Dra. Erika Uchida

Degeneração macular: 5 fatores de risco

Degeneração macular: 5 fatores de risco

A degeneração macular (DM) é um problema que pode prejudicar a visão. Com isso, a pessoa passa a ter muitas dificuldades em realizar tarefas rotineiras e simples, como ler ou dirigir. Essa condição afeta a parte central do campo visual da pessoa, não interferindo na visão periférica ou lateral.

Outro ponto interessante a ser considerado é que, por si só, esse problema não leva o paciente a ter cegueira total — a visão periférica é preservada.

A mácula consiste em uma pequena área da retina responsável por garantir a percepção de detalhes quando olhamos. Quando ela é afetada por uma lesão do tipo degenerativa, que normalmente aparece com o avançar da idade, é que damos o nome de degeneração macular. A principal característica desse problema é uma mancha escura que surge no centro do campo de visão.

Principais fatores de risco para a degeneração macular

Há uma série de fatores que precisam ser levados em conta quando se trata da degeneração macular. A seguir, selecionamos os mais importantes. Acompanhe!

1. Idade — o principal fator de risco é a idade. Quanto mais ela avança, mais chances a pessoa tem de desenvolver essa condição.

2. Ocorrência em um olho — quando a DM afeta um olho, aumentam as chances de que o outro também seja atingido.

3. Obesidade — além de ser um fator de risco, a obesidade contribui para a progressão da doença.

4. Genética — quando algum familiar muito próximo já desenvolveu a doença.

5. Mulheres — o sexo feminino é um pouco mais sensível a desenvolver esse problema.

De acordo com a medicina oftalmológica, os dois tipos de DM mais recorrentes são a exsudativa e atrófica.

DM exsudativa

Essa situação ocorre quando há a formação de vasos sanguíneos anormais no fundo do olho, com sangramentos ou fluidos extravasados deles. Com isso, a visão fica embaçada. Nesse tipo, a perda da visão pode ocorrer de forma rápida e muito intensa.

DM atrófica

Esse tipo é o mais frequente, e sua ocorrência está relacionada ao afinamento e envelhecimento dos tecidos da mácula. Aqui, o mais comum é que a perda da visão aconteça de forma gradual.

Outra informação importante é que, mesmo considerando que essa doença atinja ambos os olhos da pessoa, a perda de visão é assimétrica. Ou seja, um olho sempre acaba sendo mais afetado do que o outro.

Quando se trata da degeneração macular, é preciso ter muita atenção. Muitas vezes, a pessoa não busca orientação especializada por achar que o prejuízo na visão é algo normal para a idade. Porém, qualquer tipo ou grau de perda de visão deve ser analisado com atenção, especialmente quando o problema surgiu ou está piorando na terceira idade.

Existem sintomas da degeneração macular?

Nos primeiros estágios de manifestação, a degeneração macular costuma ser assintomática. Mas pode ser que a pessoa sinta uma queda na visão de um olho, enquanto que o outro permanece bom. Porém, quando o problema afeta ambos os olhos e há a perda da visão central, é mais fácil diagnosticar precocemente e dar início ao tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Dor nos olhos ao piscar: possíveis causas

Dor nos olhos ao piscar: possíveis causas

A dor nos olhos ao piscar é um sintoma muito recorrente e persistente na rotina de grande parte das pessoas em um momento ou outro de suas vidas.

As suas causas são as mais variadas, podendo ser um simples cansaço visual, uso incorreto de lentes de contato e óculos, até casos mais graves e complicados, como uma crise de glaucoma.

Neste artigo, vamos falar sobre esse incômodo. Acompanhe e entenda o que ele pode significar.

Dor nos olhos ao piscar

Qualquer situação que cause lesão nos olhos, infecção e inflamação pode provocar dor ao piscar. A causa mais comum relatada é o desconforto ou uma dor que tem sua origem nas glândulas responsáveis por produzir secreções que se unem às lágrimas.

Mas existem outras situações. Algumas delas incluem:

Úlcera de córnea

Quando se manifesta de forma mais intensa, ceratite ou abrasões corneanas podem provocar uma ulceração na córnea. Essa situação pode deixar os olhos mais predispostos a infecções oculares mais sérias. Normalmente, tem relação com o uso de lentes de contato.

Ceratite ocular

Trata-se de uma inflamação da córnea que pode ter origem em diversas causas.

Olho seco

As glândulas lacrimais são responsáveis por promover a lubrificação da córnea, da conjuntiva dos olhos e da esclera, assim, o movimento dos olhos e as piscadas não causam dor. É por isso que a visão pode ficar prejudicada quando faltam lágrimas ou quando estas são produzidas, mas a qualidade e a composição não é a adequada.

Calázio ou hordéolo

Trata-se de um processo inflamatório que pode surgir na base/raiz de um cílio, mas que também pode se originar mais para o meio da pálpebra. A região acaba ficando mais sensível devido ao aumento incomum de volume da glândula. Essa é uma das principais causas de dor nos olhos.

Terçol

Esse problema também envolve a inflamação das glândulas e tem como base uma infecção bacteriana — no calázio ocorre apenas a inflamação. Além da dor ao piscar, é comum o paciente desenvolver inchaço e vermelhidão.

Conjuntivite

Normalmente, quando a conjuntiva inflama, o olho costuma doer e a pessoa tem a sensação de que há um corpo estranho no globo ocular. Fotofobia, secreção purulenta e lacrimejamento são algumas das características observadas. A conjuntivite pode ocorrer como resultado de infecções virais, alergias e bactérias, dentre outras razões.

Traumas nos olhos

Qualquer tipo de trauma na região dos olhos pode provocar dor ao piscar por haver alguma lesão na córnea, na conjuntiva e/ou na esclera. Lembrando que não é raro que traumas oculares afetem as estruturas internas, complicando ainda mais a situação.

Quando procurar um oftalmologista por causa da dor nos olhos ao piscar

Os olhos são compostos por estruturas complexas e muito sensíveis. Nesse sentido, ao perceber qualquer tipo de dor ao piscar, incômodo ou ter a sensação de corpo estranho no globo, o oftalmologista deve ser procurado o quanto antes.

Além disso, vale a pena ficar atento a outros sinais, tais como lacrimejamento, sensibilidade maior a luz, perda de visão súbita ou qualquer outro tipo de ocorrência que indique que algo esteja errado.

Talvez, a dor nos olhos ao piscar seja algo simples, mas que pode evoluir para uma situação pior caso não seja tratada corretamente.

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Hifema: causas e tratamentos

Hifema: causas e tratamentos

O hifema consiste na presença de sangue, oriundo de uma hemorragia, na câmara anterior do olho, isto é, no espaço localizado entre a córnea e a íris. Essa câmara anterior é onde estão os fluxos de fluidos que fornecem alimento para os tecidos em volta — parte da frente do interior do olho.

O que causa o hifema?

Geralmente, a origem desse problema tem relação direta com algo traumático. Porém, também pode ser devido a uma série de outros fatores, como vasos anômalos na íris, transtornos de coagulação sanguínea, uso de anticoagulantes e cirurgias nos olhos.

Entre as demais causas também podemos incluir anemia falciforme, diabetes em estágio avançado, doenças sanguíneas, inflamação da íris e câncer do olho.

Quais as consequências?

Tudo vai depender da extensão da hemorragia verificada e como ela está progredindo. Entre os sinais mais percebidos, estão a perda da visão, fotofobia e dor.

Há casos em que os sintomas vão desaparecendo com o tempo e na medida em que o sangramento é reabsorvido, sem interferência externa.

Porém, vale chamar a atenção para as situações em que surgem complicações, por exemplo, uma crise de glaucoma que pode atuar bloqueando a reabsorção do humor aquoso, na coloração da córnea pela presença de sangue e os sangramentos recorrentes e que terminam por provocar opacidade e não permitir a passagem da luminosidade.

Quais são as principais características clínicas do hifema?

Quando o hifema é categorizado como de pequena intensidade, ele poderá evoluir sem que sinais incômodos se tornem evidentes, com o paciente percebendo apenas um desconforto muito pequeno no globo ocular.

O olho também pode ficar um pouco avermelhado, sem que a visão seja muito comprometida, nas situações mais complicadas. Nesse caso, ainda pode haver sensibilidade maior à luz e dor ocular.

Quando o hifema é total, o acúmulo de sangue pode impedir que seja possível ver a íris e a pupila.

É importante que o paciente tenha consciência de que uma hemorragia extensa deve ser considerada como uma emergência e o médico precisa ser procurado o mais rápido possível.

Tratamentos

Em boa parte das vezes, o hifema costuma se resolver sem grandes problemas para a pessoa. Nesse período, a recomendação é manter a cabeça elevada e evitar exercícios físicos.

Também é essencial monitorar a pressão intraocular com o objetivo de prevenir o surgimento de glaucoma e recorrer a tratamentos tópicos para ajudar a manter a pupila dilatada. Já a cirurgia é indicada nas situações em que é preciso evacuar o sangramento.

O tratamento para o hifema se concentra em três pontos básicos:

  • evitar que haja novos sangramentos;
  • prevenir manchas na superfície inferior da córnea;
  • auxiliar na absorção gradual do sangue e em sua acomodação natural.

Existem complicações?

Sim. Caso esse problema não seja conduzido da melhor forma, o hifema poderá ocasionar o aumento da pressão ocular, inflamação significativa e glaucoma.

Lembrando que o aumento da pressão também prejudica a córnea e o nervo óptico, e que a inflamação pode levar a pessoa a desenvolver catarata.

Em situações extremas, o hifema pode fazer com que o paciente tenha uma perda total da visão e danos não passíveis de recuperação de partes do olho.

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Como o tabagismo pode agravar problemas oculares?

Como o tabagismo pode agravar problemas oculares?

Os malefícios do tabagismo relacionados ao pulmão e coração são amplamente discutidos e, por isso, boa parte da população conhece um ou outro tipo de problema que pode surgir devido a prática do fumo.

Entretanto, o que pouca gente sabe, é que os problemas e os impactos negativos do cigarro se estendem, agravando doenças já existentes ou provocando o surgimento de outras.

Quer saber mais? Continue a leitura e veja algumas outras doenças que podem ter relação com o tabagismo!

Problemas oculares agravados pelo tabagismo

Degeneração macular

Essa doença ocorre quando a mácula — uma parte da retina — é prejudicada. Ademais, a situação é um tanto complexa quando esse problema tem relação com a idade avançada. A pessoa pode perder sua visão central com uma consequente diminuição da qualidade e quantidade de detalhes que pode perceber.

Estudos já realizados comprovaram que pessoas que tem o vício do cigarro ou ainda, que são ex fumantes, são mais propensas a desenvolver o problema descrito acima.

Cataratas

O risco de contrair esse problema de visão é muito maior para a pessoa fumante. Apesar de poderem ser removidas cirurgicamente, as cataratas provocam grandes transtornos para vida da pessoa, como dores nos olhos, cores opacas, amareladas ou desbotadas e visão embaçada.

Secura ocular

Algumas pessoas não produzem a quantidade de lágrimas suficiente (ou o tipo certo) para hidratar seus olhos e, por isso, eles ficam secos. No fumante, essa situação se agrava apresentando uma série de incômodos tais como olhos vermelhos, ardência, coceiras e queimação.

Retinopatia diabética

Os fumantes que são portadores de diabetes tem altas chances de desenvolver a chamada retinopatia diabética. Essa condição surge quando os vasos sanguíneos da região ocular são danificados. É preciso muita atenção, pois em alguns casos, além da visão distorcida ou embaçada, esse problema pode fazer com que a pessoa fique cega.

Doenças de Graves

Essa é uma condição que afeta a glândula tireoide. Um dos sintomas mais evidentes são os olhos esbugalhados. No caso dos fumantes, há o risco de o problema nos olhos ser maior e, em casos específicos, perder a visão por complemento.

Nervo óptico

O tabagismo aumenta as chances de problemas no nervo óptico. Ele é responsável por conectar o globo ocular ao cérebro e danos severos nessa parte tão sensível podem levar a pessoa a desenvolver cegueira.

Outra doença que tem seus riscos maximizados com o fumo é o glaucoma, que também tem relação com o nervo óptico.

E os bebês? Eles podem ser prejudicados pelo tabagismo ?

Aqui vai um alerta para as futuras mães que insistem em fumar na gravidez: o bebê corre cinco vezes mais riscos de desenvolver meningite bacteriana em sua infância, caso a mãe seja fumante.

Em outras palavras, o fumo durante a gravidez pode fazer com que o parto ocorra mais cedo do que deveria, ocasionando o nascimento prematuro e colocando a criança em sérios riscos. Dentre os principais problemas, vale chamar a atenção para a retinopatia da prematuridade, condição que pode causar a perda permanente da visão e até cegueira no bebê.

Parar com o tabagismo é um processo complicado, mas vale a pena todo o esforço, pois esse vício traz danos a quase que todas as partes do corpo humano!

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Entenda a relação entre alterações do sono e glaucoma

Entenda a relação entre alterações do sono e glaucoma

O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico. Os danos causados nessa região do globo ocular podem passar despercebidos até que a pessoa seja submetida a um exame ocular que mostre haver danos nos nervos e uma consequente perda de visão.

Mas o que a ocorrência do glaucoma, problema com mais de 150 mil casos registrados por ano no Brasil, tem a ver com o sono? Continue a leitura e descubra!

Relação entre sono e glaucoma

Estudos recentes, que consideram como base de análise dados das últimas décadas, têm feito descobertas interessantes sobre como o sono pode influenciar no surgimento desse problema.

Em uma das mais novas pesquisas sobre o tema, foram avaliados diversos participantes com glaucoma e claros sinais de danos no nervo óptico — além de uma perda significativa do campo visual.

Os pacientes que participaram dos testes tiveram que responder a algumas perguntas relacionadas ao período em que dormiam. Dentre elas, algumas tratavam dos seguintes pontos:

  • nível de dificuldade em adormecer;
  • período de tempo dormido;
  • quantas vezes a pessoa acordava durante o sono;
  • possuir algum distúrbio do sono, a exemplo da apneia;
  • fazer uso de medicamentos para auxiliar a dormir;
  • se durante o dia havia problemas recorrentes com a sonolência.

Partindo desses pontos simples e de uma variedade de dados sobre a saúde dos pacientes, o estudo verificou existir uma relação entre o fato de eles terem glaucoma e os diversos problemas com o sono que foram encontrados.

Conclusões do estudo

Entre as conclusões dessas análises, verificou-se que:

  • Aqueles que conseguiam ter uma noite de sono de 10 horas ou mais apresentavam três vezes menos chances de terem algum problema no nervo óptico relacionado ao glaucoma do que os que dormiam sete horas ou menos por noite.
  • Quem dormia três horas ou menos, ou mais de dez horas por noite tinha três vezes mais chances de perder a visão, em relação às pessoas que dormiam sete horas por noite.
  • Pacientes que apontaram ter dificuldades para se distraírem com hobbies por estarem meio sonolentos durante o dia, como resultado, apresentaram três vezes mais probabilidades de ter perda de visão quando comparados a quem não tinha sonolência no decorrer do dia.
  • Pessoas que conseguiam dormir em nove minutos ou menos, ou os pacientes que precisam de mais de 30 minutos para conseguir dormir, apresentaram duas vezes mais chances de ter glaucoma, quando comparadas com quem adormecia entre 10 e 29 minutos.

Parecer tudo um pouco complicado. No entanto, é preciso considerar que estudos nesse sentido ainda estão se iniciando, mas a medida em se conhece cada vez mais as particularidades entre o sono e o glaucoma, é possível desenvolver novas análises e novas maneiras de lidar com os possíveis problemas.

Por fim, mesmo em estágio inicial, tais estudos indicam que o sono tem uma função fundamental no funcionamento do corpo humano para além do que se vinha pensando. Por fim, evidencia a necessidade cada vez maior de os médicos conversarem com seus pacientes sobre essa importância. Além disso, os pacientes, terem atenção com esse aspecto do organismo humano que pode influenciar no surgimento do glaucoma.

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Conheça os tipos de ceratite

Conheça os tipos de ceratite

A ceratite é caracterizada por uma inflamação da córnea — parte externa do olho responsável pela refração da luz. Além disso, atua como uma barreira de proteção da superfície do globo ocular.

A inflamação tem origem, principalmente, na ação de micro-organismos. No entanto, pode haver outras causas, a exemplo do uso de medicamentos, traumas e exposição intensa à luz ultravioleta (sol e cabines de bronzeamento).

Por fim, ainda há a possibilidade de ser resultado de outros tipos de doença.

Mas, independentemente da origem, essa doença tende a progredir de forma muito rápida e, caso não seja tratada da forma correta, pode levar a graves lesões na córnea, sendo que há o risco de perfuração dessa parte do olho e chances de que outras regiões do globo ocular sejam atingidas.

Quais são os tipos de ceratite?

Há uma variedade dessa condição, a seguir, destacamos as principais.

Ceratite não infecciosa

Curiosamente, essa doença pode não ser infecciosa. Esse, por exemplo, é o caso da ceratite provocada por ação de agentes irritantes, traumas e colírios que possam afetar os olhos.

Micótica

Também conhecida como ceratomicose, tem como principais causadores os fungos que provocam a infecção, levando ao surgimento de uma úlcera de córnea.

Lembrando que a presença de fungos, não apenas pode ser algo muito perigoso para os olhos, como também pode representar um problema mais complexo quando a pessoa tem imunidade baixa ou está usando antibióticos tópicos e imunossupressores.

Bolhosa

Nesse caso, temos um edema corneano estromal. O surgimento das bolhas epiteliais e subepteliais se dá devido à perda e/ou às alterações das células endoteliais.

Acanthamoeba

Esse tipo de ceratite é considerada grave e surge devido à ação de um parasita. Aqui, cabe uma observação importante: esse parasita se desenvolve nas lentes de contato. Quem as usa por mais de um dia e não cuida da higienização fica ainda mais vulnerável.

Herpética

Um dos tipos mais comuns, tendo como principal causa, os vírus, ela surge nas situações em que pessoa está com herpes.

Fatores de riscos para a ceratite

Agora que vimos alguns dos principais tipos de ceratite, vamos conhecer alguns os fatores de risco para essa doença. Acompanhe:

  • histórico: quem já teve a doença tem chances de ter novamente;
  • lesão: pessoas que tiveram uma lesão ocular também têm seus riscos acrescidos;
  • corticoides: colírios aplicados para resolver uma determinada doença nos olhos podem ampliar as chances de a pessoa desenvolver a ceratite ou, ainda, piorar o quadro existente;
  • sistema imunológico: pessoas que, pelos mais variados motivos, sofrem com imunidade baixa, têm chances maiores de desenvolver a doença;
  • lentes de contato: a utilização, de forma prolongada, das lentes de contato aumentam os riscos tanto para a ceratite infecciosa quanto para a não infecciosa.

Cabe ressaltar que as ocorrências de ceratite têm aumentado significativamente nos últimos anos.

Além de se informar sobre a doença, é importante que as pessoas que se enquadram em algum dos fatores de riscos, ou que estão percebendo alguma anormalidade em sua visão, procurem o quanto antes o oftalmologista, pois quanto mais cedo o diagnóstico, melhor para o tratamento!

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Entenda o que é e quais são as causas da retinopatia da prematuridade

Entenda o que é e quais são as causas da retinopatia da prematuridade

A retinopatia da prematuridade (ROP) é um tipo de distúrbio ocular que prejudica a retina de crianças nascidas prematuras. Apesar de se tratar de um problema que pode ser prevenido, quando o diagnóstico não é feito e nem o tratamento correto é aplicado, essa condição provoca alterações significativas na visão e, em alguns casos, pode levar à cegueira.

Sendo assim, é muito importante conhecer os principais pontos sobre a ROP para garantir que a saúde do bebê esteja sempre protegida.

Continue a leitura e fique por dentro desse tema essencial para a saúde dos pequeninos.

Quais são as causas?

Os dois fatores que mais pesam e que estão relacionados com a ROP dizem respeito ao nascimento prematuro da criança e aos altos níveis de oxigênio que elas podem receber nas UTIs neonatais. Mas esses não são os únicos pontos que merecem atenção. Alguns outros são:

  • problemas respiratórios;
  • transfusões de sangue;
  • deficiência de vitamina E;
  • anemias.

Por que ocorre?

A retina é uma membrana situada na parte posterior do olho, que tem a função de transformar a luz que chega ao globo ocular em impulsos elétricos que são enviados para o cérebro.

A vascularização da retina chega ao estágio completo quando o bebê está por volta dos nove meses. Quando ele nasce prematuramente, parte da retina ainda está sem vasos, de tal sorte que leva à retinopatia.

Dessa maneira, o aparecimento dessa condição está intimamente relacionado com a interrupção da formação dos vasos sanguíneos. Nesse sentido, vale ressaltar que a retina precisa de 40 semanas (uterinas) para se formar por completo.

A parte do olho sem vascularização possui uma substância denominada VEGF, responsável por estimular a formação dos neovasos — formação de novos vasos.

Esses neovasos são muito sensíveis, de tal forma que podem ocasionar sangramentos, iniciando a formação de cicatrizes que acabam puxando a retina. Quando isso acontece, ela termina por se soltar da parte posterior do olho.

Como resultado de tudo isso, temos o descolamento da membrana que, por sua vez, figura como uma das principais causas de cegueira e deficiência visual na retinopatia de prematuridade.

Como é feito o diagnóstico?

Um dos grandes problemas da retinopatia de prematuridade é que ela não provoca sintomas. Dessa maneira, o diagnóstico está associado a um exame detalhado e cuidadoso do fundo do olho pelo oftalmologista.

É por isso que se torna essencial garantir que crianças nascidas prematuramente e com peso menor que 1.500 gramas, passem por exames rotineiros com esse especialista.

Também é muito importante que os bebês que tiveram retinopatia considerada grave passem por exames para análise das condições oculares ao menos uma vez por ano, durante toda a vida.

Assim sendo, quando a ROP é detectada logo no início, é possível tratar via cirurgia, tendo em vista as chances de se evitar que a criança tenha sua visão afetada parcial ou completamente.

Em conclusão, é muito importante que a futura mãe procure se informar sobre as particularidades da retinopatia da prematuridade com seu médico, além de ter um oftalmologista preparado para lidar com essa situação em caso de alguma eventualidade

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Ptose adquirida: conheça os tipos

Ptose adquirida: conheça os tipos

É denominada ptose adquirida a queda da pálpebra que ocorre após o nascimento. Ela pode ter origens diversas, como traumas, miastenia grave, origem neurogênica, mecânicas (tumores e cicatrizes), miopatias e distrofia miotônica, entre outras.  

Além disso, vale ressaltar que ela também pode ocorrer em decorrência do próprio envelhecimento. Dessa forma, costuma surgir após os 60 anos de idade.

Ptose palpebral é o termo usado pela Medicina para caracterizar a queda da pálpebra superior. Tal condição pode afetar não apenas um lado, como ambos os olhos.

Quando a criança nasce com ptose, ela é congênita. Já a adquirida — assunto deste artigo — ocorre, geralmente, após a pessoa atingir a fase adulta. É muito importante procurar um oftalmologista, pois essa condição pode ter como causa uma lesão da inervação simpática, lesão do nervo oculomotor e miastenia grave e, por isso, uma avaliação profissional é essencial.

No caso da ptose adquirida, alguns dos subtipos mais recorrentes são a traumática, a neurogênica, a miogênica, a mecânica e a aponeurótica. A seguir, vamos saber um pouco mais sobre cada uma delas. Acompanhe!

Tipos de ptose adquirida

Aponeurótica

Também conhecida como ptose involucional, esse tipo é o mais comum e acontece quando o “tendão” do músculo responsável por elevar a pálpebra superior se solta.

É interessante observar que essa situação pode acontecer de forma espontânea e progressiva em pessoas com mais idade (acima dos 60 anos), após traumas nos olhos, em pessoas que usam lentes há alguns anos e até mesmo após algumas cirurgias de visão, a exemplo dos problemas de retina, glaucoma e catarata.

Miogênica

A causa desse tipo de ptose pode ser uma miopatia do músculo elevador da pálpebra ou, também, um distúrbio neuromuscular. Ela costuma ocorrer na oftalmoplegia progressiva externa, na distrofia miotônica e na miastenia grave.

Neurogênica

Essa ptose adquirida surge após um dano neurológico, por AVC ou até mesmo por um processo cirúrgico que afetou o nervo da pálpebra, ocasionando sua queda e paralisia. O tratamento é cirúrgico, mas a melhor opção é analisada caso a caso.

Mecânica

Esse tipo de ptose adquirida ocorre principalmente por tumores palpebrais, pois eles geram peso, provocando a queda da pálpebra. Em boa parte das situações, uma cirurgia para a remoção do tumor já é suficiente, visto que garante que a pálpebra tenha suas funcionalidades normais de volta.

Quando a ptose adquirida precisa ser avaliada?

É importante lembrar que há diversos níveis de ptose. Por isso, a definição do melhor método de tratamento, bem como das reais causas do problema, depende de um exame oftalmológico detalhado.

É essencial consultar o oftalmologista, dadas as próprias particularidades da ptose. Por exemplo, pode acontecer de a pessoa aparentar ter essa condição, mas não ter nenhum tipo de problema no músculo elevador da pálpebra.

A situação descrita se encaixa na categoria chamada pseudoptosis, ou seja, a origem, nesse caso, pode ser uma quantidade um pouco maior de pele sobre a pálpebra ou ainda, algumas outras características faciais.

Além de ser uma questão estética, a queda da pálpebra por meio de algum quadro de ptose adquirida é algo sério, pois pode fazer com que a pessoa tenha restrições e limitações em sua visão, provocando distúrbios e outros problemas que afetam seu campo visual.

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Como funciona o mapeamento de retina e para que serve

Como funciona o mapeamento de retina e para que serve

Você já ouviu falar em mapeamento de retina? Trata-se de um exame oftalmológico detalhado, que permite analisar as estruturas contidas no fundo do olho, como a retina, o vítreo e o nervo ótico. Através do mapeamento, é possível realizar o diagnóstico ou acompanhar a evolução de doenças oculares ou enfermidades sistêmicas, incluindo a diabetes e hipertensão arterial.

Ele corresponde a um exame mais completo que a fundoscopia, uma vez que a avaliação vai além da região central do fundo do olho. O mapeamento possibilita uma investigação bastante criteriosa da área central e periférica da retina, contemplando o vítreo, o nervo ótico e, até mesmo, os vasos sanguíneos.

O mapeamento de retina é um teste fundamental para a análise mais aprofundada e minuciosa do fundo do olho, pois possibilita a identificação e tratamento precoce de eventuais alterações que podem comprometer a visão do paciente. Quer saber mais sobre esse tipo de exame? Então fique de olho no artigo completo!

Como funciona o mapeamento de retina?

O mapeamento de retina é um recurso da oftalmologia para diagnósticos complementares. Ele avalia não apenas a retina, como também, outras estruturas anatômicas que integram o fundo do olho. 

O exame é feito com o oftalmoscópio indireto binocular, instrumento que proporciona uma iluminação clara e brilhante, que assegura análise eficiente do fundo do olho, com imagens nítidas e de alto contraste. 

O oftalmologista também precisa de uma lente convergente de grande aumento. Durante o exame, o profissional posiciona a lente especial entre o aparelho e o olho. Em seguida, ele incide a luz sobre essa lente para iniciar a análise. A pupila vai receber essa claridade e deve estar previamente dilatada para que o oftalmologista investigue o sistema interno ocular.

Para que serve esse exame?

Multifuncional, o mapeamento de retina serve para diagnosticar variadas doenças oculares, como a degeneração retiniana, descolamento de retina, enfermidades da mácula, oclusões vasculares, tumores, infecções, etc. De modo geral, esse método diagnóstico é tão aprofundado e preciso, que serve para detectar quadros que fogem da normalidade.

O exame pode ser realizado em grande parte dos pacientes. São raras as restrições ao mapeamento de retina. A tecnologia utilizada nesse recurso oftalmológico permite a avaliação de estruturas internas de olhos com algum grau de opacidade, como ocorre em casos de doenças da córnea e quadros de catarata.

Por que fazer o mapeamento de retina?

Esse exame é importante porque o mapeamento alcança a região do fundo ocular, única parte do corpo humano na qual é possível observar diretamente os vasos sanguíneos. Portanto, ele viabiliza o diagnóstico e controle de doenças sérias, como hipertensão, diabetes e, até mesmo, problemas reumáticos, neurológicos e hematológicos.

Sendo assim, o mapeamento de retina é muito abrangente e não se limita às doenças oftalmológicas como inflamações, deslocamentos, tumores, malformações e inflamações. Ele é capaz de avaliar, também, alterações sistêmicas diversas.Quer saber mais sobre mapeamento de retina? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Causas da catarata congênita

Causas da catarata congênita

Chamada também de catarata infantil, a catarata congênita corresponde a uma malformação no cristalino. Essa malformação ocorre ao longo do desenvolvimento fetal e é caracterizada por uma turvação indolor do cristalino, presente logo no nascimento ou pouco tempo depois.

O cristalino, por sua vez, é uma lente natural transparente, localizada no interior do olho, e tem como principal função a focalização das imagens. Quando a catarata acontece, o cristalino perde sua transparência e a capacidade funcional do órgão é comprometida.

Atualmente, a catarata congênita é a principal causa mundial de cegueira infantil. Seus sintomas mais incidentes são a leucocoria, popularmente conhecida como pupila branca, além de sinais como perda de fixação visual, estrabismo e baixa visão.

Quer conhecer um pouco mais sobre catarata congênita e descobrir quais são os fatores causadores da catarata congênita? Veja só!

Quais são os tipos de catarata congênita?

Antes de falarmos sobre as possíveis causas de catarata congênita, é importante conversarmos brevemente sobre os seus tipos. A catarata infantil pode se manifestar de diferentes maneiras. Quando atinge os dois olhos é classificada como bilateral e quando afeta apenas um, é denominada unilateral.

Conforme o grau de opacidade do cristalino, o pequeno paciente sofre efeitos como distorção da imagem, interferência na passagem de luz e redução na quantidade de raios luminosos que chegam até a retina dos bebês. O processo de turvação varia de leve a intenso. Quando muito forte, a pupila pode se tornar densa e esbranquiçada. 

Cumpre salientar que algumas cataratas cobrem somente uma porção do cristalino (catarata parcial), enquanto outras o cobrem por completo (catarata total). A visão tende a ser melhor em olhos com catarata parcial.

O que causa a catarata congênita?

A catarata congênita é uma condição que pode estar associada a múltiplas causas, entre elas, a presença de doenças genéticas ou alterações cromossômicas, distúrbios metabólicos como a galactosemia, bem como, e infecções variadas que possam vir a atingir a mãe durante a gestação. É o caso da rubéola.

Em algumas situações, a causa da catarata pode não ser descoberta, entretanto, é importante que bebês com catarata congênita sejam cuidadosamente avaliados pelo oftalmologista para confirmar o diagnóstico, investigar as raízes do problema e iniciar o tratamento adequado. 

Quanto antes a alteração ocular for descoberta, melhores são as chances de obter bons resultados com o tratamento. Para o diagnóstico precoce, é importante realizar o famoso “teste do olhinho”, tecnicamente chamado de “teste do reflexo vermelho”. Esse exame costuma ser feito ainda na maternidade e quando o reflexo está alterado, suspeita-se de catarata infantil.

Se a suspeita for confirmada, o tratamento pode ser feito através do uso de colírios, óculos especiais, oclusão ou cirurgia. O protocolo terapêutico dependerá diretamente da idade do paciente, estágio da catarata e grau de comprometimento.Quer saber mais sobre catarata infantil? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos