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O que é degeneração macular relacionada à idade?

O que é degeneração macular relacionada à idade?

Com o passar dos anos, começamos a perceber os sinais da idade através das dificuldades apresentadas pelo organismo. Os olhos são os principais indicadores do envelhecimento, pois logo são acometidos por doenças, tais como a degeneração macular relacionada à idade.

Neste post, você vai conhecer as causas, os sintomas e as possibilidades de tratamento disponíveis para essa condição. Caso tenha interesse, continue a leitura!

Conheça a degeneração macular relacionada à idade

Trata-se de uma doença degenerativa que acontece na mácula, uma parte da retina que é responsável pela nitidez dos detalhes e pelas cores. Como o próprio nome esclarece, é uma condição mais recorrentes em idosos.

Também conhecida pela sigla DMRI, a doença se inicia nos fotorreceptores, células que habitam nossos olhos e são sensíveis à luz da mácula. A principal tarefa deles é converter essa luz em impulsos elétricos.

Assim, os impulsos são transmitidos pelo nervo óptico para o cérebro. No caso de pessoas com DMRI, os fotorreceptores sofrem uma degeneração, deixando de levar informações para o cérebro e, consequentemente, causando a perda da visão central.

Ainda, a degeneração macular relacionada à idade pode ser do tipo seca, quando há uma degeneração lenta e gradativa, ou exsudativa, quando evolui rapidamente. Geralmente, este último tipo é o principal responsável por causar a cegueira.

Quais são as causas?

Apesar de não existir uma causa comprovada para esse processo degenerativo, existem fatores que potencializam as chances de uma pessoa adquirir a doença. Esses fatores de risco são:

  • histórico familiar da doença;
  • indivíduos caucasianos;
  • idade avançada;
  • obesidade;
  • hábito de fumar excessivamente;
  • exposição aos raios solares;
  • alimentação pobre em frutas e hortaliças;
  • ingestão contínua de grandes quantidades de gorduras.

Quais os sintomas mais comuns?

Da mesma forma que o glaucoma, a DMRI também é uma doença assintomática em sua fase inicial, o que dificulta o diagnóstico precoce. Contudo, existem alguns sintomas que costumam ocorrer.

Na maioria dos casos, o indivíduo pode enxergar as coisas como se estivesse com pouca iluminação e apresentar dificuldade em ler ou escrever. Com a evolução do quadro, as imagens ficam embaçadas ou amareladas e uma mancha se forma na visão central.

Como é o tratamento?

Por se tratar de uma doença sem cura, o tratamento varia de acordo com o tipo de DMRI, mas tem por finalidade o controle dos sintomas, a recuperação da visão perdida e a interrupção da evolução da degeneração.

Quando a degeneração macular relacionada à idade é seca, a abordagem mais eficaz é a suplementação alimentar. Dessa forma, o médico prescreve complexos multi vitamínicos e propõe a reeducação alimentar do indivíduo.

No caso da DMRI exsudativa, o profissional receita medicamentos anti-angiogênicos que ajudam a secar os vasos sanguíneos mal formados que existem embaixo da retina. Se a doença afeta os dois olhos, pode ser preciso usar a lente telescópica para ampliar a visão.

Entendeu tudo sobre a degeneração macular relacionada à idade? Como você já conhece os sintomas, fique atento caso eles apareçam e, caso suspeite de algo, procure um profissional especializado no tema.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
7 coisas sobre os olhos e a visão das crianças

7 coisas sobre os olhos e a visão das crianças

Durante o período de desenvolvimento do corpo, estar atento à saúde ocular e ao grau de visão das crianças é fundamental. Isso porque é nesta fase que os principais distúrbios oftalmológicos surgem. Assim, quando identificados no início, as chances de cura são maiores.

Neste post, preparamos uma lista com os principais pontos de atenção na visão das crianças. Por isso, é de suma importância que você leia este texto até o final.

1 – O tabagismo pode prejudicar a visão das crianças

Isso porque o fumo pode fazer com que a gravidez seja de risco, provocando o parto prematuro. Então, crianças prematuras estão mais predispostas a sofrerem a perda permanente da visão ou até a cegueira.

Outra possibilidade é a meningite bacteriana, que também é mais frequente em gestantes fumantes. Esta patologia é uma das principais causas de perda de visão em crianças.

2 – É importante conhecer a evolução da visão dos bebês

Durante os primeiros meses de vida, a visão central do bebê ainda está em desenvolvimento. Assim, ele enxerga, mas as conexões entre retina e cérebro estão em fase de construção. A partir do terceiro mês de idade, ele desenvolve a capacidade de focar e seguir objetos.

Posteriormente, no quinto mês de vida, os bebês começam a enxergar em três dimensões, desenvolvendo a percepção de profundidade. Após os nove meses de idade, os olhos ganham a sua coloração final. Em posse deste conhecimento, é possível acompanhar esta evolução.

3 – Fique atento ao sarampo

Apesar de fazer parte do rol de vacinas obrigatórias, é sempre importante ficar atento aos surtos de sarampo. Isso porque é uma doença grave, sendo a principal causa de cegueira infantil no mundo.

4- Mantenha as crianças longe dos produtos de limpeza

Trata-se de uma recomendação importante, pois os produtos de limpeza podem causar graves queimaduras químicas que, consequentemente, provocam lesões permanentes nas estruturas oculares.

5 – Criar intervalos de tempo no uso de telas diminui o risco de erros de refração

Atualmente, não há criança que cresça sem o contato com celulares e outros eletrônicos. Porém, o uso prolongado destas telas pode favorecer a ocorrência de erros de refração, como a miopia e o cansaço visual digital.

Assim, para evitar isso, ensine ao seu filho a regra 20-20-20 que consiste em olhar para cima da tela a cada 20 minutos e ficar pelo menos a 20 pés (6 metros) de distância dos aparelhos por 20 segundos.

6 – Conheça os sinais de problemas na visão das crianças

Existem sintomas clássicos que indicam a presença de algum distúrbio na visão das crianças. Eles são percebidos na mudança de comportamento delas, como por exemplo:

  • perda rápida de interesse em atividades que exigem o uso contínuo da visão;
  • perda constante do local do texto onde estava lendo;
  • virar a cabeça para olhar algo que está em frente a ela.

Caso observe estes sinais, recomendamos a visita a um médico especializado em distúrbios da visão.

7 – A luz azul dos dispositivos eletrônicos não é prejudicial a visão

Apesar dos inúmeros boatos que cercam o assunto e de toda a polêmica envolvida, não existe comprovação científica de que a luz azul emitida por celulares, tablets e computadores seja prejudicial à visão.

Ainda, o que deve ser motivo de preocupação é o tempo de utilização destes dispositivos à noite, pois podem dificultar o sono. 

Gostou da nossa lista? Essas são apenas algumas das diversas recomendações e pontos de atenção que precisamos ter com a visão das crianças. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Carcinoma de células escamosas da pálpebra: sintomas e causas

Carcinoma de células escamosas da pálpebra: sintomas e causas

Apesar de pouco conhecido no Brasil, o carcinoma de células escamosas é um dos tipos de tumores malignos mais frequentes da pálpebra. Por ser uma doença perigosa, o diagnóstico precoce é um fator fundamental para o sucesso do tratamento.

Você já ouviu falar nessa doença? Sabe como ela é causada? Conhece os sintomas? Caso tenha respondido negativamente a uma destas perguntas, recomendamos a leitura imediata deste post.

O que é o carcinoma de células escamosas da pálpebra?

Trata-se de um tipo de câncer que se inicia na pálpebra, formando uma massa sólida ao redor do olho afetado. Na maioria dos casos, a doença se manifesta nas áreas não protegidas por pelos e expostas ao sol.

Ainda, os tumores palpebrais são considerados um problema oftalmológico grave, pois afetam seriamente a qualidade de vida e a visão dos pacientes. Por ser um tumor de crescimento lento, o diagnóstico precoce deveria ser facilitado, evitando essas complicações.

Porém, a demora na evolução do quadro faz com que o indivíduo se descuide e passe a conviver com o problema, sem buscar o auxílio de um profissional de saúde. Em consequência disso, a doença se agrava e o tratamento é iniciado tardiamente.

Além do carcinoma de células escamosas, a pálpebra pode ser acometida por diferentes tipos de tumores benignos e malignos, como por exemplo, terçol, calazio, carcinoma basocelular, sebáceo e papilomas.

Como esse câncer é causado?

Apesar dos inúmeros esforços da comunidade científica, ainda não há uma causa comprovada para este tipo de carcinoma. O que se sabe é que está diretamente relacionado a fatores genéticos.

Ademais, existem alguns aspectos que contribuem para o surgimento da doença, tais como, exposição constante à radiação nas pálpebras, irritação nos olhos causada por sujeira, areia ou insetos, viroses, ter a pele muito clara e idade avançada.

Quais são os sintomas?

Na maioria dos casos, a patologia é assintomática, ou seja, o paciente não apresenta sintomas. Apenas quando está em um estágio mais avançado, a região da pálpebra fica avermelhada, há a formação de crostas em relevo e ocorrem pequenos rompimentos de vasos sanguíneos.

Existem outros sintomas que são comuns a outros tipos de cânceres de olho, como por exemplo, perda de parte do campo visual, presença de manchas no campo de visão e alterações nas estruturas dos olhos.

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico do carcinoma de células escamosas é feito pela junção de alguns procedimentos. Primeiro, o profissional busca conhecer os possíveis sintomas existentes e faz uma análise clínica das estruturas oculares.

Em algumas situações, o diagnóstico é facilitado pelas características da lesão que surge na pálpebra. Clinicamente, esta lesão pode ser pedunculada e de cor de pele, séssil ou filiforme semelhante a um corno cutâneo.

Além disso, quando o indivíduo realiza as consultas de rotina, é possível diagnosticar o câncer por meio de um simples exame ocular.

Existe tratamento?

Quando detectado precocemente, o tratamento tem um alto índice de sucesso. A forma mais eficaz de tratar a doença é através da cirurgia de remoção do tumor. Como costuma afetar a pálpebra acometida, o paciente é submetido a um procedimento de reconstrução.

Pronto! Agora você já sabe tudo o que precisa sobre o carcinoma de células escamosas da pálpebra. Caso tenha dúvidas, converse com um profissional especializado no assunto.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Efeitos oculares da paralisia facial

Efeitos oculares da paralisia facial

Existem inúmeros músculos em nosso rosto, sendo eles os responsáveis por nossas expressões e pelos movimentos que fazemos. Porém, quando há um diagnóstico de paralisia facial, todas estas reações podem ser prejudicadas.

Você sabe o que é essa condição? Conhece as sequelas que ela pode deixar? Caso queira saber a resposta destas perguntas, continue a leitura deste post.

O que é a paralisia facial?

Trata-se de um tipo de fraqueza que acomete os músculos da face, provocando diversos efeitos no rosto. Por isso, é considerado um problema de saúde com grande impacto social, pois afeta diretamente a qualidade de vida do indivíduo.

Como é causada?

A paralisia facial ocorre em função de uma reação inflamatória do nervo facial, fazendo com que fique inchado e comprimido dentro de um canal ósseo localizado atrás da orelha. Dessa forma, os impulsos nervosos não são distribuídos para os músculos da face.

Embora existam vários estudos que buscam conhecer a causa dessa paralisia, até o momento ela não foi descoberta. Porém, acredita-se que exista uma relação com patologias causadas por vírus e bactérias, como por exemplo:

  • doença de Lyme;
  • herpes simples;
  • herpes Zoster;
  • Epstein-Barr;
  • citomegalovírus;
  • rubéola;
  • adenovírus.

Além disso, alguns fatores podem contribuir para o quadro, tais como, estresse, fadiga extrema, variações bruscas de temperatura, baixa imunidade, tumores, traumas, distúrbios na glândula parótida e otite.

Quais são os sintomas?

O sintoma mais evidente é a paralisia dos órgãos da face, fazendo com que o indivíduo não tenha expressões faciais ou consiga realizar movimentos simples, como piscar e bocejar. Também pode ocorre dor atrás da orelha, dormência e sensação de peso na face.

Um outro problema que pode surgir é a ampliação da margem palpebral, fazendo com que os olhos permaneçam abertos.

Quais efeitos a paralisia pode causar nos olhos?

Uma das principais preocupações no caso da paralisia facial é com a saúde dos olhos. Isso porque eles são a parte mais afetada pela doença, pois ficam permanentemente abertos, causando o seu ressecamento.

Em consequência disso, ocorrem diversos problemas na região. Os efeitos oculares mais comuns são:

  • síndrome das lágrimas de crocodilo: uma doença em que os pacientes lacrimejam apenas em um dos olhos durante a mastigação ou pela ingestão de líquidos;
  • síndrome do olho seco:  são um grupo de doenças causadas pela falta de lubrificação dos olhos com redução da produção de lágrimas ou pela deficiência nos seus componentes;
  • sinal de bell: é uma condição que se caracteriza pelo movimento para cima e para fora do olho quando o paciente tenta piscar ou tocar a córnea;
  • sincinesia: é o movimento involuntário que ocorre num grupo de músculos como resposta a outro movimento voluntário;
  • lesões na córnea;
  • cegueira.

Esses são os principais efeitos oculares provocados pela paralisia facial. Porém, a maioria deles só ocorre quando o quadro se agrava pela demora ou ausência no tratamento da doença.

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Como é o pós-operatório da cirurgia de ptose?

Como é o pós-operatório da cirurgia de ptose?

Geralmente, a ocorrência de alguma anomalia nos olhos traz prejuízos físicos e psicológicos para nós, principalmente porque afeta a nossa autoestima. A ptose palpebral se enquadra nessas disfunções que interferem na aparência.

Porém, com a evolução da medicina esse problema pode ser facilmente corrigido. Quer saber como? Então, continue a leitura deste post.

O que é ptose?

Trata-se do caimento da pálpebra de modo que cubra o olho, atrapalhando a visão do indivíduo. Além de ser um transtorno estético, a pálpebra caída, como é conhecida, pode afetar a visão e diminuir a acuidade visual.

Ainda, a ptose palpebral pode ser causada por diferentes fatores, sendo classificada das seguintes maneiras:

  • congênita: quando há a má formação dos músculos das pálpebras no nascimento em razão de uma distrofia;
  • involucional: é o tipo mais comum e ocorre em decorrência de doenças ou lesões que provoquem o alongamento do tendão do músculo elevador;
  • miogênicas: tem origem em doenças raras como a miopatia mitocondrial, miastenia gravis e distrofia miotônica;
  • neurogênica: quando surge após um dano neurológico causado por trauma, cirurgia ou por um AVC;
  • mecânica: surge em função de um tumor palpebral, deixando a pálpebra pesada.

Quando a cirurgia é indicada?

Geralmente, a indicação cirúrgica para correção da ptose dependerá da gravidade do quadro, da idade do paciente e da força do músculos elevador da pálpebra superior. Este procedimento também costuma ser recomendado apenas para pessoas com mais de 30 anos de idade.

Além disso, a técnica da cirurgia irá variar de acordo com tipo do problema. Os principais métodos são: avançamento da aponeurose, suspensão ao frontal e conjuntivomullerectomia. 

No caso do avançamento da aponeurose, o cirurgião realiza incisões ao longo das pregas naturais da pálpebra superior. Em seguida, faz o encurtamento do músculo elevador e sutura a pele no local da dobra palpebral, sem deixar cicatrizes.

Já a técnica de suspensão ao frontal consiste em corrigir a posição da pálpebra por meio da ação do músculo frontal, localizado na testa. Este é o nome genérico para todas as outras técnicas de correção da ptose palpebral.

Por último, a conjuntivomullerectomia é o método de encurtamento do músculo de Müller pela via conjuntival. Esta cirurgia só é indicada para casos específicos e também não deixa cicatrizes.

Como é o pós-operatório?

Assim como qualquer procedimento cirúrgico, o paciente receberá orientações que precisam ser seguidas tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório. Por isso, grande parte do percentual de sucesso de uma cirurgia depende do comprometimento do paciente.

Ainda, o pós-operatório da cirurgia de correção palpebral costuma ser tranquilo e sem dor, mas quando surgem são pequenos surtos que podem ser resolvidos com analgésicos. 

Após a alta hospitalar, o paciente precisa fazer compressas frias sobre as pálpebras a cada 30 minutos durante os três primeiros dias. O objetivo é reduzir o inchaço na região dos olhos e proporcionar maior conforto ao indivíduo.

Apesar de não ser comum, se houver sangramento é necessário fazer compressas com gelo. Se persistir, o profissional de saúde deve ser procurado. 

Além disso, o paciente precisa permanecer em repouso nas primeiras 48 horas após a cirurgia. Não há necessidade de mudar a alimentação neste período. Porém, as atividades físicas são suspensas no primeiro mês. Ademais, o indivíduo deve seguir as seguintes recomendações:

  • Ao dormir, evitar o contato das pálpebras com o travesseiro;
  • Durante o banho deve proteger a região operada da água que escorre do cabelo;
  • Utilizar pomada oftalmológica duas vezes por dia;
  • Limpar as pálpebras com soro fisiológico;
  • Aguardar de sete a dez dias para retomar as atividades profissionais;
  • No primeiro mês, proteger os olhos do contato com a luz solar por meio do uso de óculos e chapéu.

Ao seguir estas orientações médicas, as complicações cirúrgicas são evitadas, como por exemplo, sangramento e dificuldade para fechar os olhos. Outros sintomas temporários são inchaço e hematomas nas pálpebras.

Pronto! Agora você já sabe o que é a ptose palpebral, conhece as indicações e os tipos de cirurgias, além de saber todos os cuidados necessários no pós-operatório.

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Calázio: sintomas e causas

Calázio: sintomas e causas

Existem diferentes tipos de problemas oculares que podem causar bastante incômodo e desconforto nas pessoas, principalmente aqueles que são visíveis e palpáveis, tais como: terçol e calázio.

Neste post, iremos falar sobre este último. A seguir, conheça tudo o que você precisa saber sobre essa inflamação.

O que é calázio?

Trata-se de uma inflamação que acomete as glândulas de Meibômio, um tipo de glândula sebácea localizada nas raízes dos cílios e que produz uma secreção gordurosa. Em função do processo inflamatório, estas glândulas são obstruídas, o que causa a formação de cistos.

Assim, os calázios podem surgir em pessoas de qualquer gênero e idade. Geralmente, são nódulos indolores, visíveis ou palpáveis que surgem na pálpebra e crescem gradualmente. Apesar de ser raro, em algumas situações podem causar edema, eritema e dor palpebral.

Ainda, nos casos em que estes nódulos evoluem, eles podem aumentar de tamanho e pressionar a córnea, iniciar um quadro de astigmatismo e deixar a visão borrada.

Diferente do que muitas pessoas pensam, o terçol é uma condição diferente do calázio. Porém, mesmo também sendo uma inflamação, o inchaço surge na borda da pálpebra e não há um nódulo. Além disso, os sintomas são mais intensos, tais como, inchaço, dor e ardência.

Quais são as causas?

Trata-se de lesão inflamatória crônica causada pela retenção de secreção nas glândulas de Meibômio que pode ser provocada pela oleosidade da pele ou pelos quadros de acne rosácea ou blefarite. 

Ademais, o calázio também pode surgir em pessoas que possuem seborreia ou conjuntivite recorrente, pois são condições que podem obstruir as glândulas sebáceas.

Quais são os sintomas?

Quando há a obstrução, o acúmulo de secreção se inicia e, em pouco tempo, surge um nódulo na pálpebra superior ou inferior, sendo o sintoma mais característico. Este nódulo é semelhante a um caroço arredondado e cresce lentamente na primeira semana.

Além disso, o indivíduo pode apresentar inchaço nas pálpebras, dor e irritação nos olhos. Outro possível sintoma é a visão turva, que ocorre quando o nódulo exerce pressão sobre o globo ocular.

Quando preciso buscar tratamento?

Na maioria dos casos, o diagnóstico não é possível nos primeiros dias. Porém, ele é feito a partir do exame clínico do paciente. Nem sempre o tratamento é necessário, pois costumam se resolver espontaneamente.

Caso haja o desejo em acelerar esse processo, os profissionais de saúde recomendam a realização de compressas de água quente durante cinco a dez minutos e até três vezes por dia. 

Porém, quando o calázio é crônico e persiste, pode ser necessário realizar a biópsia para verificar se há a formação de um carcinoma sebáceo, um tumor da pálpebra. Este diagnóstico é mais comum em idosos que sofrem com o problema de forma recorrente.

Outra possibilidade de tratamento, quando o quadro de carcinoma é descartado, é a remoção cirúrgica do nódulo realizada por meio de incisão do cisto para que o seu conteúdo seja esvaziado.

Contudo, se o cisto está próximo ao ponto lacrimal, o risco cirúrgico é aumentado, o que faz com que os profissionais prefiram realizar a injeção de esteroides. 

Estas são as informações mais relevantes sobre o calázio. Agora, você já sabe reconhecer a presença dele e conhece as alternativas de tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Remoção do globo ocular: quando é indicada?

Remoção do globo ocular: quando é indicada?

Os olhos prestam grande contribuição à harmonia facial. Por se tratar de uma região delicada e repleta de estruturas sensíveis, existem diferentes tipos de lesões que podem causar a necessidade de remoção do globo ocular.

Você conhece alguém que já fez este procedimento? Neste post, iremos explicar tudo sobre a cirurgia, quando ela é indicada e também sobre o pós-operatório.

O que é a cirurgia de remoção do globo ocular?

Trata-se de uma técnica cirúrgica para a remoção parcial ou total de todo o conteúdo ocular em razão de traumas, distúrbios ou doenças que afetem os olhos. Este procedimento pode ser feito de duas maneiras: enucleação e evisceração.

No caso da enucleação, apenas o globo ocular é retirado, preservando os músculos, pálpebras e glândula lacrimal. Já a evisceração consiste na remoção da úvea, lente, retina e vítreo, preservando apenas a córnea a esclera.

Ainda, existe uma outra técnica chamada evisceração orbital, na qual toda a órbita ocular é retirada. 

Quando é indicada?

Na maioria dos casos, a remoção do globo ocular é indicada na ocorrência de acidentes que provocam a cegueira do indivíduo, doenças infecciosas que ocasionam a perda total do olho e da visão, olhos dolorosos ou câncer em estágio avançado que comprometeu as estruturas.

Ainda, no caso de câncer nos olhos, os dois tumores oculares mais comuns são os retinoblastomas e melanomas oculares.Quando eles são muito grandes e não há um prognóstico positivo, a enucleação é indicada para evitar a disseminação da doença.

Outra possibilidade para a remoção do globo ocular é a oftalmia simpática, uma inflamação que afeta os dois olhos. Nesse caso, a única forma de preservar o olho saudável é removendo o olho doente.

Como a evisceração é realizada?

Trata-se da técnica onde apenas o conteúdo  interno do olho é removido. Posteriormente, para repor o volume perdido, o paciente irá realizar um implante orbitário, o que melhora a estética facial.

Como funciona a enucleação?

Trata-se do último recurso para tratamento de algum problema ocular. Isso porque é um procedimento mais invasivo, pois consiste na remoção completa do globo ocular do paciente.

Neste caso, também é realizada a reconstrução a partir do uso de prótese em formato de esfera. Ela é implantada no local e reconectada a todos os músculos utilizados para movimentar os olhos.

Geralmente, a adaptação ao uso da prótese ocorre entre 45 a 60 dias após a cirurgia de reconstrução.

O que é a prótese ocular?

Trata-se de uma prótese ou lente escleral feita sob medida para o paciente e é implantada após a cirurgia de enucleação ou de evisceração. O objetivo deste procedimento é preencher o olho murcho, reconstruindo o aspecto estético e recuperando o volume orbitário.

Ainda, a prótese ocular é indicada para fins estéticos e funcionais, mas sua prescrição deve ser dada por um oftalmologista. O resultado do implante irá depender do tipo de doença, da técnica cirúrgica aplicada e das condições da cavidade anoftálmica.

E então, já sabe quando a cirurgia de remoção do globo ocular é indicada? Neste post, você leu as informações mais relevantes sobre o assunto.

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O que é miocimia?

O que é miocimia?

Como já dizia o poeta, os olhos são as janelas da alma. Por isso, quando há algum distúrbio ou uma doença ocular, ficamos muito incomodado com os sintomas. A miocimia é uma destas disfunções bem desagradáveis e que causa constrangimento nos pacientes.

Você já ouviu falar nela? Sabe como é causada? Então, continue a leitura deste post. Ao final dele, você saberá responder a estas e outras perguntas sobre o assunto.

Conheça a miocimia

Trata-se de uma disfunção caracterizada pelo espasmo repetitivo e involuntário da pálpebra. Geralmente, essa contração ocorre na pálpebras superiores, mas as inferiores também podem manifestar o sintoma.

Ainda, a miocimia pode passar muitas vezes despercebida, pois, em alguns casos, os espasmos são leves, semelhantes a um puxão na pálpebra. Contudo, podem evoluir para um blefaroespasmo, que é a contração forte o suficiente para fechar as duas pálpebras.

Apesar de ser desconfortável, é uma condição indolor e inofensiva que costuma se resolver espontaneamente. Apenas em situações mais extremas, essa disfunção conhecida como “olhos tremendo” pode indicar um distúrbio crônico de movimento.

Como é causada?

Geralmente, a miocimia não possui uma causa aparente, principalmente porque não traz prejuízos a saúde do paciente e, por isso, não passa por uma investigação. Quando há o diagnóstico, a origem desta disfunção pode ser:

  • uso abusivo de álcool ou cafeína;
  • tabagismo;
  • irritação nos olhos;
  • tensão da pálpebra;
  • fadiga;
  • esforço físico;
  • efeitos colaterais de determinados medicamentos;
  • distúrbios do sono;
  • estresse.

Entretanto, nas raras situações em que os espasmos não desaparecem e se tornam crônicos, a causa pode estar em uma blefarite, na síndrome dos olhos secos, conjuntivite, irritação ambiental e sensibilidade à luz.

Quais são as possíveis complicações dessa condição?

Mesmo que de baixa incidência, existem algumas complicações que podem surgir em decorrência dos espasmos crônicos das pálpebras. Isso ocorre quando a origem da disfunção está relacionada ao cérebro ou aos nervos.

Assim, estes casos podem estar relacionados à paralisia de Bell, distonia cervical, esclerose múltipla, mal de Parkinson e a síndrome de Tourette.

Existe tratamento?

Na maioria dos casos, a miocimia se resolve sem a necessidade de tratamento, desaparecendo em poucos dias. Quando isso não ocorre, o profissional de saúde pode recomendar a eliminação de possíveis fatores. Para isso, você pode precisar:

  • beber menos cafeína;
  • melhorar a qualidade do sono;
  • utilizar colírios para manter os olhos lubrificados;
  • realizar compressas mornas nos olhos quando começar um espasmo.

Ainda, em algumas situações específicas, o uso de injeções de toxina botulínica pode ser recomendado. Porém, essa alternativa tem eficácia temporária, o que faz necessário a aplicação recorrente da substância.

Ademais, se o profissional verificar a necessidade, o paciente pode receber a indicação cirúrgica. O procedimento chamado de miectomia consiste em remover alguns músculos e nervos das pálpebras.

Assim, a miocimia raramente é grave o suficiente para necessitar de tratamento médico.

Pronto! Isso é tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Caso queira conhecer outros distúrbios oculares, continue lendo nossos posts.

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4 tratamentos para glaucoma

4 tratamentos para glaucoma



O glaucoma é considerado uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Segundo alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados 2,4 milhões de novos casos de glaucoma anualmente, o que representa mais de 60 milhões de pessoas no mundo com a doença.

Este tipo de problema de vista é caracterizado por um aumento da pressão intraocular. Esta condição leva a um dano irreversível das fibras nervosas do olho, provocando a perda da visão.

O aumento da pressão dentro do olho geralmente está ligado à lesão do nervo óptico. Esta pressão acontece devido ao aumento e deficiência na drenagem de um líquido chamado de humor aquoso, que é produzido na parte anterior do olho.

As causas do glaucoma ainda são pouco conhecidas. Mas, há tratamentos disponíveis para a doença. E é sobre eles que vamos falar no post de hoje. Acompanhe!

Opções de tratamento

Primeiramente, é preciso esclarecer que há alguns tipos de glaucoma. O glaucoma de ângulo aberto é o mais comum. Ele é crônico e tende a ser hereditário.

O glaucoma de ângulo fechado é agudo e acontece quando a saída do humor aquoso é interrompida de repente. Há ainda o congênito e o secundário.

O tratamento para o glaucoma vai depender do seu tipo, da intensidade e dos sintomas da doença. Entre os procedimentos terapêuticos, estão:

Uso de colírios

Os colírios normalmente são a primeira opção de tratamento do glaucoma. Eles servem para controlar a pressão intraocular. São uma opção popularmente indicada pelos médicos, pois são fáceis de utilizar.

Os colírios precisam ser administrados todos os dias para garantir que a pressão na vista seja regulada. No entanto, esta orientação deve ser seguida de acordo com a prescrição médica.

Nos casos de glaucoma por ângulo aberto, o colírio pode ser suficiente para manter o problema bem controlado. Já nos casos de ângulo fechado, pode ser necessária a terapia com laser ou cirurgia.

Comprimidos

Os comprimidos para glaucoma podem ser utilizados em associação com os colírios, pois também ajudam a diminuir a pressão dentro do olho. Este tipo de medicamento é mais utilizado em casos de glaucoma por ângulo aberto.

Terapia a laser

A terapia laser normalmente é utilizada quando os colírios e os comprimidos não conseguem controlar a pressão intraocular, mas antes de se tentar a cirurgia. Este tipo de técnica pode ser feita no consultório médico e, geralmente, dura entre 15 a 20 minutos.

Durante o tratamento, o oftalmologista aponta um laser para o sistema de drenagem do olho, fazendo com que haja uma melhora na drenagem do líquido.

Cirurgia

O uso de cirurgia é mais comum em casos de glaucoma por ângulo fechado, já que o uso de colírios e medicamentos pode não ser suficiente para controlar a pressão intraocular. No entanto, a cirurgia também pode ser usada em qualquer outro caso, quando o tratamento não está tendo o efeito esperado.

Após a cirurgia, muitos pacientes podem ficar vários meses sem necessitar utilizar qualquer tipo de medicamento. No entanto, isso não significa que a doença está curada, sendo aconselhável visitar regularmente o oftalmologista

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Sedentarismo e doenças oculares: entenda a relação

Sedentarismo e doenças oculares: entenda a relação



Estudos recentes descobriram que, para além da questão da idade e da genética, as doenças oculares podem ter relação com o sedentarismo.

Até pouco tempo, sabia-se que os fatores de risco para problemas sérios de vista, como o glaucoma, eram a idade, incidência da patologia na família e pressão intra-ocular elevada. No entanto, um experimento realizado nos Estados Unidos mostrou que a falta de exercícios físicos também pode contribuir o desenvolvimento da doença.

Entenda, neste post, como esta evidência foi descoberta. E, se você têm problema na vista ou fator de risco para uma doença como o glaucoma, é hora de começar a se mexer!

Atividade física X glaucoma

Segundo a Glaucoma Foundation, organização norte-americana que investiga o glaucoma, pacientes que se exercitam pelo menos três vezes por semana podem obter uma redução na pressão intra-ocular.

Por isso, atualmente, o médico oftalmologista recomenda que os portadores da doença pratiquem caminhada todos os dias. Pacientes com a vida apresentam melhor resultado no controle da pressão intraocular característica do glaucoma.

Este controle evita que a tensão alta na vista danifique o nervo ótico, provocando a cegueira.

Idosos devem ficar atentos

Em função das limitações físicas que chegam com a idade avançada é comum que os idosos não pratiquem atividades físicas.

No entanto, é aí que está um grande problema. Quanto mais sedentário for o paciente idoso, maiores as chances dele apresentar pressão alta na vista.

O ideal é que o paciente senil mantenha uma rotina de exercícios como caminhar, nadar, andar de bicicleta, dançar. Para a medicina, não há dúvidas de que os exercícios aeróbicos ajudam a baixar a pressão intra-ocular.

Resultados observados

Para observar se os exercícios aeróbicos de fato faziam algum efeito positivo na pressão dentro dos olhos, um estudo realizado pela revista Int J Neurosci avaliou, em 2006, dois grupos: um com glaucoma e outro sem a doença.

Ambos os grupos apresentaram uma diminuição na pressão ocular logo após o início da prática da atividade física. Além disso, outro ponto verificado foi que a pressão dentro do olho baixava cada vez mais quanto mais intenso era o exercício.

É importante ressaltar ainda que estes resultados foram observados empregando atividade física contínua e sem resistência, como caminhadas e corridas. Ou seja, exercícios aeróbicos.

Por isso, atualmente possível confirmar que abandonar o sedentarismo e adotar uma rotina de exercícios cardiovasculares é de extrema importância para pacientes com glaucoma ou com fatores de risco para a doença.

Além disso, a prática de atividades físicas podem prevenir o surgimento de outras doenças oculares, já que este hábito contribui para a saúde do nosso organismo como um todo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!



Posted by Dra. Erika Uchida in Todos