Dra. Erika Uchida

4 tratamentos para glaucoma

4 tratamentos para glaucoma



O glaucoma é considerado uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Segundo alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados 2,4 milhões de novos casos de glaucoma anualmente, o que representa mais de 60 milhões de pessoas no mundo com a doença.

Este tipo de problema de vista é caracterizado por um aumento da pressão intraocular. Esta condição leva a um dano irreversível das fibras nervosas do olho, provocando a perda da visão.

O aumento da pressão dentro do olho geralmente está ligado à lesão do nervo óptico. Esta pressão acontece devido ao aumento e deficiência na drenagem de um líquido chamado de humor aquoso, que é produzido na parte anterior do olho.

As causas do glaucoma ainda são pouco conhecidas. Mas, há tratamentos disponíveis para a doença. E é sobre eles que vamos falar no post de hoje. Acompanhe!

Opções de tratamento

Primeiramente, é preciso esclarecer que há alguns tipos de glaucoma. O glaucoma de ângulo aberto é o mais comum. Ele é crônico e tende a ser hereditário.

O glaucoma de ângulo fechado é agudo e acontece quando a saída do humor aquoso é interrompida de repente. Há ainda o congênito e o secundário.

O tratamento para o glaucoma vai depender do seu tipo, da intensidade e dos sintomas da doença. Entre os procedimentos terapêuticos, estão:

Uso de colírios

Os colírios normalmente são a primeira opção de tratamento do glaucoma. Eles servem para controlar a pressão intraocular. São uma opção popularmente indicada pelos médicos, pois são fáceis de utilizar.

Os colírios precisam ser administrados todos os dias para garantir que a pressão na vista seja regulada. No entanto, esta orientação deve ser seguida de acordo com a prescrição médica.

Nos casos de glaucoma por ângulo aberto, o colírio pode ser suficiente para manter o problema bem controlado. Já nos casos de ângulo fechado, pode ser necessária a terapia com laser ou cirurgia.

Comprimidos

Os comprimidos para glaucoma podem ser utilizados em associação com os colírios, pois também ajudam a diminuir a pressão dentro do olho. Este tipo de medicamento é mais utilizado em casos de glaucoma por ângulo aberto.

Terapia a laser

A terapia laser normalmente é utilizada quando os colírios e os comprimidos não conseguem controlar a pressão intraocular, mas antes de se tentar a cirurgia. Este tipo de técnica pode ser feita no consultório médico e, geralmente, dura entre 15 a 20 minutos.

Durante o tratamento, o oftalmologista aponta um laser para o sistema de drenagem do olho, fazendo com que haja uma melhora na drenagem do líquido.

Cirurgia

O uso de cirurgia é mais comum em casos de glaucoma por ângulo fechado, já que o uso de colírios e medicamentos pode não ser suficiente para controlar a pressão intraocular. No entanto, a cirurgia também pode ser usada em qualquer outro caso, quando o tratamento não está tendo o efeito esperado.

Após a cirurgia, muitos pacientes podem ficar vários meses sem necessitar utilizar qualquer tipo de medicamento. No entanto, isso não significa que a doença está curada, sendo aconselhável visitar regularmente o oftalmologista

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!



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Sedentarismo e doenças oculares: entenda a relação

Sedentarismo e doenças oculares: entenda a relação



Estudos recentes descobriram que, para além da questão da idade e da genética, as doenças oculares podem ter relação com o sedentarismo.

Até pouco tempo, sabia-se que os fatores de risco para problemas sérios de vista, como o glaucoma, eram a idade, incidência da patologia na família e pressão intra-ocular elevada. No entanto, um experimento realizado nos Estados Unidos mostrou que a falta de exercícios físicos também pode contribuir o desenvolvimento da doença.

Entenda, neste post, como esta evidência foi descoberta. E, se você têm problema na vista ou fator de risco para uma doença como o glaucoma, é hora de começar a se mexer!

Atividade física X glaucoma

Segundo a Glaucoma Foundation, organização norte-americana que investiga o glaucoma, pacientes que se exercitam pelo menos três vezes por semana podem obter uma redução na pressão intra-ocular.

Por isso, atualmente, o médico oftalmologista recomenda que os portadores da doença pratiquem caminhada todos os dias. Pacientes com a vida apresentam melhor resultado no controle da pressão intraocular característica do glaucoma.

Este controle evita que a tensão alta na vista danifique o nervo ótico, provocando a cegueira.

Idosos devem ficar atentos

Em função das limitações físicas que chegam com a idade avançada é comum que os idosos não pratiquem atividades físicas.

No entanto, é aí que está um grande problema. Quanto mais sedentário for o paciente idoso, maiores as chances dele apresentar pressão alta na vista.

O ideal é que o paciente senil mantenha uma rotina de exercícios como caminhar, nadar, andar de bicicleta, dançar. Para a medicina, não há dúvidas de que os exercícios aeróbicos ajudam a baixar a pressão intra-ocular.

Resultados observados

Para observar se os exercícios aeróbicos de fato faziam algum efeito positivo na pressão dentro dos olhos, um estudo realizado pela revista Int J Neurosci avaliou, em 2006, dois grupos: um com glaucoma e outro sem a doença.

Ambos os grupos apresentaram uma diminuição na pressão ocular logo após o início da prática da atividade física. Além disso, outro ponto verificado foi que a pressão dentro do olho baixava cada vez mais quanto mais intenso era o exercício.

É importante ressaltar ainda que estes resultados foram observados empregando atividade física contínua e sem resistência, como caminhadas e corridas. Ou seja, exercícios aeróbicos.

Por isso, atualmente possível confirmar que abandonar o sedentarismo e adotar uma rotina de exercícios cardiovasculares é de extrema importância para pacientes com glaucoma ou com fatores de risco para a doença.

Além disso, a prática de atividades físicas podem prevenir o surgimento de outras doenças oculares, já que este hábito contribui para a saúde do nosso organismo como um todo.

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Pressão ocular: por que você deveria se preocupar com a sua

Pressão ocular: por que você deveria se preocupar com a sua



A pressão ocular, ou intraocular, merece atenção pois sua alteração pode querer dizer algum problema no olhos. Quando a pressão ocular está alta, ela pode causar a morte das células sensoriais dos olhos, doença conhecida como glaucoma.

A alta pressão no interior dos olhos acontece quando não há uma correta drenagem de um líquido chamado humor aquoso. este líquido circula dentro dos nossos olhos. Ele é produzido e eliminado nas câmaras anterior (entre a córnea e a íris) e posterior (entre a íris e o cristalino).

O humor aquoso é formado por água e sais. Ele nutre a nossa córnea e ajuda a manter a temperatura interna do olho. Quando esse líquido ele não circula direito e acumula dentro do olho, há um aumento na pressão intraocular, podendo com o tempo, prejudicar a visão e causar cegueira.

Por isso, no post de hoje, vamos falar sobre a importância de se ficar atento à pressão ocular. Não deixe de acompanhar!

Como identificar o problema

A pressão ocular elevada nem sempre apresenta sintomas. Muitas vezes, é só no exame oftalmológico que verificamos o problema.

No entanto, alguns sinais podem indiciar que há uma tensão dentro do olho. São eles:

  • Visão turva e embaçada;
  • Dor intensa nos olhos;
  • Redução da visão periférica;
  • Dor de cabeça;
  • Vermelhidão nos olhos;
  • Dificuldades para enxergar;
  • Aumento de tamanho das pupilas.

Importante ressaltar que, como muitas vezes o aumento da pressão dentro dos olhos não provoca sintomas, é fundamental consultar regularmente o seu oftalmologista para a realização de exames de rotina.

O que pode elevar a pressão intraocular

A elevação da pressão intraocular acontece quando o humor aquoso se acumula dentro do olho. As principais causas para que isso aconteça são:

  • Produção de humor em excesso;
  • Histórico familiar de glaucoma;
  • Obstrução do sistema de drenagem do olho;
  • Uso prolongado de medicação Prednisona ou Dexametasona;
  • Trauma no olho ocasionado por pancadas, sangramento, tumor ocular ou inflamação;
  • Realização de cirurgia nos olhos, como, por exemplo, o procedimento cirúrgico para catarata.

Riscos da pressão elevada na vista

O problema da pressão alta nos olhos, característica tanto do glaucoma quanto da esclerite, é que ela pode causar danos no nervo óptico, comprometendo assim a visão.

Infelizmente, esse problema pode acontecer com adultos e crianças. E, embora não haja cura, é possível controlar a pressão intraocular com o uso de colírios e remédios.

Em alguns casos, pode ser necessário o tratamento com laser ou cirurgia. No entanto, manter hábitos saudáveis, evitar o estresse e evitar o consumo de álcool pode ajudar no controle da doença.

Se há casos de glaucoma na família, é de extrema importância que o paciente realize exames oftalmológicos frequentes. O aumento da pressão ocular pode ser silencioso, como já falamos antes. Por isso, o monitoramento da saúde dos olhos deve ser feito regularmente.

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A importância do uso do óculos de sol

A importância do uso do óculos de sol



Você sabia que o óculos de sol é de extrema importância para a saúde dos seus olhos? O fator de proteção presente neste acessório protege a vista de problemas como catarata e lesão na córnea.

Os óculos de sol também minimizam a ação de agentes climáticos, como o vento e a poluição. Além disso, podem isolar a vista de micro-organismos infecciosos responsáveis por doenças como a a conjuntivite, por exemplo.

Muitas pessoas usam o equipamento apenas pela questão estética. No entanto, eles podem ser um grande aliado da saúde dos olhos. Por isso, no post de hoje vamos falar sobre a sua importância. não deixe de acompanhar!

Atenção à qualidade

Primeiramente, é importante ressaltar que devemos ficar atentos à qualidade dos óculo de sol. Se ele não tem proteção contra os raios solares ultravioletas (UV), então não estão adiantando de nada para a saúde dos seus olhos.

É o que acontece com os acessórios falsificados. Muitas pessoas optam por eles em função do preço. No entanto, este tipo não é capaz de filtrar os raios UV. Óculos vendidos em camelôs muitas vezes não tem nenhuma proteção UV.

Além disso, estes produtos apresentam lentes com polarização insuficientes, podendo trazer sérios riscos para aqueles que usam.

Para não errar na hora da compra, prefira óculos que indique 100% de proteção UV. As lentes devem, por sua vez, proteger os olhos e as pálpebras.

O ideal é comprar seu óculos em uma ótica de confiança, evitando assim pagar por um produto que não ofereça os benefícios que o acessório pode proporcionar.

Além disso, um óculos sem proteção UV pode trazer mais malefício do que proteção para os seus olhos.

Malefícios dos raios solares para a saúde dos olhos

Diversos são os prejuízos que o excesso de exposição solar pode trazer para a vista. Na retina, que é a porção posterior do olho, a radiação ultravioleta diminui sua vitalidade, apressando o envelhecimento das células responsáveis pela visão.

A longo prazo, isso pode prejudicar a qualidade visual de maneira irreversível.

Outra região que é afetada pelos raios solares é o cristalino, uma lente natural que está presente na nossa vista. A radiação ultravioleta acelera a formação da catarata. A doença cria um tipo de mancha opaca que acomete parcial ou totalmente o cristalino, podendo levar à cegueira.

Por fim, ainda há a possibilidade de surgimento de câncer na superfície ocular quando nos expomos excessivamente ao sol sem proteção na vista.

Óculos também na sombra

O acessório não deve ser um usados apenas quando estamos diretamente expostos ao sol. As radiações ultravioleta UVA e UVB, que prejudicam gravemente nossos olhos, podem afetar também quem está embaixo de uma barraca de praia, dentro de um carro ou próximo a uma janela.

Estas radiações atravessam facilmente vidros e tecidos. Por isso, o uso do óculos de sol deve se dar também quando achamos que estamos protegidos nestas situações.

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Plástica ocular: conheça 6 casos em que o procedimento é indicado

Plástica ocular: conheça 6 casos em que o procedimento é indicado



A plástica ocular é um procedimento oftalmológico que tem como objetivo corrigir problemas nas pálpebras, no sistema lacrimal e demais áreas do olho.

A indicação para este tipo de cirurgia é feita a partir do diagnóstico do médico oftalmologista. Em uma consulta de rotina, este profissional pode identificar uma condição em que seja necessária a realização de uma plástica nos olhos.

Ao contrário do que parece, este tipo de operação não serve apenas para corrigir problemas estéticos. Ela pode ser necessária para resolver patologias como tumores nas pálpebras e entupimento do canal lacrimal.

No post de hoje, vamos apresentar 6 casos em que o procedimento é indicado. Não deixe de acompanhar!

Correção das pálpebras

A cirurgia de pálpebras, ou blefaroplastia, é indicada para homens e mulheres estão incomodados com alguma condição desta região da vista. As queixas mais comuns são:

  • Excesso de depósito de gordura e pele nas pálpebras superiores e inferiores;
  • Flacidez que incomode o contorno da pálpebra e que prejudica a visão;
  • Queda das pálpebras inferiores.

Para se submeter a este tipo de cirurgia, é importante não ter doenças oculares graves.

Entrópio e Ectrópio Palpebral  

O entrópio palpebral é a rotação interna da pálpebra, fazendo os cílios encostarem nos olhos e causarem irritação. Já o ectrópio acontece quando a pálpebra gira para fora perdendo o contato com o globo ocular, deixando-o mais exposto a agressões.

Com a plástica ocular é possível corrigir estas duas condições das pálpebras.  

Tumores nas pálpebras

Nesses casos, a plástica ocular atua na remoção do tumor e reconstrução das pálpebras. Esse procedimento é importante pois devolve a plena funcionalidade das pálpebras, que é proteger os olhos.  

Obstruções das vias lacrimais

As lágrimas saem dos olhos por meio de pequenos canais aberturas no canto dos olhos. Quando obstruídos, a lágrima passa a se acumular nas pálpebras. O principal sintoma é o lacrimejamento e inchaço das pálpebras.

Neste caso, a plástica ocular serve para desobstruir estas vias.

Ptose

A ptose é uma condição em que a pálpebra superior cai sobre o olho, podendo cobri-lo parcial ou totalmente, o que pode impedir a visão. Ela pode acometer apenas um ou ambos os olhos.

A ptose pode ser congênita, quando a criança já nasce com ela, ou adquirida, quando surge já na fase adulta. Ela pode ser consequência do envelhecimento ou de doença neuromuscular.

A blefaroplastia é o procedimento mais recomendado para a correção do problema.

Pterígio

O pterígio é uma membrana que avança sobre a córnea, geralmente a partir do lado interno do olho. Além do incômodo estético, há o desconforto físico.

O pterígio é uma resposta orgânica do olho a um processo de irritação ocular crônica, que pode ser causada por exposição excessiva ao sol, vento, poeira e produtos químicos.

O maior problema deste tipo de condição é que ele pode crescer até cobrir parcialmente a pupila, prejudicando a entrada de luz para dentro do olho. Por isso, a plástica ocular é importante neste caso.

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Olhar cansado: como se livrar desse problema

Olhar cansado: como se livrar desse problema



Hoje em dia, é muito comum as pessoas se queixarem de sentirem o olhar cansado. Os sintomas desta condição em geral envolve lacrimejamento, visão embaçada, dor na vista e sensação de areia nos olhos.

Médicos e especialistas creditam o aumento no número de pessoas com presbiopia, nome técnico da vista cansada, a alguns hábitos atuais. Entre eles, o uso em excesso de computadores e telefones celulares.

Desde que passou a fazer parte do nosso dia a dia, estes equipamentos passaram a ser vistos como vilões para a saúde ocular. Isso porque, depois de algumas horas, dias e anos trabalhando em frente a tela brilhante, é comum as pessoas começarem a queixar-se de que não estão enxergando bem.

Causas da presbiopia

A presbiopia, ou olhar cansado, atinge cerca de 90% das pessoas que usam diariamente e por longos períodos computadores, celulares e tablets.

Quando ficamos durante horas expostos à luz dessas telas, há a diminuição no número de piscadas, causando ressecamento nos olhos. Esta falta de lubrificação favorece o aparecimento de sintomas como dor, sensação de areia na vista e olhar embaçado.

Além dos computadores, o ar-condicionado é outro responsável pelo desconforto visual. Pessoas que trabalham em ambientes fechados e com condicionadores de ar constantemente ligados costumam reclamar de vista cansada também.

O ar gelado e seco, aquele característico destes ambientes favorecem o ressecamento dos olhos, pois o líquido lacrimal evapora mais rapidamente.

O ressecamento da vista pode ainda acontecer pela falta de piscadas. Em atividades normais piscamos cerca de 22 vezes por minuto. Mas, geralmente, quando estamos na frente do computador, piscamos muito menos que isso.

No entanto, é possível se livrar deste problema. Por isso, a seguir, mostraremos o que fazer para evitar o olhar cansado. Não deixe de acompanhar! 

Use umidificadores de ar

O uso de umidificadores de ar são pode melhorar o ambiente de trabalho. Uma alternativa quando não há um aparelho deste tipo é colocar um copo com água sobre a mesa do escritório. Esta solução tem o mesmo efeito, porém menor.

Faça pequenas pausas


Descansar os olhos por cerca de dois minutos a cada duas ou três horas de esforço ajuda. Basta fechá-los, piscar e olhar para o horizonte numa distância maior que seis metros.

Atenção à iluminação


 Ajuste a iluminação do local de trabalho, isto é, evite raios de sol na direção dos olhos e reflexos na mesa. A tela do computador também pode ter a frequência aumentada.

Ajuste a postura no trabalho

Deixe cadeira e mesa em posições que deixem a coluna ereta e confortável, enquanto ombros e pescoço ficam relaxados. A tela do computador deve ficar abaixo do nível dos olhos, e o teclado, mais próximo do monitor, para assegurar uma postura saudável.

Não economize nas piscadas

Pisque mais vezes, pois, apesar de ser um ato involuntário, piscamos cinco vezes menos do que o habitual quando estamos diante de computadores.

Descanse o suficiente

Quando o corpo está cansado por causa de trabalho excessivo, falta de sono ou estresse físico e mental, boas horas de sono são inevitáveis para relaxar também os olhos.

Faça compressas geladas

Se houver quaisquer sintomas de fadiga ocular e nada disso preveni-los, faça compressas geladas com água filtrada ou mineral durante alguns minutos. Evite pingar colírios sem orientação médica. Se nada der certo, procure um oftalmologista.

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Conheça o exame de refração

Conheça o exame de refração



Independente da idade, pode chegar uma hora na nossa vida que será necessário fazer o exame de refração. Mas, afinal de contas, para que serve este tipo de procedimento?

O exame de refração é realizado quando sentimos que estamos com alguma dificuldade para enxergar. Ele é conhecido popularmente como exame de vista e serve para identificar o grau do óculos que o paciente precisará usar.

Trata-se de um procedimento simples e não invasivo, onde é testado a refração do olho. Por meio dele, são avaliadas as condições que provocam erros de refração no globo ocular. Ou seja, se há algum problema no caminho que os feixes de luz entram nos olhos para formar as imagens.

Entre os problemas de vista que podem ser descobertos com este tipo de procedimento estão: a miopia (má visão à distância), a hipermetropia (dificuldade em enxergar de perto), o astigmatismo (quando a vista fica desfocada) e a presbiopia (vista cansada). Entenda melhor a seguir!

Como é feito

O exame de refração é solicitado pelo oftalmologista quando sentimos dificuldade para enxergar.

Para a sua realização são utilizados dois equipamentos: o autorrefrator, que detecta automaticamente uma prévia próxima do grau real, e o refrator, que é posicionado na frente do rosto.

O responsável pela execução do exame pede então para a pessoa dizer quais letras enxerga na parede que está a sua frente, enquanto troca manualmente as lentes corretivas. Diante de cada etapa, é avaliado se há algum problema na acuidade visual do paciente.

Pode ser necessário que o médico dilate a pupila da pessoa que está sendo examinada com um colírio especial minutos antes da prova para que se chegue a diagnósticos mais precisos.

Os resultados

Com base nos dados dos equipamentos e no relato do paciente sobre a lente que ele sentiu maior conforto visual, o oftalmologista faz o diagnóstico e dá a receita para a confecção dos novos óculos.

Na receita é possível observar a descrição OD (olho direito), OE (olho esquerdo), grau esférico e cilíndrico e DNP, distância entre o nariz e as pupilas.

Periodicidade

O exame de refração deve ser feito a partir do primeiro ano de vida de uma criança. Caso os pais percebam desalinhos nos olhos do bebê, também é indicada a realização do procedimento.

No entanto, o mais comum é que a pessoa só venha a realizar o teste quando sente dificuldade para enxergar. Porém, isso não é o mais indicado. O ideal é visitar o oftalmologista uma vez por ano para verificar possíveis doenças oculares.

Cuidados e contraindicações

Não há restrições para a realização deste tipo de teste de visão. No entanto, os colírios utilizados no procedimento podem incomodar crianças muito novas.

Além disso, algumas doenças sistêmicas e uso de medicações podem alterar os resultados. Quem usa lente de contatos precisa ficar sem usá-las por pelo menos três dias antes da realização do exame de refração.

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Cuidados com os olhos em dias secos

Cuidados com os olhos em dias secos



Quando os dias estão mais secos, precisamos reforçar os cuidados com os olhos. Isso é necessário, pois com a queda na umidade do ar, a imunidade do nosso corpo também diminui. Sendo assim, ficamos expostos a microrganismos que podem afetar a nossa saúde ocular.

Isso acontece, porque o tempo mais seco é observado nos dias mais frios. Com isso, acabamos ficando mais em lugares fechados, onde proliferam-se fungos e bactérias. Como o nosso organismo está mais desprotegido pela baixa na sua defesa natural, é comum que surjam alergias e conjuntivites.

Além disso, a lubrificação do olho também cai, o que pode causar extremo desconforto. Por isso, no post de hoje, vamos falar sobre como cuidar dos olhos nos dias mais secos. Não deixe de acompanhar!

Principais cuidados com olhos no tempo seco

Os principais cuidados com olhos quando a umidade está baixa têm como objetivo evitar o contágio por micro-organismos e garantir que a vista não fique ressecada. Confira a seguir!

Manter as mãos sempre higienizadas

A conjuntivite, uma doença muito característica dos dias secos, é transmitida através do contágio por vírus e bactérias. E é natural que hora ou outra cocemos os olhos. Por isso, para evitar o problema, é preciso estar com as mãos sempre limpas e evitar coçar os olhos, principalmente quando estamos na rua.

Não compartilhar objetos de uso pessoais

Para evitar contaminação por bactérias e vírus, é recomendado evitar compartilhar toalhas, colírios, maquiagens, óculos, ou qualquer outro item que tenha contato com o olho ou próximo da região ocular .

Manter o ambiente e as roupas sempre limpas

É importante deixar a casa sempre bem limpa e arejada. O excesso de pó, juntamente com a falta de circulação de ar em ambientes fechados, são fatores que aumentam as chances de distúrbios oculares.

Higienizar óculos e lentes de contato

Para quem faz uso óculos e lentes de contato, é importante manter sempre estes objetos higienizados. Use apenas os produtos indicados pelo oftalmologista e não manipule estes objetos com as mãos sujas.

Além disso, eles devem ser armazenados sempre em locais adequados, como caixas e estojos próprios. Nunca deixe seus óculos expostos em cima de mesas e estantes.

Manter os ambientes úmidos

É recomentado manter os cômodos úmidos. Para isso, a dica é que seja utilizados umidificadores de ar. Outra alternativa é pendurar toalhas molhadas nos espaços internos da casa.

Quem usa ar condicionado também deve tomar cuidado, pois, o aparelho diminui a umidade. E, se o filtro não estiver limpo, pode aumentar a quantidade de micro-organismos no ambiente.

Cuidar da saúde dos olhos no tempo seco pode ser mais simples do que parece. Por isso, fique atento às dicas que falamos neste artigo.

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Glaucoma: conheça os fatores de risco

Glaucoma: conheça os fatores de risco

A pressão ocular alta nem sempre causa o glaucoma, mas é um dos principais fatores de risco para a doença, assim como o histórico familiar, idade e origem étnica. Os seguintes fatores de risco, abaixo, foram associados ao desenvolvimento de um ou mais tipos de glaucoma.

Confira, a seguir.

Causas mais comuns para o glaucoma

Idade

A doença é mais comum após os 60 anos de idade.

Pressão ocular elevada

Pressão ocular interna maior que o normal. A maioria dos oftalmologistas define a faixa de pressão intraocular normal (PIO) entre 10 e 21 mm/Hg – milímetros de mercúrio, que é uma medida de pressão. A maioria das pessoas com glaucoma tem uma medida da PIO superior a 21 mm Hg.

Origem étnica

Pessoas de descendência negra africana, hispânicos e asiáticos têm um risco aumentado de desenvolver glaucoma e desenvolvê-lo mais cedo.

Histórico familiar

Ter casos próximos de glaucoma na família, como um irmão ou pai. O tipo mais recorrente da doença – o glaucoma primário de ângulo aberto – é mais comum em pessoas com histórico familiar.

Condições oculares, lesões ou cirurgias

Lesões oculares, como traumatismo contuso e lesões esportivas, ou histórico de múltiplas cirurgias oculares. O trauma contuso pode criar inflamação no olho ou alterar a anatomia do sistema de drenagem ocular, colocando o paciente em risco aumentado de desenvolvimento de glaucoma.

A inflamação ocorre com qualquer cirurgia ocular. Geralmente, ela é limitada e causa uma alteração mínima na anatomia do sistema de drenagem do olho. No entanto, em casos raros, pode ocorrer mais danos às estruturas de drenagem, colocando a pessoa em risco aumentado de glaucoma.

Hipermetropia

Pessoas com hipermetropia tendem a ter maior risco de glaucoma de ângulo estreito, também conhecido como glaucoma de ângulo fechado.

Uso prolongado de corticosteroides

Uso prolongado de corticosteroides, como colírios, pílulas, inaladores ou cremes.

Condições que afetam o fluxo sanguíneo

Enxaqueca, diabetes, pressão arterial baixa e hipertensão.

Outros fatores de risco para o glaucoma

Conheça outros fatores de risco para cada tipo de glaucoma e as diferentes maneiras de diminuir seu risco para possivelmente prevenir a doença.

Glaucoma de ângulo aberto

  • Pressão ocular alta;
  • História familiar de glaucoma;
  • 40 anos ou mais para afro-americanos ou 60 anos ou mais para a população em geral;
  • Córnea fina;
  • Miopia alta (miopia muito grave);
  • Diabetes;
  • Cirurgia ocular ou lesão ocular;
  • Pressão arterial alta;
  • Uso de corticosteroides (por exemplo, colírios, pílulas, inaladores e cremes).

Glaucoma de ângulo fechado

  • Idade: 40 anos ou mais;
  • História familiar de glaucoma;
  • Visão deficiente a curta distância (hipermetropia);
  • Lesão ou cirurgia ocular;
  • Etnia asiática.

Glaucoma de tensão normal

  • Doença cardiovascular;
  • História familiar de glaucoma;
  • Baixa pressão ocular;
  • Etnia japonesa.

Prevenção do glaucoma

A melhor forma de prevenir a doença é levando um estilo de vida saudável, que inclua exercícios regulares e uma dieta nutritiva para melhorar seu bem-estar físico e mental. Cuidar de sua saúde mental e emocional também é importante.

As sugestões para o bem-estar físico geral incluem:

  • manter o peso saudável;
  • manter a pressão arterial em um nível normal;
  • não fumar;
  • limitar a ingestão de cafeína a níveis moderados. Grandes quantidades de cafeína podem aumentar a pressão ocular;
  • fazer exercícios diariamente;
  • evitar a superexposição à luz solar, usando óculos escuros e chapéus quando estiver ao ar livre;
  • fazer exames oftalmológicos regulares;
  • se você é afrodescendente, usar colírios com receita médica pode reduzir pela metade o risco de contrair glaucoma.

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7 fatores de risco para o terçol

7 fatores de risco para o terçol

Um terçol é um inchaço vermelho e doloroso, que se forma na pálpebra ou dentro dela, perto da borda dos cílios. Ele pode aparecer do lado de fora da pálpebra superior ou inferior, local mais comum. Neste caso, ele é chamado de terçol externo.

A alteração também pode se localizar no interior da pálpebra superior ou inferior – terçol interno. O aspecto pode lembrar uma acne. O termo médico para um terçol é um hordéolo.

O que é o terçol?

Um terçol é semelhante a outro problema que ocorre na pálpebra, chamado calázio. Um calázio é um inchaço que geralmente ocorre mais atrás da pálpebra. Ao contrário de um terçol, um calázio não é doloroso e não é causado por infecção bacteriana. Ele ocorre quando a abertura das glândulas na pálpebra ficam entupidas. O tratamento para ambas as condições, no entanto, é semelhante.

O terçol está relacionado ao excesso de secreção produzida pelas glândulas da pálpebra, associado a bactérias existentes na pele. As glândulas produtoras de óleo revestem as pálpebras e ajudam a lubrificar a superfície do olho.

Sintomas do terçol

Um terçol é diagnosticado por um exame visual da pálpebra. Os sinais e sintomas incluem:

  • nódulo vermelho e doloroso, ao longo da borda da pálpebra superior ou inferior, perto da base dos cílios;
  • inchaço da pálpebra (às vezes toda a pálpebra);
  • crosta ao longo da pálpebra;
  • sensibilidade à luz brilhante;
  • olho dolorido e arranhado;
  • lacrimejamento;
  • sensação de corpo estranho.

Fatores de risco para o terçol

Qualquer um pode ter um terçol. No entanto, é mais provável que você desenvolva o problema nos seguintes casos:

  • histórico de hordéolo;
  • blefarite (uma inflamação das pálpebras);
  • certas condições de pele, como acne rosácea ou dermatites seborreicas;
  • diabetes;
  • pele seca;
  • alterações hormonais;
  • altos níveis lipídicos (colesterol “ruim”).

Tratamento

Um hordéolo desaparece sozinho em alguns dias. No entanto, para reduzir a dor e o inchaço, pode ser tratado em casa com autocuidado. Trate da seguinte maneira:

  • aplique um pano quente na pálpebra. Deixe agir por 10 a 15 minutos por vez, 3 a 5 vezes por dia. Recoloque a toalha conforme necessário, mergulhando-a em água morna. Torça o excesso de água e aplique novamente na pálpebra;
  • limpe cuidadosamente a drenagem das pálpebras com sabão neutro;
  • não aperte ou esprema um terçol;
  • não esfregue ou toque sua pálpebra;
  • não use maquiagem ou lentes de contato, até que a área esteja totalmente curada.

Um terçol que não melhora em 48 horas pode exigir tratamento médico. Nesses casos, a terapia pode incluir:

  • incisão em consultório (sob anestesia local), para drenar o canal;
  • pomada antibiótica para as pálpebra ou colírios antibióticos. Às vezes, são prescritas pílulas antibióticas, se houver infecção na área ao redor do olho ou após incisão e drenagem;
  • injeção de esteroide no hordéolo, para reduzir o inchaço na pálpebra.

Como prevenir o terçol?

A melhor maneira de evitar um terçol é praticando uma boa higiene ao redor do rosto e dos olhos, incluindo:

  • lavar bem as mãos, com frequência e principalmente antes de tocar em seu rosto e olhos;
  • lavar as mãos antes e depois de remover as lentes de contato. Limpe as lentes com a solução desinfetante e de limpeza própria para elas;
  • lavar o rosto para remover a sujeira e/ou maquiagem antes de ir para a cama;
  • jogar fora toda maquiagem antiga ou vencida. Substitua o rímel e a sombra dos olhos a cada 2 a 3 meses. Nunca compartilhe ou use a maquiagem de outra pessoa.

Quer saber mais sobre terçol? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos