Dra. Erika Uchida

4 riscos ao usar óculos de forma errada

4 riscos ao usar óculos de forma errada

É uma cena muito comum: um centro comercial, camelôs e lojas espalhadas pelas ruas, várias delas vendendo óculos de grau e de sol por um preço baixíssimo. As pessoas que compram esses produtos, levadas pelo valor, geralmente não imaginam o mal que eles podem causar à saúde dos olhos.

A rotina de ir ao oftalmologista, fazer exames, coletar a prescrição médica e depois ir até uma ótica para fazer as lentes sob medida pode parecer trabalhosa, mas é muito necessária.

Mesmo que você encontre algo com o grau parecido à sua prescrição, seus olhos são únicos. Não se trata apenas do grau em si, mas do objetivo dele, como a lente deve ser fabricada e a maneira como a armação deve ficar no seu rosto.

Além do mais, produtos falsos são normalmente de má qualidade, ou seja, mesmo que sigam o grau indicado na hora da compra, muitas vezes as lentes não têm esse grau por toda sua extensão, o que prejudica a visão significativamente.

Perigos dos óculos falsos

Maiores riscos de progressão de doenças silenciosas

Graus pequenos conseguem ser disfarçados com o uso desse tipo de produto, o que pode ser até mais perigoso. Isso faz com que a pessoa sinta que resolveu o problema e não procure acompanhamento médico. Se ela tiver alguma doença silenciosa, como o glaucoma, que não apresenta sintomas no início, as chances de tratamento vão diminuindo.

Tratamento inadequado

Não só as lentes são feitas sob medida para cada usuário, mas na ótica também é realizado um rápido procedimento para reconhecer as medidas da Distância Naso-Pupilar, ou DNP. Ela é importante para que as lentes fiquem centralizadas; a DNP deve estar alinhada precisamente com o centro das pupilas.

Os produtos encontrados sem prescrição com certeza não terão esse cuidado, pois cada óculos deve ser montado individualmente.

Sintomas associados

O uso inadequado de corretores visuais pode ocasionar uma série de sintomas secundários que muitas vezes não são percebidos como tendo relação com a vista. Tontura, dores de cabeça constantes e/ou intensas e outros tipos de desconfortos são queixas comuns de quem usa lentes e armações falsas.

Diferença entre os olhos

Digamos que, com uma sorte tremenda, você encontre os óculos que tenham exatamente o seu grau e que até estejam centralizados. Ainda assim, você também teria que ter a sorte de ter o mesmo grau nos dois olhos, o que é extremamente raro por si só. Esse tipo de produto não possui diferenciação entre as duas lentes.

Não vale a pena arriscar a saúde dos olhos com óculos falsos, por mais baratos que sejam. Na verdade, sua venda é proibida, ainda que não exista muita fiscalização. Então, já sabe, certo? Fuja deles!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Tratamento para olhar cansado: como funciona?

Tratamento para olhar cansado: como funciona?

Com o passar dos anos, a área dos olhos vai ficando mais sensível a transformações naturais, que acabam por debilitar essa região. Flacidez, pálpebras caídas e olheiras são algumas coisas que contribuem para a temida aparência de olhar cansado.

Querendo ou não, esta é uma situação que acaba por afetar, de certa maneira, a autoestima de homens e mulheres. Mas há tratamento. A maioria das soluções se dá por meio de intervenções cirúrgicas, que resolvem com eficácia essa situação. Como resolver o problema? Confira abaixo algumas soluções.

Blefaroplastia: A cirurgia que elimina o olhar cansado

Você tem pálpebras flácidas? Essa é uma das característica responsáveis por promover o olhar cansado. Por isso, a primeira recomendação de tratamento é a blefaroplastia, que consiste remover o excesso de pele, músculo (conhecido como orbicular) e gordura da pálpebra, .

Mas para que isso seja feito, é necessária uma pré-avaliação médica. O especialista avaliará como serão feitas as incisões e as posições corretas para que a pele da região não venha cair após o período de recuperação. Você pode ler mais sobre o procedimento aqui.

Lifting de sobrancelhas

O lifting de sobrancelhas é recomendado também para quem tem queda, mal posicionamento na região superior das pálpebras, que pode deixar o olhar com um aspecto triste, de desânimo.

A incisão é feita na sobrancelha, de modo a suspendê-la para que fique mais elevada. Para isso, o cirurgião oftalmológico disseca a região da linha onde nasce o cabelo até a área desejada. Ou por via interna, através da incisão da própria blefaroplastia.

Recuperação

Quem tem olhar cansado e passa por esses tipos de operação têm uma recuperação tranquila, mas que demanda certos cuidados. A cicatrização é muito rápida e geralmente em um mês os efeitos já podem ser vistos por completo.

Entretanto, alguns cuidados, como: usar óculos escuros, tomar os medicamentos necessários e compressas de gelo ajudam a tornar a recuperação menos incômoda. Após 24 horas da cirurgia, o médico irá avaliar possíveis hematomas ou lacrimejamento que são normais. O importante é seguir as indicações médicas para que a recuperação seja tranquila e rápida, e depende de como o paciente cuida da área operada.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
7 mitos e verdades sobre a plástica ocular

7 mitos e verdades sobre a plástica ocular

A plástica ocular é indicada para eliminar gordura e flacidez das pálpebras, bolsas abaixo das pálpebras inferiores, remodelação do contorno de pálpebras, desobstruir as vias lacrimais, remoção de manchas e no tratamento cirúrgico de tumores. Embora seja um procedimento de baixo risco, há muitas dúvidas sobre essa especialidade.

Conheça alguns mitos e verdades sobre a plástica ocular

É uma cirurgia complexa e arriscada

Mito. A cirurgia, realizada por especialista, é bastante segura. Antes do procedimento, claro, o paciente realizará todos os exames solicitados pelo médico oftalmologista. Existe risco quando o paciente não está com a saúde estável; tem hipertensão, mas não a controla corretamente; ou tem doenças oculares e da tireóide, por exemplo. Mas todas as condições do paciente são avaliadas minuciosamente antes da plástica ocular.

Deixa cicatrizes visíveis.

Mito. Após a maturação das cicatrizes, o que leva, em média, três meses, elas ficam imperceptíveis. Como são muito fininhas, as cicatrizes confundem-se com os próprios sulcos da pele das pálpebras. Um tipo de plástica ocular para remover gordura das pálpebras inferiores deixa cicatrizes invisíveis porque as incisões são feitas na parte interna.

O paciente sente muita dor após o procedimento

Mito. A operação é delicada e a recuperação tranquila, seguindo as orientações do médico. Além disso, após o procedimento, o paciente poderá tomar analgésicos, caso sinta dor.

A plástica ocular não deixa os olhos inchados nem manchas roxas

Mito. Depois da cirurgia, os olhos ficarão inchados. Cada paciente reage de uma maneira. Alguns pacientes já ficam com os olhos normais em poucos dias. Outros levam mais tempo. Para atenuar o edema, devem ser aplicadas compressas frias e, ao sair de casa, deverão usaram óculos escuros. As manchas roxas também são normais após a cirurgia.

Depois do procedimento, é necessário manter os olhos vedados.

Mito. Isso não é necessário. O paciente só deve fazer compressas frias e seguir as orientações médicas, após o procedimento. O ideal é realizar a cirurgia no momento mais propício, ou seja, quando há tempo para manter o repouso.

Os resultados aparecem após três meses

Verdade. Depois de três meses, já é possível notar a diferença. Com uma semana, sem edemas e manchas roxas, o paciente percebe a mudança, mas o prazo para obter resultados definitivos é, no mínimo, três meses.

A plástica ocular não exige anestesia geral

Verdade. A operação é realizada sob efeito de anestesia local e sedação oral ou intravenosa. Ou seja, durante o procedimento, o paciente estará acordado, mas não sentirá dor. Em alguns casos pode-se usar anestesia geral. O melhor tipo de anestesia deve ser conversado entre o paciente, cirurgião e anestesista.

A exposição ao sol só deve ocorrer após três meses.

Verdade. Até a cicatrização completa, o paciente não deverá tomar sol. Quando precisar sair durante o dia, é necessário usar filtro solar, óculos escuros e chapéu. Após três meses, já é possível tomar banho de sol, porém, sem deixar de usar o filtro solar. Somente depois de 12 meses, a área operada poderá ficar exposta ao sol, sem filtro. Contudo, a proteção solar é essencial à saúde da pele, independentemente da plástica ocular.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Bolsas palpebrais: prevenção e tratamento

Bolsas palpebrais: prevenção e tratamento

Como se prevenir contra o surgimento de bolsas palpebrais? O surgimento de bolsas na área dos olhos é um problema que afeta muitas pessoas, causando um desconforto muito grande. Embora alguns casos estejam relacionados diretamente à hereditariedade, há fatores externos que podem influenciar na ocorrência desse problema. Entenda como prevenir o parecimento destas bolsas de gordura e os tratamentos mais comuns.

Bolsas palpebrais: prevenção

A pele é muito suscetível ao envelhecimento. Assim como outros órgãos do corpo, a pele reage de forma espontânea a qualquer hábito ou condição que venha lhe prejudicar. O surgimento de bolsas nas pálpebras não costuma ter um prazo determinado para surgir, uma vez que a condição é progressiva. Por isso, algumas medidas podem ser úteis antes do problema se agravar.

O primeiro a ser considerado é a exposição ao sol. A exposição solar, embora seja saudável em alguns horários, pode ser prejudicial em outros momentos. A intensidade de raios ultravioletas na pele pode causar um fotoenvelhecimento acelerado e as rugas, marcas depressivas e as bolsas palpebrais começam a aparecer.

Evite ter muito contato com o sol e se possível, use sempre um protetor solar para proteger ao máximo o contorno dos olhos.

Outra dica importante é evitar consumir alimentos muito gordurosos e com alto índice de sal. Dessa maneira, o excesso de peso não se tornará a causa de risco para ocasionar as bolsas nas pálpebras e a renovação das células da pele será feita de maneira mais eficiente.

Evitar o fumo e beber bastante água também costumam ser boas práticas, pois ajudam a limpar a pele. Até o estresse também precisa ser controlado. Esses motivos são muito influenciáveis para o envelhecimento da pele, e em virtude disso, provocar acúmulo de pele ou gordura ao redor dos olhos.

Bolsas palpebrais: tratamento

Para quem já enfrenta o problema, existem alguns procedimentos que podem ser levados em consideração, de acordo com a orientação médica.

Algumas sugestões que podem ser feitas em casa incluem:

Drenagem linfática manual. O ato de massagear as pálpebras dos olhos delicadamente auxilia a região a não acumular líquidos e outras substâncias.

Compressas Geladas Caso acorde com os olhos inchados, faça compressas geladas. Elas dão um alívio imediato e ajudam a desinchar essa região delicada.

Cirurgia Se as bolsas estiverem incomodando esteticamente, uma opção é a cirurgia palpebral, a blefaroplastia. Proporcionando um rejuvenescimento natural e suave. Existe uma técnica que não deixa cicatriz aparente, que pode ser utilizado em alguns casos.

Se as pálpebras estão anormalmente inchadas, procure um médico, porque algumas doenças evoluem com retenção de líquido e o inchaço das pálpebras é um dos sintomas.

Lembre-se que assim como outros órgãos, a pele também precisa de comportamentos adequados para ter um aspecto sadio e sem transtornos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
9 cuidados com os olhos na terceira idade

9 cuidados com os olhos na terceira idade

A visão é um dos sentidos mais importantes para os seres humanos, com grande complexidade e também delicadeza em sua estrutura. A visão humana tem 600 vezes mais sensibilidade que uma câmera digital de primeira linha. Por isso, o cuidado com a saúde ocular deve estar presente durante toda a vida, inclusive na infância. Mas, principalmente na terceira idade ele se torna imperativo, já que nesse período são altos os riscos de surgirem doenças comuns, causadas pelo envelhecimento natural dos olhos, como vista cansada, catarata e glaucoma.

Doenças relativas ao envelhecimento

Grande parte da população não cuida adequadamente da própria visão, e muitas pessoas vão a uma consulta oftalmológica já na vida adulta e para cuidar de alguma doença. São raras as que fazem consultas periódicas para avaliar como está a saúde ocular, o que permite o tratamento de doenças na fase inicial e diminui as consequências de algum problema identificado.

Até mesmo enfermidades já existentes costumam ser negligenciadas, como as mais populares miopia, astigmatismo e hipermetropia. Muitas vezes há alterações no grau que comprometem a qualidade da visão, mas o paciente demora a se disponibilizar para uma consulta e fazer a troca dos óculos, se necessário.

Doenças silenciosas, como o glaucoma, são sempre agravadas por essa falta de cuidado preventivo e provocam mais danos ainda quando o paciente tem mais idade. Os riscos são sempre altos de se adquirir alguma doença, pela debilidade natural que ocorre na visão devido ao processo de envelhecimento.

A catarata é muito comum no envelhecimento e é também a que causa maior índice de cegueira, caso não seja tratada. Na verdade, é o processo de evolução natural do cristalino. Em seguida, vem o glaucoma, que também pode causar danos irreversíveis à visão. Outras doenças são a retinopatia, a diplopia, a vista cansada e a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), por exemplo.

Os principais cuidados com os olhos

Listamos abaixo 9 cuidados com os olhos na terceira idade: estas medidas podem prevenir o surgimento ou o desenvolvimento dessas doenças comuns do envelhecimento.

  • Consultar o oftalmologista periodicamente, para que seja sempre feita uma análise completa sobre todos os campos da visão que podem apresentar doenças
  • Manter uma alimentação saudável, rica em frutas, vegetais e peixes, com os mais variados tipos de vitaminas
  • Manter os olhos sempre protegidos dos raios solares, que podem causar danos à visão
  • Não esfregar os olhos com frequência, para não danificar a córnea e não acelerar a flacidez das pálpebras
  • Ao primeiro sinal de vista cansada, embaçada, com efeitos semelhantes a estrelas e outros, busque ajuda médica o mais rápido possível
  • Mantenha o tempo e a qualidade do sono, para descansar a visão
  • Descansar a vista de meios digitais como computadores e TV
  • Beba muita água, para manter a hidratação ocular

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
4 dicas simples para cuidar das suas lentes de contato

4 dicas simples para cuidar das suas lentes de contato

A liberdade de não depender de óculos ao usar lentes de contato requer certos cuidados. Esses cuidados são importantes tanto para manter a visão saudável e quanto para que a lente tenha maior durabilidade e fique livre de contaminações. E antes de optar pelo uso, é preciso procurar um oftalmologista para indicar o tipo mais apropriado para o seu caso e até mesmo se ela pode ser usada com segurança.

Cuidados cotidianos com as lentes de contato

O uso de óculos é bem simples, já que ele precisa apenas ser guardado com cuidado para não serem arranhados e sempre limpos para manter a visão perfeita. Mas com as lentes de contato é preciso adotar cuidados diferentes, já que elas têm um contato direto com os olhos e sua falta de higiene pode causar problemas sérios e graves de saúde.

Selecionamos abaixo 4 dicas simples para cuidar das lentes de contato, que precisam ser seguidas a risca para manter sua qualidade e durabilidade:

1 – Higiene para manusear as lentes

  • É imprescindível que as mãos estejam sempre limpas antes de manusear as lentes de contato. Antes do contato, lave-as com sabonete neutro e água corrente, secando-as com toalha sem fiapos, para não correr o risco de passá-los para as lentes.
  • Mantenha as unhas sempre limpas e aparadas para evitar arranhar ou rasgar as lentes.
  • Caso vá usar maquiagem, coloque a lente antes para evitar manuseá-las com a mãos contaminadas com os produtos.

2 – Higiene das lentes

  • Antes de colocar a lente, desinfete-a com o produto específico da lente, nunca use água de torneira;
  • Faça o mesmo procedimento para guardá-las após o uso, antes de colocá-las no estojo;
  • Quando retirar a lente, coloque-a na palma da mão, coloque a solução e friccione com os dedos para limpá-las;

3 – Como guardar as lentes

  • As lentes de contato precisam ficar guardadas em um estojo específico, com uma solução multiuso feita exatamente para sua armazenação. O uso de soro fisiológico não é indicado para guardar as lentes, por não possuir os antibacterianos e detergentes próprios para a conservação das lentes;
  • Após colocar as lentes nos olhos, esvazie o líquido do estojo e lave-o com uma nova solução, enxaguando-o e fazendo uma fricção no local com os dedos para retirar qualquer resíduo. Em seguida, seque o estojo com uma toalha de papel e não deixe que ele seque no ar ou seja fechado ainda molhado.
  • Trocar o estojo a cada três meses, para garantir sua integridade;
  • Ao guardar a lente, abra o estojo e adicione a solução até a marca indicada na embalagem. A quantidade suficiente para cobrir a lente, sem que ela fique muito próxima da borda do estojo, pois ela pode rasgar ao rosquear a tampa.

4 – Cuidados extras

  • Antes de colocar as lentes, cubra o ralo da pia para evitar que ela caia e se perca;
  • Não ultrapasse o tempo de uso da lente e nem durma com ela;
  • Quando o olho fica ressecado, a lente pode sair do olho. Mantenha o olho sempre hidratado para evitar que isso aconteça. Ande sempre com um estojo e uma solução multiuso na bolsa para proteger as lentes desses contratempos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Pálpebra virada: você conhece este problema?

Pálpebra virada: você conhece este problema?

O problema da pálpebra virada, também conhecido como entrópio, é a condição causada quando a pálpebra se dobra e vira para dentro do olho. A alteração estética é imediata, e em geral acomete pessoas mais idosas. Porém, ela pode surgir também em jovens, em situações muito específicas.

A retração palpebral causada pela doença faz com que os cílios toquem a córnea dos olhos e causem irritação, vermelhidão a abrasões na região. Seu desenvolvimento é imperceptível e bem lento, piorando mesmo nos movimentos mais simples dos olhos. O tratamento é fundamental para evitar que surjam infecções, que podem afetar a qualidade da visão.

Características e causas da pálpebra virada

O afrouxamento dos músculos das pálpebras é a causa do surgimento do entrópio, que se manifesta invertendo a sua borda para dentro. Pode surgir tanto na parte superior quanto inferior, fazendo com que os cílios irritem a córnea.

A principal fonte do seu desenvolvimento é a senilidade. Com a perda de colágeno, os músculos vão se tornando mais frouxos, ajudando no processo de inversão da pálpebra.

A pálpebra virada também pode se desenvolver nas seguintes situações: queimaduras causadas por produtos químicos; cirurgia que altera o formato do globo ocular e que descole a pálpebra; como sintomas de tracoma (doença ocular comum em algumas regiões do planeta) e em Herpes Zoster Ophthalmicus (chamado de HZO e que está relacionada a catapora, provocando uma infecção no olho que pode se tornar grave). Já o entrópio congênito, que surgem em bebês quando nascem, é a forma mais rara do problema. Um problema parecido é o epibléfaro, que aparece mais em crianças e bebês asiáticos e acomete a pálpebra inferior, e é mais comum do que o entrópio congênito, mas pode causar irritação, fotofobia, lacrimejamento e astigmatismo nas crianças.

Oposto ao entrópio há o ectrópio, que tem o mesmo princípio, mas vira a pálpebra para a parte exterior. A doença deixa a superfície interna do olho exposta, deixando a pálpebra cada vez mais distante do contato com a conjuntiva bulbar.

O entrópio é um problema que também é encontrado em animais, inclusive algumas raças caninas tem essa característica muito comum como o Basset Hound e o Coker Spaniel.

Como tratar a pálpebra virada

Às vezes, os sintomas tardam a aparecer, mas o primeiro deles é uma irritação nos olhos sem que se perceba a causa. Em seguida, os cílios começam a encostar na córnea e a provocar problemas na região.

Dos sintomas mais simples como vermelhidão e lacrimejamento, o problema pode avançar para infecções da córnea, cicatrizes e perda da visão.  Por isso é importante o diagnóstico precoce. Ao primeiro sintoma é importante procurar um oftalmologista, que fará uma série de testes de elasticidade baseados na avaliação clínica.

E é o médico quem proporcionará o primeiro tratamento ao puxar a pálpebra para o lado de fora do olho, mas seu efeito é de curta duração. Em muitos casos há aplicação de botox para um efeito temporário de alívio.

A maioria do casos requerem uma cirurgia de correção muscular. Existem várias técnicas cirúrgicas, que será decidida após uma avaliação oftalmológica e palpebral minuciosa, para devolver o conforto e manter a visão saudável.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Ptose: sintomas, causas e tratamento

Ptose: sintomas, causas e tratamento

Ptose palpebral é o nome dado ao processo de queda da pálpebra superior, para além do seu ponto normal. O processo é gradual (na mioria dos casos, mas pode acontecer de modo repentino) e pode até mesmo afetar a visão mas, em geral só chama a atenção pelo dano estético. O caimento da pálpebra pode ocorrer em um ou nos dois olhos e em geral com pessoas acima de 60 anos.

O problema não deve ser levado de maneira leviana, pois pode ser um sinal para algo mais grave, como um problema neurológico. Ao surgirem os primeiros sintomas, o médico deve ser procurado para que seja feito um diagnóstico assertivo.

Causas da ptose

É notório que a maior parte dos casos de ptose é encontrada em pessoas com mais de 60 anos de idade. Porém há casos de ptose congênita, onde o bebê já nasce com essa alteração devido à malformação no desenvolvimento do músculo e no tendão do levantador da pálpebra. Quando ela se apresenta mais grave, pode causar astigmatismo e estrabismo e risco de sequela visual.

A ptose involucional, surge em adultos, e acontece por causa de um enfraquecimento muscular, por causa do envelhecimento. Seu desenvolvimento é progressivo. Existe também a ptose mecânica, que se dá por causa do excesso de pele na região. Pode também acontecer por causa de um tumor, e o seu desenvolvimento, geralmente, compromete o campo de visão. A ptose de causa neurológica ou miogênica, vem de uma enfermidade que gera um enfraquecimento maior em alguns músculos.

Alguns outros fatores que podem influenciar no caimento das pálpebras são: contato com toxinas, uso de drogas como morfina ou outras, uso prolongado de lentes de contato, diabetes e hipertensão. Nos casos de ptose aponeurótica, que é a queda do músculo que eleva a pálpebra, uma cirurgia intra-ocular e inflamação crônica podem ser a causa.

O sintoma principal é a própria queda da pálpebra. Nos casos de idosos, o sintoma pode se disfarçar com a natural queda devido à perda de elasticidade.

Como tratar o problema

A princípio, o maior incômodo com a doença surge por causa da aparência, já que os olhos ficam com aspecto caídos. Mas com o seu desenvolvimento ela pode até mesmo obstruir a pupila e dificultar a visão.

Antes de dar um diagnóstico preciso, o médico oftalmologista indicará uma série de exames para medições da pálpebra, força muscular e qualidade da visão, entre outros. Exames físicos e neurológicos se unem a uma análise aprofundada do globo ocular.

O tratamento será indicado de acordo com a avaliação, que pode ser de ptose severa, moderada ou leve. Outro fator que influenciará a escolha do tratamento é a idade do paciente.

O principal tratamento é a realização de uma cirurgia corretiva, que levanta a pálpebra e a coloca de novo no lugar. Há várias técnicas cirúrgicas utilizadas, como o encurtamento de músculos ou a dobra do músculo elevador, retirando excessos de pele. Nos casos graves, quando o músculo não tem força suficiente, pode ser necessário o uso do músculo frontal para auxiliar na abertura dos olhos. A escolha da técnica a ser utilizada deve ser conversada com o médico especialista.

O pós-operatório é tranquilo, mas como qualquer cirurgia, precisa de cuidados. Compressas geladas, repouso e uso de colírios e pomadas são os principais cuidados.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Estrabismo: principais causas e tratamento

Estrabismo: principais causas e tratamento

O estrabismo é uma condição oftalmológica marcada por algum grau de desvio ocular. Na maioria dos pacientes, o quadro manifesta-se já na infância, porém também pode se desenvolver em adultos. Com frequência, a posição atípica dos olhos traz reflexos sociais, psicológicos e até econômicos para os indivíduos, além de grande risco de não desenvolvimento pleno, total da visão.

Em uma sociedade tão focada em imagens, essa característica muitas vezes afeta a autoestima dos pacientes. Portanto, é imprescindível conhecer melhor a patologia e as alternativas de tratamento. É justamente esse o objetivo dos dados mostrados a seguir. Acompanhe!

Causas do estrabismo e seus diferentes tipos

Para saber o que causa o estrabismo, é importante entender que existem seis músculos responsáveis por controlar os movimentos dos olhos. Na ação de focar em um objeto com os dois olhos, todos os músculos de cada olho devem trabalhar harmonicamente.

Essa tarefa é comandada pelo cérebro por meio de impulsos nervosos balanceados. Sendo assim, patologias que atingem o cérebro como paralisia cerebral, hidrocefalia, viroses, prematuridade, traumas e tumores no crânio, por exemplo, estão relacionadas ao desvio ocular. Conclui-se, então, que é essencial considerar a possibilidade de alguma doença subjacente.

Grande parcela das pessoas estrábicas não apresenta nenhum sintoma além do posicionamento ocular atípico. Contudo, há quem relate dores de cabeça recorrentes e desconforto nos olhos. Outro sinal de alerta é uma sonolência ao realizar alguma atividade visual mais intensa. Em adultos com estrabismo, nota-se a incidência de visão dupla.

Cabe apontar que a definição dessa patologia oftalmológica depende do posicionamento ocular. No estrábico convergente, o olho está orientado para o nariz; em quadros divergentes, observa-se um direcionamento para os lados; a categoria vertical da disfunção descreve o olho acima ou abaixo do padrão. Não é incomum identificar desalinhamentos verticais e horizontais em uma mesma pessoa.

Como tratar o problema

Os diversos tipos de desvio ocular requerem abordagens diferenciadas. Por isso, recomenda-se sempre consultar com um especialista para discutir as terapêuticas adequadas. Algumas manifestações do problema são corrigidas com uso de óculos com lentes específicas, enquanto outras requerem cirurgia. Quadros mais severos podem precisar de uma combinação das duas medidas para se alcançar o resultado desejado. Alguns casos respondem bem a aplicações de toxina botulínica.

Atualmente, uma série de técnicas, cirúrgicas ou não, estão disponíveis para os estrábicos. Por conseguinte, fica mais fácil recuperar a autoestima e a qualidade vida das pessoas que sofrem com essa característica.

É muito importante que seja detectado e tratado desde o início, pois em alguns casos, se não tratado a tempo, a visão não se desenvolve completamente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
O que é miopia e qual o tratamento?

O que é miopia e qual o tratamento?

A miopia é uma condição ocular muito comum, que afeta milhões de pessoas anualmente. Na verdade, estima-se que até 40% da população mundial apresenta tal disfunção. É um erro refratário no qual o indivíduo não consegue ver nitidamente objetos à distância, mas sem prejuízo de sua visão aproximada.

O problema surge com uma variedade de graus. A pessoa pode apresentar dificuldades extremas para ver qualquer coisa que não esteja a centímetros de seu rosto ou pode ter uma boa visão de objetos a até metros de distância.

Por que a miopia acontece?

A córnea e o cristalino são dois elementos essenciais para que o olho consiga focalizar as imagens que recebe e mandá-las para a retina, que as transformará em estímulos a serem compreendido pelo cérebro. A estrutura desses elementos deve ser homogênea e com uma curvatura adequada. Se não tiverem essas características, a refração da luz não acontece corretamente e os problemas de visão surgem. No caso dos míopes, a curvatura da córnea pode estar errada ou o próprio olho pode ser muito longo, o que é mais comum.

Pacientes que apresentam algum quadro do tipo podem ter uma evolução lenta ou rápida, especialmente durante a infância e adolescência. Essas são as épocas em que a condição mais piora, mas ela pode continuar evoluindo gradualmente ao longo da vida.

A principal causa é a hereditariedade, mas alguns estudos indicam que o estresse visual prolongado pode agravar a situação; ou seja, atividades que exigem esforço visual contínuo, como muita leitura ou uso excessivo de computadores.

Os sintomas são facilmente perceptíveis, uma vez que o principal deles é a visão de longe borrada. Crianças são as que mais podem ter dificuldade em identificar que são míopes, uma vez que a condição pode estar em desenvolvimento desde o nascimento – de maneira gradual sem que ela perceba. A maioria dos diagnósticos é realizado justamente na infância, entre os 8 e os 12 anos. É provável que a condição permaneça estática ou se agrave com o passar do tempo. Adultos que passam a ser míopes podem ter alguma outra doença associada, como diabetes ou catarata.

Outros sintomas além da visão turva distanciada incluem:

  • Dores de cabeça constantes;
  • Dificuldade para dirigir durante a noite;
  • Necessidade de apertar os olhos para enxergar.

Como tratar a miopia?

Para saber qual é o melhor tratamento, é preciso, primeiramente, diagnosticar o problema. Crianças devem fazer exames oftalmológicos após o nascimento e durante anos escolares. Adultos devem fazer exames com frequência, e se existir risco de alguma doença ocular hereditária, como o glaucoma, ou se perceberem dificuldades na vista, a frequência deve ser maior.

Depois de realizar alguns exames, como a oftalmoscopia e o exame refracional, o médico poderá prescrever lentes corretivas para miopia. Elas podem ser usadas em óculos ou como lentes de contato. Se recomendado pelo médico, é possível também realizar uma cirurgia refrativa, em casos específicos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos