Dra. Erika Uchida

9 cuidados com os olhos na terceira idade

9 cuidados com os olhos na terceira idade

A visão é um dos sentidos mais importantes para os seres humanos, com grande complexidade e também delicadeza em sua estrutura. A visão humana tem 600 vezes mais sensibilidade que uma câmera digital de primeira linha. Por isso, o cuidado com a saúde ocular deve estar presente durante toda a vida, inclusive na infância. Mas, principalmente na terceira idade ele se torna imperativo, já que nesse período são altos os riscos de surgirem doenças comuns, causadas pelo envelhecimento natural dos olhos, como vista cansada, catarata e glaucoma.

Doenças relativas ao envelhecimento

Grande parte da população não cuida adequadamente da própria visão, e muitas pessoas vão a uma consulta oftalmológica já na vida adulta e para cuidar de alguma doença. São raras as que fazem consultas periódicas para avaliar como está a saúde ocular, o que permite o tratamento de doenças na fase inicial e diminui as consequências de algum problema identificado.

Até mesmo enfermidades já existentes costumam ser negligenciadas, como as mais populares miopia, astigmatismo e hipermetropia. Muitas vezes há alterações no grau que comprometem a qualidade da visão, mas o paciente demora a se disponibilizar para uma consulta e fazer a troca dos óculos, se necessário.

Doenças silenciosas, como o glaucoma, são sempre agravadas por essa falta de cuidado preventivo e provocam mais danos ainda quando o paciente tem mais idade. Os riscos são sempre altos de se adquirir alguma doença, pela debilidade natural que ocorre na visão devido ao processo de envelhecimento.

A catarata é muito comum no envelhecimento e é também a que causa maior índice de cegueira, caso não seja tratada. Na verdade, é o processo de evolução natural do cristalino. Em seguida, vem o glaucoma, que também pode causar danos irreversíveis à visão. Outras doenças são a retinopatia, a diplopia, a vista cansada e a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), por exemplo.

Os principais cuidados com os olhos

Listamos abaixo 9 cuidados com os olhos na terceira idade: estas medidas podem prevenir o surgimento ou o desenvolvimento dessas doenças comuns do envelhecimento.

  • Consultar o oftalmologista periodicamente, para que seja sempre feita uma análise completa sobre todos os campos da visão que podem apresentar doenças
  • Manter uma alimentação saudável, rica em frutas, vegetais e peixes, com os mais variados tipos de vitaminas
  • Manter os olhos sempre protegidos dos raios solares, que podem causar danos à visão
  • Não esfregar os olhos com frequência, para não danificar a córnea e não acelerar a flacidez das pálpebras
  • Ao primeiro sinal de vista cansada, embaçada, com efeitos semelhantes a estrelas e outros, busque ajuda médica o mais rápido possível
  • Mantenha o tempo e a qualidade do sono, para descansar a visão
  • Descansar a vista de meios digitais como computadores e TV
  • Beba muita água, para manter a hidratação ocular

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
4 dicas simples para cuidar das suas lentes de contato

4 dicas simples para cuidar das suas lentes de contato

A liberdade de não depender de óculos ao usar lentes de contato requer certos cuidados. Esses cuidados são importantes tanto para manter a visão saudável e quanto para que a lente tenha maior durabilidade e fique livre de contaminações. E antes de optar pelo uso, é preciso procurar um oftalmologista para indicar o tipo mais apropriado para o seu caso e até mesmo se ela pode ser usada com segurança.

Cuidados cotidianos com as lentes de contato

O uso de óculos é bem simples, já que ele precisa apenas ser guardado com cuidado para não serem arranhados e sempre limpos para manter a visão perfeita. Mas com as lentes de contato é preciso adotar cuidados diferentes, já que elas têm um contato direto com os olhos e sua falta de higiene pode causar problemas sérios e graves de saúde.

Selecionamos abaixo 4 dicas simples para cuidar das lentes de contato, que precisam ser seguidas a risca para manter sua qualidade e durabilidade:

1 – Higiene para manusear as lentes

  • É imprescindível que as mãos estejam sempre limpas antes de manusear as lentes de contato. Antes do contato, lave-as com sabonete neutro e água corrente, secando-as com toalha sem fiapos, para não correr o risco de passá-los para as lentes.
  • Mantenha as unhas sempre limpas e aparadas para evitar arranhar ou rasgar as lentes.
  • Caso vá usar maquiagem, coloque a lente antes para evitar manuseá-las com a mãos contaminadas com os produtos.

2 – Higiene das lentes

  • Antes de colocar a lente, desinfete-a com o produto específico da lente, nunca use água de torneira;
  • Faça o mesmo procedimento para guardá-las após o uso, antes de colocá-las no estojo;
  • Quando retirar a lente, coloque-a na palma da mão, coloque a solução e friccione com os dedos para limpá-las;

3 – Como guardar as lentes

  • As lentes de contato precisam ficar guardadas em um estojo específico, com uma solução multiuso feita exatamente para sua armazenação. O uso de soro fisiológico não é indicado para guardar as lentes, por não possuir os antibacterianos e detergentes próprios para a conservação das lentes;
  • Após colocar as lentes nos olhos, esvazie o líquido do estojo e lave-o com uma nova solução, enxaguando-o e fazendo uma fricção no local com os dedos para retirar qualquer resíduo. Em seguida, seque o estojo com uma toalha de papel e não deixe que ele seque no ar ou seja fechado ainda molhado.
  • Trocar o estojo a cada três meses, para garantir sua integridade;
  • Ao guardar a lente, abra o estojo e adicione a solução até a marca indicada na embalagem. A quantidade suficiente para cobrir a lente, sem que ela fique muito próxima da borda do estojo, pois ela pode rasgar ao rosquear a tampa.

4 – Cuidados extras

  • Antes de colocar as lentes, cubra o ralo da pia para evitar que ela caia e se perca;
  • Não ultrapasse o tempo de uso da lente e nem durma com ela;
  • Quando o olho fica ressecado, a lente pode sair do olho. Mantenha o olho sempre hidratado para evitar que isso aconteça. Ande sempre com um estojo e uma solução multiuso na bolsa para proteger as lentes desses contratempos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Pálpebra virada: você conhece este problema?

Pálpebra virada: você conhece este problema?

O problema da pálpebra virada, também conhecido como entrópio, é a condição causada quando a pálpebra se dobra e vira para dentro do olho. A alteração estética é imediata, e em geral acomete pessoas mais idosas. Porém, ela pode surgir também em jovens, em situações muito específicas.

A retração palpebral causada pela doença faz com que os cílios toquem a córnea dos olhos e causem irritação, vermelhidão a abrasões na região. Seu desenvolvimento é imperceptível e bem lento, piorando mesmo nos movimentos mais simples dos olhos. O tratamento é fundamental para evitar que surjam infecções, que podem afetar a qualidade da visão.

Características e causas da pálpebra virada

O afrouxamento dos músculos das pálpebras é a causa do surgimento do entrópio, que se manifesta invertendo a sua borda para dentro. Pode surgir tanto na parte superior quanto inferior, fazendo com que os cílios irritem a córnea.

A principal fonte do seu desenvolvimento é a senilidade. Com a perda de colágeno, os músculos vão se tornando mais frouxos, ajudando no processo de inversão da pálpebra.

A pálpebra virada também pode se desenvolver nas seguintes situações: queimaduras causadas por produtos químicos; cirurgia que altera o formato do globo ocular e que descole a pálpebra; como sintomas de tracoma (doença ocular comum em algumas regiões do planeta) e em Herpes Zoster Ophthalmicus (chamado de HZO e que está relacionada a catapora, provocando uma infecção no olho que pode se tornar grave). Já o entrópio congênito, que surgem em bebês quando nascem, é a forma mais rara do problema. Um problema parecido é o epibléfaro, que aparece mais em crianças e bebês asiáticos e acomete a pálpebra inferior, e é mais comum do que o entrópio congênito, mas pode causar irritação, fotofobia, lacrimejamento e astigmatismo nas crianças.

Oposto ao entrópio há o ectrópio, que tem o mesmo princípio, mas vira a pálpebra para a parte exterior. A doença deixa a superfície interna do olho exposta, deixando a pálpebra cada vez mais distante do contato com a conjuntiva bulbar.

O entrópio é um problema que também é encontrado em animais, inclusive algumas raças caninas tem essa característica muito comum como o Basset Hound e o Coker Spaniel.

Como tratar a pálpebra virada

Às vezes, os sintomas tardam a aparecer, mas o primeiro deles é uma irritação nos olhos sem que se perceba a causa. Em seguida, os cílios começam a encostar na córnea e a provocar problemas na região.

Dos sintomas mais simples como vermelhidão e lacrimejamento, o problema pode avançar para infecções da córnea, cicatrizes e perda da visão.  Por isso é importante o diagnóstico precoce. Ao primeiro sintoma é importante procurar um oftalmologista, que fará uma série de testes de elasticidade baseados na avaliação clínica.

E é o médico quem proporcionará o primeiro tratamento ao puxar a pálpebra para o lado de fora do olho, mas seu efeito é de curta duração. Em muitos casos há aplicação de botox para um efeito temporário de alívio.

A maioria do casos requerem uma cirurgia de correção muscular. Existem várias técnicas cirúrgicas, que será decidida após uma avaliação oftalmológica e palpebral minuciosa, para devolver o conforto e manter a visão saudável.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Ptose: sintomas, causas e tratamento

Ptose: sintomas, causas e tratamento

Ptose palpebral é o nome dado ao processo de queda da pálpebra superior, para além do seu ponto normal. O processo é gradual (na mioria dos casos, mas pode acontecer de modo repentino) e pode até mesmo afetar a visão mas, em geral só chama a atenção pelo dano estético. O caimento da pálpebra pode ocorrer em um ou nos dois olhos e em geral com pessoas acima de 60 anos.

O problema não deve ser levado de maneira leviana, pois pode ser um sinal para algo mais grave, como um problema neurológico. Ao surgirem os primeiros sintomas, o médico deve ser procurado para que seja feito um diagnóstico assertivo.

Causas da ptose

É notório que a maior parte dos casos de ptose é encontrada em pessoas com mais de 60 anos de idade. Porém há casos de ptose congênita, onde o bebê já nasce com essa alteração devido à malformação no desenvolvimento do músculo e no tendão do levantador da pálpebra. Quando ela se apresenta mais grave, pode causar astigmatismo e estrabismo e risco de sequela visual.

A ptose involucional, surge em adultos, e acontece por causa de um enfraquecimento muscular, por causa do envelhecimento. Seu desenvolvimento é progressivo. Existe também a ptose mecânica, que se dá por causa do excesso de pele na região. Pode também acontecer por causa de um tumor, e o seu desenvolvimento, geralmente, compromete o campo de visão. A ptose de causa neurológica ou miogênica, vem de uma enfermidade que gera um enfraquecimento maior em alguns músculos.

Alguns outros fatores que podem influenciar no caimento das pálpebras são: contato com toxinas, uso de drogas como morfina ou outras, uso prolongado de lentes de contato, diabetes e hipertensão. Nos casos de ptose aponeurótica, que é a queda do músculo que eleva a pálpebra, uma cirurgia intra-ocular e inflamação crônica podem ser a causa.

O sintoma principal é a própria queda da pálpebra. Nos casos de idosos, o sintoma pode se disfarçar com a natural queda devido à perda de elasticidade.

Como tratar o problema

A princípio, o maior incômodo com a doença surge por causa da aparência, já que os olhos ficam com aspecto caídos. Mas com o seu desenvolvimento ela pode até mesmo obstruir a pupila e dificultar a visão.

Antes de dar um diagnóstico preciso, o médico oftalmologista indicará uma série de exames para medições da pálpebra, força muscular e qualidade da visão, entre outros. Exames físicos e neurológicos se unem a uma análise aprofundada do globo ocular.

O tratamento será indicado de acordo com a avaliação, que pode ser de ptose severa, moderada ou leve. Outro fator que influenciará a escolha do tratamento é a idade do paciente.

O principal tratamento é a realização de uma cirurgia corretiva, que levanta a pálpebra e a coloca de novo no lugar. Há várias técnicas cirúrgicas utilizadas, como o encurtamento de músculos ou a dobra do músculo elevador, retirando excessos de pele. Nos casos graves, quando o músculo não tem força suficiente, pode ser necessário o uso do músculo frontal para auxiliar na abertura dos olhos. A escolha da técnica a ser utilizada deve ser conversada com o médico especialista.

O pós-operatório é tranquilo, mas como qualquer cirurgia, precisa de cuidados. Compressas geladas, repouso e uso de colírios e pomadas são os principais cuidados.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Estrabismo: principais causas e tratamento

Estrabismo: principais causas e tratamento

O estrabismo é uma condição oftalmológica marcada por algum grau de desvio ocular. Na maioria dos pacientes, o quadro manifesta-se já na infância, porém também pode se desenvolver em adultos. Com frequência, a posição atípica dos olhos traz reflexos sociais, psicológicos e até econômicos para os indivíduos, além de grande risco de não desenvolvimento pleno, total da visão.

Em uma sociedade tão focada em imagens, essa característica muitas vezes afeta a autoestima dos pacientes. Portanto, é imprescindível conhecer melhor a patologia e as alternativas de tratamento. É justamente esse o objetivo dos dados mostrados a seguir. Acompanhe!

Causas do estrabismo e seus diferentes tipos

Para saber o que causa o estrabismo, é importante entender que existem seis músculos responsáveis por controlar os movimentos dos olhos. Na ação de focar em um objeto com os dois olhos, todos os músculos de cada olho devem trabalhar harmonicamente.

Essa tarefa é comandada pelo cérebro por meio de impulsos nervosos balanceados. Sendo assim, patologias que atingem o cérebro como paralisia cerebral, hidrocefalia, viroses, prematuridade, traumas e tumores no crânio, por exemplo, estão relacionadas ao desvio ocular. Conclui-se, então, que é essencial considerar a possibilidade de alguma doença subjacente.

Grande parcela das pessoas estrábicas não apresenta nenhum sintoma além do posicionamento ocular atípico. Contudo, há quem relate dores de cabeça recorrentes e desconforto nos olhos. Outro sinal de alerta é uma sonolência ao realizar alguma atividade visual mais intensa. Em adultos com estrabismo, nota-se a incidência de visão dupla.

Cabe apontar que a definição dessa patologia oftalmológica depende do posicionamento ocular. No estrábico convergente, o olho está orientado para o nariz; em quadros divergentes, observa-se um direcionamento para os lados; a categoria vertical da disfunção descreve o olho acima ou abaixo do padrão. Não é incomum identificar desalinhamentos verticais e horizontais em uma mesma pessoa.

Como tratar o problema

Os diversos tipos de desvio ocular requerem abordagens diferenciadas. Por isso, recomenda-se sempre consultar com um especialista para discutir as terapêuticas adequadas. Algumas manifestações do problema são corrigidas com uso de óculos com lentes específicas, enquanto outras requerem cirurgia. Quadros mais severos podem precisar de uma combinação das duas medidas para se alcançar o resultado desejado. Alguns casos respondem bem a aplicações de toxina botulínica.

Atualmente, uma série de técnicas, cirúrgicas ou não, estão disponíveis para os estrábicos. Por conseguinte, fica mais fácil recuperar a autoestima e a qualidade vida das pessoas que sofrem com essa característica.

É muito importante que seja detectado e tratado desde o início, pois em alguns casos, se não tratado a tempo, a visão não se desenvolve completamente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
O que é miopia e qual o tratamento?

O que é miopia e qual o tratamento?

A miopia é uma condição ocular muito comum, que afeta milhões de pessoas anualmente. Na verdade, estima-se que até 40% da população mundial apresenta tal disfunção. É um erro refratário no qual o indivíduo não consegue ver nitidamente objetos à distância, mas sem prejuízo de sua visão aproximada.

O problema surge com uma variedade de graus. A pessoa pode apresentar dificuldades extremas para ver qualquer coisa que não esteja a centímetros de seu rosto ou pode ter uma boa visão de objetos a até metros de distância.

Por que a miopia acontece?

A córnea e o cristalino são dois elementos essenciais para que o olho consiga focalizar as imagens que recebe e mandá-las para a retina, que as transformará em estímulos a serem compreendido pelo cérebro. A estrutura desses elementos deve ser homogênea e com uma curvatura adequada. Se não tiverem essas características, a refração da luz não acontece corretamente e os problemas de visão surgem. No caso dos míopes, a curvatura da córnea pode estar errada ou o próprio olho pode ser muito longo, o que é mais comum.

Pacientes que apresentam algum quadro do tipo podem ter uma evolução lenta ou rápida, especialmente durante a infância e adolescência. Essas são as épocas em que a condição mais piora, mas ela pode continuar evoluindo gradualmente ao longo da vida.

A principal causa é a hereditariedade, mas alguns estudos indicam que o estresse visual prolongado pode agravar a situação; ou seja, atividades que exigem esforço visual contínuo, como muita leitura ou uso excessivo de computadores.

Os sintomas são facilmente perceptíveis, uma vez que o principal deles é a visão de longe borrada. Crianças são as que mais podem ter dificuldade em identificar que são míopes, uma vez que a condição pode estar em desenvolvimento desde o nascimento – de maneira gradual sem que ela perceba. A maioria dos diagnósticos é realizado justamente na infância, entre os 8 e os 12 anos. É provável que a condição permaneça estática ou se agrave com o passar do tempo. Adultos que passam a ser míopes podem ter alguma outra doença associada, como diabetes ou catarata.

Outros sintomas além da visão turva distanciada incluem:

  • Dores de cabeça constantes;
  • Dificuldade para dirigir durante a noite;
  • Necessidade de apertar os olhos para enxergar.

Como tratar a miopia?

Para saber qual é o melhor tratamento, é preciso, primeiramente, diagnosticar o problema. Crianças devem fazer exames oftalmológicos após o nascimento e durante anos escolares. Adultos devem fazer exames com frequência, e se existir risco de alguma doença ocular hereditária, como o glaucoma, ou se perceberem dificuldades na vista, a frequência deve ser maior.

Depois de realizar alguns exames, como a oftalmoscopia e o exame refracional, o médico poderá prescrever lentes corretivas para miopia. Elas podem ser usadas em óculos ou como lentes de contato. Se recomendado pelo médico, é possível também realizar uma cirurgia refrativa, em casos específicos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos

Astigmatismo: sintomas, causas e tratamento

Astigmatismo é o nome dado para uma condição extremamente comum, que atinge milhões de pessoas de todos os gêneros e idades. A maioria das pessoas que usam óculos apresenta essa alteração, podendo estar associada a miopia ou hipermetropia. Ainda assim, muitas não sabem que apresentam um quadro mais leve e vivem anos com uma qualidade de visão inferior por não procurarem um oftalmologista.

O astigmatismo, um erro refrativo, ocorre em determinado eixo, o que faz com que as imagens percebidas pelo olho cheguem desfocadas ao nervo óptico. O resultado é uma visão “embaçada”. É comum que o problema venha com outros erros refrativos, como a já citada miopia ou a hipermetropia.

Sintomas: identificando o astigmatismo

A pessoa que possui essa imperfeição ocular normalmente a percebe facilmente pela visão turva, quando ela surge tardiamente. Em crianças, entretanto, a situação pode ser mais complicada, uma vez que ela não possui base de comparação, pois nasceu com a visão dessa forma. Por isso, é responsabilidade dos pais levar o filho ou filha ao médico para averiguação.

Os sintomas mais comuns são:

  • Visão embaçada;
  • Dificuldade para ler;
  • Dificuldade para ler letras pequenas;
  • Incapacidade de enxergar de perto ou de longe sem apertar os olhos;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Piora de acuidade visual noturna;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Olhos cansados;
  • Tensão ocular.

Os pais devem fazer perguntas a respeito dessas sensações, bem como ficar atentos a alguns comportamentos que possam indicar esses incômodos. Desinteresse por certas atividades podem ser um indicador, por exemplo. E vale a pena conversar ou levar a criança a um oftalmologista para entender. Ouça também os comentários de professores, que muitas vezes são os primeiros a perceberem problemas de visão nos alunos.

Causas do astigmatismo

O que causa efetivamente o astigmatismo é uma córnea ou cristalino que não apresenta uniformidade ou curvatura adequada. Cada deformidade nessas seções do olho significa um tipo de erro diferente. Não há, todavia, uma razão exata para o aparecimento do problema. Ele pode ser congênito ou aparecer depois de algum tipo de lesão ocular, ainda que esse último caso seja bem mais raro.

Ainda assim, há fatores que aumentam os riscos de se adquirir a imperfeição:

  • Histórico familiar;
  • Coçar os olhos com frequência;
  • Trauma ocular (lesão, doença ou cirurgia).

Tratando o problema

O médico identificará o problema e seu nível de gravidade com alguns exames oftalmológicos próprios, como o exame de refração, topografia da córnea e o teste de visão, no qual o paciente deve ler as letras de um quadro conhecido como tabela de Snellen.

O tratamento mais comum para astigmatismo é o uso de lentes corretivas, seja em óculos ou lentes de contato. Em alguns casos pode ser indicada a cirurgia refrativa, mas é necessária uma avaliação mais criteriosa.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Topografia corneana: como funciona o procedimento

Topografia corneana: como funciona o procedimento

A topografia corneana, também conhecida como topografia da córnea ou ceratoscopia computadorizada, é um exame ocular que mede a curvatura e o relevo da córnea, desde o centro até os cantos. Com as imagens, é possível criar um mapa da córnea e analisar quaisquer irregularidades, tanto na curvatura quanto na espessura. É um exame computadorizado porque as imagens são recolhidas e apresentadas digitalmente, em forma de gráficos.

A topografia é importante por avaliar a córnea, que é responsável por 70% da refração realizada pelo olho. Ou seja, quando há problemas com a córnea, a visão sofre consideravelmente, chegando mesmo a alguns níveis de cegueira.

Como a topografia corneana é realizada

O exame é feito com um aparelho específico, que só pode ser manuseado por um profissional em Oftalmologia. Não há necessidade de nenhum preparo prévio, exceto para quem usa lentes de contato – nesse caso, o uso deve ser suspenso dias antes do exame. Não é preciso dilatação da pupila.

A topografia pode ser binocular (feita nos dois olhos) ou monocular (feita apenas em um dos olhos). A primeira opção é a mais comum. Para sua realização, no consultório, o médico pedirá que o paciente foque o olhar em um ponto específico. Então, o aparelho fará as leituras necessárias para a criação dos resultados no computador. O exame é completamente indolor e dura cerca de cinco minutos, sendo um teste bastante prático e viável.

Com os resultados prontos, sua interpretação e avaliação deverá ser feita ainda pelo médico oftalmologista, considerando-se todas as outras informações acerca do histórico – outros exames, outras condições de saúde (oculares ou não), histórico familiar etc.

Indicações do procedimento

A topografia é indicada em uma série de situações, tanto para diagnóstico quanto para acompanhamento de várias doenças oculares. Além disso, pode ser um exame essencial em situações de pré e pós-cirurgia. As cirurgias refrativas, como PRK ou LASIK, que pretendem modelar a córnea novamente, exigem esse exame para que a córnea seja bem conhecida antes de qualquer alteração. Posteriormente, ele é necessário para análise do que foi feito. A cirurgia de transplante de córnea também requer a topografia de córnea.

Outras situações que podem precisar do exame são:

  • Diagnóstico e acompanhamento do ceratocone (distrofia da córnea), úlceras, pterígio e outras patologias;
  • Auxílio na adaptação de lentes de contato;
  • Avaliação de cicatrizes e opacidade da córnea;
  • Retirada de pontos após transplante de córnea;
  • Pós-operatório de ceratoplastias, transplantes e cirurgia de catarata;
  • Ectasias e distrofias da córnea;
  • Inchaço na córnea;
  • Análise de astigmatismos irregulares.

Portanto, o médico pode solicitar uma topografia corneana por muitas razões. O importante é que o exame seja realizado, seja para diagnóstico, acompanhamento ou mensuração de resultados pós-cirurgia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Entrópio x Ectrópio: qual a diferença?

Entrópio x Ectrópio: qual a diferença?

Os olhos são órgãos importantes do corpo humano, mas também uns dos mais sensíveis, podendo sofrer com alguns tipos de condições ou problemas específicos.

Entre os possíveis problemas que podem apresentar a região dos olhos estão o entrópio e o ectrópio, que fazem com que a pálpebra se vire para dentro ou para fora, respectivamente.

Embora façam com que a pálpebra se direcione na direção oposta, os dois problemas podem apresentar sintomas bastante parecidos, como irritação do olho, sensação de objetos estranhos no globo ocular, vermelhidão e lágrimas constantes.

Assim, com sintomas bastante parecidos, mas problemas exatamente opostos, é importante saber as diferenças entre entrópio e ectrópio. Confira a seguir os detalhes de cada um e suas diferenças.

Entrópio

O entrópio palpebral, ou simplesmente entrópio, é o problema que causa a inversão da pálpebra, fazendo com que ela se vire para dentro, mantendo os cílios em contato direto com o globo ocular. Assim, proporciona uma série de problemas, como irritação e sensação incômoda constante.

A causa mais comum do entrópio palpebral é um enfraquecimento dos músculos retratores da pálpebra inferior, permitindo que a pálpebra se dobre para dentro do globo ocular. Porém, o entrópio pode ter outras causas, como ferimentos ou cortes, complicações cirúrgicas ou irritações oculares que gerem o enfraquecimento dos músculos da pálpebra inferior.

O tratamento do entrópio pode ser feito de maneira clínica ou cirúrgica. O tratamento clínico é feito com a aplicação de colírios, lubrificantes e pomadas antibióticas. No entanto, esse tratamento não garante que o problema não volte a ocorrer, ao contrário do tratamento cirúrgico. A cirurgia é um modo definitivo de correção do entrópio palpebral.

A intervenção cirúrgica é o tratamento mais adequado em casos nos quais o entrópio proporcione algum tipo de irritação no olho, pois esse incômodo pode originar um problema ainda maior.

Ectrópio

O ectrópio palpebral é um problema que causa o afastamento da pálpebra do globo ocular, de modo que ela se dobra para fora, sem que a borda da pálpebra chegue a tocar nos olhos. Assim, além de grandes incômodos, o ectrópio causa uma grande diferença estética na face dos pacientes.

Embora seja mais comum em pessoas idosas, o ectrópio pode ser apresentado por pessoas de todas as idades, trata-se de uma flacidez na pálpebra inferior, fazendo com que a pálpebra se dobre para fora do olho. O problema também pode ser apresentado após alguma lesão ou cicatrização de uma cirurgia na região próxima aos olhos que dêem origem a essa flacidez.

Assim como nos casos de entrópio, o ectrópio também pode ser tratado de forma clínica ou cirúrgica. A cirurgia é o tratamento mais eficaz para que o problema não volte a ocorrer, com uma solução definitiva do ectrópio.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Lacrimejamento excessivo pode ser sinal de doença

Lacrimejamento excessivo pode ser sinal de doença

O lacrimejamento contínuo e excessivo pode ser um sintoma de alguma anormalidade no sistema lacrimal ou doença ocular. Portanto, se não existe choro e o lacrimejamento não é consequência de uma irritação momentânea dos olhos, é importante buscar ajuda médica para saber qual a causa de tantas lágrimas.

O diagnóstico precoce evita a progressão de doenças que atingem a superfície ocular, inflamação, conjuntivite alérgica, bloqueio dos canais lacrimais, glaucoma congênito, ectrópio e entrópio (anormalidades que afetam a posição das pálpebras), olhos secos, tumores, úlcera na córnea, hipermetropia entre outros problemas.  

Diagnóstico do lacrimejamento excessivo

As lágrimas mantêm os olhos hidratados. São produzidas por glândulas lacrimais e drenadas até uma estrutura denominada saco lacrimal. Desse ponto escoam até a cavidade nasal. As lágrimas só escorrem pela face quando choramos, rimos muito ou se existe algum problema no sistema lacrimal ou doenças.

Ao notar o lacrimejamento persistente é importante marcar uma consulta médica para obter o diagnóstico. Além de examinar, detalhadamente, os olhos, o médico também analisará outras informações relativas ao ambiente e patologias anteriores que tenham afetado a visão e a cavidade nasal, tratamentos médicos à base de remédios, radioterapia e quimioterapia. Hábitos como períodos prolongados com os olhos fixos a telas de telefone celular, computador e televisão também são investigados.

Como tratar o lacrimejamento em excesso

Alguns casos podem ser tratados apenas com medicação. Em outras situações, o tratamento cirúrgico é necessário. Isso acontece, por exemplo, quando o lacrimejamento resulta de algum bloqueio de ductos que drenam as lágrimas ou anormalidades nas pálpebras (ectrópio e entrópio).

Até 6% dos recém-nascidos apresentam obstrução do canal lacrimal devido à permanência de uma membrana na cavidade nasal, bloqueando a entrada do canal nasolacrimal. Em alguns casos, o problema é resolvido espontaneamente, ou seja, o próprio organismo acaba eliminando essa membrana. Caso contrário, quando o bebê completar 10 meses, é possível planejar uma intervenção médica, com sondagem e irrigação salina para desbloquear o duto lacrimal. Cerca de 95% dos procedimentos são bem sucedidos.

Em adultos, a obstrução do canal lacrimal é tratada com cirurgia. O procedimento é denominado dacriocistorrinostomia, o qual consiste na construção de um canal para drenar as lágrimas. Essa operação pode ser feita através de pequena incisão externa (na face) ou através da cavidade nasal.

O tratamento cirúrgico é indicado também para os casos de anomalias nas pálpebras. O entrópio caracteriza-se pela inversão da pálpebra para dentro do olho. O lacrimejamento ocorre porque os cílios ficam em contato com o globo ocular. No ectrópio palpebral, a pálpebra volta-se para fora, sem contato com o globo ocular, deixando-o mais exposto a agressões externas. A solução para os dois problemas é a cirurgia.  

A conjuntivite alérgica, que causa lacrimejamento, inchaço, vermelhidão e coceira no olho, é tratada com colírio antialérgico, associado, em alguns casos, à medicação oral. Problemas de visão, como a hipermetropia, também podem causar lacrimejamento, devido ao esforço feito para enxergar. O problema pode ser resolvido com o uso de óculos ou lentes.

O mais importante é fazer a consulta médica e iniciar o tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos, 0 comments