Dra. Erika Uchida

Oftalmoscopia: o que é e como funciona

Oftalmoscopia: o que é e como funciona

A parte interna dos olhos é responsável por definir com clareza a percepção de imagens que o globo ocular enxerga. Através de nervos e ligações importantes que ajudam a projeção a se tornar a mais nítida possível, a visão, trabalhada com o cérebro, consegue transmitir informações sobre o que se nota ao cérebro e, assim, gerar a percepção visível.

Uma técnica importante para conferir  esse processo é chamada de oftalmoscopia.É uma medida simples, mas fundamental para conferir se tudo está em ordem ou se há incidência de algum malefício que possa prejudicar a saúde ocular.

Oftalmoscopia: analisando a retina

A oftalmoscopia também é conhecida como fundoscopia, porque ela investiga a situação do fundo dos olhos. Sua análise se concentra na retina, a estrutura responsável pela transmissão das imagens ao cérebro e são essenciais para a visão.

O exame avalia as condições e partes ligadas à retina. O nervo óptico, as células que enviam as informações ao sistema cerebral, os estímulos luminosos, a sensibilidade dessa membrana e outras características são avaliadas no exame.

Ele é feito através de um aparelho chamado oftalmoscópio, que permite avaliar o interior do olho. O olho, então, recebe uma projeção luminosa e o aparelho transmite uma imagem nítida da condição que o fundo do olho apresenta.

Os tipos do exame

Existem duas formas de fazer o exame e ele é feito segundo a idade, se a pessoa já está fazendo um acompanhamento para uma possível doença ou se é um exame de rotina. Os dois tipos são importantes para detectar infecções, causas de baixa de visão, tumores ou alguma irregularidade nos vasos no interior do globo ocular.

Forma direta

O oftalmoscópio é posicionado próximo ao olho, mas o campo de visão projetado no aparelho é reduzido, com, no máximo, 15 vezes mais do que uma análise a olho nu. 

São realizados também por clínicos e neurologistas, para avaliação do nervo óptico e parte do fundo-do-olho.

Forma indireta

A fundoscopia é mais específica nesse caso. Somente um oftalmologista pode realizá-la. Ele usa o oftalmoscópio para visualizar o fundo do olho com mais nitidez. 

Todas as pessoas devem fazer rotineiramente, principalmente quando apresentam histórico de doenças oculares como glaucoma, degeneração da retina, catarata ou doenças sistêmicas como diabetes, hipertensão arterial, uso de cloroquina, doenças auto-imunes e doenças que causem imunodeficiência.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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3 problemas que podem afetar a saúde dos olhos durante a gestação

3 problemas que podem afetar a saúde dos olhos durante a gestação

Muita gente não sabe disso, mas há uma relação complicada (e bastante comum) entre a saúde dos olhos e a gravidez. Mulheres grávidas apresentam alterações na visão em diversos casos. Nem sempre são preocupantes, mas sempre é recomendada a visita ao médico, para ter certeza de que seja apenas um “efeito colateral”.

O que há com olhos e gravidez?

As mudanças hormonais da gestante, que afetam todo o seu organismo, não deixam de lado sua visão. Os sintomas sentidos muitas vezes assustam, mas não costumam ser muito intensos e  os tratamentos são simples. É claro que, se estiverem atrapalhando muito ou se não passarem mesmo com tratamento, o problema pode ser outro e deve ser investigado.

Mas já fique sabendo o que pode acontecer com sua visão se você estiver grávida:

Manchas escuras

O surgimento dessas manchas no campo de visão normalmente se dá por uma condição chamada pré-eclâmpsia. Basicamente é o aumento da pressão arterial, que atinge os vasos sanguíneos e artérias da retina. Ela pode ser identificada precocemente através de exames oftalmológicos próprios – no caso, a oftalmoscopia.

Diabetes gestacional também causa esse sintoma. Não é incomum, mas requer atenção, já que pode se desenvolver para eclâmpsia, o que é perigoso tanto para a mãe quanto para o bebê.

Olhos secos

Os hormônios alteram a capacidade de lubrificação dos olhos, o que pode causar secura, coceira, vermelhidão, sensibilidade à luz e outros incômodos. Pode acontecer durante períodos diferentes da gestação, mas deve desaparecer aos poucos, após o parto. Enquanto isso, você pode pedir ao médico indicações de colírios apropriados para grávidas, que ajudarão a devolver a lubrificação.

Mudança de grau

Quem usa óculos ou lentes de contato de grau talvez se surpreenda com uma mudança perceptiva depois de engravidar. O grau pode aumentar ou diminuir nesse período, em razão da retenção de líquidos e aumento de peso, que mudam o formato da córnea e deixam a visão distorcida.

É provável que o grau retorne ao normal depois do parto, mas, ainda assim, é recomendável que sejam feitos novos óculos para ajudar a suportar os meses gestacionais,  uma vez que um grau errado causa dor de cabeça, tontura e atrapalha as leituras mais simples.

Todo tratamento deve ser feito com ajuda de algumas mudanças nos hábitos. Se há ressecamento ocular, por exemplo, o colírio pode não adiantar se a gestante  passar muito tempo em locais abafados ou com muita poeira. Lavar as mãos frequentemente e evitar colocá-las nos olhos é outra dica importante.

As alterações que têm a ver com olhos e gravidez podem ir embora quando o bebê nasce, mas, ainda assim, requerem acompanhamento de um oftalmologista, para controlar o problema e evitar que ele se desenvolva mais.

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Uso incorreto de lente de contato pode causar infecções

Uso incorreto de lente de contato pode causar infecções

O uso de lentes de contato tem sido bastante comum, seja para correção de “grau” (miopia, hipermetropia, astigmatismo) ou por estética. Elas são colocadas diretamente na córnea e têm tipos e materiais diferentes que servem para cada problema ocular. São uma boa alternativa para quem não deseja usar óculos o tempo todo.

As lentes estão mais populares e acessíveis, com um custo melhor e tecnologia ainda mais apurada para proporcionar mais conforto ao usuário. Mas é muito importante ter o máximo de cuidado com as lentes,  pois o uso incorreto pode causar infecções e problemas sérios, com risco de cegueira.

A importância de usar a lente certa

A maioria das pessoas precisará usar óculos em algum momento da vida, mesmo que sejam específicos para algumas atividades. Muitas delas se adaptam a eles com naturalidade, enquanto outras ficam bastante incomodadas e recorrem ao uso de lentes, de forma constante ou eventual.

Para adquirir uma lente de contato é preciso ter orientação de um médico, que realizará exames oftalmológicos completos  a fim de garantir que seu uso será mesmo necessário, sem danos colaterais.

Infelizmente ainda é bastante comum que pessoas comprem lentes sem ter conhecimento adequado sobre seu material, se têm contraindicação e, principalmente, sem saber como usá-las.

Mesmo para quem pretende usar lentes coloridas e sem grau, que modificam a cor dos olhos, é preciso uma análise médica. A avaliação poderá indicar empecilhos como olho seco severo, alergias ou alterações na pálpebra e córnea.

Cada tipo de lente tem uma indicação bastante precisa sobre a alteração oftalmológica que irá combater. A mais popular é a lente gelatinosa, indicada para quem tem miopia, hipermetropia, astigmatismo e/ou presbiopia. Ela não corrige acima de um certo grau de astigmatismo. Para essa característica é preciso indicar a lente rígida, que regulariza a superfície do olho sem tornar a visão embaçada.

Os riscos reais do uso incorreto de lentes de contato

Pessoas que convivem em ambientes muito poluídos ou cercados de poeira devem evitar o uso de lentes de contato, por estarem sempre suscetíveis a infecções e inflamações pelos resíduos presentes no ar.

É na colocação que estão os principais riscos de contágios. Cada tipo de lente tem um tipo de solução indicada para que seja limpa e geralmente são vendidas em qualquer farmácia. Elas ficam submersas nesse líquido enquanto ficam guardadas, mesmo as que são descartáveis.

O uso de soro fisiológico é bastante comum, mas não é indicado porque ele não limpa as lentes e pode, inclusive, contaminá-las. Use somente a solução multiuso para enxágue, assim que ela for retirada do estojo para ser colocada no olho e quando for retirada.

O estojo precisa ser limpo semanalmente e trocado a cada três meses. Assim como as lentes, precisam de uma limpeza mais profunda para desproteinização, que retira os resíduos de proteínas e gorduras.

Não se deve dormir com as lentes, mesmo que elas sejam descartáveis ou de uso prolongado. Quando o olho se fecha durante o sono, a oxigenação da córnea diminui. É como se ela ficasse “asfixiada”, aumentando o risco de úlceras e infecções.

Quem usa lentes deve ter sempre as mãos bem limpas quando for manuseá-las, deixar as unhas mais curtas para evitar rasgá-las ou arranhá-las.

Se o seu local de colocação da lente for a pia do banheiro, use uma tela sobre o ralo da pia, para evitar que ela caia e se contamine ou escoe pelo ralo. 

As lentes de contatos são para uso individual e não devem ser usadas por outra pessoa. É também necessário que, assim como os óculos, elas passem por avaliações periódicas para conferir se o uso não está causando algum problema e se o grau se mantém o mesmo.

Uma lente de contato não causa vermelhidão, coceira, ardor, lacrimejamento ou outras secreções. Caso isso aconteça, é indicado procurar um oftalmologista para verificar o problema.

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Como a toxoplasmose pode prejudicar sua visão

Como a toxoplasmose pode prejudicar sua visão

Também conhecida como “doença do gato”, a toxoplasmose é um problema de saúde pouco conhecido pela população em geral. A explicação para esse desconhecimento está muito relacionada ao fato de que cerca de 90% das pessoas que são infectadas com essa doença acabam não manifestando qualquer tipo de sintoma. Além disso, quando eles aparecem, acabam se assemelhando com o que sentimos quando estamos gripados, levando o paciente a dar pouca importância para o problema.

Essa doença infecciosa é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que normalmente é encontrado nas fezes de gatos ou até mesmo de outros felinos. O contato costuma a acontecer na ingestão de alimentos contaminados pelo parasita, principalmente carnes cruas ou pouco cozidas.

Diversas partes do organismo humano podem ser afetadas por essa doença, como o cérebro e o coração. Porém, pessoas com o sistema imunológico mais forte dificilmente vão manifestar o quadro e sofrer com os sintomas derivados dele.

É preciso ficar atento! No caso dessa doença, alguns fatores de risco devem ser levados em consideração. Pessoas com aids, realizando quimioterapia e grávidas possuem mais chances de serem contaminadas, por estarem com o sistema imunológico mais enfraquecido.

Quais os sintomas?

Os sintomas da toxoplasmose são muito parecidos com os sintomas de uma gripe. A pessoa infectada normalmente apresenta febre, dor de cabeça, dor de garganta e fadiga. Em pacientes com a saúde mais fragilizada, esses sintomas podem ser mais graves, com a ocorrência de convulsões e pneumonia.

Problemas de visão

Poucas pessoas sabem, mas a toxoplasmose também pode ser ocular. Nesse caso, o problema de saúde acaba se manifestando em forma de uveíte infecciosa, que nada mais é que a inflamação do trato uveal ou da retina.

Normalmente, essa situação leva ao comprometimento permanente da visão do paciente e também à formação de cicatrizes na retina.

Os sintomas da doença na forma ocular são dores nos olhos, vermelhidão fora do normal na região ocular, sensibilidade à luz e visão embaçada. Caso você tenha algum deles, o ideal é procurar um médico imediatamente para tratar o problema.

Mas não se deixe enganar! Caso alguns desses problemas oculares se manifestem em você, procure um especialista na área. Nesse momento, o recomendado é que seja realizada uma consulta com um oftalmologista.

Esse profissional realizará uma avaliação clínica, analisará todos os sintomas e solicitará todos os exames necessários para conseguir o melhor diagnóstico possível para o paciente.

Conheça o tratamento

O tratamento para a toxoplasmose que afeta a visão é bem parecido com o que é realizado quando a doença atinge outras partes do corpo humano. Normalmente, o paciente precisa utilizar antibióticos e corticóides específicos e receitados pelo profissional.

Além disso, há casos em que o oftalmologista também recomenda a utilização de alguns colírios que diminuirão a inflamação e, consequentemente, a dor na região dos olhos. Atenção! Não utilize nenhum medicamento sem a recomendação de um profissional da área.

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Moscas volantes: sintomas, diagnóstico e tratamento

Moscas volantes: sintomas, diagnóstico e tratamento

Moscas volantes são pequenos pontos pretos que aparecem na visão de uma pessoa e se movimentam a cada vez que ela direciona o olhar para algum lugar.

Além de pontos pretos, é possível ver também nuvens, teias de aranha e até mesmo linhas. Para a pessoa, a sensação é de que há algo no olho atrapalhando a visão.

Na verdade, o que acontece é que a retina está sendo estimulada por algo a mais, além da luz do ambiente em que você se encontra. Como resultado disso, o cérebro interpreta que há um objeto flutuante em sua frente.

O fato é que as moscas volantes estão na verdade dentro do seu olho e são partes do fluido gelatinoso que preenche o corpo vítreo. Como a retina está recebendo estímulo de algo diferente, juntamente com a luz, você acaba vendo pequenos pontos ou linhas.

Inclusive essa situação é muito comum de acontecer quando estamos olhando para uma parede branca. Saiba agora quais são os sintomas, diagnóstico e tratamento dessa situação.

Sintomas de moscas volantes

Dentre os principais sintomas, estão: pontos pretos, manchas ou linhas ao olhar em alguma direção

Caso o paciente sinta dor de cabeça, dor ocular e veja flashes de luz ou observe um grande aumento no número de pontos pretos na visão, é preciso consultar um oftalmologista. Isso porque pode ser indício de problemas mais graves, como o descolamento da retina.

Como é feito o diagnóstico

Para realizar o diagnóstico do problema, o médico irá primeiro perguntar o histórico do paciente. Cirurgias oculares e a própria miopia podem contribuir para o aparecimento dos pontos pretos na visão.

Em seguida, são feitos exames físicos, incluindo a oftalmoscopia, que permite ao médico ver o interior do olho do paciente. A pressão ocular também é medida.

O objetivo é verificar o que vem causando o aparecimento dos pontos pretos para, então, tratar a causa do problema.

Como funciona o tratamento

O tratamento trabalha em conjunto com a doença primária, aquela que vem causando as moscas volantes. Quando envolve algo mais simples, como a contração do corpo vítreo, não é necessário tratamento.

Quando há incômodo para o paciente e presença de muitos pontos pretos, pode ser feita uma vitrectomia para remoção total ou de parte do gel vítreo. Este é, então, substituído por solução salina. Mas em geral, esse procedimento não é indicado. 

Agora você já sabe o que são as moscas volantes, quais são os principais sintomas delas e como são feitos diagnóstico e tratamento.

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8 hábitos prejudiciais para a saúde ocular

8 hábitos prejudiciais para a saúde ocular

Alguns hábitos adotados no dia a dia podem interferir na saúde ocular, como, por exemplo, passar horas em frente ao computador ou ler em ambientes escuros, que são atitudes comuns no cotidiano de muitas pessoas. A longo prazo, esses comportamentos podem afetar a visão.

Para você entender melhor, confira oito hábitos prejudiciais à visão nos tópicos abaixo!

  1. Óculos sem prescrição médica

Comprar um par de óculos não é difícil nos dias atuais, considerando que é possível encontrá-los em diversos lugares espalhados pela cidade. Dessa forma, muitas pessoas adquirem o objeto sem prescrição médica, o que potencialmente acarreta inúmeros problemas para a visão.

  1. Colírios sem prescrição

Uma gota de colírio pode parecer inofensivo, mas devemos nos lembrar que os colírios são medicamentos, e como todo medicamento, devem ser comprados com prescrição médica. Alguns, se usados indevidamente, podem causar catarata e glaucoma, entre outros efeitos colaterais.

  1. Leitura em ambientes escuros

Quando a leitura é feita em ambientes escuros, pode prejudicar afetar a saúde ocular, uma vez que, por exigir maior esforço , provoca cansaço ocular, lacrimejamento, dores de cabeça, olhos vermelhos e ardência. Portanto, a leitura deve ser feita em lugares mais claros e com fontes nítidas.

  1. Longos períodos em frente à tela do computador

Certamente, esse é um hábito adotado por muitas pessoas que deve ser evitado (sei que é bem difícil ficar longe do computador…). Passar longos períodos em frente à tela do computador prejudica a visão, ocasionando olhos irritados e visão turva. Tendo em vista esses malefícios, é importante que sejam feitos intervalos ao longo do dia e que se mantenha uma distância confortável da tela. Durante as pausas, é interessante espalmar as mãos sobre os olhos fechados (sem pressionar), para lubrificar e relaxar a musculatura interna dos olhos.

  1. Ler em movimento

Algumas pessoas aproveitam as horas no trânsito para ler, mas essa atitude pode causar enjoo ou tontura. E se estiver dirigindo então, além de proibido, pode causar acidentes. Nunca use o celular enquanto estiver guiando!

  1. Tomar banho com lentes de contato

Recomenda-se sempre retirar as lentes de contato ao tomar banho ou entrar na piscina. As impurezas da água podem contaminar as lentes e, consequentemente, afetar os olhos, o que pode trazer inflamações e infecções graves à córnea.

Se não for possível ficar sem as lentes, não deixe a água entrar em contato com os olhos, ok?

  1. Coçar os olhos sem higienizar as mãos

Passar as mãos nos olhos depois de tocar em um corrimão ou pegar em dinheiro são práticas muito corriqueiras e devem ser evitadas. Ações como essas ocasionam o aumento da flora bacteriana contida nos olhos e podem causar infecções.  

  1. Usar graus errados

Quem sofre com problemas de visão precisa se atentar aos graus corretos para a sua necessidade, caso contrário, o quadro pode ser agravado. Por isso, é essencial realizar consultas a cada seis meses ou pelo menos uma vez ao ano.

Como apresentado, é preciso adotar algumas medidas no cotidiano para manter a saúde ocular. O paciente sempre deve realizar consultas com o oftalmologista, que, além de diagnosticar alguns problemas, pode prevenir o desenvolvimento de outros.

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Como proteger os olhos durante o verão

Como proteger os olhos durante o verão

O verão é uma estação do ano esperada por muitas pessoas, que podem aproveitar o sol para ir à praia com a família ou utilizar a piscina. Nesse período, a atenção deve ser redobrada não somente com a pele, mas também com os olhos.

Por ser uma região sensível, é preciso se atentar aos olhos e adotar alguns cuidados durante o verão, uma época marcada por conjuntivites e outras irritações em razão do contato com o cloro, água salgada e o sol.

Veja cinco dicas de como proteger sua visão nessa época do ano nos tópicos abaixo!

Use óculos escuros

Esses acessórios não são apenas produtos da moda, eles são essenciais para proteger os olhos da radiação. Existem diferentes formatos para agradar todos os gostos. Opte por óculos que tenham filtro UVA e UVB.

Nunca adquira óculos de origem duvidosa, como em comércios de ambulantes, pois isso pode afetar a sua saúde ocular. Invista em bonés e chapéus para ajudar na proteção.

Proteja a região do protetor solar

Ao passar filtro solar, cuidado para não passar o produto nos olhos. Devido ao calor, o suor pode fazer com que o protetor escorra para a região ocular, provocando uma irritação. Por isso, evite aplicar o protetor muito próximo dos olhos. O uso de óculos escuros com proteção solar também protegerá as pálpebras.

Lave as mãos antes de passar nos olhos

Independentemente da época do ano, sempre higienize corretamente as mãos antes do contato com a região ocular (de preferência, não coçar os olhos). Essas medidas evitam a conjuntivite, uma doença comum na época mais quente do ano.

Evite abrir os olhos debaixo d’água

Não abra o olho enquanto estiver dentro da água, pois o cloro da piscina pode causar alergia, assim como irritação, infecções e vermelhidão na região ocular. Utilize sempre óculos de natação e lave bem o rosto, principalmente quando não estiver mais na água, para eliminar qualquer impureza que possa permanecer no globo ocular.

Caso a região entre em contato com a água, utilize colírios lubrificantes. Vale destacar que pessoas que usam lentes de contato devem utilizar o acessório, tanto na piscina quanto no mar, para evitar que as lentes se danifiquem e traga problemas para a vista.

Use colírios lubrificantes

Devido às altas temperaturas durante o verão  e à habitual secura do clima nessa época, os olhos ressecam mais facilmente. Além disso, o ambiente mais “hostil” para os olhos, como o vento e areia, podem causar desconforto. O ressecamento ocular também pode decorrer da exposição excessiva ao ar condicionado.

Os colírios lubrificantes são uma ótima solução para diminuir o problema. Utilize um recomendado por seu médico e aproveite o momento.

Com essas dicas, você pode proteger os seus olhos no verão da melhor forma. Não se esqueça de procurar um médico para ter a assistência necessária e esclarecer todas as possíveis dúvidas.

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Síndromes visuais podem ser causadas pelo uso constante de computador

Síndromes visuais podem ser causadas pelo uso constante de computador

Um computador conectado à internet é uma ferramenta indispensável ao trabalho, estudos e pesquisas. Mas passar horas em frente à tela do computador e dispositivos móveis, como o celular e o tablet, não faz bem à saúde dos olhos.

São cada vez mais comuns as queixas que chegam aos consultórios oftalmológicos devido a problemas oculares causados pela exposição contínua aos conteúdos digitais. O conjunto dos sintomas relacionados ao uso prolongado de computadores é denominado Síndrome da Visão de Computador.

Síndrome da Visão de Computador: o que é?

A Síndrome da Visão de Computador abrange vários problemas de visão relacionados ao uso desses equipamentos. As pessoas mais propensas a desenvolver essa síndrome passam três horas ou mais, diariamente, em frente à tela do computador. Esse hábito pode precipitar problemas comuns na velhice, como a presbiopia (vista cansada) e a degeneração da mácula, uma área da retina que possibilita a visão detalhada de formas, cores, tamanhos, distâncias.

Danos causados à visão pela tela do computador

  • Olhos vermelhos, irritados e secos
  • Visão sem foco, borrada, distorcida
  • Vistas cada vez mais cansadas
  • Dor de cabeça frequente
  • Tremores das pálpebras
  • Sensibilidade maior em ambientes com muita luz
  • Dificuldade de concentração

É possível prevenir a Síndrome da Visão de Computador?

Quem precisa trabalhar ou estudar usando o computador pode adotar algumas medidas para proteger a visão, evitando o agravamento de problemas oculares ou o desenvolvimento da Síndrome da Visão de Computador. Pessoas que já usam óculos devem redobrar a atenção para evitar o aumento de grau.

Saiba o que fazer para evitar danos à visão

  • Ajustar a iluminação da tela e do ambiente
  • Regular a cadeira e a posição da tela do computador
  • Se possível, escolha equipamentos de LCD
  • Usar tela antirreflexo no computador
  • Fazer pausas de 5 a 15 minutos, a cada 1 hora de uso do computador
  • Piscar com mais frequência, para ajudar a manter a lubrificação dos olhos
  • Se você passar horas trabalhando com o computador, aproveite o horário do almoço para descansar as vistas. Mantenha os olhos fechados por 15 ou 20 minutos após a refeição.
  • Após um dia de trabalho ou estudos, evite trocar a tela do computador para ficar horas navegando no celular ou em frente à televisão. Descanse os olhos por mais tempo.
  • Consulte o oftalmologista sobre o uso de lágrimas artificiais (colírio) para hidratar os globos oculares, bem como sobre o uso de óculos específicos para quem passa muitas horas em frente ao computador.
  • Ao ir para cama, deixe o celular de lado! Resista à tentação de verificar as últimas notificações de redes sociais, principalmente quando a luz do quarto já estiver apagada. Isso força a visão muito mais, além de prejudicar a qualidade do sono.
  • Inclua a visita ao oftalmologista na rotina de exames anuais para avaliar a saúde de seus olhos. O diagnóstico precoce pode evitar a progressão de problemas oculares.

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7 mitos e verdades sobre miopia

7 mitos e verdades sobre miopia

A miopia é uma doença caracterizada pela dificuldade do indivíduo em enxergar objetos localizados a uma certa distância. Por se tratar de uma doença bastante conhecida pela população, há diferentes opiniões a respeito do assunto, o que acaba gerando diversas dúvidas.

Para esclarecer alguns questionamentos sobre o tema, abordaremos neste artigo sete mitos e verdades sobre a miopia.

  1. Não utilizar óculos agrava a doença?

Mito. Por se tratar de uma doença progressiva, a miopia sofre um processo de evolução até ser estabilizada, o que não sofre interferência dos óculos. Porém, a falta deles pode gerar incômodo ao ler, provocando  vermelhidão e ardência nos olhos, assim como dor de cabeça.

  1. Pessoas com miopia têm dificuldade para enxergar à noite?

Verdade. Os míopes não conseguem enxergar tão bem à noite. Isso acontece porque as células dos olhos de pessoas com a doença não se adaptam facilmente à escuridão.

  1. Alguns exercícios para os olhos regridem o distúrbio?

Mito. Não existe uma espécie de “fisioterapia” para que o quadro da doença seja revertido. 

  1. A doença pode voltar depois da cirurgia a laser?

Verdade. A doença pode voltar a qualquer momento, mesmo depois de realizada a cirurgia a laser. Ela pode progredir independentemente se a cirurgia tivesse sido feita ou não. Dessa forma, é fundamental contar com um acompanhamento médico depois que o procedimento é feito.

  1. Usar lentes de contato faz com que a doença não se desenvolva?

Mito. O uso das lentes de contato permite que os pacientes tenham uma qualidade de vida melhor e melhor campo de visão. Porém, lentes não funcionam como tratamento da doença, tampouco podem curá-la. As pessoas costumam acreditar nessa solução porque, na maioria das vezes, a utilização das lentes é recomendada no mesmo período em que o grau se estabiliza. Mas é somente uma coincidência.

  1. Os pais podem passar a doença para os filhos?

Verdade. Filhos de pessoas míopes são mais propensos a desenvolverem a alteração refracional, o que, no entanto, não significa que a deficiência visual seja transmitida em 100% dos casos envolvidos.

  1. Pouca luz e leitura muito perto de objetos provocam a doença?

Mito. Pouca luz, assim como a leitura mais próxima de um livro, não são responsáveis pelo surgimento da doença. A leitura em ambientes mais escuros provoca um incômodo para quem usa óculos, porque precisa alinhar as necessidades visuais com a luz mais baixa.

Mas ATENÇÃO!!!  Existem estudos mostrando que o uso excessivo de celular e tablets podem induzir o aparecimento de miopia em crianças. Portanto, devemos monitorar o tempo de exposição delas aos equipamentos digitais.

Agora que você conseguiu esclarecer o que é mito e verdade sobre miopia, não terá mais dúvidas sobre o assunto. E sempre que precisar entender melhor algum fato, procure um oftalmologista para saber como anda a sua saúde ocular.

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Glaucoma: sintomas, causas e tratamento

Glaucoma: sintomas, causas e tratamento

O glaucoma é uma das doenças oftalmológicas que podem provocar danos irrecuperáveis à visão, caso não seja tratada adequadamente. Ela atinge o nervo ótico, responsável por enviar as informações da visão ao cérebro. Na maioria das vezes, é causada pela pressão intraocular. Com a doença, vão acontecendo perdas celulares irreversíveis, que  comprometem gradativamente a capacidade de visão do paciente até chegar à cegueira.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o glaucoma é a segunda principal causa da cegueira no mundo, perdendo apenas para a catarata. O seu risco é tão alto por não apresentar sintomas na fase inicial e só ser perceptível quando já está num estágio avançado e de tratamento mais complicado.

Causas

Há uma estimativa de mais de 900 mil brasileiros com glaucoma atualmente. No mundo, a estimativa é de 2% de pessoas. Conhecido por ser uma pressão intraocular, na verdade, o glaucoma é o dano causado no nervo ótico, na maioria das vezes, pelo aumento da pressão interna do olho. A ciência ainda não identificou a causa do aumento da pressão, mas ela acontece por aumento do líquido interno do olho, e/ou por diminuição da drenagem desse líquido (chamado de humor aquoso).  

As crianças podem apresentar glaucoma congênito ou glaucoma juvenil, podendo manifestar os sintomas logo nos primeiros dias/anos de vida. E precisam de acompanhamento e tratamento assim que a doença for diagnosticada. 

Os principais fatores de risco para o glaucoma é idade acima de 40 anos, histórico familiar da doença, diabetes, descolamento da retina, inflamações, uso contínuo de remédios à base de corticosteroides e pessoas afrodescendentes.

Tipos de glaucoma

A doença apresenta as seguintes variações:

  • Glaucoma agudo (de ângulo fechado): é quando a saída do líquido de tumor aquoso é bloqueada, provocando uma pressão ocular súbita e dolorosa. Esse tipo de glaucoma é emergencial, ou seja, quando os sintomas de dor grave, visão embaçada, náusea, olhos vermelhos e inchados surgem, é preciso buscar atendimento médico imediato;
  • Glaucoma crônico (de ângulo aberto): a forma mais comum de glaucoma, sua causa ainda é desconhecida. Há um aumento da pressão ocular, que vai causando lesões lenta e permanentemente no nervo ótico. Essa variação é inicialmente assintomática, até que os danos começam a surgir, como perda da visão periférica;
  • Glaucoma congênito: é a forma de glaucoma que atinge as crianças. Mais raro de todos, deve ser tratado imediatamente após a identificação dos sintomas de nebulosidade, aumento do olho, olhos vermelhos, fotossensibilidade e lacrimejamento;
  • Glaucoma secundário: surge devido ao uso contínuo de medicamentos para tratamento de outras doenças oculares ou traumas.

Tratamento do glaucoma

Quando o paciente possui glaucoma crônico, os sintomas só são percebidos quando já há dano irreversível na visão. A forma de evitar sua evolução é realizando consultas periódicas com o oftalmologista, para identificar qualquer problema latente de visão.

Na consulta, o médico fará exames de acuidade visual, avaliação do nervo ótico e sua imagem, resposta do reflexo da pupila, gonioscopia, exame na lâmpada de fenda e tonometria. Também são importantes outros exames complementares, a serem definidos pelo médico.

O tratamento tem como principal objetivo a diminuição da pressão ocular. Na maioria dos casos, pode ser feito com medicamentos. Há colírios para tratamento que têm ótima resposta, especialmente para glaucomas crônicos. Para o glaucoma agudo, o tratamento precisa ser imediato para sair da crise, e diminuir a dor. São usados medicamentos e colírios, podendo ser necessário recorrer a uma cirurgia a laser, capaz de abrir um novo canal da íris para aliviar a pressão.

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