Dra. Erika Uchida

Astigmatismo: sintomas, causas e tratamento

Astigmatismo é o nome dado para uma condição extremamente comum, que atinge milhões de pessoas de todos os gêneros e idades. A maioria das pessoas que usam óculos apresenta essa alteração, podendo estar associada a miopia ou hipermetropia. Ainda assim, muitas não sabem que apresentam um quadro mais leve e vivem anos com uma qualidade de visão inferior por não procurarem um oftalmologista.

O astigmatismo, um erro refrativo, ocorre em determinado eixo, o que faz com que as imagens percebidas pelo olho cheguem desfocadas ao nervo óptico. O resultado é uma visão “embaçada”. É comum que o problema venha com outros erros refrativos, como a já citada miopia ou a hipermetropia.

Sintomas: identificando o astigmatismo

A pessoa que possui essa imperfeição ocular normalmente a percebe facilmente pela visão turva, quando ela surge tardiamente. Em crianças, entretanto, a situação pode ser mais complicada, uma vez que ela não possui base de comparação, pois nasceu com a visão dessa forma. Por isso, é responsabilidade dos pais levar o filho ou filha ao médico para averiguação.

Os sintomas mais comuns são:

  • Visão embaçada;
  • Dificuldade para ler;
  • Dificuldade para ler letras pequenas;
  • Incapacidade de enxergar de perto ou de longe sem apertar os olhos;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Piora de acuidade visual noturna;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Olhos cansados;
  • Tensão ocular.

Os pais devem fazer perguntas a respeito dessas sensações, bem como ficar atentos a alguns comportamentos que possam indicar esses incômodos. Desinteresse por certas atividades podem ser um indicador, por exemplo. E vale a pena conversar ou levar a criança a um oftalmologista para entender. Ouça também os comentários de professores, que muitas vezes são os primeiros a perceberem problemas de visão nos alunos.

Causas do astigmatismo

O que causa efetivamente o astigmatismo é uma córnea ou cristalino que não apresenta uniformidade ou curvatura adequada. Cada deformidade nessas seções do olho significa um tipo de erro diferente. Não há, todavia, uma razão exata para o aparecimento do problema. Ele pode ser congênito ou aparecer depois de algum tipo de lesão ocular, ainda que esse último caso seja bem mais raro.

Ainda assim, há fatores que aumentam os riscos de se adquirir a imperfeição:

  • Histórico familiar;
  • Coçar os olhos com frequência;
  • Trauma ocular (lesão, doença ou cirurgia).

Tratando o problema

O médico identificará o problema e seu nível de gravidade com alguns exames oftalmológicos próprios, como o exame de refração, topografia da córnea e o teste de visão, no qual o paciente deve ler as letras de um quadro conhecido como tabela de Snellen.

O tratamento mais comum para astigmatismo é o uso de lentes corretivas, seja em óculos ou lentes de contato. Em alguns casos pode ser indicada a cirurgia refrativa, mas é necessária uma avaliação mais criteriosa.

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Topografia corneana: como funciona o procedimento

Topografia corneana: como funciona o procedimento

A topografia corneana, também conhecida como topografia da córnea ou ceratoscopia computadorizada, é um exame ocular que mede a curvatura e o relevo da córnea, desde o centro até os cantos. Com as imagens, é possível criar um mapa da córnea e analisar quaisquer irregularidades, tanto na curvatura quanto na espessura. É um exame computadorizado porque as imagens são recolhidas e apresentadas digitalmente, em forma de gráficos.

A topografia é importante por avaliar a córnea, que é responsável por 70% da refração realizada pelo olho. Ou seja, quando há problemas com a córnea, a visão sofre consideravelmente, chegando mesmo a alguns níveis de cegueira.

Como a topografia corneana é realizada

O exame é feito com um aparelho específico, que só pode ser manuseado por um profissional em Oftalmologia. Não há necessidade de nenhum preparo prévio, exceto para quem usa lentes de contato – nesse caso, o uso deve ser suspenso dias antes do exame. Não é preciso dilatação da pupila.

A topografia pode ser binocular (feita nos dois olhos) ou monocular (feita apenas em um dos olhos). A primeira opção é a mais comum. Para sua realização, no consultório, o médico pedirá que o paciente foque o olhar em um ponto específico. Então, o aparelho fará as leituras necessárias para a criação dos resultados no computador. O exame é completamente indolor e dura cerca de cinco minutos, sendo um teste bastante prático e viável.

Com os resultados prontos, sua interpretação e avaliação deverá ser feita ainda pelo médico oftalmologista, considerando-se todas as outras informações acerca do histórico – outros exames, outras condições de saúde (oculares ou não), histórico familiar etc.

Indicações do procedimento

A topografia é indicada em uma série de situações, tanto para diagnóstico quanto para acompanhamento de várias doenças oculares. Além disso, pode ser um exame essencial em situações de pré e pós-cirurgia. As cirurgias refrativas, como PRK ou LASIK, que pretendem modelar a córnea novamente, exigem esse exame para que a córnea seja bem conhecida antes de qualquer alteração. Posteriormente, ele é necessário para análise do que foi feito. A cirurgia de transplante de córnea também requer a topografia de córnea.

Outras situações que podem precisar do exame são:

  • Diagnóstico e acompanhamento do ceratocone (distrofia da córnea), úlceras, pterígio e outras patologias;
  • Auxílio na adaptação de lentes de contato;
  • Avaliação de cicatrizes e opacidade da córnea;
  • Retirada de pontos após transplante de córnea;
  • Pós-operatório de ceratoplastias, transplantes e cirurgia de catarata;
  • Ectasias e distrofias da córnea;
  • Inchaço na córnea;
  • Análise de astigmatismos irregulares.

Portanto, o médico pode solicitar uma topografia corneana por muitas razões. O importante é que o exame seja realizado, seja para diagnóstico, acompanhamento ou mensuração de resultados pós-cirurgia.

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Entrópio x Ectrópio: qual a diferença?

Entrópio x Ectrópio: qual a diferença?

Os olhos são órgãos importantes do corpo humano, mas também uns dos mais sensíveis, podendo sofrer com alguns tipos de condições ou problemas específicos.

Entre os possíveis problemas que podem apresentar a região dos olhos estão o entrópio e o ectrópio, que fazem com que a pálpebra se vire para dentro ou para fora, respectivamente.

Embora façam com que a pálpebra se direcione na direção oposta, os dois problemas podem apresentar sintomas bastante parecidos, como irritação do olho, sensação de objetos estranhos no globo ocular, vermelhidão e lágrimas constantes.

Assim, com sintomas bastante parecidos, mas problemas exatamente opostos, é importante saber as diferenças entre entrópio e ectrópio. Confira a seguir os detalhes de cada um e suas diferenças.

Entrópio

O entrópio palpebral, ou simplesmente entrópio, é o problema que causa a inversão da pálpebra, fazendo com que ela se vire para dentro, mantendo os cílios em contato direto com o globo ocular. Assim, proporciona uma série de problemas, como irritação e sensação incômoda constante.

A causa mais comum do entrópio palpebral é um enfraquecimento dos músculos retratores da pálpebra inferior, permitindo que a pálpebra se dobre para dentro do globo ocular. Porém, o entrópio pode ter outras causas, como ferimentos ou cortes, complicações cirúrgicas ou irritações oculares que gerem o enfraquecimento dos músculos da pálpebra inferior.

O tratamento do entrópio pode ser feito de maneira clínica ou cirúrgica. O tratamento clínico é feito com a aplicação de colírios, lubrificantes e pomadas antibióticas. No entanto, esse tratamento não garante que o problema não volte a ocorrer, ao contrário do tratamento cirúrgico. A cirurgia é um modo definitivo de correção do entrópio palpebral.

A intervenção cirúrgica é o tratamento mais adequado em casos nos quais o entrópio proporcione algum tipo de irritação no olho, pois esse incômodo pode originar um problema ainda maior.

Ectrópio

O ectrópio palpebral é um problema que causa o afastamento da pálpebra do globo ocular, de modo que ela se dobra para fora, sem que a borda da pálpebra chegue a tocar nos olhos. Assim, além de grandes incômodos, o ectrópio causa uma grande diferença estética na face dos pacientes.

Embora seja mais comum em pessoas idosas, o ectrópio pode ser apresentado por pessoas de todas as idades, trata-se de uma flacidez na pálpebra inferior, fazendo com que a pálpebra se dobre para fora do olho. O problema também pode ser apresentado após alguma lesão ou cicatrização de uma cirurgia na região próxima aos olhos que dêem origem a essa flacidez.

Assim como nos casos de entrópio, o ectrópio também pode ser tratado de forma clínica ou cirúrgica. A cirurgia é o tratamento mais eficaz para que o problema não volte a ocorrer, com uma solução definitiva do ectrópio.

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Lacrimejamento excessivo pode ser sinal de doença

Lacrimejamento excessivo pode ser sinal de doença

O lacrimejamento contínuo e excessivo pode ser um sintoma de alguma anormalidade no sistema lacrimal ou doença ocular. Portanto, se não existe choro e o lacrimejamento não é consequência de uma irritação momentânea dos olhos, é importante buscar ajuda médica para saber qual a causa de tantas lágrimas.

O diagnóstico precoce evita a progressão de doenças que atingem a superfície ocular, inflamação, conjuntivite alérgica, bloqueio dos canais lacrimais, glaucoma congênito, ectrópio e entrópio (anormalidades que afetam a posição das pálpebras), olhos secos, tumores, úlcera na córnea, hipermetropia entre outros problemas.  

Diagnóstico do lacrimejamento excessivo

As lágrimas mantêm os olhos hidratados. São produzidas por glândulas lacrimais e drenadas até uma estrutura denominada saco lacrimal. Desse ponto escoam até a cavidade nasal. As lágrimas só escorrem pela face quando choramos, rimos muito ou se existe algum problema no sistema lacrimal ou doenças.

Ao notar o lacrimejamento persistente é importante marcar uma consulta médica para obter o diagnóstico. Além de examinar, detalhadamente, os olhos, o médico também analisará outras informações relativas ao ambiente e patologias anteriores que tenham afetado a visão e a cavidade nasal, tratamentos médicos à base de remédios, radioterapia e quimioterapia. Hábitos como períodos prolongados com os olhos fixos a telas de telefone celular, computador e televisão também são investigados.

Como tratar o lacrimejamento em excesso

Alguns casos podem ser tratados apenas com medicação. Em outras situações, o tratamento cirúrgico é necessário. Isso acontece, por exemplo, quando o lacrimejamento resulta de algum bloqueio de ductos que drenam as lágrimas ou anormalidades nas pálpebras (ectrópio e entrópio).

Até 6% dos recém-nascidos apresentam obstrução do canal lacrimal devido à permanência de uma membrana na cavidade nasal, bloqueando a entrada do canal nasolacrimal. Em alguns casos, o problema é resolvido espontaneamente, ou seja, o próprio organismo acaba eliminando essa membrana. Caso contrário, quando o bebê completar 10 meses, é possível planejar uma intervenção médica, com sondagem e irrigação salina para desbloquear o duto lacrimal. Cerca de 95% dos procedimentos são bem sucedidos.

Em adultos, a obstrução do canal lacrimal é tratada com cirurgia. O procedimento é denominado dacriocistorrinostomia, o qual consiste na construção de um canal para drenar as lágrimas. Essa operação pode ser feita através de pequena incisão externa (na face) ou através da cavidade nasal.

O tratamento cirúrgico é indicado também para os casos de anomalias nas pálpebras. O entrópio caracteriza-se pela inversão da pálpebra para dentro do olho. O lacrimejamento ocorre porque os cílios ficam em contato com o globo ocular. No ectrópio palpebral, a pálpebra volta-se para fora, sem contato com o globo ocular, deixando-o mais exposto a agressões externas. A solução para os dois problemas é a cirurgia.  

A conjuntivite alérgica, que causa lacrimejamento, inchaço, vermelhidão e coceira no olho, é tratada com colírio antialérgico, associado, em alguns casos, à medicação oral. Problemas de visão, como a hipermetropia, também podem causar lacrimejamento, devido ao esforço feito para enxergar. O problema pode ser resolvido com o uso de óculos ou lentes.

O mais importante é fazer a consulta médica e iniciar o tratamento.

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Oftalmoscopia: o que é e como funciona

Oftalmoscopia: o que é e como funciona

A parte interna dos olhos é responsável por definir com clareza a percepção de imagens que o globo ocular enxerga. Através de nervos e ligações importantes que ajudam a projeção a se tornar a mais nítida possível, a visão, trabalhada com o cérebro, consegue transmitir informações sobre o que se nota ao cérebro e, assim, gerar a percepção visível.

Uma técnica importante para conferir  esse processo é chamada de oftalmoscopia.É uma medida simples, mas fundamental para conferir se tudo está em ordem ou se há incidência de algum malefício que possa prejudicar a saúde ocular.

Oftalmoscopia: analisando a retina

A oftalmoscopia também é conhecida como fundoscopia, porque ela investiga a situação do fundo dos olhos. Sua análise se concentra na retina, a estrutura responsável pela transmissão das imagens ao cérebro e são essenciais para a visão.

O exame avalia as condições e partes ligadas à retina. O nervo óptico, as células que enviam as informações ao sistema cerebral, os estímulos luminosos, a sensibilidade dessa membrana e outras características são avaliadas no exame.

Ele é feito através de um aparelho chamado oftalmoscópio, que permite avaliar o interior do olho. O olho, então, recebe uma projeção luminosa e o aparelho transmite uma imagem nítida da condição que o fundo do olho apresenta.

Os tipos do exame

Existem duas formas de fazer o exame e ele é feito segundo a idade, se a pessoa já está fazendo um acompanhamento para uma possível doença ou se é um exame de rotina. Os dois tipos são importantes para detectar infecções, causas de baixa de visão, tumores ou alguma irregularidade nos vasos no interior do globo ocular.

Forma direta

O oftalmoscópio é posicionado próximo ao olho, mas o campo de visão projetado no aparelho é reduzido, com, no máximo, 15 vezes mais do que uma análise a olho nu. 

São realizados também por clínicos e neurologistas, para avaliação do nervo óptico e parte do fundo-do-olho.

Forma indireta

A fundoscopia é mais específica nesse caso. Somente um oftalmologista pode realizá-la. Ele usa o oftalmoscópio para visualizar o fundo do olho com mais nitidez. 

Todas as pessoas devem fazer rotineiramente, principalmente quando apresentam histórico de doenças oculares como glaucoma, degeneração da retina, catarata ou doenças sistêmicas como diabetes, hipertensão arterial, uso de cloroquina, doenças auto-imunes e doenças que causem imunodeficiência.

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3 problemas que podem afetar a saúde dos olhos durante a gestação

3 problemas que podem afetar a saúde dos olhos durante a gestação

Muita gente não sabe disso, mas há uma relação complicada (e bastante comum) entre a saúde dos olhos e a gravidez. Mulheres grávidas apresentam alterações na visão em diversos casos. Nem sempre são preocupantes, mas sempre é recomendada a visita ao médico, para ter certeza de que seja apenas um “efeito colateral”.

O que há com olhos e gravidez?

As mudanças hormonais da gestante, que afetam todo o seu organismo, não deixam de lado sua visão. Os sintomas sentidos muitas vezes assustam, mas não costumam ser muito intensos e  os tratamentos são simples. É claro que, se estiverem atrapalhando muito ou se não passarem mesmo com tratamento, o problema pode ser outro e deve ser investigado.

Mas já fique sabendo o que pode acontecer com sua visão se você estiver grávida:

Manchas escuras

O surgimento dessas manchas no campo de visão normalmente se dá por uma condição chamada pré-eclâmpsia. Basicamente é o aumento da pressão arterial, que atinge os vasos sanguíneos e artérias da retina. Ela pode ser identificada precocemente através de exames oftalmológicos próprios – no caso, a oftalmoscopia.

Diabetes gestacional também causa esse sintoma. Não é incomum, mas requer atenção, já que pode se desenvolver para eclâmpsia, o que é perigoso tanto para a mãe quanto para o bebê.

Olhos secos

Os hormônios alteram a capacidade de lubrificação dos olhos, o que pode causar secura, coceira, vermelhidão, sensibilidade à luz e outros incômodos. Pode acontecer durante períodos diferentes da gestação, mas deve desaparecer aos poucos, após o parto. Enquanto isso, você pode pedir ao médico indicações de colírios apropriados para grávidas, que ajudarão a devolver a lubrificação.

Mudança de grau

Quem usa óculos ou lentes de contato de grau talvez se surpreenda com uma mudança perceptiva depois de engravidar. O grau pode aumentar ou diminuir nesse período, em razão da retenção de líquidos e aumento de peso, que mudam o formato da córnea e deixam a visão distorcida.

É provável que o grau retorne ao normal depois do parto, mas, ainda assim, é recomendável que sejam feitos novos óculos para ajudar a suportar os meses gestacionais,  uma vez que um grau errado causa dor de cabeça, tontura e atrapalha as leituras mais simples.

Todo tratamento deve ser feito com ajuda de algumas mudanças nos hábitos. Se há ressecamento ocular, por exemplo, o colírio pode não adiantar se a gestante  passar muito tempo em locais abafados ou com muita poeira. Lavar as mãos frequentemente e evitar colocá-las nos olhos é outra dica importante.

As alterações que têm a ver com olhos e gravidez podem ir embora quando o bebê nasce, mas, ainda assim, requerem acompanhamento de um oftalmologista, para controlar o problema e evitar que ele se desenvolva mais.

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Uso incorreto de lente de contato pode causar infecções

Uso incorreto de lente de contato pode causar infecções

O uso de lentes de contato tem sido bastante comum, seja para correção de “grau” (miopia, hipermetropia, astigmatismo) ou por estética. Elas são colocadas diretamente na córnea e têm tipos e materiais diferentes que servem para cada problema ocular. São uma boa alternativa para quem não deseja usar óculos o tempo todo.

As lentes estão mais populares e acessíveis, com um custo melhor e tecnologia ainda mais apurada para proporcionar mais conforto ao usuário. Mas é muito importante ter o máximo de cuidado com as lentes,  pois o uso incorreto pode causar infecções e problemas sérios, com risco de cegueira.

A importância de usar a lente certa

A maioria das pessoas precisará usar óculos em algum momento da vida, mesmo que sejam específicos para algumas atividades. Muitas delas se adaptam a eles com naturalidade, enquanto outras ficam bastante incomodadas e recorrem ao uso de lentes, de forma constante ou eventual.

Para adquirir uma lente de contato é preciso ter orientação de um médico, que realizará exames oftalmológicos completos  a fim de garantir que seu uso será mesmo necessário, sem danos colaterais.

Infelizmente ainda é bastante comum que pessoas comprem lentes sem ter conhecimento adequado sobre seu material, se têm contraindicação e, principalmente, sem saber como usá-las.

Mesmo para quem pretende usar lentes coloridas e sem grau, que modificam a cor dos olhos, é preciso uma análise médica. A avaliação poderá indicar empecilhos como olho seco severo, alergias ou alterações na pálpebra e córnea.

Cada tipo de lente tem uma indicação bastante precisa sobre a alteração oftalmológica que irá combater. A mais popular é a lente gelatinosa, indicada para quem tem miopia, hipermetropia, astigmatismo e/ou presbiopia. Ela não corrige acima de um certo grau de astigmatismo. Para essa característica é preciso indicar a lente rígida, que regulariza a superfície do olho sem tornar a visão embaçada.

Os riscos reais do uso incorreto de lentes de contato

Pessoas que convivem em ambientes muito poluídos ou cercados de poeira devem evitar o uso de lentes de contato, por estarem sempre suscetíveis a infecções e inflamações pelos resíduos presentes no ar.

É na colocação que estão os principais riscos de contágios. Cada tipo de lente tem um tipo de solução indicada para que seja limpa e geralmente são vendidas em qualquer farmácia. Elas ficam submersas nesse líquido enquanto ficam guardadas, mesmo as que são descartáveis.

O uso de soro fisiológico é bastante comum, mas não é indicado porque ele não limpa as lentes e pode, inclusive, contaminá-las. Use somente a solução multiuso para enxágue, assim que ela for retirada do estojo para ser colocada no olho e quando for retirada.

O estojo precisa ser limpo semanalmente e trocado a cada três meses. Assim como as lentes, precisam de uma limpeza mais profunda para desproteinização, que retira os resíduos de proteínas e gorduras.

Não se deve dormir com as lentes, mesmo que elas sejam descartáveis ou de uso prolongado. Quando o olho se fecha durante o sono, a oxigenação da córnea diminui. É como se ela ficasse “asfixiada”, aumentando o risco de úlceras e infecções.

Quem usa lentes deve ter sempre as mãos bem limpas quando for manuseá-las, deixar as unhas mais curtas para evitar rasgá-las ou arranhá-las.

Se o seu local de colocação da lente for a pia do banheiro, use uma tela sobre o ralo da pia, para evitar que ela caia e se contamine ou escoe pelo ralo. 

As lentes de contatos são para uso individual e não devem ser usadas por outra pessoa. É também necessário que, assim como os óculos, elas passem por avaliações periódicas para conferir se o uso não está causando algum problema e se o grau se mantém o mesmo.

Uma lente de contato não causa vermelhidão, coceira, ardor, lacrimejamento ou outras secreções. Caso isso aconteça, é indicado procurar um oftalmologista para verificar o problema.

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Como a toxoplasmose pode prejudicar sua visão

Como a toxoplasmose pode prejudicar sua visão

Também conhecida como “doença do gato”, a toxoplasmose é um problema de saúde pouco conhecido pela população em geral. A explicação para esse desconhecimento está muito relacionada ao fato de que cerca de 90% das pessoas que são infectadas com essa doença acabam não manifestando qualquer tipo de sintoma. Além disso, quando eles aparecem, acabam se assemelhando com o que sentimos quando estamos gripados, levando o paciente a dar pouca importância para o problema.

Essa doença infecciosa é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que normalmente é encontrado nas fezes de gatos ou até mesmo de outros felinos. O contato costuma a acontecer na ingestão de alimentos contaminados pelo parasita, principalmente carnes cruas ou pouco cozidas.

Diversas partes do organismo humano podem ser afetadas por essa doença, como o cérebro e o coração. Porém, pessoas com o sistema imunológico mais forte dificilmente vão manifestar o quadro e sofrer com os sintomas derivados dele.

É preciso ficar atento! No caso dessa doença, alguns fatores de risco devem ser levados em consideração. Pessoas com aids, realizando quimioterapia e grávidas possuem mais chances de serem contaminadas, por estarem com o sistema imunológico mais enfraquecido.

Quais os sintomas?

Os sintomas da toxoplasmose são muito parecidos com os sintomas de uma gripe. A pessoa infectada normalmente apresenta febre, dor de cabeça, dor de garganta e fadiga. Em pacientes com a saúde mais fragilizada, esses sintomas podem ser mais graves, com a ocorrência de convulsões e pneumonia.

Problemas de visão

Poucas pessoas sabem, mas a toxoplasmose também pode ser ocular. Nesse caso, o problema de saúde acaba se manifestando em forma de uveíte infecciosa, que nada mais é que a inflamação do trato uveal ou da retina.

Normalmente, essa situação leva ao comprometimento permanente da visão do paciente e também à formação de cicatrizes na retina.

Os sintomas da doença na forma ocular são dores nos olhos, vermelhidão fora do normal na região ocular, sensibilidade à luz e visão embaçada. Caso você tenha algum deles, o ideal é procurar um médico imediatamente para tratar o problema.

Mas não se deixe enganar! Caso alguns desses problemas oculares se manifestem em você, procure um especialista na área. Nesse momento, o recomendado é que seja realizada uma consulta com um oftalmologista.

Esse profissional realizará uma avaliação clínica, analisará todos os sintomas e solicitará todos os exames necessários para conseguir o melhor diagnóstico possível para o paciente.

Conheça o tratamento

O tratamento para a toxoplasmose que afeta a visão é bem parecido com o que é realizado quando a doença atinge outras partes do corpo humano. Normalmente, o paciente precisa utilizar antibióticos e corticóides específicos e receitados pelo profissional.

Além disso, há casos em que o oftalmologista também recomenda a utilização de alguns colírios que diminuirão a inflamação e, consequentemente, a dor na região dos olhos. Atenção! Não utilize nenhum medicamento sem a recomendação de um profissional da área.

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Moscas volantes: sintomas, diagnóstico e tratamento

Moscas volantes: sintomas, diagnóstico e tratamento

Moscas volantes são pequenos pontos pretos que aparecem na visão de uma pessoa e se movimentam a cada vez que ela direciona o olhar para algum lugar.

Além de pontos pretos, é possível ver também nuvens, teias de aranha e até mesmo linhas. Para a pessoa, a sensação é de que há algo no olho atrapalhando a visão.

Na verdade, o que acontece é que a retina está sendo estimulada por algo a mais, além da luz do ambiente em que você se encontra. Como resultado disso, o cérebro interpreta que há um objeto flutuante em sua frente.

O fato é que as moscas volantes estão na verdade dentro do seu olho e são partes do fluido gelatinoso que preenche o corpo vítreo. Como a retina está recebendo estímulo de algo diferente, juntamente com a luz, você acaba vendo pequenos pontos ou linhas.

Inclusive essa situação é muito comum de acontecer quando estamos olhando para uma parede branca. Saiba agora quais são os sintomas, diagnóstico e tratamento dessa situação.

Sintomas de moscas volantes

Dentre os principais sintomas, estão: pontos pretos, manchas ou linhas ao olhar em alguma direção

Caso o paciente sinta dor de cabeça, dor ocular e veja flashes de luz ou observe um grande aumento no número de pontos pretos na visão, é preciso consultar um oftalmologista. Isso porque pode ser indício de problemas mais graves, como o descolamento da retina.

Como é feito o diagnóstico

Para realizar o diagnóstico do problema, o médico irá primeiro perguntar o histórico do paciente. Cirurgias oculares e a própria miopia podem contribuir para o aparecimento dos pontos pretos na visão.

Em seguida, são feitos exames físicos, incluindo a oftalmoscopia, que permite ao médico ver o interior do olho do paciente. A pressão ocular também é medida.

O objetivo é verificar o que vem causando o aparecimento dos pontos pretos para, então, tratar a causa do problema.

Como funciona o tratamento

O tratamento trabalha em conjunto com a doença primária, aquela que vem causando as moscas volantes. Quando envolve algo mais simples, como a contração do corpo vítreo, não é necessário tratamento.

Quando há incômodo para o paciente e presença de muitos pontos pretos, pode ser feita uma vitrectomia para remoção total ou de parte do gel vítreo. Este é, então, substituído por solução salina. Mas em geral, esse procedimento não é indicado. 

Agora você já sabe o que são as moscas volantes, quais são os principais sintomas delas e como são feitos diagnóstico e tratamento.

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8 hábitos prejudiciais para a saúde ocular

8 hábitos prejudiciais para a saúde ocular

Alguns hábitos adotados no dia a dia podem interferir na saúde ocular, como, por exemplo, passar horas em frente ao computador ou ler em ambientes escuros, que são atitudes comuns no cotidiano de muitas pessoas. A longo prazo, esses comportamentos podem afetar a visão.

Para você entender melhor, confira oito hábitos prejudiciais à visão nos tópicos abaixo!

  1. Óculos sem prescrição médica

Comprar um par de óculos não é difícil nos dias atuais, considerando que é possível encontrá-los em diversos lugares espalhados pela cidade. Dessa forma, muitas pessoas adquirem o objeto sem prescrição médica, o que potencialmente acarreta inúmeros problemas para a visão.

  1. Colírios sem prescrição

Uma gota de colírio pode parecer inofensivo, mas devemos nos lembrar que os colírios são medicamentos, e como todo medicamento, devem ser comprados com prescrição médica. Alguns, se usados indevidamente, podem causar catarata e glaucoma, entre outros efeitos colaterais.

  1. Leitura em ambientes escuros

Quando a leitura é feita em ambientes escuros, pode prejudicar afetar a saúde ocular, uma vez que, por exigir maior esforço , provoca cansaço ocular, lacrimejamento, dores de cabeça, olhos vermelhos e ardência. Portanto, a leitura deve ser feita em lugares mais claros e com fontes nítidas.

  1. Longos períodos em frente à tela do computador

Certamente, esse é um hábito adotado por muitas pessoas que deve ser evitado (sei que é bem difícil ficar longe do computador…). Passar longos períodos em frente à tela do computador prejudica a visão, ocasionando olhos irritados e visão turva. Tendo em vista esses malefícios, é importante que sejam feitos intervalos ao longo do dia e que se mantenha uma distância confortável da tela. Durante as pausas, é interessante espalmar as mãos sobre os olhos fechados (sem pressionar), para lubrificar e relaxar a musculatura interna dos olhos.

  1. Ler em movimento

Algumas pessoas aproveitam as horas no trânsito para ler, mas essa atitude pode causar enjoo ou tontura. E se estiver dirigindo então, além de proibido, pode causar acidentes. Nunca use o celular enquanto estiver guiando!

  1. Tomar banho com lentes de contato

Recomenda-se sempre retirar as lentes de contato ao tomar banho ou entrar na piscina. As impurezas da água podem contaminar as lentes e, consequentemente, afetar os olhos, o que pode trazer inflamações e infecções graves à córnea.

Se não for possível ficar sem as lentes, não deixe a água entrar em contato com os olhos, ok?

  1. Coçar os olhos sem higienizar as mãos

Passar as mãos nos olhos depois de tocar em um corrimão ou pegar em dinheiro são práticas muito corriqueiras e devem ser evitadas. Ações como essas ocasionam o aumento da flora bacteriana contida nos olhos e podem causar infecções.  

  1. Usar graus errados

Quem sofre com problemas de visão precisa se atentar aos graus corretos para a sua necessidade, caso contrário, o quadro pode ser agravado. Por isso, é essencial realizar consultas a cada seis meses ou pelo menos uma vez ao ano.

Como apresentado, é preciso adotar algumas medidas no cotidiano para manter a saúde ocular. O paciente sempre deve realizar consultas com o oftalmologista, que, além de diagnosticar alguns problemas, pode prevenir o desenvolvimento de outros.

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