Dra. Erika Uchida

A relação do tabagismo e a saúde dos olhos

A relação do tabagismo e a saúde dos olhos

Os prejuízos causados pelo uso do cigarro já são conhecidos pela população em razão das contínuas campanhas promovidas pelo governo e entidades de saúde. Porém, poucas pessoas conhecem a forte relação que existe entre o tabagismo e a saúde dos olhos.

Você sabe quais as consequências do fumo para a sua visão? Então, recomendamos a leitura deste post, pois, explicaremos tudo sobre o assunto.

Qual a relação entre tabagismo e a saúde dos olhos?

O tabagismo é a principal doença responsável pela causa de morte evitável em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Contudo, quando não leva o paciente à óbito, pode trazer grandes prejuízos para a saúde dos seus olhos.

Ainda, o hábito de fumar é um fator de risco para diversas doenças oculares, tais como, oftalmopatia de Graves, glaucoma, catarata e degeneração macular relacionada à idade. Em alguns casos, pode levar até a cegueira irreversível.

Ademais, até os fumantes passivos, ou seja, aqueles que estão em constante contato com a fumaça do cigarro, mas que não são fumantes, podem vir a ter algum prejuízo a sua saúde ocular. Por isso, é importante conhecer mais sobre as consequências do tabagismo para nossa visão. Então, saiba mais sobre elas:

Alergias oculares

A fumaça do tabaco é o principal poluidor de ambientes fechados no mundo. Isso porque existem mais de 4 mil substâncias tóxicas em sua composição, tais como, benzeno, benzopireno, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, acroleína, estireno e fenol.

Ainda, a depender do tipo de derivado de tabaco utilizado, podem estar presentes metais como níquel, cádmio e o arsênico de ferro. Todas essas substâncias são extremamente prejudiciais ao organismo, provocando as seguintes alterações na superfície ocular:

  • diminuição do tempo em que a lágrima permanece íntegra ao olho;
  • mudanças na camada lipídica do filme lacrimal;
  • redução na produção basal de lágrima;
  • diminuição da sensibilidade da córnea e da conjuntiva;
  • baixa concentração de fluido lacrimal;
  • desenvolvimento de tecido adiposo na conjuntiva.

Ademais, como a fumaça do cigarro é nociva aos olhos, é comum que fumantes sintam coceira, vermelhidão, irritação nos olhos, sensação de corpo estranho e até desenvolvam a síndrome dos olhos secos.

Aumenta o risco de catarata

A catarata é uma doença causada pela opacificação do cristalino, uma estrutura ocular que funciona como uma lente para os olhos. Com a inalação das substâncias presentes no cigarro, o metabolismo dessa estrutura é alterado, acelerando a opacificação.

Assim, o fumante desenvolve a catarata de forma precoce, antes de chegar a idade em que a doença costuma surgir. Mesmo após deixar de usar o cigarro, o indivíduo continua mais propenso a ser acometido pelo problema.

Mais suscetível à DMRI

Ao inalar a fumaça do cigarro, as substâncias nocivas tendem a entrar na corrente sanguínea do fumante, pois, não são metabolizadas pelo organismo. Com isso, elas são transportadas a diferentes partes do corpo, inclusive os olhos.

Ainda, a retina é uma estrutura ocular que necessita de uma constante irrigação sanguínea. Porém, quando os elementos tóxicos estão presentes, ela pode ter o seu funcionamento interrompido, causando a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Maiores chances de desenvolver um glaucoma

O tabagismo também contribui para o desenvolvimento do glaucoma, a principal doença responsável pela cegueira. Isso porque o fumo contribui para a obstrução de veias e vasos sanguíneos, aumentando a pressão intraocular e causando o glaucoma.

Mudanças na percepção de cores

Segundo estudo realizado pela Universidade Federal da Paraíba, o tabaco é capaz de provocar alterações na visão dos fumantes, principalmente na percepção das cores verde, azul, vermelho e amarelo.

Ainda, essa condição é percebida, principalmente, em indivíduos que consomem, pelo menos, 20 cigarros por dia. A mesma pesquisa também aponta que fumantes têm uma dificuldade maior para discernir contrastes.

Então, como você pode perceber, há uma forte relação entre tabagismo e a saúde dos olhos. Por isso, se você faz uso de produtos derivados do tabaco, repense esse hábito e avalie os benefícios e prejuízos que ele pode trazer para a sua saúde.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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10 sintomas oculares causados pelo coronavírus

10 sintomas oculares causados pelo coronavírus

Durante a pandemia do novo coronavírus, há uma grande propagação de informações, o que pode dificultar o acompanhamento de todas as recomendações sobre o assunto. Um dos temas pouco difundidos são os sintomas oculares que podem ser causados pela doença.

Neste post, falaremos sobre como os olhos podem ser locais de contaminação do novo vírus, as manifestações oculares que pode provocar e sobre as formas de prevenção.

O coronavírus pode ser transmitido pelos olhos? 

Sim. A cada dia surgem novos estudos sobre o coronavírus, o que faz com que novas recomendações sejam desenvolvidas e divulgadas. Atualmente, já se sabe que ele pode se espalhar tanto pelo nariz quanto pelos olhos ou pela boca.

Ainda, como o ato de coçar os olhos é quase que um comportamento involuntário, ficamos mais suscetíveis a levar o vírus até eles após tocar em superfícies infectadas ou por estar em contato com pacientes da Covid-19.

Por isso, além das recomendações de higiene das mãos e de distanciamento social, também precisamos estar atentos à proteção dos nossos olhos.

Quais são os sintomas oculares causados pela Covid-19?

Em descobertas recentes, foi evidenciado de que os pacientes portadores da Covid-19 poderiam manifestar, dentre outros sintomas, a conjuntivite. Isso porque o vírus entra na conjuntiva e inicia um processo de inflamação.

Ademais, além da febre, tosse seca, cansaço e a dificuldade respiratória, o novo coronavírus pode provocar sintomas oculares relacionados a essa inflamação, tais como:

  1. hiperemia conjuntival (aumento do fluxo sanguíneo na conjuntiva);
  2. quemose (inchaço das pálpebras);
  3. epífora (lacrimejamento involuntário)
  4. secreção nos olhos;
  5. ardor;
  6. coceira;
  7. olho seco;
  8. sensação de areia nos olhos;
  9. fotofobia;
  10. vermelhidão

Ainda, segundo outra pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo, pacientes com Covid-19 apresentaram microlesões na retina, um sintoma que não trouxe prejuízo a saúde deles, mas que pode indicar danos no sistema nervoso central (SNC).

Como prevenir o contágio?

As recomendações de prevenção ao novo coronavírus passam pela higienização e distanciamento social, como, por exemplo:

  • lavar as mãos até a altura dos punhos com água e sabão;
  • ao tossir ou espirrar cobrir nariz e boca com lenço, ou com o braço;
  • evitar tocar os olhos, nariz e boca;
  • higienizar com frequências acessórios de uso contínuo, como celular, anel, relógio e carteira;
  • evitar abraços, beijos e apertos de mãos;
  • não compartilhar itens de uso pessoal;
  • evitar ambientes fechados ou com muitas pessoas;
  • utilizar máscaras sempre que sair de casa.

Ademais, existem algumas medidas de proteção específicas para os olhos e que seguem recomendação da Associação Americana de Oftalmologia. São elas:

  • substituir o uso de lentes de contato por óculos de grau;
  • utilizar óculos sempre que possível, pois oferecem uma camada extra de proteção;
  • não esfregar os olhos, mas, caso seja necessário, usar lenço ou lavar as mãos antes e depois;
  • manter os óculos sempre higienizados;
  • estocar medicamentos oftalmológicos críticos, como, por exemplo, colírio para glaucoma.

Então, para manter o risco de contágio afastado e ajudar na desaceleração da propagação do novo coronavírus, esteja atento às recomendações das organizações de saúde.

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Retinopatia diabética: cuidados e perigos

Retinopatia diabética: cuidados e perigos

A saúde ocular deve ser uma preocupação constante para todos nós, mas, principalmente para os diabéticos. Apenas com o diagnóstico precoce e a adoção de medidas de prevenção é possível evitar ou controlar a retinopatia diabética.

Você já ouviu falar nessa doença? Conhece os prejuízos que ela pode causar a sua saúde? Então, não deixe de ler esse post. A seguir, você irá conhecer as causas, os perigos e os cuidados que devem ser tomados pelos pacientes.

O que é a retinopatia diabética?

Trata-se de uma alteração do fundo do olho causada pela diabetes. A retina é uma importante membrana localizada na parte posterior dos olhos, sendo responsável por transformar as imagens em estímulos nervosos para que sejam interpretadas pelo cérebro.

Ainda, a retinopatia diabética é uma doença que costuma ocorrer na maioria das pessoas que convivem com o diabetes há mais de 20 anos. Ela é classificada em dois tipos: não proliferativa (RDNP) e proliferativa (RDP).

No estágio inicial da retinopatia não proliferativa ocorrem microaneurismas nos vasos sanguíneos da retina. Já na fase moderada, há o bloqueio de alguns desses vasos. Na fase severa, uma grande quantidade de vasos é bloqueada e diversas partes da retina deixam de ser oxigenadas.

Assim, nessas fases avançadas, pode ocorrer o tipo proliferativa que se caracteriza pelo surgimento dos vasos anômalos. A retina transmite para o organismo que precisa receber mais sangue, o que provoca o aparecimento desses vasos.

Porém, como são mais frágeis, se rompem facilmente, fazendo com que o sangue penetre na cavidade vítrea. Em consequência disso, o paciente tem uma perda progressiva da visão.

Como é causada?

A retinopatia diabética pode ocorrer em razão de diferentes fatores, mas é causada pelo excesso de glicose no sangue, que é agressivo para os vasos sanguíneos dos olhos. Entre os fatores que podem agravar o quadro estão o tabagismo, a hipertensão, o colesterol alto e a obesidade.

Quais são os perigos dessa doença?

A retinopatia é uma doença grave em razão das consequências que pode trazer para o paciente, sendo a cegueira total a mais severa. No entanto, além da perda de visão, podem ocorrer as seguintes complicações:

  • inchaço da mácula;
  • deslocamento da retina;
  • hemorragia intraocular;
  • edema macular diabético;
  • glaucoma neovascular.

Quais cuidados preciso tomar?

O diabetes é uma doença grave, mas que, quando controlada, o paciente pode levar uma vida normal. Dessa forma, o principal cuidado a ser tomado para evitar a retinopatia diabética é manter um acompanhamento médico para controlar o diabetes.

Ademais, além de manter o tratamento dessa patologia, o paciente precisa equilibrar as taxas de colesterol e desenvolver hábitos saudáveis à saúde. Da mesma maneira, ao ser supervisionado por um oftalmologista, é possível obter um diagnóstico precoce da retinopatia e iniciar o tratamento o mais breve possível.

Então, se você possui diabetes, siga nossas recomendações e mantenha um acompanhamento médico. Assim, é possível ter uma boa qualidade de vida e evitar os muitos prejuízos que a retinopatia diabética pode causar a sua saúde.

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Como proteger os olhos contra o coronavírus?

Como proteger os olhos contra o coronavírus?

Com a pandemia da Covid-19, surgiram inúmeras recomendações para higiene e distanciamento social. Porém, existem também algumas práticas que podem nos ajudar a proteger os olhos contra o coronavírus.

Neste post, iremos tratar sobre as principais medidas de proteção que você pode tomar para evitar o contágio por esse vírus.

Como o novo coronavírus pode afetar os meus olhos?

Embora a cada dia aprenda-se mais sobre o novo coronavírus, já se sabe que ele pode se espalhar tanto pelo nariz quanto pelos olhos ou pela boca. Isso porque ao espirrar, tossir ou falar, as partículas do vírus podem ser levadas para outras partes do rosto.

Da mesma forma, também podemos ser infectados ao tocar em superfícies contaminadas e depois levar as mãos aos olhos. Com isso, além da Covid-19, é possível que o paciente desenvolva uma infecção ocular, como a conjuntivite.

Diante desse cenário, é de extrema importância manter as mãos limpas e higienizadas. No entanto, nem sempre esse cuidado é suficiente para evitar o contágio. Então, considere outras medidas de proteção.

Conheça algumas medidas para manter os olhos protegidos

Uma das principais formas de desacelerar a propagação do vírus é adotando medidas de precaução ao contágio. Assim, é possível reduzir consideravelmente as possibilidades de ser infectado. Então, conheça algumas formas de manter os seus olhos protegidos:

Substitua as lentes de contato por óculos de grau

Por mais que você já esteja adaptado às lentes de contato e a utilização de óculos de grau não seja uma experiência confortável, nesse momento de pandemia a substituição das lentes é uma ação necessária.

Ainda, ao utilizar as lentes de contato, as pessoas acabam tocando os olhos com mais frequência, mesmo que apenas para colocar e retirá-las. Por isso, recomenda-se a utilização dos óculos de grau, pois, além de diminuírem a irritação, você também reduz o número de vezes que toca nos olhos.

Estoque medicamentos oftalmológicos

A estocagem de medicamentos não é uma obrigação, mas sim uma recomendação em períodos de surtos de doenças. Como as pessoas tendem a procurar mais por esses fármacos, eles costumam sumir das prateleiras.

Então, converse com seu oftalmologista e peça a orientação dele sobre  a necessidade de estocar algum medicamento oftalmológico. Se você sofre com alguma doença ocular, como o glaucoma, não espere o seu remédio acabar para ir até à farmácia.

Evite esfregar os olhos

Tocar nos olhos é uma ação quase involuntária e, por isso, acaba sendo um hábito difícil de abandonar. Porém, uma das principais recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus é evitar esfregar os olhos.

No entanto, se há alguma irritação nos olhos e você precisa tocar neles, utilize um lenço de papel. Caso precise encostar nos olhos por algum outro motivo, lave as mãos com água e sabão antes e depois.

Utilize óculos de sol

Outro benefícios dos óculos, sejam eles de sol ou de grau, é a camada de proteção extra que oferecem contra gotículas respiratórias infectadas. Por isso, considere o uso desse acessório sempre que possível.

No entanto, eles não são 100% seguros, pois, o vírus pode chegar aos olhos ao passar pelos espaços que existem entre os óculos e o rosto. Se você tem o contato constante com pacientes infectados, utilize os óculos de segurança que fazem parte dos EPIs.

Então, após a leitura deste post, você já sabe como proteger os seus olhos do contágio pelo novo coronavírus. Portanto, ao seguir essas e outras recomendações de higiene, você reduz as chances de ser contaminado.

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A Importância De Uma Boa Alimentação Para A Saúde Dos Olhos

A Importância De Uma Boa Alimentação Para A Saúde Dos Olhos

Durante nossa infância, era comum ouvir dos nossos pais ou avós que determinado alimento era bom para a saúde dos olhos. Contudo, será que é uma verdade ou apenas crendice popular? Será que há, de fato, uma relação entre alimentação e saúde dos olhos?

Quer saber a resposta? Então, não deixe de ler este post. Nas próximas linhas, explicaremos mais sobre o assunto.

Qual a relação entre alimentação e saúde dos olhos?

Nossos olhos são órgãos sensíveis e que estão continuamente expostos ao estresse oxidativo, uma condição relacionada ao excesso de radicais livres que pode provocar o envelhecimento precoce das células.

Geralmente, o estresse oxidativo ocular ocorre pelo excesso de exposição aos raios solares, alta taxa de consumo relativo de oxigênio e alta concentração de ácidos graxos poliinsaturados. Para evitar esse processo, a alimentação exerce grande influência.

Ademais, com uma alimentação balanceada e nutritiva é possível retardar o aparecimento de diversas doenças oculares, como a catarata e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Da mesma forma, dietas restritivas podem comprometer a saúde dos olhos, pois, o bom funcionamento das células oculares e a sua multiplicação só ocorrem se elas forem bem nutridas.

Ainda, essa é a relação entre alimentação e saúde dos olhos. Como muitos desses nutrientes não são produzidos pelo corpo, é necessário inseri-los nas suas refeições diárias. Para isso, você precisa saber quais são os alimentos que contém esse valor nutricional.

Quais alimentos são bons para os olhos?

Uma alimentação balanceada é baseada na ingestão de vitaminas, sais minerais e ácidos graxos. Por isso, é importante conhecer quais alimentos possuem cada nutriente necessário para a saúde dos olhos. Então, vamos a eles.

Vitaminas

Entre as vitaminas mais imprescindíveis para nossa visão estão a A, E e C, que podem ser encontradas em alimentos de cores roxas, vermelha e alaranjada, como, por exemplo, beterraba, jabuticaba, abóbora, laranja e o mamão.

Ainda, essas vitaminas funcionam como antioxidantes, combatendo os radicais livres e o envelhecimento dos olhos. Ademais, a vitamina A atua na formação dos pigmentos visuais e no crescimento, desenvolvimento e manutenção das células das camadas superficiais da córnea e da conjuntiva.

Minerais

Os minerais são nutrientes essenciais para a saúde ocular, principalmente o zinco e o cobre. O primeiro está presente em mais de 300 reações bioquímicas do corpo, sendo encontrado em grande concentração nos tecidos oculares.

Já o cobre é necessário para a formação do colágeno, que faz parte da composição dos tecidos conjuntivos oculares, e também está presente na hemoglobina. O zinco pode ser encontrado nas carnes vermelhas, ostras, feijão e no amendoim. O cobre está no cacau em pó, aveia e no brócolis.

Ácidos graxos

Os ácidos graxos, como o ômega 3 e suas frações DHA e EPA, são especialmente importantes para a retina, pois, protegem a formação e a transmissão do estímulo visual, além de atuarem como um anti-inflamatório natural. 

Ainda, as melhores fontes desses ácidos são os peixes de águas frias, como o atum e o salmão. Assim, com a ingestão desses alimentos você também ajuda a manter o filme lacrimal hidratado, evitando o problema dos olhos secos.

Portanto, como você pode perceber, há uma profunda relação entre alimentação e saúde dos olhos. Então, se deseja evitar alguma doença ocular, recomendamos que insira esses alimentos em sua dieta.

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Conjuntivite: O que é e quais cuidados tomar durante o tratamento

Conjuntivite: O que é e quais cuidados tomar durante o tratamento

A conjuntivite é uma das doenças que costumam se multiplicar durante o verão. Embora não seja um problema grave e de fácil tratamento, causa bastante incômodo e desconforto ao paciente, interferindo na sua qualidade de vida.

Então, para que você conheça mais sobre ela, seus tipos, causas e tratamentos, preparamos este post explicando tudo sobre o assunto.

O que é conjuntivite?

Trata-se de uma inflamação da conjuntiva, uma membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra. Essa condição pode ser aguda ou crônica, afetando um ou ambos os olhos.

Geralmente, acomete os dois olhos e pode ser curta, permanecendo por uma semana, ou até se alongar e levar 15 dias para desaparecer sem deixar sequelas. 

Quais são os tipos?

A conjuntivite é classificada de acordo com os agentes causadores da inflamação. O tipo viral é o mais comum e com maior poder de contágio. Costuma ser provocado pelo adenovírus, levando um tempo maior para desaparecer.

Ainda, o tipo alérgica é causada pelo contato do paciente com substâncias irritantes, tais como, pelos de animais, produtos de limpeza, mofo e outros tipos de pó. Essa forma de conjuntivite não é contagiosa.

Por último, existe o tipo bacteriana que é causada por bactérias. A transmissão ocorre quando há um contato do paciente com secreções de uma pessoa contaminada. Nesses casos, há a presença de uma secreção purulenta, amarelada e densa.

Quais são os sintomas?

O sintoma mais característico da conjuntivite é a vermelhidão dos olhos. Contudo, o paciente pode manifestar outros sintomas, tais como, inchaço das pálpebras, sensação de areia ou de cisco nos olhos, presença de secreção purulenta ou esbranquiçada, coceira, fotofobia, visão borrada, pálpebras grudadas ao despertar e olhos lacrimejantes.

Como é o tratamento?

O tratamento dessa inflamação é de extrema importância, pois, pode acometer a córnea e afetar a visão do paciente. Por isso, ao primeiro sinal da doença, é necessário procurar um oftalmologista para ser avaliado.

Ainda, as opções de tratamento variam de acordo com o agente causador do problema. Para o tipo viral, não há um tratamento específico, mas sim recomendações que ajudam a eliminar o desconforto, como, por exemplo:

  • lavar as mãos com frequência;
  • evitar levar a mão ou coçar os olhos;
  • não compartilhar itens de uso pessoal, como lençóis, toalhas, travesseiros e similares;
  • evitar piscinas;
  • desinfectar superfícies e itens contaminados com álcool 70%;
  • evitar contato com pessoas imunodeprimidas, crianças e gestantes;
  • fazer uso de compressas geladas sobre os olhos;
  • utilizar lágrimas artificiais, desde que prescritas pelo médico;
  • evitar o uso de lentes de contato até que os sintomas desapareçam.

Ademais, nos casos alérgicos, o tratamento consiste em evitar a exposição ao alérgeno responsável pela inflamação e a adoção dos cuidados mencionados. Já a bacteriana, pode ser tratada com antibióticos, se for prescrito pelo médico.

Portanto, caso perceba alguma irritação nos olhos e uma súbita vermelhidão, procure assistência médica para receber a orientação devida. Além disso, para evitar o contágio, evite aglomerações e contato com outras pessoas.

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Perigo do Uso de Óculos de Sol Falsificados

Perigo do Uso de Óculos de Sol Falsificados

Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria Óptica, são produzidos no Brasil cerca de sete milhões de óculos de sol falsificados por ano. No entanto, o barato pode sair muito caro para a saúde ocular.

Neste post, falaremos mais sobre os perigos em utilizar esses produtos e porque você deve evitá-los.

Entenda o perigo de utilizar óculos de sol falsificados

Diferente do que muitos imaginam, o óculos de sol não é um item que traz benefícios apenas estéticos. Mais importante do que o toque especial que dá em nossa aparência, esse acessório oferece uma proteção essencial para nossos olhos.

Quando utilizamos óculos escuros, a pupila aumenta de tamanho e se esforça mais para absorver a luz. Por isso, a importância do acessório possuir proteção contra os raios ultravioletas.

Caso contrário, com a pupila dilatada e a falta de proteção dos óculos de sol falsificados, os raios solares penetram com mais intensidade na pupila, provocando graves danos no cristalino e na retina e ocasionando doenças.

Por isso, é comum que a utilização desses itens falsos provoque fortes dores de cabeça, cansaço e desconforto na visão. Assim, é necessário avaliar a aquisição desses produtos e desconsiderar o seu uso, mesmo em locais com muita luminosidade.

Doenças oculares

A utilização prolongada dos óculos de sol falsificados pode trazer um grande comprometimento da saúde ocular. Entre as principais doenças que pode provocar estão a queimadura da retina, pterígio, tumores de pálpebra e de conjuntiva, catarata e degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Caso já exista uma lesão de pele na pálpebra, a exposição dela ao sol pode acelerar o desenvolvimento de um câncer de pele. Como você pode perceber, o uso de acessórios falsificados pode trazer grande prejuízo a sua saúde.

Inflamação da córnea

Assim como as doenças oculares, os óculos de sol falsificados podem levar a uma séria inflamação da córnea, chamada de ceratite actínica. Essa condição costuma afetar pessoas que se expõem demasiadamente ao sol sem qualquer tipo de proteção.

Ainda, com a repetição desse comportamento, tendem a sentir dificuldade para enxergar, ressecamento, sensação de areia, vermelhidão e dor nos olhos. 

Como escolher um óculos de sol?

Além da beleza da armação e do formato das lentes, ao escolher um óculos de sol você deve buscar pelo acessório que ofereça proteção contra os raios UVA e UVB. Geralmente, todas as lentes de produtos originais são testadas e oferecem uma boa resistência aos raios solares.

Ainda, uma boa forma de não errar na escolha de um óculos é conversando com seu oftalmologista e pedindo indicação sobre o tipo mais adequado para você. Ademais, ao adquirir o seu opte por marcas conhecidas e solicite o certificado de proteção do seu produto.

Obviamente, os óculos originais e de qualidade possuem um custo maior do que os óculos de sol falsificados. Porém, não há comparação entre os benefícios promovidos por eles. Afinal, estamos falando de um item que irá proteger a saúde dos seus olhos.

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Pálpebra caída. Entenda mais sobre esse problema

Pálpebra caída. Entenda mais sobre esse problema

Além da importância da visão, os olhos também exercem grande influência estética no rosto de homens e mulheres. No entanto, é uma região frequentemente acometida por algum problema, como, por exemplo, a pálpebra caída.

Você já ouviu falar nesse problema? Neste post, falaremos sobre os sintomas, as causas e os tratamentos para essa condição.

O que é o problema da pálpebra caída?

Trata-se de um distúrbio que se caracteriza por uma “queda” da pálpebra superior, cobrindo uma parte considerável da córnea e podendo afetar a visão do paciente. Em outros casos, ocorre apenas uma preocupação estética.

Ainda, a ptose palpebral, como é conhecida, pode ser unilateral ou bilateral. O primeiro caso é o mais frequente, fazendo com que apenas uma das pálpebras fique mais caída do que a outra. A bilateral é uma situação menos frequente e acomete os dois olhos.

Quais são os sintomas?

O principal sintoma é a queda de uma ou de ambas as pálpebras. A ptose pode ser mais moderada ou até ser grave, cobrindo toda a pupila. Assim, a depender da severidade do problema, o paciente pode sentir uma redução no seu campo de visão. Com isso, tende a se inclinar para trás para enxergar melhor. 

Ainda, nos quadros mais sérios, a ptose palpebral pode provocar uma ambliopia ou olho preguiçoso, como é conhecida. Em alguns casos, o paciente pode desenvolver astigmatismo, afetando a definição das imagens visuais.

Como é causada?

O problema das pálpebras caídas pode ocorrer já no nascimento ou ao longo da vida. No primeiro caso, é chamada de ptose palpebral congênita, ou seja, que está presente desde o nascimento do bebê.

Quando não congênita, a ptose é adquirida e pode ser desencadeada por diversos fatores, sendo mais comum o envelhecimento natural. De modo geral, as causas das pálpebras caídas variam de acordo com a faixa etária do paciente.

Nos adultos, o problema costuma ter origem na separação ou no alongamento do tendão do músculo responsável por elevar a pálpebra. Geralmente, isso ocorre como resultado do envelhecimento, complicações em alguma cirurgia realizada nos olhos ou em função de um trauma ocular.

Ainda, a ptose palpebral em adultos também está relacionada a doenças neurológicas, musculares ou até à presença de tumores na região. Já o tipo congênito, está associado há uma malformação dos músculos que levantam as pálpebras.

Como é o tratamento?

O tratamento da pálpebra caída varia de acordo com a idade do paciente, o movimento do olho, a altura da pálpebra, o tipo de ptose e a força do músculo. Na maioria dos casos, a cirurgia é a melhor alternativa.

Ainda, a intervenção cirúrgica é realizada para levantar a pálpebra ou retorná-la a sua posição original. Para isso, o cirurgião encurta os músculos responsáveis pela elevação da pálpebra. 

Em outros casos, a blefaroplastia pode ser o procedimento mais indicado e consiste em realizar uma pequena dobra nesse músculo levantador e remover o excesso de pele da pálpebra. Nas crianças, a cirurgia só costuma ser indicada quando há prejuízo da visão ou se existir o risco de uma ambliopia.

Enfim, o problema da pálpebra caída pode impactar negativamente na estética do paciente, mas é uma condição de fácil resolução. Por isso, é importante manter uma rotina de visitas ao oftalmologista e de cuidados com a saúde ocular.

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O que é bloqueio das vias lacrimais?

O que é bloqueio das vias lacrimais?

As vias lacrimais são parte das estruturas oculares e têm a função de coletar as lágrimas dos olhos e transportá-las até a cavidade nasal. Quando há o bloqueio das vias lacrimais, o seu conteúdo deixa de ser drenado, causando umidade e irritação nos olhos.

Neste post, você vai conhecer mais sobre esse problema, entender como ele é causado, quais os sintomas que provoca e as alternativas de tratamento.

Saiba mais sobre o bloqueio das vias lacrimais

Trata-se da obstrução dos ductos responsáveis por conduzir as lágrimas, uma condição muito comum em bebês, mas que também pode ocorrer em adultos. As glândulas lacrimais estão localizadas no ângulo superior externo de cada um dos nossos olhos e são responsáveis pela produção das lágrimas.

Ainda, para que sejam eliminadas, elas são drenadas através de duas pequenas aberturas para dentro do saco lacrimal, fluindo por meio de um tubo, chamado de via lacrimal, para o interior do nariz e da garganta.

Como é causado?

O bloqueio das vias lacrimais  pode ocorrer em qualquer parte da estrutura de drenagem das lágrimas. Geralmente, essa interrupção pode ocorrer pelas seguintes causas:

  • obstrução congênita: em alguns bebês, o canal lacrimal não está totalmente aberto, pois ainda não está totalmente desenvolvido ou pode existir uma anomalia estrutural que se resolve após o segundo mês de vida;
  • alterações relacionadas à idade: com o passar dos anos, os ductos de drenagem podem ficar mais estreitos e bloquearem parcialmente a passagem das lágrimas para o nariz;
  • infecções ou inflamações oculares;
  • traumas ou lesões faciais: a ocorrência de um trauma na face pode danificar a estrutura óssea ligada a via lacrimal;
  • tumores nasais, sinusais ou do saco lacrimal podem interromper o fluxo de drenagem à medida que crescem;
  • uso de medicamentos tópicos.

Quais são os sintomas?

Nas crianças, o bloqueio das vias lacrimais causa o lacrimejamento e acúmulo de secreções no ângulo interno dos olhos. Outros sintomas são os “olhos colados” ao acordar e dermatite na pálpebra inferior em função do contato frequente com a lágrima da pele.

Ainda, os adultos costumam apresentar os mesmos sintomas, além da formação de uma pequena bolsa junto ao nariz, conjuntivite recorrente, inchaço doloroso no canto interno do olho, descarga de muco ou pus das pálpebras e até visão turva.

Como é o tratamento?

O tratamento consiste em eliminar esse bloqueio atuando na sua origem. Caso haja uma infecção, o uso de gotas oftálmicas com antibiótico é suficiente. Em caso de lesão, recomenda-se esperar o edema desaparecer e assim desbloquear o ducto.

Quando é congênita, a obstrução tende a sumir espontaneamente, conforme o corpo do bebê se desenvolve. Nos casos de estreitamento, comum em adultos, pode-se optar pelas técnicas minimamente invasivas, tais como dilatação, colocação de sonda para irrigação, desvio de drenagem ou intubação.

No entanto, se esses métodos não surtirem efeito ou o bloqueio não for eliminado espontaneamente, a dacriocistorrinostomia (DCR) é a melhor opção e consiste em uma cirurgia para reconstrução do tubo de drenagem através do nariz.

Portanto, após a leitura deste post, você já sabe tudo sobre o bloqueio das vias lacrimais. A melhor forma de prevenir este problema é mantendo uma rotina de visitas regulares ao oftalmologista, tanto para crianças quanto para adultos.

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O que acontece após a remoção do globo ocular?

O que acontece após a remoção do globo ocular?

A visão é um dos sentidos que mais impactam na qualidade de vida dos seres humanos. Por isso, quando sofremos com algum problema nessa região, costumamos sentir grande desconforto. Porém, existem situações sem outra solução senão a remoção do globo ocular.

Neste post, falaremos sobre as condições que exigem esse procedimento, o pós-operatório dessa cirurgia e sobre como é a vida do paciente após a intervenção.

Quando a remoção do globo ocular é indicada?

Por se tratar de uma região muito sensível e delicada, o globo ocular pode ser seriamente afetado por traumas ou lesões, fazendo necessária a sua remoção. A esse procedimento dá-se o nome de enucleação e é indicado quando a reconstrução do globo ocular não é possível.

Ainda, a perda total da visão acompanhada de fortes dores nos olhos e a formação de tumores oculares, também são motivos para a realização da cirurgia de remoção do globo ocular. A enucleação também pode ter fim estético, sendo realizada quando a cegueira afeta a autoestima do paciente.

Como é o pós-operatório?

O procedimento de remoção do globo ocular é complexo e muito agressivo, exigindo a adoção integral dos cuidados e das orientações médicas no pós-operatório. Por isso, o paciente precisa ter disciplina para evitar complicações e ter uma boa recuperação.

Uma das recomendações é pelo repouso absoluto nos primeiros dias após a enucleação. Da mesma forma, a prática de atividades físicas é vetada nos primeiros meses. O retorno ao trabalho e as atividades cotidianas é autorizado após trinta dias da realização da remoção.

Ademais, podem ser prescritos medicamentos para tratar possíveis inflamações ou infecções, como anti-inflamatórios e antibióticos. Em caso de dor, os analgésicos podem ser indicados. Outra proibição é o contato das mãos com a região operada, principalmente se coçar.

Outrossim, o paciente precisa adotar bons hábitos de higiene para evitar infecções. Caso haja sangramento, dor excessiva ou outro sintoma indevido, o profissional responsável pelo caso precisa ser avisado.

O que é a prótese ocular e quais são os tipos?

A remoção do globo ocular é um procedimento que afeta tanto a saúde do paciente quanto a sua autoestima. Neste sentido, a colocação da prótese ocular é indicada como instrumento de reabilitação física e estética;

Ainda, no caso da enucleação, as próteses são esferas que possuem a aparência de um olho e podem ser feitas em resina sintética ou porcelana. Geralmente, elas são fabricadas de acordo com a necessidade do paciente, pois consideram a dimensão, forma, volume dos seus olhos.

Ademais, é recomendável aguardar por até seis semanas após a remoção para o implante. As próteses oculares restauram a estética, previnem a deformação da pálpebra, protegem a cavidade anoftálmica, direcionam e evitam o acúmulo de fluido lacrimal.

Além do implante, o paciente precisa ter acompanhamento psicológico para conseguir lidar com possíveis traumas e os desafios que essa nova condição impõe. 

Enfim, após a remoção do globo ocular, a qualidade de vida do paciente é muito impactada. Neste sentido, a colocação da prótese traz um alívio para esse momento difícil, além de trazer benefícios para a saúde.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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