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Dicas de como escolher as lentes de contato

Dicas de como escolher as lentes de contato

Enxergar bem é fundamental e, nos últimos anos, as lentes de contato têm se consolidado como aliadas da boa visão. Elas são acessórios oftalmológicos corretivos de alta eficácia. Além disso, unem estética e praticidade em uma única opção terapêutica, para quem deseja substituir ou alternar o uso dos óculos de grau.

Decidir qual lente de contato usar pode parecer uma tarefa complicada, afinal, existem muitas opções disponíveis no mercado. Para te ajudar a descomplicar essa missão, preparei um guia com dicas simples para que você acerte na escolha. Vem comigo!

Converse com o seu oftalmologista sobre as lentes de contato

O primeiro passo para não errar na escolha das lentes de contato é conversar com seu oftalmologista. Assegure-se de que pode realmente usar este acessório, bem como, cheque quais são exatamente os seus problemas de visão e quais lentes são indicadas para o seu caso.

O especialista fará todos os exames necessários e esclarecerá suas dúvidas. O próprio oftalmologista pode fazer o teste de adaptação e orientar o paciente sobre a forma de colocar e tirar as lentes de contato.

Opte pelo tipo indicado para o seu problema

Existem vários tipos de lente de contato. Dentre os modelos mais conhecidos estão as lentes rígidas, as tóricas e as gelatinosas. A tórica é indicada para quem tem astigmatismo, pois possui uma curvatura mais acentuada. Pode ser usada, também, em casos de hipermetropia.

A lente rígida é ótima para quem tem grau elevado, possui astigmatismo, miopia ou ceratocone. Já as gelatinosas são ideais para quem não se adaptou às lentes rígidas, uma vez que são mais finas e flexíveis. De modo geral, elas são indicadas para grau baixo.

Pense no conforto e praticidade

Ao escolher a sua lente de contato, leve em consideração o seu estilo de vida e tome a decisão que seja mais confortável e prática para você. As lentes podem ser de descarte diário, semanal, quinzenal, bimestral, semestral ou permanentes, de descarte anual. Esse último tipo requer cuidado redobrado na higienização e manutenção. Caso você seja um atleta, por exemplo, as lentes que podem ser descartadas diariamente facilitam – e muito – a rotina.

Em relação ao conforto, as lentes rígidas não são duras como o nome sugere. Elas são semi-flexíveis, mais duráveis e fáceis de limpar, portanto, oferecem menores riscos de complicações, como úlceras de córnea e infecções. Sua capacidade corretiva é alta.

As lentes gelatinosas, por sua vez, também são altamente corretivas e o diferencial está na hidratação e maleabilidade, que aumenta a maciez e favorece a adaptação imediata. A desvantagem é que, justamente por conta do elevado teor de água, a chance de proliferação de micro-organismos também é maior. Isso sugere que se de um lado as lentes gelatinosas trazem mais conforto, por outro elas necessitam de mais cuidados.

Outros cuidados na escolha das lentes

No mais, após escolher sua lente de contato e adquiri-la em um estabelecimento de confiança, retorne ao oftalmologista para consultas de acompanhamento, ou sempre que perceber algo errado com a visão. Além disso, desinfete as lentes conforme as instruções do especialista. Faça o manuseio sempre com as mãos bem limpas. Fique atento à validade das lentes e crie uma rotina de higienização. Essas medidas são fundamentais para o uso seguro e confortável da sua lente de contato.

Quer saber mais sobre lentes de contato? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
6 sintomas que podem indicar doença nos olhos

6 sintomas que podem indicar doença nos olhos

As doenças nos olhos podem afetar pessoas de todas as idades, especialmente crianças e idosos. É preciso ficar atento aos primeiros sintomas, pois, a rapidez no diagnóstico pode ser determinante no sucesso do tratamento.

Algumas doenças oculares possuem maior gravidade e são capazes de gerar consequências muito sérias, como a perda da visão. Diante disso, é indispensável observar cada sinal e buscar auxílio médico, caso haja alguma anormalidade na visão.

Quer saber quais são os principais indícios de doenças nos olhos? Continue lendo o artigo e descubra!

1# Visão embaçada

O embaçamento faz com que as imagens não sejam vistas com nitidez. É como se houvesse uma névoa diante dos olhos, o que inviabiliza a visão clara e definida. Várias doenças oculares apresentam esse sintoma, como o glaucoma, catarata, presbiopia, degeneração macular, etc.

2# Perda gradual da visão

A diminuição progressiva da capacidade de enxergar também é um sinal de alerta. Tal sintoma pode se manifestar na parte periférica ou central da visão. As principais doenças que causam este sintoma são:

  • glaucoma;
  • catarata.
  • retinopatia diabética;
  • degeneração macular.

3# Problemas de adaptação à luz

Quando a pessoa tem dificuldade para adaptar a visão quando sai de um ambiente escuro para um claro (ou vice e versa), esse é um sinal de que a visão não está saudável. A chamada fotofobia pode indicar a presença de edema macular diabético ou, até mesmo, lesões na córnea.

4# Visão dupla

Fique literalmente de olho se a sua visão ficar duplicada. Ver duas imagens, quando há só um objeto, pode ser sinal de alterações oculares, como estrabismo. Pode também ser somente um desajuste de grau, quando a pessoa está com um grau menor ou maior do que deveria.

5# Irritação e olhos avermelhados

Os olhos vermelhos podem sinalizar diversas condições de saúde ocular, desde o contato com alguma substância irritante, até lesões irreversíveis. Parece ser um sintoma simples, mas apesar de muito comum, deve ser investigado com cautela. As razões mais frequentes para o avermelhamento dos olhos são a conjuntivite, a uveíte, o glaucoma e a esclerite.

6# Dificuldade para enxergar cores e detalhes

Quem apresenta dificuldades para enxergar cores e distingui-las pode ter daltonismo, uma condição ocular na qual o indivíduo é incapaz de identificar determinadas tonalidades. Segundo o Conselho Federal de Medicina, aproximadamente 5% da população mundial convive com esse problema. Outras doenças também podem estar relacionadas a esse sintoma, como a degeneração macular, em função da idade, o glaucoma e a catarata.

Vale lembrar que existem doenças nos olhos que permanecem assintomáticas, por isso, mesmo que você não note nenhum sinal anormal, é importante visitar o oftalmologista regularmente para fazer exames de rotina. Não espere para descobrir um problema tardiamente!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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O que causa pressão alta nos olhos?

O que causa pressão alta nos olhos?

A pressão alta nos olhos, chamada também de hipertensão ocular, é um problema oftalmológico cada vez mais comum. A condição é caracterizada pela pressão intra-ocular acima do nível considerado normal e, se não for tratada adequadamente, pode acarretar sérias consequências para a visão.

Em muitos casos, a pressão alta nos olhos é assintomática e não manifesta nenhum sinal. Por isso, é indispensável se consultar com o especialista regularmente e fazer exames de vista de rotina para minimizar danos eventuais.

Pessoas que têm hipertensão ocular precisam ser monitoradas e tratadas com cautela pelo oftalmologista, a fim de diminuir os riscos de glaucoma e cegueira. Para detectar o problema e, se for preciso, iniciar os cuidados, o especialista medirá a pressão intra-ocular e, caso a leitura seja igual ou superior a 21 mmHG (milímetros de mercúrio), o diagnóstico é hipertensão nos olhos.

Quer saber o que pode causar essa condição oftalmológica? Veja a lista de causas a seguir.

Envelhecimento é causa natural de pressão alta nos olhos

À medida que as pessoas envelhecem, a pressão intra-ocular vai se tornando mais elevada. É natural que a pressão nos olhos suba lentamente, e sutilmente, com o avanço da idade. O que aumenta, também, com o envelhecimento, são os riscos de glaucoma.

Lesões e traumas

As lesões e traumas nos olhos podem afetar a produção dos líquidos oculares e o processo de drenagem do olho, ocasionando assim a hipertensão ocular. Nem sempre, a pressão sobe imediatamente após o trauma ou lesão. É comum que isso leve meses ou, até mesmo, anos para acontecer.

Aumento do humor aquoso

O humor aquoso, fluido contido nos olhos e que nutre o órgão, é essencial para a saúde ocular e manutenção da pressão dos olhos em um nível adequado. Quando a produção do líquido aumenta demais, ou quando há dificuldades para a drenagem natural do fluido, são maiores as chances de aumento da pressão intra-ocular.

Efeito colateral de medicamentos

Alguns medicamentos podem aumentar a pressão dos olhos, dentre eles estão os anti-inflamatórios à base de cortisona. Este fato serve para relembrar que a automedicação é totalmente contraindicada e que o risco-benefício de toda e qualquer medicação deve ser avaliado pelo médico. Certos medicamentos podem ter como efeito colateral a hipertensão ocular.

Outras condições oculares ligadas à hipertensão ocular

A hipertensão intra-ocular pode estar associada a outros problemas oftalmológicos, como por exemplo, a  síndrome de pseudoexfoliação, arcus corneal, esclerite ocular e síndrome de dispersão de pigmento.

Fatores adicionais de risco para a pressão alta nos olhos

Qualquer pessoa pode ter pressão alta nos olhos, mas, estudos revelam que existe uma maior ocorrência de casos em indivíduos negros, acima dos 40 anos, com histórico familiar de glaucoma ou hipertensão intra-ocular. Os riscos são, comprovadamente, maiores nesses grupos.

Quer saber mais sobre a hipertensão intra-ocular? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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6 dicas de como evitar a úlcera de córnea

6 dicas de como evitar a úlcera de córnea

Embora seja pouco conhecida tecnicamente, a úlcera de córnea tem se tornado cada vez mais comum. Cumpre ressaltar que esse problema ocular consiste no surgimento de ferida na córnea, capaz de causar desdobramentos desagradáveis, como coceira, vermelhidão, sensibilidade à luz forte, manchas esbranquiçadas e sensação de que há algo dentro do olho.

Multifatorial, a úlcera de córnea pode ser causada pela ação de substâncias químicas, microtraumas, presença de corpo estranho no olho, uso prolongado e inadequado de lentes de contato e, mais comumente, infecções por fungos, vírus, bactérias e protozoários. Em casos mais raros, lesões ulcerosas na córnea podem ter relação com alergias e déficit de vitamina A.

Este transtorno é uma condição oftalmológica séria, porém, plenamente tratável e, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor! Ainda assim, mesmo com boas opções terapêuticas, o ideal é adotar cuidados especiais para evitar o problema. Continue lendo a postagem e confira seis dicas sobre como prevenir o aparecimento de úlcera na córnea.

1# Dê folga para a lente de contato

Caso você use lentes de contato, procure descansar a vista e usar óculos alguns dias do mês. Também é importante tirá-las para dormir. Sua visão agradece, afinal, medidas preventivas tão simples minimizam os riscos de desenvolvimento das úlceras nas córneas. Fica a dica!

2# Higienize as lentes corretamente

Boa parte das úlceras na córnea tem origem bacteriana ou fúngica. Essas infecções são mais comuns em usuários de lentes de contato. Daí a necessidade de manusear e higienizar as lentes da forma correta. Lave bem as mãos para colocar e tirar as lentes, além de manter o estojo sempre limpo.

3# Evite coçar os olhos

Não coce ou esfregue os olhos, sobretudo, se estiver com as mãos sujas. A superfície ocular é sensível e essa prática pode fragilizar a córnea, deixando-a mais vulnerável a arranhões, infecções e, consequentemente, mais favorável ao aparecimento de úlceras.

4# Cuidado com a maquiagem!

Tenha cautela quando for se maquiar. Crie o hábito de remover os produtos antes de dormir e evite, a todo custo, o compartilhamento de lápis, rímel, delineadores, pincéis e sombras.

5# Visite o oftalmologista regularmente

Por fim, faça acompanhamento oftalmológico regular e, ao suspeitar de qualquer problema ocular, busque auxílio médico especializado. O oftalmologista é o profissional indicado para diagnosticar problemas, esclarecer suas dúvidas e te orientar em relação ao tratamento ideal, caso realmente exista alguma enfermidade nos olhos.

6# Fuja da exposição a agentes externos

Evite também o contato com poeira, fumo, poluição, produtos químicos e outros fatores  que podem causar alergias. Se manter longe desses agentes previne problemas oculares, inclusive, úlceras de córnea.

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Fundoscopia: o que é e quando é indicada

Fundoscopia: o que é e quando é indicada

Você já ouviu falar em fundoscopia? Atualmente, há diversos tipos de exames oftalmológicos usados para finalidades distintas. De modo geral, eles servem para diagnosticar doenças oftalmológicas e nortear o tratamento ideal para diferentes problemas oculares. A fundoscopia é um desses exames!

Os principais testes de visão incluem o exame de refração, a avaliação externa, o teste ortóptico e a famosa fundoscopia. É justamente sobre a fundoscopia que iremos falar neste artigo. Continue lendo para saber quando ela é indicada.

O que é fundoscopia, afinal?

Também chamada de oftalmoscopia, ou exame de fundo de olho, a fundoscopia é um método tradicional de observação detalhada do fundo dos olhos. Tal exame permite uma análise clara e aprofundada de eventuais alterações oculares, até mesmo a detecção de doenças sistêmicas capazes de causar problemas oftalmológicos sérios, como a  retinoplastia.

Com o uso da fundoscopia, é possível visualizar as estruturas principais do segmento posterior ocular, entre elas a cabeça do nervo óptico, retina, coroide, artérias e vasos retinianos. O exame de fundo de olho também permite a avaliação completa do humor vítreo, o líquido que nutre o olho.

Quais os tipos de fundoscopia?

O exame de fundo do olho pode ser dividido em fundoscopia direta e indireta. A direta é realizada através de equipamento simples e portátil, que aumenta a imagem quinze vezes, mas que oferece um campo de visão restrito.

Na fundoscopia indireta, a aparelhagem utilizada é mais complexa. Ela aumenta menos a visão, mas a capacidade de visualização é significativamente maior do que a direta.

Quais as vantagens da fundoscopia?

O teste oftalmológico de fundo de olho traz muitas vantagens. Ele é seguro, rápido, não invasivo e, portanto, não chega a incomodar o paciente. O resultado é confiável  e tem caráter qualitativo e não quantitativo.

Para que seja considerado normal, é importante que o fundo do olho apresente a área macular bem fina e brilhante, com nervo óptico róseo, limites bem definidos, vasos nítidos e com calibre homogêneo.

Como é feito o exame de fundo de olho?

Durante a fundoscopia, o oftalmologista usa o oftalmoscópio, aparelho que projeta  um feixe de luz na parte interna do olho do paciente. Por meio da reflexão dessa luz sobre a retina, o profissional observa cuidadosamente as estruturas oculares.

Para facilitar o processo de análise da retina, o oftalmologista costuma usar um colírio que promove a dilatação da pupila, ampliando assim a visão da área a ser analisada. A dilatação pode vir acompanhada de aversão à luminosidade, por isso, é recomendável que o paciente aguarde um pouco antes de se expor novamente à luz.

Para quais situações esse teste é indicado?

A fundoscopia é um teste oftalmológico de rotina, que não demanda nenhum sintoma específico para que sua realização seja recomendada. O exame de fundo de olho pode ser feita em pessoas de ambos os sexos e em qualquer faixa-etária.

Em casos de suspeita de doença sistêmica ou ocular, ele pode ser uma útil ferramenta diagnóstica, já que favorece a identificação de problemas na retina e outras alterações nas estruturas do olho. Só para ter ideia, o exame de fundo do olho pode revelar condições variadas como hipertensão, diabetes, degeneração macular, hemorragia intracraniana, glaucoma, entre outras condições clínicas.

Quer saber mais sobre fundoscopia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Úlcera de córnea: sintomas e tratamentos

Úlcera de córnea: sintomas e tratamentos

As úlceras são feridas que podem surgir em qualquer parte do corpo, inclusive nos olhos, mais especificamente na córnea. A úlcera de córnea é uma espécie de ferimento que aparece nessa estrutura e provoca uma inflamação bastante incômoda.

Normalmente, essa doença é causada por infecção no olho, ou pode ser desencadeada por ressecamento ocular, pequenos cortes, alterações no sistema imune ou, até mesmo, contato com variadas substâncias irritantes.

Quer saber quais são os principais sintomas da úlcera de córnea, e descobrir como tratar essa condição? Fique de olho no artigo e aprenda a identificar e tratar o problema.

Quais são os sintomas da úlcera de córnea?

Quem tem úlceras nas córneas pode sofrer com dores e desconforto local. A inflamação faz com que o indivíduo tenha a sensação incômoda de que há algum corpo estranho preso nos olhos. O embaçamento da visão, vermelhidão que não passa e manchas esbranquiçadas também são sintomas comuns em quem possui as feridas na córnea.

Outros sinais que podem ter relação com essas feridas oculares são a hipersensibilidade à luz, maior secreção lacrimal e, nas situações com maior gravidade, pode haver pus ou sangramento.

Como diagnosticar o problema?

As úlceras de córneas são feridas oculares curáveis, mas, para obter sucesso no tratamento, os cuidados devem ser iniciados o mais breve possível. O diagnóstico rápido e preciso faz toda diferença no restabelecimento do paciente. Sempre que houver alguma suspeita de úlceras nas córneas, é fundamental procurar o especialista para realizar exames oftalmológicos. Com a suspeita confirmada, o médico pode (ou não) remover algumas células da região, para verificar se há presença de fungos, vírus ou bactérias no local.

Quais as formas de tratar as úlceras de córneas?

A primeira medida para aliviar os sintomas é o uso de antifúngicos e antibióticos em forma de pomadas ou colírios. Caso haja doenças subjacentes, é preciso tratá-las diretamente, para eliminar as úlceras. Agora, se a córnea estiver muito lesionada ou se, mesmo após o tratamento, a visão ficar comprometida, a cirurgia pode ser recomendada. Vale destacar que o tempo do tratamento convencional é variável e depende da localização, tamanho e profundidade da úlcera. Casos mais simples devem apresentar melhoras significativas em até três dias, enquanto casos mais graves demandam tratamento prolongado.

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Blefarospasmo: por que o olho treme?

Blefarospasmo: por que o olho treme?

Por que o meu olho treme? Você pode se perguntar. Bom, ninguém sabe o que causa exatamente esse problema que os médicos chamam de blefarospasmo. Quando isso acontece, a sua pálpebra, pisca, e você não consegue parar, controlar. Às vezes, o quadro afeta os 2 olhos.

Alguns médicos acreditam que pode estar ligado a:

  • fadiga;
  • estresse;
  • excesso de cafeína.

As contrações musculares são indolores, inofensivas e geralmente desaparecem por conta própria.

E quando o blefarospasmo não parar?

Algumas pessoas têm espasmos oculares durante todo o dia. Eles podem durar dias, semanas ou até meses. Isso pode perturbar você e afetar a sua qualidade de vida.

É raro, mas se a sua contração não for embora, isso pode fazer você piscar ou apertar o olho o tempo todo, e, se você não conseguir manter os olhos abertos, isso pode se tornar um problema. Às vezes, o tremor pode ser um sinal de condições mais sérias, como:

  • blefarite (pálpebras inflamadas);
  • olhos secos;
  • sensibilidade à luz.

Muito raramente, pode indicar desordem cerebral ou nervosa, como:

  • paralisia de bell;
  • distonia;
  • mal de parkinson;
  • síndrome de tourette.

Quais são os tipos de contrações?

Existem 3 mais comuns, como será mostrado a seguir.

Uma pequena contração da pálpebra é frequentemente associada a fatores de estilo de vida, como fadiga e falta de sono. Também pode resultar da irritação da superfície do olho (córnea) ou das membranas que revestem as pálpebras (conjuntiva).

O blefaroespasmo essencial benigno geralmente aparece em meados da idade adulta e gradualmente piora. As mulheres são 2 vezes mais propensas a tê-lo do que os homens. Não é uma condição séria, mas casos mais graves podem interferir na sua vida diária.

Já o espasmo hemifacial é raro. Envolve os músculos em torno da boca e da pálpebra. Ao contrário dos outros 2 tipos, geralmente afeta apenas um lado do rosto. Na maioria das vezes, a causa é uma artéria pressionando um nervo facial.

Quando devo procurar um médico?

Marque uma consulta se:

  • a contração durar mais de 1 semana;
  • as contrações forem muito fortes;
  • os espasmos envolverem outros músculos faciais;
  • você perceber vermelhidão nos olhos.

Se o seu médico suspeitar que um problema no cérebro ou no nervo é o culpado, ele procurará outros sinais e pode encaminhá-lo para um neurologista ou outro especialista.

Como isso é tratado?

Na maioria dos casos, uma pequena contração desaparece sozinha. Até agora, os médicos não encontraram uma cura para o blefaroespasmo. Mas várias opções de tratamento podem torná-lo menos grave.

O tratamento mais utilizado é a toxina botulínica. Um médico injetará pequenas quantidades nos músculos dos olhos para aliviar os espasmos. O efeito dura alguns meses antes de desaparecer lentamente. Você precisará de tratamentos repetidos.

Se outras opções falharem, o seu médico poderá sugerir cirurgia. Em um procedimento chamado miectomia, o seu cirurgião irá remover alguns dos músculos e nervos ao redor de sua pálpebra.

A cirurgia também pode aliviar a pressão da artéria no nervo facial que causa um espasmo hemifacial. Os resultados são permanentes, mas, como em qualquer operação, há uma chance de complicações.

Agora você já conhece o blefaroespasmo.

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Tracoma: conheça essa complicação dos olhos transmitida por DST

Tracoma: conheça essa complicação dos olhos transmitida por DST

Depois de alguns anos estabilizado, o índice de incidências das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) voltou a apresentar alta. Trata-se de uma questão preocupante, por diversos motivos.

Em primeiro lugar, o crescimento é mais significativo entre os jovens. Em segundo, a transmissão pode ocorrer de forma exponencial. Por fim, existe uma série de complicações dessas doenças, a exemplo do tracoma, tema deste artigo.

Em que, exatamente, essa condição consiste? Quais os seus potenciais riscos à saúde? De qual DST é originária? Essas e outras questões serão respondidas na sequência.

Histórico e caracterização da doença

O tracoma consiste em uma inflamação crônica dos olhos que afeta a região da conjuntiva e córnea. É provocada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que, como o próprio nome indica, provém da clamídia, e também por sorotipos A, B, Ba e C.

O contato sexual não é a única forma de transmissão do tracoma. O contato indireto por meio das mãos ou objetos contaminados e algumas moscas, conhecidas como lambe-olhos, também podem ser formas de transmissão.

Sintomas

A incubação da bactéria dura cerca de doze dias. Durante esse período. os principais sintomas experimentados pelas pessoas infectadas são:

  • coceira
  • sensação de corpo estranho nos olhos
  • ardor
  • vermelhidão
  • lacrimejamento
  • inchaço
  • secreção nos olhos

Essas infecções se repetem ao longo do tempo, provocando a formação de cicatrizes na conjuntiva da pálpebra superior, dentre outros danos a partes da estrutura ocular. Em estado avançado, essas agressões podem produzir úlcera nas córneas, que, por sua vez, acarreta perda progressiva da visão, podendo levar à cegueira.

Diagnóstico e tratamento do tracoma

O diagnóstico inicial da doença é feito por observação de seus sinais e sintomas. Exames laboratoriais podem ser solicitados para um diagnóstico preciso.

Assim que houver confirmação da doença via observação, o tratamento deve ser imediatamente iniciado. Geralmente, é realizado com colírio, pomada oftalmológica ou medicamento via oral, à base de antibiótico.

Com o tratamento, além de evitar que ocorram novas infecções causadas pela mesma bactéria, evita-se que ela seja transmitida para outras pessoas. Por esse motivo, é vital realizar o acompanhamento médico durante todo o tratamento.

Medidas simples, como higienizar as mãos constantemente, manter os ambientes sempre limpos e higienização das mãos e rosto após relações sexuais, devido às secreções genitais, que podem estar contaminadas, são fundamentais para evitar o tracoma.

 

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Como se preparar para a cirurgia de plástica ocular

Como se preparar para a cirurgia de plástica ocular

A cirurgia plástica ocular, ou blefaroplastia, já está entre as três cirurgias plásticas mais requisitadas no Brasil. Ela fica atrás apenas da cirurgia de silicone (aumento de mama) e da lipoaspiração. O procedimento é padrão para quem deseja eliminar os sinais do envelhecimento, fazendo com que o aspecto visual na região dos olhos fique menos envelhecido e cansado.

No entanto, quem deseja se submeter a essa cirurgia precisa estar atento a uma série de cuidados pré-operatórios. Você sabe quais são eles? Veja a seguir!

Entendendo a cirurgia de plástica ocular

Em resumo, a blefaroplastia é um procedimento estético que melhora a aparência das pálpebras superiores e inferiores. A cirurgia da pálpebra superior remove o excesso de gordura e corrige a flacidez da pele. Tais sinais, muitas vezes, prejudicam a visão – ainda que o excesso de pele em si não cause cegueira.

Já a plástica ocular da pálpebra inferior remove o excesso de pele (dermatocálase) e as rugas, além de tratar as bolsas de gordura da região. Esse último sintoma, inclusive, é um dos aspectos que mais influencia para a sensação de olhar cansado e triste.

Como se preparar para a plástica ocular

Assim como em qualquer procedimento estético, o cuidado pré-operatório é indispensável. O check-up com o oftalmologista é de suma importância para que tudo saia dentro do esperado. A preparação pede exames para avaliação da saúde ocular, como o de fundo de olho, acuidade visual, pressão ocular, olho seco, entre outros.

Uma avaliação de risco cirúrgico também é indicada. É preciso discutir com o cirurgião se o procedimento realmente é recomendado para o seu caso. Ainda que não haja idade mínima para a realização da plástica ocular, é preciso atender a uma série de requisitos. Questões a respeito de sua saúde e estilo de vida serão determinantes para a aprovação do procedimento. Portanto, seja sempre sincero nas respostas.

Se você toma alguma medicação, existe a possibilidade de ela ser ajustada ou suspensa por determinado período. Isso é uma rotina normal, já que alguns medicamentos, como a aspirina, anti-inflamatórios e compostos naturais, por exemplo, aumentam o sangramento durante a cirurgia. Qualquer outro remédio que interfira no processo de coagulação também será suspenso.

É recomendado não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas ou comidas gordurosas por pelo menos uma semana antes, e outra após a cirurgia. Essas substâncias podem retardar a cicatrização.

É preciso jejum total de oito horas antes da cirurgia, incluindo qualquer tipo de bebida. Para as mulheres, é proibido usar cremes e maquiagem no dia da internação, além de evitar acessórios (brincos, colares, etc.). Indispensável deixar as unhas sem esmalte. Leve óculos escuros no dia da cirurgia de plástica ocular para evitar a exposição ao sol quando o procedimento for concluído.

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Plástica ocular: por que os asiáticos a fazem?

Plástica ocular: por que os asiáticos a fazem?

A plástica ocular é um procedimento comum na Ásia, usada para eliminar o efeito de olhos “puxados”, ou “fechados”. Mas, para qualquer pessoa, essa é uma ótima opção para quem deseja realçar o olhar.

Como é a plástica ocular?

Evidentemente, a cirurgia não é capaz de alterar o tamanho do globo ocular. Ela apenas trabalha a região ao redor dos olhos para dar a impressão de que o olho está mais aberto ou seja, o objetivo é destacá-lo.

Essa operação pode realizar os seguintes procedimentos:

  • Diminuir o acúmulo de tecido subcutâneo na pálpebra;
  • Corrigir a ausência de dobra na pálpebra superior;
  • Eliminar um possível aspecto de inchaço sobre a glândula lacrimal;
  • Diminuir a formação de bolsas e rugas sob os olhos;
  • Corrigir defeitos congênitos e certas lesões nas pálpebras;
  • Eliminar hérnias gordurosas;
  • Aumentar o sulco dos olhos.

Na consulta com o cirurgião especialista, ele irá avaliar o que incomoda a (o) paciente, para fazer a cirurgia de forma que combine com as expectativas da paciente. 

Os cuidados com a cirurgia

Apesar de ser um procedimento normalmente bem tranquilo, existem algumas contra-indicações, que são as mesmas para todos os pacientes.

Problemas com a coagulação sanguínea podem levar ao surgimento de complicações bem severas após a cirurgia, fazendo com que a plástica ocular seja um risco que certamente não vale a pena.

Nos seguintes casos, a cirurgia de correção ocular deve ser discutida:

  • Caso o paciente tenha conjuntivite;
  • Em caso de algumas alterações oculares e nas glândulas lacrimais;
  • Se o paciente apresenta doenças metabólicas ou infecciosas;
  • Caso o paciente tenha diabetes, demandando uma manutenção da glicose no sangue;
  • A cirurgia deve ser evitada durante a gravidez;
  • Não é recomendada para pacientes com doenças cardiovasculares;
  • O médico também irá avaliar todos os riscos, além de solicitar diversos exames, para determinar com o máximo de precisão se a operação deve ser feita ou não.

Os cuidados

Após a constatação do médico de que a operação pode ocorrer sem maiores problemas, é necessário se preparar para o procedimento. O médico irá recomendar as melhores medidas para garantir a segurança e a facilidade da operação. Cabe ao paciente cuidar-se.

A operação pode ser feita de diversas formas, sempre de maneira personalizada, buscando extrair o melhor de cada pessoa, sem tirar a sua identidade. A plástica ocular é uma excelente opção para quem quer ter os olhos mais vivos e chamativos. O procedimento é seguro, com poucas chances de sequela. Ele pode fazer maravilhas para a autoestima e a estética dos pacientes.

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