Dra. Erika Uchida

Olho seco: o que é e como tratar?

Olho seco: o que é e como tratar?

Síndrome do olho seco, síndrome da disfunção lacrimal ou Ceratoconjuntivite Sicca, não importa o nome, o problema é o mesmo e afeta milhares de pessoas em todo o mundo. É uma doença que ocorre por falta de produção de lágrimas ou alteração na composição do fluido lacrimal. Pode causar muito desconforto.

Sintomas

A lágrima é a principal substância de lubrificação da superfície ocular. Sua composição equilibrada é responsável pela nutrição e proteção das córneas e da conjuntiva – membrana mucosa que reveste internamente a pálpebra e externamente a esclera. A alteração de sua qualidade e quantidade resulta em diversos sintomas como:

– olho seco;

– inflamação ou vermelhidão com desconforto;

– aumento de sensibilidade à luz;

– dor nos olhos;

– sensação de areia nos olhos;

– sensação de ferroadas;

– coceira;

– tensão ocular;

– boca seca;

– visão embaçada;

– dificuldade para enxergar.

Fatores causais

Os dias de clima frio e tempo seco são propícios para o aparecimento do problema, pois comprometem a produção de lágrimas. Naturalmente, nesse período, as glândulas lacrimais produzem menos fluido, o que resulta o ressecamento ocular.

Outro fator é a menopausa e uso de  anticoncepcional. As mudanças hormonais afetam diretamente o funcionamento das glândulas lacrimais e a produção de lágrimas.

A Síndrome do olho seco também está associada a outras doenças que envolvem distúrbios imunológicos, lúpus, artrite reumatoide, lesões oculares e cirurgia nos olhos.

Por fim, existem casos de indivíduos que passam a apresentar disfunção em decorrência do uso de medicamentos de vários tipos. As situações mais comuns são com remédios para o tratamento de acne, hipertensão, anti-inflamatórios, antialérgicos e antidepressivos.

Tratamento

Como em qualquer caso de problema de saúde, a primeira medida a ser tomada é procurar o atendimento médico. Após analisar a situação do olho e diagnosticar as causas da enfermidade, o profissional recomendará o tratamento mais eficaz para o caso. Atualmente, existem várias alternativas para solucionar a síndrome. Conheça-as a seguir.

Lágrima artificial

Consiste em um colírio lubrificante que proporciona alívio imediato ao caso de olho seco. O oftalmologista deve indicar o melhor medicamento para cada caso. A utilização de uma substância incorreta pode levar a uma piora do quadro.

Plug lacrimal

É um dispositivo de silicone que fecha um ou mais dutos lacrimais para evitar a perda de lágrimas. Isso vai resultar em um aumento da lubrificação natural dos olhos.

Lentes de contato e óculos

As lentes de contatos são utilizadas em casos específicos, para quadro severo de secura ocular. Elas protegem as córneas e evitam o atrito da pálpebra com a superfície dos olhos.

Os óculos são indicados para proteger os olhos e minimizar os efeitos do ambiente que podem resultar na síndrome, como o caso dos efeitos dos raios solares, o tempo frio e sem umidade, e a ação dos ventos interferindo na lubrificação das córneas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Ptose: tipos de cirurgia para a correção

Ptose: tipos de cirurgia para a correção

A ptose é uma condição em que a pálpebra superior  cobre o olho mais do que o natural, impedindo a visão adequada. Pode ser uma disfunção congênita ou adquirida, do músculo que ergue a pálpebra. O termo vem do grego ptosis, que significa queda.

Normalmente, as pálpebras superiores situam-se a 1,5 mm do limbo, área que separa o branco da parte colorida dos olhos. Elas são mantidas nessa posição por meio do músculo elevador das pálpebras e músculo de Muller. Dessa forma, qualquer lesão nessa parte do corpo poderá resultar na ptose.

O indivíduo com ptose, tenta, de forma inconsciente, compensar a queda da pálpebra contraindo a musculatura frontal, elevando os supercílios e produzindo sulcos horizontais na testa. Em adultos, esse problema causa um aspecto constante de sonolência.

O tratamento é cirúrgico, na grande maioria dos casos. Consiste na elevação das pálpebras para deixar o eixo visual livre. ​No caso de ptose congênita, o tratamento é uma urgência médica.

Os principais tipos de cirurgia para corrigir a ptose

A cirurgia da ptose deve ser realizada por um cirurgião com muita prática e longa experiência na correção desse problema, que normalmente é um oculoplástico. O procedimento também pode ser realizado por oftalmologistas e cirurgiões plásticos.

Os principais tipos de cirurgia são:

Cirurgia de Fasanella-Servat

Essa cirurgia geralmente é usada para casos mais leves, em que, ao medir a função do músculo elevador da pálpebra, o cirurgião plástico confirma que ele tem função adequada para levantar a pálpebra.

Reparo da aponeurose

O reparo da aponeurose, ou plicatura, é feito quando o músculo que eleva a pálpebra tem boa função, porém o indivíduo apresenta um grau maior de queda das pálpebra.

Ressecção do músculo elevador da pálpebra

A ressecção do músculo que levanta a pálpebra, com seu consequente encurtamento, é feita nos casos mais graves.m, quando o grau de queda da pálpebra é muito pronunciado e a função do músculo é fraca.

Suspensão da sobrancelha/supercílio

O levantamento da sobrancelha ou supercílio é usado quando o grau de queda das pálpebras é muito grande e a função do músculo é muito pobre. É, geralmente, o último recurso no tratamento dessa enfermidade.

Cuidados antes e depois da cirurgia da Ptose

É necessário jejum de oito horas antes da cirurgia e realização de exames como hemograma (o exame de sangue) e coagulograma (análise da coagulação do sangue). Medicações anticoagulantes, como a aspirina, devem ser evitadas um mês antes do procedimento. Também é recomendado parar de fumar com pelo menos um mês de antecedência à cirurgia plástica.

Geralmente, não há dor após a cirurgia. Mesmo que ocorra uma sensibilidade maior ou pequenos surtos de dor, poderão ser minimizados com o uso de analgésico comum, que deverá  ser indicado pelo médico.

A cirurgia deixa uma cicatriz discreta, pois fica localizada exatamente na dobra da pálpebra superior (porção que fica escondida quando o olho está aberto) e bem embaixo dos cílios inferiores, no caso da pálpebra de baixo ou, ainda, dentro da conjuntiva (parte de dentro dos olhos).

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Plástica ocular: saiba quais são os cuidados no pós-operatório

Plástica ocular: saiba quais são os cuidados no pós-operatório

A plástica ocular é um ramo da oftalmologia que trata, principalmente, alterações nas pálpebras, cílios e supercílios, bem como vias lacrimais e órbita. Essas são estruturas que sustentam e protegem o globo ocular. Portanto, quando sofrem alterações, podem interferir diretamente na saúde ocular e na qualidade de vida.

A plástica ocular tem como objetivo o restabelecimento do contorno palpebral, a melhora da expressão do olhar e a aparência. Além de ser corretiva, propõe-se a reparar alterações de causas genéticas, originadas por traumas, inflamações ou pelo próprio envelhecimento.

O procedimento é realizado por pequenas incisões feitas ao longo das pregas naturais da pele (sulco ou dobra) da pálpebra superior e/ou logo abaixo dos cílios, na pálpebra inferior. Dessa forma, resultam-se marcas imperceptíveis ou até mesmo invisíveis após completamente cicatrizadas.

Principais cuidados

Os exames pré-operatórios são realizados antes de qualquer cirurgia e variam de acordo com o tipo de procedimento e com quadro clínico de cada pessoa. Dessa forma, é muito importante levar todos os exames no dia da cirurgia.

É imprescindível que seja informado ao médico sobre qualquer doença pré-existente, alergias e o uso regular de medicações ou outras substâncias. Os medicamentos de uso contínuo devem ser tomados normalmente, principalmente os referentes a pressão arterial e ao coração. A exceção são os hipoglicemiantes (remédio para diabetes) e insulina, que não devem ser administrados.

Medicações anticoagulantes deverão ser suspensas dez dias antes e uma semana após a cirurgia, com o consentimento do médico clínico ou cardiologista. Medicamentos anti-inflamatórios também devem ser suspensos por, pelo menos, uma semana antes do procedimento.

Nas duas semanas anteriores à cirurgia, deve-se evitar exposição solar. No dia do procedimento, é recomendado o uso de óculos escuros. Deve-se manter total jejum, conforme orientação do profissional que realizará o procedimento.

Para o procedimento, devem ser usadas roupas folgadas e confortáveis, que sejam fáceis de retirar e evitadas as que necessitam ser removidas pela cabeça. Não se devem utilizar roupas íntimas de lycra e que contenham algum metal. Não devem ser usados sapatos com salto.

Antes da cirurgia plástica ocular, devem ser retiradas as lentes de contato, joias, anéis, aliança, brincos, pulseiras, correntes, maquiagem, batom e o esmalte das unhas. Além disso, a região dos olhos e sobrancelhas deve ser bem lavada. Também é importante que o indivíduo  evite fumar, ao menos, dois dias antes da cirurgia. O cigarro interfere na boa oxigenação dos tecidos e atrapalha a cicatrização.

No dia do procedimento, é recomendável  chegar com antecedência, para haver tempo suficiente para a admissão no hospital e cuidados de enfermagem. É recomendável que uma pessoa da confiança acompanhe o procedimento, uma vez que a alta imediata e a pessoa não poderá voltar dirigindo.

Em casos de gripe, resfriado ou outras indisposições que eventualmente ocorram até a véspera da cirurgia, o médico deverá ser avisado, pois o procedimento poderá ser adiado.

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Como usar colírios corretamente

Como usar colírios corretamente

O colírio é um dos remédios mais populares, no caso de algum incômodo nos olhos. Contudo, só deve ser utilizado com prescrição de um médico oftalmologista.

Muitas pessoas não sabem, mas existem restrições de uso para pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios e para quem faz uso de antidepressivo. Além disso, o mau uso do colírio pode causar outros problemas na visão, como catarata e, em casos mais extremos, a cegueira.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Penido Burnier, o mau uso do colírio ocorre em 67% dos tratamentos. O estudo mostra que os erros mais comuns são a contaminação do bico dosador pelo contato com o dedo ou mucosa ocular, piscar várias vezes após a instilação (expelindo o medicamento dos olhos), automedicação inadequada e absorção do medicamento pelo organismo.

Abaixo, seguem algumas dicas para que a medicação seja utilizada de forma correta.

Tipos de colírio

Os principais tipos de colírio são: antibiótico, anti-inflamatório hormonal (com corticoide) e não hormonal (sem corticoide), antialérgico, vasoconstritor, lubrificante, antiglaucomatoso (para tratamento de glaucoma) e os anestésicos.

Por existirem vários tipos, a prescrição médica se tornar ainda mais necessária para a correção do problema na visão.

Maneira correta de aplicação

Antes da utilização do remédio, devem-se lavar as mãos. Ao aplicar-se o colírio, recomenda-se a posição deitada ou com a cabeça bastante inclinada para trás. Em seguida, deve-se puxar um pouco a pálpebra inferior, apertar o frasco levemente e colocar o colírio na porção interna da pálpebra inferior.

Deve-se usar apenas uma gota em cada olho. Essa é a capacidade de absorção por vez. Inserindo-se mais, o restante vai escorrer. Caso seja necessário usar mais de um medicamento, é preciso esperar que o olho absorva a primeira aplicação. Normalmente, é recomendável esperar cerca de 5 a 10 minutos  entre os medicamentos prescritos pelo médico oftalmologista.

Administrar corretamente o colírio garante efeito duradouro e potente da medicação, além de provocar menos efeitos colaterais. Os custos com o tratamento se reduzem, uma vez que os frascos do colírio duram mais.   

Quanto mais vezes piscam-se os olhos depois de ser aplicado o colírio, maior é a drenagem para o canal lacrimal. Aumentam-se ainda mais os efeitos adversos e a ação terapêutica nos olhos é reduzida.  

Comprimir levemente a região do saco lacrimal após a aplicação diminui a drenagem e aumenta o tempo de permanência na superfície ocular e, consequentemente, o efeito terapêutico.

Alguns cuidados básicos

Um cuidado básico que se deve tomar é não encostar a ponta do frasco nos olhos. Pode haver nela micro-organismos que provocam irritação ou infecção. Da mesma forma, ela pode ser contaminada ao contato com a superfície ocular infectada.

Outro ponto importante é que o colírio não deve ser compartilhado. Ainda que se tenha o cuidado de não encostar o aplicador, existe o risco de contaminação.

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Qual a diferença entre cegueira e visão subnormal?

Qual a diferença entre cegueira e visão subnormal?

A deficiência visual inclui dois grupos de condições distintas: cegueira e visão subnormal. Diferentemente do que pode dizer o senso comum, o termo cegueira não é limitado apenas a pessoas que não enxergam. Reúne indivíduos com vários graus de visão. Por sua vez, a expressão visão subnormal refere-se a pessoas com deficiência visual leve ou moderada nos dois olhos.

Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e da Agência Internacional de Prevenção da Cegueira (IAPB, do nome em inglês International Agency for Prevention Of Blindness), o número de pessoas cegas ou com a capacidade de enxergar comprometida chega a 253 milhões, no mundo. Estima-se que cerca de 75% dos casos podem ser reversíveis.

As pessoas que apresentam visão subnormal têm dificuldade para realizar as tarefas do cotidiano, mesmo com a correção visual. Normalmente, têm apenas 20% ou menos da capacidade de visão considerada normal.

A cegueira, por sua vez, pode ser transitória, quando ocorre a perda da visão apenas por um intervalo indefinido de tempo. É definitiva, quando a condição se torna permanente e irreversível.

Quem apresenta visão subnormal, geralmente, enxerga como se estivesse olhando por dentro de um tubo, por exemplo, ou vê uma mancha escura na parte central da imagem. É possível realizar tarefas normalmente, ampliando-se as imagens para leitura, com acessórios ópticos, aparelhos especiais, para possibilitar a visão. São aparelhos como óculos com lentes mais fortes do que as comuns, lupas manuais, para que o portador possa segurar o livro na distância normal. Outros artifícios são  jornais e revistas impressos com letras maiores, teclados maiores, aparelhos que leem em voz alta, dentre outras ferramentas.

A visão subnormal é adquirida, na maioria dos casos, congenitamente, como catarata e glaucoma congênitos. Pode, ainda, ser consequência de toxoplasmose adquirida (coriorretinite macular) ou de nascimento prematuro.

Uma das principais formas de diferenciação entre cegueira e visão subnormal é o tipo de leitura. A pessoa cega necessita de instrução em Braille (sistema de escrita por pontos em relevo). A pessoa com visão subnormal lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.

A prevenção é muito melhor, mais eficaz e mais barata que o tratamento. Pode ser feita, inclusive, na gravidez. Logo que nascem, alguns bebês já têm o seu primeiro contato com o especialista, ao fazer o teste para detectar possíveis doenças como problema na retina, câncer ocular, catarata, entre outras.

À medida que a criança cresce, a consulta tomará outro perfil e serão diagnosticados problemas de acuidade visual, entupimento do canal lacrimal etc. Nesse momento, tanto a criança quanto o responsável devem relatar possíveis casos não comuns, como dificuldade de enxergar as letras, visão embaçada e dor de cabeça.

Se o primeiro contato com o médico só ocorrer na fase adulta, devem-se relatar todo o histórico de qualidade visual e problemas apresentados por outros membros da família. Normalmente, nessa fase, é comum se apresentarem casos de vista cansada e diminuição do campo visual.

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7 nutrientes que colaboram com a saúde dos olhos

7 nutrientes que colaboram com a saúde dos olhos

Desde a infância, todos nós ouvimos frases típicas na hora das refeições: “tem que comer cenoura, pois faz bem para os olhos”, “coma essa fruta que é boa para a visão”, entre outras. Porém, o que será verdade quando se trata dos efeitos da alimentação na saúde ocular? Quais vitaminas e nutrientes não podem faltar no cardápio?

De fato, são inúmeros os benefícios que os nutrientes proporcionam ao corpo humano, agindo em todos os sistemas. No caso do sistema sensorial, que inclui a visão, eles atuam de maneira ampla, desde a prevenção de problemas até o desenvolvimento de órgãos.

Confira a lista com algumas vitaminas e substâncias que auxiliam na saúde dos olhos e em quais alimentos encontrá-las:

Ômega 3

Quando se pensa em saúde, o ômega 3 tem prestígio garantido. É extremamente benéfico ao corpo humano. Normalmente encontrado em peixes marítimos como o atum, o bacalhau, a sardinha e o salmão, em sementes como linhaça, chia, castanhas e nozes, além do azeite de oliva.

Nos olhos, o ômega 3 age reduzindo a degeneração macular devida à idade, uma doença que provoca a diminuição progressiva da capacidade visual. Com esse problema, a pessoa enxerga linhas tortas e pontos escuros.

Zinco

É um mineral encontrado em diversos alimentos como sementes de girassol e abóbora, morango, manga, banana, ameixa, abacaxi, alface, beterraba, cogumelo, ostras, frango, feijão, ervilha, grão de bico, amêndoa, lentilha, castanhas, entre outros. Sua ação se dá em conjunto com a vitamina A. Quando unidas, as substâncias atuam na produção da melanina.

Nos olhos, a melanina é responsável pela pigmentação da íris e exerce papel fundamental no processo de proteção ocular, evitando problemas causados pela radiação solar.

Luteína

Presente na retina, a luteína é uma substância importante para a manutenção da boa qualidade da visão. Juntamente com a zeaxantina, atua diminuindo a possibilidade de a pessoa desenvolver catarata e degeneração macular. Essa dupla é considerada filtro solar interno, desempenhando a proteção ocular dos efeitos nocivos dos raios ultravioletas.

Esses nutrientes são encontrados em alimentos com pigmentação avermelhada, alaranjada e amarelada, como abóbora, tomate, cenoura, etc.

Crômio

Essa substância é conhecida por sua participação no processo de contração muscular, o que interfere na pressão intraocular. A elevação dessa pressão é uma das características principais do glaucoma, doença degenerativa responsável por um alto índice de cegueira no Brasil.

O crômio é encontrado na carne bovina, fígado, ovo, frango, maçã, espinafre, gérmen de trigo, pimentão e banana.

Vitamina A

A vitamina A é um importante elemento antioxidante, realizando a função de proteção dos sistemas do corpo. Diversos alimentos são fontes desse nutriente, como é o caso do mamão, brócolis, cenoura, manga, abóbora, queijo, ovos, laranja e outros.

A falta de vitamina A acarreta envelhecimento do cristalino e pode causar cegueira noturna, que resulta na perda da capacidade visual em ambientes mais escuros.

Vitamina C

Age diminuindo o desenvolvimento da degeneração macular relacionada à idade, ajuda na prevenção da catarata e reduz a pressão intraocular em casos de glaucoma. É encontrada em frutas cítricas, brócolis, mamão, goiaba, tomate, couve, etc.

Vitamina E

Nutriente com função antioxidante, tem papel importante no processo de prevenção da degeneração macular. Encontrada em cereais, óleos vegetais, peixes, castanhas e ovos.

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Como evitar que a maquiagem prejudique a sua visão

Como evitar que a maquiagem prejudique a sua visão

Imagine a seguinte rotina: você acorda cedo e, antes de sair de casa, passa a maquiagem para dar uma valorizada no visual. Então, você enfrenta uma maratona no trabalho e nos estudos e só chega em casa no fim do dia. O cansaço é tão grande que você resolve dormir de maquiagem mesmo, para poder descansar mais.

Sentiu-se representada? Este é o dia a dia de muitas mulheres. No entanto, só neste exemplo há um grande perigo para a saúde dos seus olhos: dormir maquiada. Muito se fala dos perigos que a maquiagem pode trazer para a pele, mas ela também pode afetar a sua visão, se usada de maneira incorreta.

Cuidados necessários

Evite dormir de maquiagem

O exemplo de dormir de maquiagem é o mais básico deles. Isso pode fazer com que a maquiagem entre nos olhos durante a noite, criando aquela famosa – mas nada agradável – sensação de areia.

Ademais, as chances de contrair conjuntivite também aumentam. Portanto, faça um esforço para sempre limpar a maquiagem ao final do dia – assim, você evita acordar com aqueles assustadores olhos borrados e ainda contrair doenças.

Atenção para a data de validade

Quando o assunto é maquiagem, não é só a vaidade que importa, mas também a validade. Sabe aquele lápis de olho ou aquele rímel que estão guardados no seu estojo há anos? Fique atenta, pois eles não apenas perdem a eficácia, como também carregam bactérias que podem causar conjuntivite, além de provocar coceira e vermelhidão.

Obviamente, a própria qualidade do produto também precisa ser levada em consideração. Fique atento à formulação, já que algum componente alérgeno pode desencadear irritações. Dê preferência para marcas mais conhecidas, evitando produtos de procedência duvidosa.

Maquiagem compartilhada pode?

Entre os cuidados necessários, existe um que acaba passando despercebido: sabe aquele costume de compartilhar batons, sombras e lápis de olho? Pois bem, isso definitivamente não é recomendado – nem mesmo com pessoas da sua família.

Isso pode contribuir para a transmissão de doenças, como conjuntivite e herpes. As maquiagens de provador são ainda mais perigosas, diga-se de passagem.

Lápis de olho e rímel

Falando em lápis de olho, muito cuidado ao fazer a maquiagem nesta região. O importante é não exagerar. O excesso pode inflamar as glândulas das pálpebras do olho. Essas glândulas são responsáveis pela secreção de gordura que ajuda na composição da lágrima, o que pode provocar sintomas de disfunção lacrimal, a popular síndrome do olho seco.

Quanto ao rímel, escolha um produto à base de água e hipoalergênico, e retire-o antes de dormir para evitar traumatismo na córnea.

Lentes de contato

Se você usa lentes de contato, é importante colocá-las antes de passar a maquiagem – e, se possível, espere uns cinco ou dez minutos antes disso. Este cuidado é para evitar que caia algum resíduo entre a lente e a córnea.

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Como corrigir a presbiopia

Como corrigir a presbiopia

Também conhecida como “vista cansada”, a presbiopia é uma doença no olho que dificulta visualizar objetos que estão próximos à pessoa. Ela acontece por conta do desgaste natural dos olhos humanos.

Todos nós, com o tempo, sofremos com a perda da elasticidade do cristalino. Com isso, enxergar com nitidez fica mais difícil. Porém, esse é um problema comum, que atinge a maioria da população.

Por isso a importância de ir ao oftalmologista anualmente, principalmente após os 40 anos. Assim, se a presbiopia for diagnosticada, ela pode ser tratada facilmente com a ajuda do especialista.

Quais os sintomas?

Pessoas com esse problema apresentam sintomas, como:

  • Não conseguir focar objetos próximos;
  • Não conseguir ler de perto, afastando o objeto para distâncias não usuais para leitura;
  • Dor de cabeça;
  • Sentir o olho cansado;
  • Sensação de ardor nos olhos após leituras;
  • Sentir a pálpebra pesada;

Lembre-se, somente um oftalmologista pode diagnosticar qual realmente é o problema, então, caso esteja com algum desses sintomas, vá ao médico especialista.

É possível corrigir a presbiopia?

A presbiopia é a evolução natural dos olhos. No entanto, existem tratamentos que ajudam a controlá-la e que auxiliam de forma positiva no dia a dia do paciente.

A forma mais comum de tratamento, que ajuda a compensar a falha na visão, é o uso de óculos ou lentes, que podem ser somente para perto, bifocais ou multifocais. Quem decide exatamente qual o modelo mais adequado é o médico, juntamente com o paciente.

Existem algumas lentes modernas, que se adaptam a cada olho. Esses podem vir até mesmo com filtros, iguais aos de óculos de sol, que bloqueiam os raios ultravioletas. Mesmo óculos com lentes transparentes podem ter o tratamento para proteção ultra-violeta.

Porém, levando em consideração que não se pode usar lentes de contato o tempo inteiro, o uso dos óculos continua indispensável para aqueles que sofrem com esse tipo de problema.

Existe também a cirurgia. Apesar de ser um método ortodoxo, algumas pessoas escolhem a prática. Ela é feita a laser e o objetivo é modificar a curvatura da córnea. Mas, como citado anteriormente, este não é um método popular para pacientes que já apresentam presbiopia. Converse com o seu médico sobre essa opção.

E outra opção de cirurgia é para pessoas que apresentam catarata. Com a evolução das lentes intra-oculares, já é possível corrigir a presbiopia.

Como prevenir a doença

A presbiopia é natural quando falamos do envelhecimento do olho. Sendo assim, não há maneiras eficazes de preveni-la. Porém, o aparecimento pode ser retardado com algumas medidas, sendo elas:

  • Ir ao oftalmologista periodicamente;
  • Evitar ler textos que tenham fontes muito pequenas;
  • Fazer pausas ao usar dispositivos eletrônicos;
  • Não usar óculos de leitura sem saber o grau necessário. Usar grau mais forte que o necessário pode acelerar a presbiopia.

Qual a causa da doença?

Além da idade, que é inevitável, problemas no próprio olho, como a redução na capacidade de transmissão da luz, também podem causar a presbiopia.

O ideal é marcar uma consulta com o oftalmologista pelos menos uma vez ao ano, principalmente depois dos 40 anos, para checar se a presbiopia está se formando e analisar o que pode ser feito para manter a visão boa e confortável.

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Blefaroplastia a laser: como é feita?

Blefaroplastia a laser: como é feita?

Você sabia que um dos procedimentos estéticos mais executados no Brasil é a blefaroplastia a laser? Mas o que exatamente é essa cirurgia e por que ela é tão procurada pela população? A blefaroplastia é realizada nos olhos e serve para corrigir esteticamente as pálpebras.

Ela elimina sinais de envelhecimento como flacidez, excesso de pele e bolsas de gordura, sendo, assim, muito procurada por homens e mulheres acima dos 35 anos.

Além disso, o procedimento corrige a deslocação da glândula lacrimal (quando presente) e o reposicionamento dos músculos. 

Como a blefaroplastia a laser funciona?

O paciente primeiramente irá receber a anestesia local, assim como um colírio anestésico (sendo este último deixado a critério do cirurgião). Após a fase de anestesia, os excessos de pele e gordura são retirados ou reposicionados ao longo das pálpebras. 

Durante as incisões, feitas a laser, os vasos sanguíneos são coagulados. Com isso, a recuperação é mais rápida.

Além disso, os resultados proporcionados são os mesmos que os da cirurgia convencional e, durante o pós-operatório, o paciente não manifesta tantos sintomas de inflamação ou de hematomas.

Todos podem fazer esse procedimento cirúrgico?

Como qualquer outro procedimento cirúrgico, a blefaroplastia também tem contraindicações. Não é indicada:

  • para mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • para pessoas que sofrem com síndrome dos olhos secos;
  • quando há algum tipo de infecção local;
  • quando há mutações no sistema imunológico;
  • quando há alteração da coagulação do sangue.

Como é o processo de recuperação?

A retirada dos pontos pode ser feita entre o 5º e o 7º dia após a realização da cirurgia. Por conta do laser, os locais cauterizados demoram um pouco mais para cicatrizarem. Já os resultados podem ser percebidos 3 meses após o procedimento.

Vale ressaltar que esse tipo de cirurgia apresenta riscos, por isso a importância de sempre buscar a opinião de um profissional experiente e respeitado nesse meio, que coloque em 1º lugar seu o bem-estar e a saúde do paciente.

Um oftalmologista será capaz de apresentar todos os riscos, os prós e contras da cirurgia nas pálpebras. Além disso, o especialista versado aumenta a garantia de que os resultados que você espera serão alcançados de maneira eficiente e segura.

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Como saber se seu filho tem problemas de visão?

Como saber se seu filho tem problemas de visão?

Os problemas de visão são consideravelmente comuns, principalmente na idade escolar – quando a vista é mais forçada para atividades que exigem concentração da criança.

A questão é que, se não identificados e tratados, esses problemas podem se agravar, podendo afetar o aprendizado, a personalidade, o comportamento e a própria adaptação ao ambiente escolar. A depender da doença, ela pode, ainda, influenciar a participação da criança em esportes, instrumentos ou simples brincadeiras.

Assim, conclui-se que a boa visão é fundamental para que a criança se desenvolva na escola e demais atividades em que participa. É nessa fase que surge o questionamento: como identificar que o meu filho está com problema de visão, se ele nunca falou nada a respeito? Para responder a essa questão, comum entre os pais, leia este artigo.

Sintomas

Entre os sinais indicativos de que a criança está com algum problema de vista, podem-se destacar:

  • Aproximar-se demais das coisas. A criança com problema de visão lê livros ou assiste à televisão aproximando-se o quanto possível. Atente nesse sinal, que certamente será um dos mais expressivos.
  • Estar sempre com os olhos lacrimejando ou ter alta sensibilidade a ambientes muito iluminados.
  • Inclinar o pescoço e a cabeça ou fechar levemente os olhos para tentar enxergar algo melhor.
  • Não conseguir manter a leitura sem usar um dedo como guia, perdendo-se facilmente sem esse apoio.
  • Coçar os olhos. É claro que alguns agentes e alguns tipos de alergia podem implicar a vontade de coçar os olhos. Mas, se a criança faz isso em excesso, sem causas aparentes, o recomendado é investigar.
  • Manter alguns hábitos com um dos olhos sempre fechados, como para assistir à TV, ler um livro ou usar o celular/tablet.
  • Reclamar de cansaço nos olhos ou dor de cabeça frequente.
  • Evitar o hábito de jogar ou assistir a algo no celular, tablet ou computador porque olhos ou a cabeça doem.
  • Evitar fazer qualquer atividade, no geral, que envolva a visão, seja de perto ou a longa distância.
  • Recusar-se a participar de determinadas atividades escolares.
  • Receber reclamações ou notas mais baixas na escola.

Ocorrendo um ou mais desses sinais, deve-se levar a criança a uma consulta com um médico oftalmologista, que poderá identificar a origem da condição e seguir com o tratamento mais adequado.

 

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