea.

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4 sinais do descolamento de retina

4 sinais do descolamento de retina

O descolamento da retina acontece quando há o desprendimento da parte posterior do olho. É considerado uma urgência médica, pois, quando o tratamento não é feito corretamente e de forma rápida, o paciente pode perder a visão.

A retina é uma membrana muito fina, flexível e delicada, que reveste a superfície interna da parte posterior do globo ocular. O fato interessante é que ela não possui nenhum elemento de fixação especial que a prenda ao globo ocular.

O desprendimento acontece com mais frequência em adultos e idosos, devido ao envelhecimento. Porém, também pode surgir em pacientes jovens que sofreram pancadas na cabeça ou no olho, ou com certas doenças, como a diabetes e o glaucoma.

Além desses traumas, outros fatores que podem levar à alteração da retina são a miopia, inflamações nos olhos ou cirurgia de catarata. Rasgos ou furos nessa membrana ocular, tração ou acúmulo de líquido sob ela são as principais causas que levam ao problema na visão.

Listamos abaixo alguns sinais de que pode ter ocorrido um descolamento de retina. Continue lendo para saber mais.

Sinais do descolamento de retina

1 Moscas volantes no campo de visão

A sensação de que há insetos voando diante dos olhos, chamada de moscas volantes, pode indicar que houve alteração na retina. Esse sintoma isolado não pode indicar tal situação, mas é preciso prestar atenção se ocorrem manchas escuras, que se movem na visão.

Flashes de luz

Outro sintoma bastante comum de quem está com descolamento da retina é enxergar flashes de luz, ou faíscas no canto da visão. Esses flashes luminosos também são conhecidos como fotopsias e são mais fáceis de serem identificados em um fundo escuro. Ele precisa estar associado a outras condições para que a pessoa possa ser diagnosticada com o problema.

3 Visão turva ou embaçada

Enxergar de maneira embaçada também pode ser sinal de que a membrana descolou. É como se a visão estivesse com efeito de sombra, que não passa. Além disso, pode ser que a pessoa também enxergue uma sombra central ou periférica.

4 Perda parcial ou total da visão

A perda da visão começa em uma parte do campo visual e, à medida que o desprendimento progride, ela aumenta. Se essa área for pequena e periférica, nota-se uma perda de parte do campo de visão correspondente. A área envolvida, entretanto, cresce progressivamente, aumentando a perda no campo visual. Se o centro da retina estiver envolvido, a perda da nitidez visual é acentuada. Caso toda a membrana se descole, perde-se completamente a visão no olho afetado.

Diagnóstico de descolamento da retina

Na maior parte dos casos, o diagnóstico pode ser feito pelo oftalmologista apenas por meio de um exame de vista simples, no qual se consegue observar o fundo do olho. No entanto, pode ser preciso outros exames de diagnóstico, como a ecografia ocular.

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Miopia: causas, sintomas e tratamento

Miopia: causas, sintomas e tratamento

A miopia é uma doença ocular que afeta a forma como o indivíduo visualiza objetos a determinada distância, tornando-os borrados. Por outro lado, objetos mais próximos são vistos com total clareza. Tudo dependerá do grau de manifestação da miopia.

Portadores de miopia grave conseguem enxergar com clareza apenas os objetos localizados a pouquíssimos centímetros de distância; enquanto aqueles com miopia leve podem enxergar com clareza objetos localizados a alguns bons metros.

A miopia pode se desenvolver rapidamente ou gradativamente, e é comum que piore durante a infância e adolescência. Muito comumente, também afeta membros de uma mesma família. Uma curiosidade interessante é que entre 30 a 40% de todos os ocidentais apresentam miopia, de acordo com dados da Associação Brasileira de Oftalmologia.

Causas da Miopia

Para focalizar as imagens, o olho conta com duas estruturas fundamentais:

– o cristalino, que muda de formato para auxiliar no foco;

– a córnea, superfície transparente e frontal dos olhos.

Se houver alguma irregularidade nessas estruturas, ou seja, se não forem curvas e uniformes, os raios de luminosidade entram e não são corretamente refratados, o que faz com que a imagem não fique perfeitamente focada. Isso gera a visão borrada e, consequentemente, a miopia.

A miopia pode se manifestar em duas circunstâncias principais: quando a córnea é extremamente curva e quando o olho é mais alongado do que deveria. Sendo assim, em vez de ser focada na retina, a luz reflete na frente dela, o que resulta na visão borrada dos objetos distantes.

Sintomas mais característicos

Os sintomas mais comuns da miopia são os seguintes:

– vista embaçada quando direcionada a objetos distantes;

– necessidade de apertar as pálpebras, fechando parcialmente na tentativa de enxergar algo a uma distância maior;

– dificuldade para dirigir, principalmente no período noturno;

– dor de cabeça (que pode ser ocasionada pelo esforço em enxergar bem).

Tratamento

O tratamento para miopia visa auxiliar a focar corretamente a luz na retina por meio da cirurgia refrativa ou da utilização das lentes corretivas.

O procedimento cirúrgico corrige a condição ocular ao reestruturar a curvatura da córnea. Entre os métodos utilizados destacam-se: cirurgia PRK, cirurgia LASIK, implante de lente intraocular e cirurgia LASEK.

As lentes corretivas tratam a condição ao contrariarem o aumento da curvatura que afeta a córnea. Entre os tipos de lentes mais comuns estão os óculos de grau e as lentes de contato. Ambos são desenvolvidos de acordo com as particularidades de cada indivíduo.


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Hipermetropia: o que é e como tratar

Hipermetropia: o que é e como tratar

A hipermetropia é caracterizada pela dificuldade em enxergar objetos de perto e nitidez ao observar algo que está mais distante. Aproximadamente 1 em cada 3 pessoas pode ter o problema, atingindo cerca de 65 milhões de brasileiros.

A hipermetropia é um erro de refração que acontece quando o olho é mais curto que o normal ou quando a córnea (parte da frente do olho) não tem capacidade suficiente, fazendo com que a imagem se forme após a retina, e não na própria retina, como é comum.

Pacientes com queixas de hipermetropia apresentam visão desfocada (dificuldade para ver com nitidez objetos próximos); fadiga ocular e dores de cabeça (principalmente no fim da tarde e depois do trabalho); dificuldade de concentração, de leitura e de executar tarefas que necessitem visão de perto; olhos lacrimejantes ou que piscam em excesso; necessidade de esfregar os olhos com frequência.

Causas da hipermetropia

A hipermetropia é causada por uma má formação do olho, que normalmente é hereditária. Além disso, pode se manifestar devido à um problema na córnea ou no cristalino do olho. Esses fatores levam às alterações refratárias do olho, provocando dificuldade para ver de perto.

Bebês e crianças muito pequenas podem apresentar sintomas da hipermetropia, mas nem sempre essa condição é permanente. Isso ocorre porque o globo ocular de uma criança pode aumentar de tamanho à medida que ela cresce, o que tende a corrigir o problema. Por isso, é indicado que antes de iniciar a vida escolar, a criança passe por uma análise do oftalmologista.

Tratamentos para a hipermetropia

Normalmente, a doença pode ser corrigida com óculos ou lentes de contato. O uso de óculos tornará a visão mais focada e eliminará a dor de cabeça causada pelo esforço repetitivo para focalizar um objeto.

As lentes de contato também oferecem os mesmos benefícios dos óculos, além de aumentar o campo de visão do paciente, podendo ser mais confortável. Porém, é preciso mais cuidado no dia a dia. A escolha entre óculos e lente de contato dependerá da indicação do oftalmologista e do paciente, de acordo com o estilo de vida e grau da doença.

Dependendo da dificuldade apresentada pela pessoa em enxergar, o médico pode recomendar a realização de cirurgia para hipermetropia, que pode ser feita após os 21 anos. O método tem como objetivo corrigir a distorção da visão causada pela hipermetropia, podendo diminuir e até mesmo eliminar a dependência do uso dos óculos e das lentes de contato, proporcionando maior comodidade, economia e qualidade de vida.

Entre os principais procedimentos cirúrgicos estão o Lasik (utilização do laser para tornar a borda externa da córnea plana, fazendo com que a porção central se projete, aumentando o grau), I-Lasik (utilização de um equipamento de alta precisão que remodela a córnea e melhora a visão do paciente) e PRK (o cirurgião irá utilizar uma espécie de escova ou uma espátula para retirar as camadas mais superficiais da córnea e, em seguida, utilizará o laser para fazer a modelagem da córnea).

A escolha do melhor procedimento deve ser avaliada com oftalmologista, que analisará o tipo de córnea do paciente, o grau da doença e as possibilidades de tratamento.

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Como é a recuperação da cirurgia refrativa?

Como é a recuperação da cirurgia refrativa?

A cirurgia refrativa tem o objetivo de corrigir os erros de refração da visão, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. O procedimento diminui a dependência de óculos e lentes de contato, podendo inclusive dispensar o uso desses itens após o procedimento.

A recuperação é uma das preocupações de quem vai passar por este tipo de cirurgia, já que a interferência na visão pode ter impactos na realização das atividades do dia a dia. Tudo isso depende do tipo de técnica a ser utilizada.

Continue lendo para conhecer algumas técnicas cirúrgicas e como é a recuperação do procedimento.

Técnicas de cirurgia refrativa e a recuperação

PRK

A cirurgia PRK tem recuperação mais lenta em relação aos outros procedimentos. Nesta técnica, é feita a raspagem da córnea, chamada de desepitelização corneana. Após a raspagem, é aplicado um laser para a alteração das curvaturas da córnea e correção do grau. Esse laser, que proporciona um feixe pulsante de luz ultravioleta, é utilizado sobre a superfície da córnea.

Por este motivo, o paciente tem um pouco mais de desconforto no pós-operatório, porque o epitélio é retirado. Ele pode sentir dor, ter sensação de areia nos olhos, incômodo, lacrimejamento e fotofobia nos cinco dias seguintes à operação.

A recuperação da visão se dá em 90%, após duas semanas, e 100% em três meses. Durante as primeiras semanas após a intervenção cirúrgica pode ser necessário o uso de óculos para algumas atividades, até que a visão se estabilize.

LASIK

A cirurgia LASIK tem recuperação mais rápida, quando comparada com a PRK, porém, é preciso tomar muito cuidado para não coçar os olhos após o procedimento.

Para esta intervenção cirúrgica, é utilizado um aparelho chamado laser de femtosegundo, que corta uma camada fina da córnea, de cerca de 0,1mm de espessura. Esse primeiro procedimento, chamado de flap, é o que diferencia a LASIK das outras cirurgias refrativas. Essa lamela é levantada e o tecido recém-exposto da córnea é tratado com o mesmo laser utilizado na PRK, para remodelação da córnea e correção do grau.

Após o procedimento, o paciente pode sentir dor, ter sensação de areia nos olhos, incômodo, lacrimejamento e fotofobia nos dias seguintes. Há recuperação de 90% da visão em 24 horas, e 100% em dois meses. A visão pode variar entre claro e embaçado durante o primeiro dia.

Voltar às atividade após a cirurgia refrativa

Por ser uma técnica minimamente invasiva, a cirurgia refrativa a laser não requer o uso de curativos ou tampões no pós-operatório. Durante a recuperação, é colocada uma lente de contato para proteger a córnea, que será removida logo na primeira consulta, após o procedimento cirúrgico.

Pela técnica de PRK, o paciente costuma ter mais dor e sensibilidade à luz nos primeiros três dias, e a visão demora cerca de sete dias para melhorar, quando é possível voltar às atividades rotineiras.

Quando é usada a técnica do LASIK para a cirurgia refrativa, o desconforto visual é menor e a recuperação é mais rápida, podendo ser notada já no dia seguinte à cirurgia.

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Descolamento de retina: causas e como tratar

Descolamento de retina: causas e como tratar

A retina é uma membrana fina e frágil que reveste a região posterior do globo ocular e tem como função captar e enviar as imagens ao cérebro. Sua fixação no globo é feita por meio de uma substância gelatinosa e transparente, situada entre ela e o cristalino, chamada de vítreo.

Em diferentes situações, o vítreo pode se desprender dessa superfície interna do globo ocular, interrompendo o fornecimento de nutrientes e promovendo a degeneração celular, resultando assim, no descolamento da retina. Tal situação é considerada uma urgência médica e, se não for tratada de forma eficiente e rápida, pode evoluir para a perda total da visão.

Causas do descolamento da retina

O descolamento da retina pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum após os 40 anos. Os principais fatores de risco para a doença são: alto grau de miopia, glaucoma, cirurgia anterior de catarata, processos inflamatórios e histórico familiar.

Traumas como acidentes que resultam em ferimento, pancada ou batida forte na região ocular, na face ou na cabeça, também podem levar ao descolamento de retina. Outros fatores também podem levar a essa condição, como: tumores, sérias inflamações ou complicações do diabetes.

É importante ressaltar, que ao contrário de muitos outros problemas oculares, o descolamento de retina não tem uma prevenção particular. É uma questão de cuidados pessoais e acompanhamento oftalmológico rigoroso no grupo de risco.

Sintomas e diagnóstico

O descolamento da retina não causa dor, por isso, é preciso estar atento aos sinais. Os principais são: flashes de luz brilhantes, especialmente na visão periférica; visão turva; “moscas volantes”, isto é, a sensação de insetos voando diante dos olhos; sombra ou cegueira em parte do campo visual.

O diagnóstico do descolamento de retina deve ser feito por um oftalmologista. Normalmente, é realizado um exame clínico feito com a pupila dilatada, uma oftalmoscopia indireta ou um ultrassom ocular, quando algum obstáculo dificulta observar o fundo do olho.

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo, gravidade e extensão do descolamento da retina.

Quando ainda não houve o descolamento, mas existem lesões (pequenos rasgos, degenerações ou roturas) nessa membrana que poderão levar ao descolamento, o laser é o tratamento indicado, pois impede o extravasamento do vítreo por meio dessa abertura e, consequentemente, o deslocamento de retina.

Em outros casos, o tratamento indicado é o cirúrgico, com o objetivo de fechar o orifício por onde escapa o vítreo. Os procedimentos mais comuns são:

  1.       Retinopatia pneumática: aplicação de gás na região onde está presente o humor vítreo, com o objetivo de pressionar a área deslocada da retina e retornar ao seu local original, evitando que o vítreo preencha este espaço. O gás especial aplicado é absorvido aos poucos pelo organismo.
  2.    Retinopexia: feita a drenagem do líquido que está entre a retina deslocada e a retina normal, é colocado um implante de silicone que irá proporcionar a aproximação entre as partes da retina, é um procedimento seguro e com ótimos resultados.
  3.       Vitreoctomia – por meio de microincisões, são introduzidos instrumentos de tamanho diminuto para corrigir os defeitos que promoveram o deslocamento da retina.

Com base no histórico de cada paciente, o oftalmologista irá discutir o procedimento recomendado e informar sobre os riscos e benefícios das diferentes opções de tratamento.

Na maioria dos casos, apenas um procedimento cirúrgico consegue reverter o descolamento. Em outras situações, uma nova intervenção pode ser necessária. O pós-operatório dependerá de cada paciente e do grau do descolamento, na maioria dos casos é necessário repouso, curativo sobre o olho e evitar a prática de esportes até a retina estar devidamente recuperada. Viagens de avião também são desaconselhadas nessa fase.

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6 sinais de vista cansada

6 sinais de vista cansada

Dor de cabeça forte, necessidade de esticar o braço para conseguir ler melhor a tela do celular ou o livro, visão borrada em distâncias consideradas normais são apenas alguns dos sinais sorrateiros de que há algo de errado com a visão.

A vista cansada costuma ser o principal problema ocular referente a esses sintomas. O processo é considerado comum e até natural, uma vez que atinge muitos indivíduos após os 40 anos de idade. Conforme os anos vão passando, os olhos perdem seu potencial de focar objetos muito próximos.

O indivíduo com vista cansada começa a notar a condição quando objetos que antes eram nitidamente vistos a certa distância passam a ficar fora de foco. O que leva à ocorrência é a perda natural de elasticidade da lente natural ocular, o cristalino.

A vista cansada é sempre diagnosticada por meio de um exame oftalmológico, realizado no consultório do profissional. Apesar de ter como sintoma mais característico a dificuldade para ler ou enxergar de perto, também se manifestam outros sintomas bem característicos.

Sinais de vista cansada

 1. Dor de cabeça

A dor de cabeça, quando associada à condição, quase sempre aparece após a realização de tarefas que envolvem diretamente a tentativa de enxergar ou ler de perto. A razão é o esforço para enxergar o melhor possível.

2. Dificuldade para enxergar imagens ou letras muito pequenas

Tal dificuldade costuma ser notada, principalmente, ao ler nos smartphones, que têm telas menores, ou nos próprios livros, que também costumam ter letras pequenas.

3. Visão borrada

A visão borrada, quando associada à condição, geralmente se manifesta para ler ou enxergar algo que está a uma distância da qual você sempre enxergou normalmente.

4. Luz, luz e mais luz

Outro sinal frequente de visão cansada é a necessidade de sempre ter mais luz para exercer qualquer atividade que envolva a leitura de perto.

5. Fadiga

Se, após se esforçar para tentar ler ou enxergar algo, você se sentir cansado, como se tivesse praticado um exercício físico, este também pode ser um sinal da condição.

6. Precisar afastar algo para ver melhor

Como um livro ou o próprio celular, por exemplo.

Tratamento

O tratamento convencional de vista cansada é realizado com uso de óculos. Por uma questão estética, há quem prefira o uso das lentes de contato.

Atualmente, existem lentes que se adaptam até ao grau de cada olho, além do tamanho da pupila. Se o incômodo for muito, a cirurgia também pode resolver.

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Primeira consulta com o oftalmologista: saiba como se preparar

Primeira consulta com o oftalmologista: saiba como se preparar

Não existe idade certa para começar a cuidar da visão. O mais aconselhável é o acompanhamento por um oftalmologista desde a gestação e ir se prolongando ao longo de toda a vida. Para cada fase existem preocupações e análises específicas.

Os bebês devem ter seu primeiro contato com o oftalmologista logo após o nascimento, afim de detectar possíveis doenças. À medida que crescem, as consultas visam diagnosticar problemas de acuidade visual, entupimento do canal lacrimal etc. É importante, nessa hora, relatar possíveis casos incomuns, como dificuldade de enxergar as letras, visão embaçada e dor de cabeça.

Se a pessoa fizer a primeira visita ao oftalmologista quando já for adulto, o mais indicado é que relate todo o histórico de qualidade visual e problemas apresentados por outros membros da família. Casos de vista cansada e diminuição do campo visual são mais comuns essa época da vida.

Ao longo dos anos, o indivíduo que já mantém acompanhamento com um especialista precisa trocar de oftalmologista. Pode ocorrer por mudança de endereço, questões relacionadas a plano de saúde, alterações de problema de visão, profissional que para de atender, insatisfação com serviço prestado, entre outros. É muito importante que se tenha uma preparação e alguns passos sejam observados ao se recomeçar o tratamento.

Antes da consulta, é necessário reunir todos os resultados dos exames já feitos durante o acompanhamento com o profissional anterior. Como em qualquer situação clínica, cada pessoa tem um histórico médico que deve ser apresentado para agilizar o processo, evitando novo mapeamento da condição visual, o que pode atrasar a continuidade do tratamento.

No primeiro encontro com o novo oftalmologista, não se deve omitir nenhuma informação. É essencial falar sobre quando e o que levou a se procurar acompanhamento médico, abordando todo o processo decorrido com outros profissionais. É importante pontuar procedimentos já foram realizados e há quanto tempo foram feitos os últimos exames. Por fim, devem ser ressaltados os sintomas atuais e as dificuldades sentidas. Esses passos facilitarão a relação entre as partes para que o atendimento seja o melhor possível.

Histórico de saúde e familiar

Diversas questões oftalmológicas têm ligação direta com outras enfermidades, como diabetes, hipertensão, doenças infectocontagiosas, etc. Por isso, é fundamental descrever  quadro de saúde atual. Se houver alguma doença, é importante informar como é o controle, medicamentos, complicações derivadas, entre outros. A transparência é imprescindível nesse momento, pois alguns medicamentos e procedimentos interferem no sucesso do tratamento da visão.

Existem doenças hereditárias que se manifestam ao longo da vida, como é o caso do glaucoma, catarata e algumas anomalias que acometem a córnea e a retina. Assim, é necessário informar ao especialista a ocorrência de problemas com membros da família.

Itens inseparáveis

Na primeira consulta é praticamente obrigatório levar os óculos, colírios e lentes usados. Não apenas para uma apresentação ao oftalmologista, mas para sua análise quanto à assertividade no tratamento. Caso perceba algo estranho, ele solicitará exames para corrigir problemas e achar soluções precoces.

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Como escolher um oftalmologista?

Como escolher um oftalmologista?

O que você leva em consideração na hora de escolher um oftalmologista? Localização do consultório, valor da consulta, disponibilidade de horário na agenda ou indicação de amigos e parentes? Saiba que é fundamental ter alguns cuidados no momento de definir quem vai cuidar da saúde dos seus olhos, para evitar transtorno.

A primeira coisa a se observar é a formação do profissional e consultar seu registro no Conselho Regional de Medicina. Esse é um sinal valioso da credibilidade do médico e qualidade de seu atendimento.

Além disso, é importante ter conhecimento sobre a especialização do oftalmologista. Apesar da área de atuação ser a mesma, cada profissional tem domínio de conhecimento de um segmento diferente, que vai desde a idade da pessoa até o tipo de enfermidades que trata.

De olho no local

Da mesma maneira que se tem cuidado ao escolher o restaurante onde se alimenta, deve-se ter atenção ao ambiente onde o oftalmologista realiza as consultas, exames e procedimentos cirúrgicos. Existe uma série de normas que precisam ser respeitadas, não se limitando apenas ao âmbito da higiene do local.

É de suma importância que haja instrumentos adequados, aparelhagem em bom estado de conservação, atualizados e em total condição de funcionamento. Essas questões possibilitarão um atendimento de qualidade, com diagnóstico preciso e sem riscos à saúde.

Clínicas e hospitais especializados na área ocular têm estrutura mais adequada para atender quem precisa cuidar da visão. Se você não sentir confiança, consulte avaliações de outras pessoas que já foram atendidas no local.

Dica de amigo

Outro ponto de peso no momento de escolher o oftalmologista é pedir a amigos e familiares indicações de médicos. Sem dúvidas, quem teve uma boa experiência com o profissional vai compartilhar o nome e o contato, para que outras pessoas também tenham um bom atendimento. O “boca a boca” é uma forma garantida de serviço de qualidade, pois ninguém recomenda algo ruim.

E não se acanhe em pedir detalhes sobre como é a relação do paciente com o médico, pois, às vezes, o que foi útil para uma pessoa não é exatamente o que a outra precisa ou procura. Isso pode evitar constrangimentos futuros.

Procure na rede

Não tenha receio de fazer pesquisas sobre o médico e a clínica escolhida no Google e/ou outros sites de pesquisa. O buscador vai mostrar as informações de localização, contato e avaliações feitas. Isso dará mais confiança e orientação para que seu atendimento seja ainda melhor.

Perguntar é preciso

Se você escolheu o médico e fará a primeira consulta, não saia do consultório com dúvidas. Independentemente do diagnóstico, pergunte tudo o que não estiver claro para você, tanto sobre problemas visuais quanto sobre procedimentos para ter uma boa saúde dos olhos. Um bom profissional vai responder tudo o que você quiser saber, sendo transparente sobre os assuntos e criando laços de confiança.

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