Dra. Erika Uchida

O que fazer em caso de surto de conjuntivite?

O que fazer em caso de surto de conjuntivite?

A conjuntivite é uma doença que, esporadicamente, provoca surtos em diferentes regiões do Brasil. Os casos mais recentes afetaram 2,5 mil pessoas no Mato Grosso do Sul. Em Minas Gerais, foram registrados 118 casos da doença.

Um surto é confirmado quando há um aumento considerável e repentino no número de casos de uma doença em determinada região. Ou seja, em cada episódio pode ocorrer diferentes casos de contaminação.

O que fazer se a sua cidade for atingida por um surto de conjuntivite? Descubra, a seguir.

O que é conjuntivite?

A conjuntivite é uma inflamação que acomete a membrana externa do globo ocular e o interior das pálpebras. A doença é classificada nos tipos infecciosa, alérgica ou tóxica. Quando é infecciosa, pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos. Por isso, é o tipo mais comum, pois é altamente transmissível.

O tipo alérgica é decorrente de alergia, que pode ser causada por ácaros ou por pólen. Não é contagiosa e pode se apresentar nas formas sazonais, ceratoconjuntivite atópica, primaveril ou papilar gigante.

A tóxica ocorre quando os olhos são expostos a produtos de limpeza, venenos agrícolas, inseticidas ou outros produtos químicos altamente tóxicos. Esse é o tipo mais raro da doença e também o mais perigoso.

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas são:

  • olhos vermelhos;
  • coceira;
  • olhos lacrimejantes;
  • pálpebras inchadas;
  • secreção;
  • sensação de areia ou cisco nos olhos;
  • pálpebras grudadas ao acordar;
  • dor ao olhar para a luz.

Cuidados em casos de surto

Quando ocorrem os surtos da doença, a população precisa ser orientada para que não ocorra o aumento contínuo no número de casos. Por isso, preparei essa lista com 13 ações de prevenção de contágio.

  • Não compartilhe itens pessoais, como óculos, toalhas, maquiagem, entre outros produtos para os olhos;
  • Caso cubra o nariz ao espirrar, ou a boca ao tossir, evite encostar a mão nos olhos;
  • Não compartilhe suas lentes de contato;
  • Mantenha as mãos limpas;
  • Procure manter um álcool gel ou outro desinfetante por perto;
  • Mantenha as superfícies limpas com antisséptico;
  • Caso sofra de alergias, procure saber o que fazer para minimizar os sintomas;
  • Sempre utilize óculos de natação ao nadar;
  • Tenha lenços com você para limpar ou secar os olhos;
  • Não use maquiagem ou lentes de contato quando estiver com os olhos irritados;
  • Procure trocar diariamente as toalhas e fronhas de travesseiros;
  • Se precisar lavar os olhos, utilize apenas água filtrada;
  • Para evitar uma nova contaminação, evite utilizar itens pessoais que tiveram contato com os olhos no período da doença.

Pronto, agora você já sabe o que fazer em casos de surto de conjuntivite. Eduque seus amigos e familiares para que eles também ajudem na redução dos casos.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Mitos e verdades sobre óculos escuros

Mitos e verdades sobre óculos escuros

Além de um acessório estético e versátil, os óculos escuros podem ser de grande auxílio na proteção dos olhos. Com uma grande variedade de armações e lentes, a maioria dos óculos protege a sua visão da ação dos raios ultravioletas.

Em razão da falta de informação disponível e de qualidade, muitos mitos circulam na internet sobre o uso e efeitos desse objeto. Com o objetivo de acabar com essas fake news, preparei para você este conteúdo com todas as verdades sobre o assunto.

Fatos e mentiras sobre os óculos escuros

Não preciso usar óculos de sol

Este é o mito mais comum. O uso dos óculos de sol é a melhor forma de se defender da ação dos raios UVA e UVB. Os óculos de melhor qualidade oferecem proteção de 99% até 100%. A ação recorrente desses raios pode causar a queima da camada exterior dos olhos e, consequentemente, provocar cataratas, tumores benignos e o envelhecimento precoce da pele.

Só se usa óculos escuros em dias de sol

Outro grande mito, muito mais associado à questão estética. Independente da presença perceptível do sol ou dos dias de verão, os raios solares continuam penetrando na atmosfera da Terra e agindo sobre nós. Assim, a recomendação é para que o uso dos óculos escuros seja frequente, tanto em dias nublados como ensolarados.

Usar frequentemente os óculos de sol pode viciar

Mito. O hábito de usar os óculos frequentemente acontece em razão do descanso para os olhos, que as lentes escuras proporcionam. Esse descanso traz conforto para o usuário e, por isso, há o desejo constante de permanecer com eles. Contudo, não é um vício ou algo prejudicial à saúde.

Apenas as lentes de cor preta protegem os olhos

Este é um mito clássico, porém, sem fundamento. A proteção que os óculos oferecem está associada ao filtro ultravioleta, que é aplicado tanto nas lentes escuras, quanto nas claras e até nas incolores. A influência da cor das lentes está apenas no conforto visual que oferece, a redução do brilho e do reflexo.

Todos os óculos são iguais

Um mito que pode ser confirmado apenas ao analisar a discrepância de valores entre os óculos vendidos por comerciantes de rua e aqueles oferecidos em óticas de qualidade reconhecida. Apesar disso, para se ter uma melhor noção de cada recurso que uma lente oferece, basta ler as informações descritas nas embalagens ou manuais. Ao comprar os óculos, prefira aqueles que ofereçam proteção de 99% a 100% dos raios UVA/UVB. O seu oftalmologista é a pessoa mais indicada para recomendar o melhor tipo de lente para você.

O material de fabricação das lentes influencia no nível de proteção que oferecem

Enfim, uma verdade. Cada tipo de material tem características específicas, que influenciam o nível de proteção que oferecem. 

  • Lentes polarizadas bloqueiam os raios UV, reduzem a intensidade da luz e eliminam o ofuscamento visual provocado pela reflexão da luz;
  • Lentes de policarbonato plástico são indicadas para pessoas que praticam esportes, pois são resistentes e leves. Possuem pigmentos sensíveis à luz, que escurecem as lentes de acordo com o grau de exposição a intensidade luminosa.

Pronto, agora você não será mais enganado pelas informações falsas que compartilham na internet sobre o uso dos óculos escuros. 
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Cuidados com os olhos na leitura de livros

Cuidados com os olhos na leitura de livros

Para os aficionados pela literatura, que dedicam boa parte do seu tempo aos livros, existe sempre a adoção de alguns cuidados para manter a saúde dos olhos. Contudo, sempre se repetem algumas dúvidas sobre quais as formas saudáveis para se realizar a leitura de livros e afins.

Quem nunca ouviu aqueles mitos da internet sobre os transtornos causados por ficar lendo por muito tempo? Pois é, de informações falsas a rede está cheia. Para combater a desinformação, preparei esse texto com as melhores dicas para que a sua paixão pelos livros não afete a saúde dos seus olhos.

O que é mentira quando se fala dos cuidados com os olhos?

Muito mitos da internet nasceram das recomendações constantes que recebemos dos nossos pais. É verdade que algumas delas são corretas, mas outras afirmações não têm qualquer base científica.

Falar que ler em excesso pode causar a visão cansada é uma mentira que encontramos com frequência na rede. O único efeito negativo que esse excesso pode causar é um incômodo nos olhos em função das circunstâncias e do ambiente em que o leitor está

A presbiopia (vista cansada) é uma condição natural que acomete pessoas acima dos 40 anos de idade. Contudo, ambientes com iluminação ineficiente, deitar em situação desconfortável ou a não utilização dos óculos ou lentes de contato para ler podem viciar a visão.

Outro mito recorrente é o que afirma que ler no escuro prejudica a visão. Escolher ambientes escuros para ler podem causar desconforto visual. Além disso, pessoas portadoras de ametropias podem desenvolver sintomas ao ler nessas condições. No entanto, a leitura em local mal iluminado não prejudica a saúde ocular.

Como a leitura deve ser feita sem prejudicar os olhos?

Para que você mantenha os seus olhos saudáveis e possa continuar usufruindo do prazer de ler bons livros, separei algumas dicas essenciais. São elas:

  • Mantenha uma distância de 30 a 35 cm do livro para que a sua visão esteja confortável;
  • Ao ler, mantenha o livro na altura dos olhos. Quando você coloca o livro acima da altura dos olhos, eles podem ressecar mais facilmente;
  • Defina um lugar ideal para ler, considerando a possibilidade de estar com uma boa postura e iluminação;
  • Evite ler em movimento ou deitado na cama;
  • Crie um ambiente com iluminação agradável aos olhos, que não seja nem forte e nem muito fraca. 
  • Ao ler em dispositivos eletrônicos, reduza o brilho da tela e se utilize da iluminação do ambiente;
  • Faça pausas de um a dois minutos a cada uma ou duas horas lendo;
  • Procure, eventualmente, piscar os olhos. Essa prática é favorável ao relaxamento da musculatura ocular;
  • Durma o suficiente. A boa qualidade do sono promove o melhor rendimento visual e intelectual.

Pronto, agora basta seguir essas dicas e você já poderá retornar a sua leitura habitual. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Hemorragia ocular: sintomas e tratamentos

Hemorragia ocular: sintomas e tratamentos

Um dos problemas na visão que mais assusta aos seus portadores é a hemorragia ocular. Isso ocorre porque a presença de sangue dentro dos olhos faz com que as pessoas pensem que estão perdendo a visão. Contudo, esse pensamento está equivocado.

Quer saber o por quê? Então, continue a leitura e entenda mais sobre esse distúrbio.

O que é hemorragia ocular?

A hemorragia ocular pode ser causada pelo rompimento de pequenos vasos sanguíneos que estão localizados na conjuntiva, uma fina película que recobre a parte branca dos olhos (esclera). Nesses casos, é chamada de hemorragia subconjuntival. Quando há seu rompimento, o sangue fica “preso” e causa as manchas vermelhas nos olhos. 

Contudo, a hemorragia também pode ser no interior dos olhos, causando a hemorragia vítrea. Nesses quadros, o sangue não fica visível, pois ocorre no vítreo, que é um fluido transparente e gelatinoso que preenche o interior do globo ocular. Quando há a hemorragia vítrea, se faz necessária a investigação do problema, pois indica a presença de alguma outra patologia no paciente.

Quais são os sintomas?

Os sintomas do tipo subconjuntival são mais evidentes, sendo a característica mais comum a vermelhidão e a aparência de haver sangue nos olhos. Não há prejuízos para a acuidade visual do paciente.

Já a hemorragia vítrea não causa a mesma anomalia visível nos olhos, em razão de ocorrer no seu interior. Porém, os principais sintomas podem estar conectados às doenças relacionadas como causas do problema. As principais doenças diagnosticadas são a retinopatia diabética, descolamento do vítreo posterior, descolamento da retina, degeneração macular relacionada à idade, edema macular, traumatismos oculares, oclusões venosas, entre outras doenças.

Além disso, este tipo de hemorragia afeta a visão do paciente, fazendo com que ele enxergue manchas escuras, sombras e  tons de vermelho. Em outros casos, pode haver visão turva, perda de visão e até distorção do campo visual.

Como é o tratamento?

A hemorragia nos olhos não traz danos irreversíveis, mas o tratamento ocorre de acordo com as causas. Quando o local afetado foi a conjuntiva, o sangramento nos olhos se desfaz espontaneamente, ocorrendo no máximo em até duas semanas. 

Como a hemorragia subconjuntival pode ser causada por um excessivo esforço físico, a melhor forma de prevenção é evitar a repetição desse esforço. Também pode ser recomendada a aplicação de compressa fria no local para forçar a contração dos vasos sanguíneos, reduzindo a hemorragia.

Na hemorragia vítrea o foco é tratar a causa do problema. Então, por exemplo, uma alteração na administração de glicose auxilia o controle da retinopatia diabética. Para aliviar o sangramento, pode ser recomendado o uso de colírios para redução da pressão ocular e dilatação das pupilas ou um inibidor do fator de crescimento endotelial vascular para prevenção da formação de novos vasos sanguíneos anormais.

Quando não há a interrupção do sangramento ou ele se torne mais grave, a cirurgia pode ser indicada. Uma alternativa é a fotocoagulação a laser panretinal que realiza a aplicação de um laser para aquecer os vasos sanguíneos e retardar ou parar a formação de novos vasos.

Outra possibilidade é a vitrectomia que também é indicada para casos de descolamento da retina. Nessa cirurgia o vítreo é retirado e substituído por um gás ou por uma solução. Após determinado tempo, o organismo irá produzir novamente o vítreo.

Porém, em todos os casos é indicado que um oftalmologista avalie a hemorragia ocular e indique o melhor caminho a ser tomado. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Como é e para que serve o teste do olhinho?

Como é e para que serve o teste do olhinho?

O teste do olhinho, também chamado de Teste do Reflexo Vermelho, é mais um dos importantes exames que são realizados ainda na maternidade. A realização desse teste, logo após o nascimento, é essencial para diagnosticar a presença de distúrbios que podem se agravar durante o desenvolvimento da criança.

Preparei este conteúdo para que você conheça os benefícios do exame para a saúde da criança.

O que é o teste do olhinho?

Este é um exame realizado na primeira semana de vida do bebê e, geralmente, é feito ainda na maternidade. O procedimento consiste na projeção de um pequeno feixe de luz nos olhos do recém-nascido.

Quando o reflexo da luz apresenta uma coloração avermelhada, alaranjada ou amarelada, significa que a saúde ocular do bebê está perfeita. Contudo, se a cor refletida for esbranquiçada ou apresentar um formato diferente entre os olhos, pode indicar a presença de algum distúrbio. 

A partir desse momento, serão solicitados novos exames oftalmológicos para que haja um aprofundamento da investigação. 

Quem deve fazer?

Todo recém-nascido deve sair da maternidade com este e outros testes padrões, ainda na primeira semana de vida. Caso não seja possível realizá-lo na maternidade, na primeira consulta com o pediatra o teste do olhinho será feito.

O procedimento pode ser repetido quando o bebê estiver com 4, 6, 12 e 24 meses. Durante o desenvolvimento da criança podem ocorrer alterações na visão. Após esse período, há uma recomendação para que aconteça uma nova consulta com o oftalmologista aos três anos de idade. 

Além disso, crianças que nasceram com microcefalia ou filhos de mães que foram acometidas pelo Zika vírus durante a gravidez, precisam dar atenção especial ao teste do olhinho, em razão do alto risco de desenvolverem alterações na visão. Porém, não se preocupe, o seu bebê não sentirá nenhum incômodo e nem dor no exame.

Para que serve o teste?

O procedimento serve para diagnosticar, de forma precoce, a presença de algumas doenças congênitas nos olhos do recém-nascido. As principais doenças que podem ser diagnosticadas são a catarata congênita, glaucoma infantil, hemorragias e até retinoblastoma, um tipo de câncer comum na infância.

Essas são situações que, quanto mais cedo forem identificadas, melhores serão os resultados dos tratamentos. Porém, é importante ressaltar que os pais também precisam acompanhar o desenvolvimento dos filhos em casa.

Caso identifique alguma dificuldade em acompanhar o movimento de objetos e luzes, perceba olhos esbranquiçados em fotografias, ou alguma dificuldade em reconhecer o rosto de pessoas próximas, leve seu filho para ser avaliado por um oftalmologista.

É sempre bom lembrar: o teste do olhinho deve ser realizado ainda na primeira semana de vida do bebê. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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O que é e como diagnosticar o daltonismo?

O que é e como diagnosticar o daltonismo?

Você consegue imaginar o mundo com cores não muito definidas? E enxergar a natureza sem saber diferenciar as tonalidades? Pois é, estes são sintomas que acometem pessoas portadoras do daltonismo.

Parece até estranho saber que existem pessoas com esse problema, não é? Você conhece alguém que apresenta algum desses sinais? Sabe como diagnosticar? Para te ajudar a responder essas perguntas, preparei este texto com todas as informações sobre o assunto.

O que é daltonismo?

O daltonismo é um distúrbio da visão que afeta a percepção das cores. A sua principal característica é a dificuldade de distinção do vermelho e do verde. Em casos mais raros, o azul e o amarelo não são vistos. 

O distúrbio ocorre devido ao mau funcionamento dos cones oculares, que são responsáveis pela diferenciação das cores. Ele pode ser congênito ou adquirido. O congênito tem origem na má formação da retina do bebê, antes do nascimento. Esse tipo acomete, principalmente, os homens e é caracterizado pela dificuldade em reconhecer as cores verde ou vermelha.

Já o adquirido pode ser causado por uma lesão no nervo óptico, na retina ou no córtex cerebral. Esse tipo é comum em ambos os sexos e seus portadores não conseguem distinguir as tonalidades de azul e enxergam as coisas com maior distorção.

Como diagnosticar?

O diagnóstico do daltonismo varia de acordo com a causa. Quando a origem é congênita, foi desenvolvida uma técnica chamada de Método de Ishihara. Neste exame, são apresentados 32 cartões coloridos para o paciente, para que ele identifique cada cor. 

Os cartões contém vários círculos agrupados no centro, com cores que só podem ser percebidas por pessoas que não têm o distúrbio. A quantidade de acertos indicará o grau do problema.

Nos casos em que o problema foi adquirido, a técnica de Farnsworth é aplicada com maior recorrência. O teste utiliza quatro bandejas plásticas, que contém 100 cápsulas de tonalidades diferentes. O paciente deve posicionar as cores em ordem lógica, considerando as cápsulas fixadas nas extremidades de cada bandeja. 

A primeira escolha do paciente deve ser a cor mais semelhante à cápsula principal, seguindo sucessivamente, até finalizar a ordenação de todas as cápsulas. Se houver uma confusão na ordem das cápsulas, ou na posição das cores, o quadro de distúrbio visual é confirmado.

Quais são os sintomas mais comuns do daltonismo?

Existem três possibilidades de manifestação do problema, que causam variação nos sintomas. O primeiro deles é a protanopia, que permite apenas a visualização das coisas em tons de bege, marrom, verde ou cinza.

Há a deuteranopia, em que os pacientes só enxergam em tonalidades de marrom. E a terceira forma é a tritanopia, que transforma as tonalidades de azul e amarelo em tons rosados.

Como se prevenir?

Quando o diagnóstico indica o tipo congênito, não há forma de prevenção, pois é hereditária e está associada a alterações nos cromossomos do pai ou da mãe. Contudo, para evitar que o distúrbio seja adquirido, é possível realizar a prevenção de algumas doenças, tais como:

  • Diabetes;
  • Leucemia;
  • Doença de Alzheimer e de Parkinson;
  • Anemia falciforme;
  • Glaucoma;
  • Degeneração macular.

Quer saber mais sobre daltonismo? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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6 Alimentos para te ajudar a enxergar melhor

6 Alimentos para te ajudar a enxergar melhor

Já ouviu dos seus pais que você deveria comer determinado alimento, porque ele era “bom para a vista”? Pois é, apesar de toda a lenda por trás dessa afirmação, estudos revelam que o modo como nos alimentamos favorecem ou reduzem a saúde dos nossos olhos.

Entenda mais sobre como uma alimentação saudável pode garantir uma excelente saúde visual.

Como os alimentos ajudam a melhorar a visão?

De acordo com estudos publicados pelo Jornal Britânico de Oftalmologia, o poder está na característica antioxidante presente nos alimentos multivitamínicos, ricos em minerais, vitaminas C e E, selênio e zinco.

Assim como os peixes, as frutas de baixo índice glicêmico contém ômega 3, que auxilia na redução dos efeitos da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). 

Então, para que você mantenha o bom funcionamento dos seus olhos, conheça agora quais são os seis melhores alimentos para sua visão.

1# Peixes

Os peixes são ricos em ácidos graxos, ômega 3 e vitaminas A, B, D e E. Por isso, ao colocar os peixes na sua dieta, todas as estruturas dos olhos, principalmente a retina, receberão uma grande quantidade de oxigênio, que é fundamental para a saúde do órgão.

O combate aos radicais livres, responsáveis pela aceleração do envelhecimento, também é outro benefício dos peixes para o organismo. Os principais tipos de peixes são a sardinha, o bacalhau, o salmão e o atum.

2# Ovos

O consumo de ovos é uma ótima forma de favorecer o combate à DMRI. A gema do ovo contém substâncias foto-oxidantes, tais como a luteína e zeaxantina. De acordo com estudo publicado pelo The American Journal of Clinical Nutrition, são recomendadas a ingestão de dois a quatro ovos por dia, durante cinco semanas. Porém, cuidado com o seu nível de colesterol.

3# Alho e cebola

O alho e a cebola são verdadeiras fontes de cálcio, fósforo e de vitaminas B e C. Entre os principais benefícios oferecidos por esses alimentos estão a ação antimicrobiana e antiviral, a redução da pressão arterial, o combate ao glaucoma e a ação dilatadora dos vasos sanguíneos. 

4# Óleo de linhaça

O óleo de linhaça ajuda no combate ao olho seco, um problema comum em idosos. Esse óleo é fonte de vitamina E, ômega 3, ômega 6 e ômega 9. Além disso, também atua no tratamento da hipertensão arterial e do sistema imunológico.

5# Azeite virgem

Por também ser rico em ômega 3, este é um item essencial em uma dieta para o tratamento ou manutenção da saúde dos olhos. Atua diretamente na prevenção da DMRI.

6# Frutas, legumes e verduras

As frutas, legumes e verduras que possuem a coloração amarela ou verde são ricos em carotenoides, substâncias que atuam na prevenção da DMRI. Os melhores exemplos são laranja, maçã verde, mamão papaia, cenoura, pimentão amarelo, tangerina, brócolis e couve.

Agora você já sabe quais são os alimentos que são verdadeiros “amigos” dos olhos. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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O cigarro pode fazer mal para os meus olhos?

O cigarro pode fazer mal para os meus olhos?

O tabagismo, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é responsável pela morte de 200 mil pessoas por ano no Brasil. Além disso, o cigarro pode causar doenças cardiovasculares, câncer, bronquite, doenças vasculares e até distúrbios na visão.

Surpreso com a informação? Pois é, a medicina já comprovou que os fumantes desenvolvem distúrbios nos olhos, aumentando em até três vezes a predisposição para doenças oculares, se comparados com os não fumantes.

Você faz parte de qual time? Fumante ou não fumante? Conhece quem fuma? Então, este texto é para alertar você e as pessoas ao seu redor sobre os transtornos que o fumo pode causar à visão.

Por que o cigarro afeta a visão?

A maior parte dos fumantes sabe sobre as doenças e sobre as chances de morrer em decorrência do vício. Porém, o fato de que o tabagismo pode afetar a visão não é de amplo conhecimento.

Os olhos são afetados porque a fumaça produzida pelo cigarro está carregada de substâncias nocivas, como monóxido de carbono, plutônio, pesticidas, venenos para animais, metais pesados e níquel. Em resumo, o cigarro é composto de itens excessivamente prejudiciais à saúde.

Quando há a inalação dessa fumaça, ela é carregada para vários órgãos e afeta diretamente a visão. Por isso, os fumantes, geralmente, estão com os olhos irritados ou avermelhados.

Quais são os malefícios causados para os olhos?

Ao entrar em contato com os olhos, de forma contínua, a fumaça é responsável por potencializar e acelerar o aparecimento de doenças e distúrbios oculares. Os principais problemas são:

Queda das pálpebras

O tabagismo, associado à perda da elasticidade da pele e à radiação solar, causa o envelhecimento facial. A queda das pálpebras ocorre em função desse envelhecimento.

A queda da pálpebra superior acontece em conjunto com a frouxidão dos tecidos e músculos dos olhos, fazendo com que ela fique sobre os olhos, dificultando o campo de visão. Quando há o deslocamento da pálpebra inferior e a queda dos tecidos, toda a borda inferior do olhos é puxada para baixo. Assim, há maior exposição dos olhos às impurezas do ambiente.

Para corrigir o problema, pode ser realizada a blefaroplastia, que elimina o excesso de pele e gordura das pálpebras. Dessa forma, o paciente volta a enxergar melhor e retoma a sua harmonia facial.

Catarata

A catarata não é causada pelo tabagismo, mas o seu desenvolvimento é acelerado por esse hábito. Essa é uma doença que pode ocorrer em função da idade, de outras doenças oculares, do diabetes, entre outros problemas.

O paciente de catarata sofre com a opacificação do cristalino, que é uma lente natural que reveste os olhos. A fumaça tóxica do cigarro favorece a alteração do metabolismo do cristalino, o tornando opaco.

Degeneração macular

A degeneração macular também é potencializada pelo hábito de fumar, causando a oxidação da retina. Essa doença promove a perda das células fotorreceptoras da mácula, uma região dos olhos responsável pela captação das imagens que enxergamos.

Olho seco

Também conhecida como a Síndrome do Olho Seco, ela causa a sensação de secura, vermelhidão e ardência nos olhos. O contato com a fumaça do cigarro pode intensificar esses sintomas, aumentando o ressecamento. Fumantes passivos também podem sofrer com o problema.

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Cuidados com a saúde dos olhos no inverno

Cuidados com a saúde dos olhos no inverno

O inverno é uma delícia para curtir caldos quentes, ver filmes e se proteger do friozinho. No entanto você sabia que o inverno também exige cuidados com a saúde dos olhos?

Poucas pessoas conhecem os perigos que o clima do inverno pode trazer à visão, por isso elaborei este artigo para informar como cuidar dos olhos no inverno. Acompanhe cada detalhe da leitura e previna-se bem no próximo inverno.

5 cuidados com os olhos no inverno

1. Cuidado com a umidade do ar

O ar seco dessa estação pode ser um motivo de preocupação. O inverno propicia um tempo ruim em relação à umidade, e o tempo seco frequentemente causa irritação aos olhos. 

Se você já tem um problema com isso, ou algum tipo de alergia é importante o uso de soro fisiológico para manter a umidade.

2. Alerta à conjuntivite

É muito comum no inverno, uma vez que as pessoas permanecem muito tempo em ambientes fechados. Ocorre uma inflamação na conjuntiva. Uma das formas de se pegar é por meio do vírus de quem tem.

Sendo assim, ficar muito tempo em ambientes fechados com outras propicia o aumento da conjuntivite. Ela pode começar em um olho e logo após contagiar o outro. Existe a conjuntivite alérgica (que não é contagiosa) e bacteriana. 

Na conjuntivite viral o causador é um vírus é adenovírus, similar ao da gripe. Por essa razão é comum que a pessoa que esteja com conjuntivite viral também esteja sentindo dores no corpo, e imunidade baixa, como se estivesse com gripe.  

Ela dura em média uns 15 dias e o tratamento se dá por meio de soro fisiológico, e se for o caso da viral ou bacteriana, com colírios e antibióticos receitados pelo médico. 

3. Use um umidificador

Nada melhor nesse tempo seco do que um umidificador. Se não é possível lubrificar os olhos a todo instante com soro fisiológico, um umidificador fará esse trabalho por você. Ter um desses em casa certamente fará toda diferença no cuidado com os olhos.

4. Hidratação é vida

É impressionante como se manter hidratado resolve e previne muitos problemas. Isso não é diferente quando se trata de cuidar da saúde dos olhos. Manter-se bem hidratado faz com que além do corpo, seus olhos também se mantenham lubrificados e livres de irritação nessa época do ano.

5. Proteja-se da síndrome do olho seco

Parece estranho, mas, a síndrome do olho seco é uma doença crônica que consiste na diminuição de produção da lágrima ou uma deficiência em componentes da lágrima. É estranho, mas boa parte dos brasileiros sofrem quem essa doença.

Essa doença está relacionada a certas condições do meio ambiente, como ar seco, poeira, baixa umidade e poluição. Essa síndrome provoca irritação, ardência e uma leve sensação de areia nos olhos. Eles ficam embaçados e muito sensíveis à luz. Para prevenir é importante a ingestão de óleo de linhaça e uma boa higienização dos olhos.

Por fim, o cuidado com a saúde dos olhos deve se intensificar nessa estação gostosa e fria. Você pode curtir bons momentos sem esquecer de cuidar de sua visão.

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Quando deve ser a primeira consulta da criança no oftalmologista?

Quando deve ser a primeira consulta da criança no oftalmologista?

Exames oftalmológicos, são procedimentos especializados, sempre realizados por médicos da área e de grande valor para a saúde ocular das crianças de todas as idades.

Avaliações clínicas realizadas por seu pediatra, são apenas norteadoras para possíveis quadros da criança, nunca podendo ser um substituto dos exames específicos realizado por um optometrista ou oftalmologista. Isso porque apenas estes especialistas são adequadamente treinados e possuem as ferramentas necessárias para realizar avaliações completas nos olhos e na visão das crianças.

Por que é tão importante realizar exames oftalmológicos nas crianças?

Exames nessas especialidades são de total importância a fim de garantir e assegurar que as crianças estejam em plena saúde e que não tenham nenhum tipo de problemas com sua visão, interferindo em seu desenvolvimento e mesmo o bom desempenho durante as tarefas, além de evitar potencialmente expor seu filho a situações de perigo.

Outro ponto que merece total atenção é que os primeiros exames oftalmológicos também são importantes para garantir às crianças um melhor índice de aprendizado, como:

  • Habilidades de foco precisas;
  • Maior habilidade do movimento dos olhos;
  • Atividades em equipe mais precisas e confortáveis;
  • Boa acuidade visual a objetos em todas as distâncias.

Quando deve ser a primeira consulta da criança ao oftalmologista?

O primeiro exame oftalmológico entre as crianças deve ser aos seis meses de idade, onde será feito uma avaliação completa sobre as condições do seu filho.

Após essa primeira checagem, estando tudo bem, é de grande importância uma segunda sondagem aos três anos de idade e outra pouco antes de iniciarem o primeiro ano escolar – por volta dos 5 ou 6 anos.

Já as crianças em idade escolar, deverão realizar exames oftalmológicos ao menos uma vez a cada dois anos, como prevenção, uma vez que não haja necessidades de correções da visão. Entretanto, aquelas que tiverem necessidades de correção identificadas (como óculos ou lentes de contato), precisarão serem examinadas anualmente ou conforme recomendação de seu médico.

O que considerar no agendamento das consultas?

Ao realizar um agendamento oftalmológico para seu filho, opte por horários em que ele normalmente esteja mais alerta e feliz.

Especificidades de como os exames oftalmológicos são conduzidos dependerão da idade da criança, porém, geralmente incluirá um histórico de caso, testes de visão, apontamento da necessidade de óculos, teste de alinhamento dos olhos, avaliação da saúde ocular e, se necessário, prescrição de óculos.

Seu médico também poderá perguntar sobre possíveis complicações durante a gravidez ou no parto. Outras questões dizem respeito ao histórico médico de seu filho, incluindo medicamentos atuais e alergias passadas ou presentes.

Certifique-se de informar ao seu oftalmologista se o seu filho tem ou exibe um dos seguintes itens:

  • Prematuridade;
  • Desenvolvimento motor atrasado;
  • Fricção frequente nos olhos;
  • Pisca excessivamente;
  • Dificuldade em manter contato visual;
  • Dificuldades em encontrar objetos.

Por fim, certifique-se de informar ao oftalmologista sobre todo tipo de histórico familiar em que conste erros de refração, estrabismo, ambliopia ou doenças oculares. Com essas informações será possível traçar problemas congênitos que possam afetar a criança.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos