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A ptose palpebral atrapalha a visão?

A ptose palpebral atrapalha a visão?

A ptose palpebral, que também pode ser chamada de blefaroptose, pode surgir devido a uma série de motivos. O mais frequente é o enfraquecimento do músculo elevador da pálpebra devido à idade avançada. Em determinados casos, a ptose palpebral pode surgir por causa de problemas neurológicos, como na doença miastenia gravis.

Já em outras situações, esse transtorno pode ser de caráter congênito como, por exemplo, no caso de uma má formação do músculo ou do tendão. Em alguns outros casos, o problema pode ser ocasionado por algum tipo de acidente.

O tratamento da Ptose Palpebral é cirúrgico e existem várias técnicas. A escolha da técnica cirúrgica depende de fatores como o grau de ptose, a força do músculo levantador da pálpebra, e até se existe força no músculo frontal (músculo da testa). Esses detalhes devem ser avaliados por um especialista em cirurgia palpebral para decidir a melhor técnica. Além disso, é importante uma avaliação oftalmológica completa, como veremos a seguir.

Ptose palpebral – Problema para a visão

Vale salientar também que, além da questão estética, a blefaroptose também causa certa dificuldade para enxergar. A pálpebra caída tem a tendência de diminuir o campo da visão, ocasionando assim algumas dificuldades para o dia a dia.

Em casos de Ptose Palpebral congênita, o problema pode ser mais grave, podendo causar deficiência visual definitiva, aumento de grau e estrabismo. Por isso, é muito importante que todas as crianças que apresentem ptose congênita sejam acompanhadas por um oftalmologista especialista, pois vai muito além da questão estética. A Ptose palpebral congênita pode deixar sequelas visuais para a vida toda!

A intervenção cirúrgica

Como foi dito anteriormente, a ptose palpebral pode ocorrer devido a uma série de fatores, tais como genéticos e, até mesmo, por causa de algum trauma. Sendo assim, dependendo dos motivos do problema, diferentes tipos de cirurgia podem ser feitas com o objetivo de corrigir o transtorno.

Entre os tipos de procedimentos está a cirurgia de Fasanella-Servat. Esse tipo de intervenção cirúrgica é normalmente utilizado para casos mais brandos de ptose palpebral. O outro procedimento cirúrgico é chamado de Refixação da Aponeurose. Essa intervenção é pertinente quando o músculo que é responsável por elevar a pálpebra ainda conta com um bom funcionamento, mas o paciente tem um grau elevado de queda das pálpebras, ou seja, é uma cirurgia indicada para casos mais moderados.

Outra intervenção é a ressecção do tendão do músculo levantador da pálpebra. Esse procedimento é indicado para os casos mais severos, quando o grau de queda da pálpebra é elevado e o seu músculo é mais frágil. Já para os casos ainda mais graves de ptose palpebral, existe a cirurgia onde se conecta o tendão da pálpebra ao músculo frontal, que fará a função do músculo da pálpebra, uma vez que este não têm nenhuma ou pouca força.

Dependendo do seu grau, a ptose palpebral pode interferir no dia a dia da pessoa, pois está diretamente relacionada à visão perante o mundo ao seu redor. Sendo assim, recorrer a algum procedimento cirúrgico é uma alternativa válida para solucionar o transtorno.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos
Cirurgia de catarata: como funciona?

Cirurgia de catarata: como funciona?

Quando a lente natural do olho, chamada de cristalino, começa a apresentar opacidade é sinal de que a catarata está presente no globo ocular. A sensação visual é de um vidro embaçado, que não melhora ao piscar dos olhos e vai piorando gradualmente, incapacitando o paciente até mesmo de realizar tarefas cotidianas como ler, dirigir e caminhar.

O início dos sintomas varia para cada pessoa, sintomas e quando não é tratada a tempo pode levar o indivíduo a engrossar os dados da Organização Mundial de Saúde, que indicam a catarata como responsável por 51% dos casos de cegueira no mundo. A boa notícia é que a cegueira por catarata é reversível!

Ainda não existem remédios que amenizem os sintomas, só a cirurgia é possível para tratá-la definitivamente.

Causas e sintomas da catarata

São várias as causas  que levam a lente ocular a se tornar turva, gerando a catarata. A causa mais comum é o envelhecimento natural do globo ocular. Mas diabetes, radiação por raio X, lesão ocular, glaucoma, inflamações intra-oculares, exposição acentuada aos raios ultravioleta sem proteção e fatores genéticos podem acelerar o seu aparecimento.

Os principais fatores de risco são diabetes, uso frequente e demasiado de álcool, exposição cotidiana à luz do sol sem óculos de qualidade, idade, histórico familiar, pressão alta, obesidade, tabagismo e uso prolongado de corticosteroides.

A catarata só começa a prejudicar a visão quando está num estágio mais avançado. Seus sintomas incluem a visão nublada, dupla e com brilho em alguns pontos, mudança muito frequente de grau dos óculos e dificuldades em realizar tarefas como ler e dirigir à noite.

As crianças também podem apresentar a doença, inclusive há casos de bebês que já nascem com o problema, principalmente nos casos de infecções durante a gestação. Por isso, é importante um acompanhamento Pré-Natal adequado. Os pais precisam ficar atentos quando seus filhos começarem a proteger os olhos sempre que estão próximos a luz do sol e não conseguirem olhar diretamente para um ponto certo, por exemplo, pois os olhos podem parecer desalinhados e, em casos mais sérios, podem apresentar movimentos errantes repetitivos.

Como é realizada a cirurgia

Após o médico realizar o diagnóstico de catarata, verifica-se juntamente com o paciente, a indicação da cirurgia.

Antes da cirurgia são feitos vários exames como acuidade visual, ultrassonografia do globo ocular, topografia da córnea, pressão intraocular e um cálculo da lente intraocular que será inserida. Tudo para que haja precisão no procedimento cirúrgico e para que o paciente esteja em plena capacidade para o procedimento.

A maior parte das cirurgias de catarata usa somente colírio como anestesia, além de sedação para maior conforto ao paciente. O procedimento é muito delicado e vem apresentando grande desenvolvimento tecnológico nos últimos anos.

A cirurgia é realizada através de duas microincisões (uma menor de 3,0 mm, e outra com menos de 1,0 mm), e o uso de um aparelho, chamado de facoemulsificador, que retira o cristalino debilitado sem precisar fazer grandes aberturas do olho. A catarata será substituída por uma lente intra-ocular, idealizada para cada pessoa.

As lentes intraoculares têm grau e podem ser monofocais ou multifocais, capazes de proporcionar uma visão excelente para o paciente. É feito um curativo de gaze ou tampão de acrílico para evitar infecções e que o paciente manipule os olhos por força do hábito e prejudique o resultado da cirurgia.

Apesar de ter evoluído muito e parecer uma cirurgia simples, a cirurgia de catarata é muito sofisticada e delicada, não devendo subestimar a sua complexidade. Por isso, todos os cuidados são tomados para uma cirurgia de sucesso, e para que o paciente tenha ótima recuperação visual.

Na grande maioria dos casos, o paciente tem alta no mesmo dia. Os cuidados pós-operatórios são essenciais para uma boa recuperação, devendo manter repouso em casa, evitar sair em locais com grande aglomeração de pessoas, e o uso de colírios de acordo com o médico. Não é recomendado praticar esportes ou qualquer atividade física por no mínimo uma semana, e o retorno às atividades deve ser discutido com o médico.

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Presbiopia: saiba mais sobre o distúrbio da vista cansada

Presbiopia: saiba mais sobre o distúrbio da vista cansada

A presbiopia, conhecida popularmente como “vista cansada”, acomete pessoas após os 40 anos. Inevitavelmente, todos sofrerão com esse problema, que pode vir de forma leve e quase imperceptível e evoluir com o tempo. Mas independentemente do grau, o auxílio de um oftalmologista é indispensável.

Conhecendo mais a presbiopia

A condição ocorre devido ao processo natural de envelhecimento do corpo. Ela atinge uma camada dos olhos chamada de cristalino, que funciona como uma espécie de lente que se ajusta ao foco de determinado objeto, quando o olhamos. Para que ocorra essa movimentação, os músculos ciliares precisam estar em perfeito funcionamento. Todavia, com o envelhecimento, eles passam a ficar deficitários e, consequentemente, comprometem o foco, gerando o problema da “vista cansada”.

Quem já tem hipermetropia pode ter os sintomas mais cedo (presbiopia precoce).

A vista cansada apresenta alguns sintomas clássicos e de fácil reconhecimento. Além da dificuldade em focar algum objeto que esteja próximo, as pessoas normalmente apresentam dificuldades em enxergar letras muito pequenas, visão borrada ao ler um livro ou revista numa distância normal, dores de cabeça após realizarem leituras próximas e a necessidade de afastar uma página ou papel para compreender o que está escrito.

Tem cura?

A presbiopia não é uma doença. É apenas a evolução natural das estruturas dos nossos olhos. Para contornar essa dificuldade, após o exame oftalmológico completo, o oftalmologista prescreve óculos para perto. Além dos óculos, pode usar lentes de contato e, nos casos de pessoas que apresentam catarata, fazer a cirurgia de catarata e optar pelo implante de lentes intraoculares multifocais (devendo discutir essa possibilidade com o seu médico).

Caso não seja tratada a condição afetará, inevitavelmente, a qualidade de vida do paciente, pois o privará de afazeres ou lazeres cotidianos, tais como ler a bula de um remédio, sua revista favorita, acompanhar a história de um livro, ler cardápios, fazer trabalhos manuais, etc. Ou seja, condições normais da vida de quaisquer pessoas e que podem desencadear até desânimo quando o paciente não consegue realizá-los.

Por isso, é fundamental buscar ajuda médica, principalmente após os 40 anos. Mesmo que você ainda não perceba os sinais da presbiopia, o médico já avaliará a sua saúde ocular, mantendo a sua visão confortável e saudável, melhorando a sua qualidade de vida e, consequentemente, o seu prazer em viver.

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O que é obstrução de via lacrimal

O que é obstrução de via lacrimal

A obstrução de via lacrimal provoca um lacrimejamento espontâneo e, em alguns casos, o surgimento secreção. São aquelas lágrimas chatas que saem aparentemente sem motivo algum, muitas vezes em recém-nascidos.

Esse lacrimejamento não faz parte da vida somente dos bebês; adultos também sofrem com esse tipo de problema e poucos procuram orientação médica. De acordo com algumas pesquisas 6% dos bebês nascem com canal lacrimal fechado, impossibilitando a passagem correta.

Como identificar uma conjuntivite de uma secreção da obstrução de via lacrimal?

Todo cuidado é pouco quando se trata dos filhos, e diagnosticar algo sem ajuda de um médico pode ser perigoso. Quando a criança apresenta sintomas não tão normais no dia a dia é importante procurar um médico para saber o que de fato está acontecendo.

Os pais podem pensar que uma obstrução nas vias lacrimais é uma conjuntivite crônica, mas uma conjuntivite apresenta sintomas bem diferentes. Na conjuntivite, além de ter secreção, os olhos ficam bem avermelhados e na maioria das vezes bem inchados também.

Para crianças que apresentam a obstrução das vias lacrimais tem a tendência de acordar com os olhos colados, na conjuntivite existe o mesmo sintoma. A melhor forma de identificar ao certo qual é o problema é por exames e a analisa de um profissional qualificado.

Tratamento inicial

Qualquer tratamento é valido para a suspensão de qualquer possível cirurgia, felizmente 90% das crianças que nascem com esse tipo de problema tem sua cura espontânea, deixando os 10% que precisa de cuidados maiores.

Existe um tratamento, recomendado para alguns casos, que é a massagem na região, que serve para ajudar no desentupimento, ela deve ser feita uma vez ao dia pelo menos, para apresentar algum tipo de resultado.

Para os olhos não é recomendado nem um tipo de colírio, pois o problema não consiste em qualquer tipo de infecção, o colírio só entra em ação somente quando existe algum tipo de bactéria.

Segunda parte do tratamento

Se a primeira opção de tratamento não dá certo e a cura não for espontânea, temos que partir para a segunda opção de tratamento que é a sondagem das vias lacrimais, onde são utilizados tubos de silicone para a solução.

Esse tratamento é indicado para bebês entre 10 e 14 meses de vida, caso não haja a cura natural, que pode ser esperada até os 9 meses de vida.

Caso esse tratamento também não tenha sucesso, a cirurgia vai ser a última opção para esse caso. É bem rara a possibilidade de nenhum desses tratamentos acima dar errado.

Possíveis complicações

Como toda doença oferece riscos e complicações, nesse caso a situação não seria diferente. Se este problema não for bem resolvido, podem ocorrer infecções de alto risco, tanto nas crianças como nos adultos. Infecções que podem atingir o “saco lacrimal” e formar uma bola de pus, isso tudo por conta dá lágrima ficar estagnada e não ser drenada devidamente.

Se você está nessa situação, procure um especialista para avaliar o seu caso e ter o tratamento mais adequado indicado.

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Tudo sobre o uso de toxina botulínica em pálpebras

Tudo sobre o uso de toxina botulínica em pálpebras

É possível dizer que o uso de toxina botulínica em pálpebras consiste, hoje, em um eficiente método de rejuvenescimento, pois ela atua bloqueando os impulsos nervosos que acarretam a contração dos músculos, reduzindo ao máximo o surgimento das indesejáveis rugas.

A aplicação da toxina botulínica é feita através de uma injeção não cirúrgica, que tem por intuito promover a redução e a eliminação de linhas de expressão, tais como rugas na testa, pés de galinha perto dos olhos, entre outros sinais que surgem no rosto conforme o passar dos anos.

Nesse caso, as pálpebras são uma das regiões mais sensíveis do rosto, sendo locais onde as rugas se tornam evidentes. Por isso, a aplicação da toxina botulínica em pálpebras consiste em uma alternativa de rejuvenescimento bastante procurada e que ainda traz resultados bastante satisfatórios.

Rejuvenescimento facial – Toxina botulínica em pálpebras

Hoje em dia, diante de alguns avanços da medicina, já é possível que as pessoas tenham uma maior longevidade. Por isso, já é cada vez mais evidente também a procura por alternativas com o objetivo de manter o visual do rosto mais jovem e com o mínimo de rugas.

As rugas oferecem para o rosto um aspecto cansado, envelhecido, tirando toda a vivacidade e expressividade. É nesse contexto, com o intuito estético, é que surge a possibilidade de aplicação da toxina botulínica.

A toxina conta com substâncias purificadas que são oriundas de um tipo especial de bactéria. O procedimento de injeção dessa substância permite que ela consiga bloquear os sinais nervosos musculares, acarretando um relaxamento muscular de maneira que o rosto não se contraia totalmente, reduzindo assim as rugas na face.

As vantagens desse procedimento

O uso da toxina botulínica em pálpebras é utilizado com o objetivo de suavizar a aparência dos famosos “pés de galinha” e demais linhas de expressão. Além disso, ela tem a capacidade de corrigir a assimetria que algumas pessoas apresentam nas pálpebras e nas sobrancelhas. Até mesmo o problema de pálpebras caídas pode ser amenizado com a aplicação da toxina.

De uma forma geral, a toxina é injetada no terço superior do rosto, ou seja, nas famosas onze linhas de expressão existentes na região da testa e também nos chamados “pés de galinha”.

O procedimento é realizado por meio de uma agulha muito fina. Tal agulha é utilizada para injetar pequenas quantias de toxina botulínica em músculos minuciosamente escolhidos. Encontrando, com cuidado os músculos específicos, o procedimento consegue enfraquecer apenas aqueles músculos que são considerados os responsáveis por originarem as rugas, mantendo assim as suas expressões faciais. Vale salientar também que a aplicação da injeção de toxina botulínica normalmente dura menos de 15 minutos.

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Blefarite – Sintomas, causas e tratamento

Blefarite – Sintomas, causas e tratamento

A blefarite nada mais é do que uma inflamação na pálpebra que causa vermelhidão, coceira e irritação na região. A doença, apesar de não ser grave, é recorrente e nada confortável e afeta homens e mulheres de todas as idades.

A blefarite pode se manifestar de duas diferentes formas:

  1. Anterior: quando afeta a borda da frente da pálpebra, ou seja, a região onde ocorre a ligação dos cílios;
  2. Posterior: quando ocorre na parte de dentro da pálpebra, entrando em contato direto com o globo ocular.

A seguir, confira mais sobre seus sintomas, causas e tratamentos.

Sintomas da Blefarite

Os principais sintomas de inflamação nas pálpebras são os seguintes:

  • Sensação de queimação ou de que há areia no interior dos olhos;
  • Vermelhidão, lacrimejamento constante e irritação nos olhos;
  • Pálpebras inchadas e vermelhas;
  • Necessidade de piscar com maior frequência (a ponto de incomodar);
  • Sensação de oleosidade nas pálpebras;
  • Maior sensibilidade ao contato com o sol ou com luz;
  • Descamação da pele nas proximidades dos olhos;
  • Cílios constantemente grudados (principalmente na hora de acordar);
  • Perda de cílios e/ou crescimento anormal dos mesmos.

Causas da inflamação

A inflamação da pálpebra não conta com causas específicas e claras. Porém, sabe-se que ela ocorre quando as glândulas que ficam mais próximas da base dos cílios deixam de funcionar corretamente, o que resulta em irritação, vermelhidão e coceira na pálpebra.

Algumas condições de saúde e doenças também podem elevar as chances de desenvolvimento de blefarite, como é o caso de dermatite seborreica (caspa na sobrancelha e couro cabeludo), rosácea (vermelhidão no rosto), infecções bacterianas, medicação para acne, piolhos ou ácaros de cílios e alergias em geral.

A blefarite anterior costuma ser causada por caspas nas sobrancelhas ou cílios e por bactérias; enquanto a posterior costuma estar ligada a doenças de pele (como a rosácea) ou problemas relacionados ao mau funcionamento de glândulas sebáceas nos arredores dos olhos.

Como é o tratamento para blefarite?

Felizmente a blefarite é uma condição que pode ser fácil e rapidamente tratada por meio de:

  • Aplicação de pomadas específicas para conter a inflamação no interior dos olhos e pálpebras;
  • Aplicação de pomadas antibióticas caso haja infecção bacteriana (em alguns casos, o médico responsável pode prescrever também antibióticos para consumo oral);
  • Limpeza regular da área afetada com soluções compostas por shampoo de bebê e água morna;
  • Uso de lubrificantes oculares ou lágrimas artificiais, geralmente indicado em casos de olhos secos;
  • Tratamento de demais condições que podem ter levado ao desenvolvimento da blefarite, como é o caso da caspa ou rosácea, por exemplo.

Evitar o uso de maquiagem e lentes de contato, lavar bem os olhos e pálpebras e aplicar compressa na região, por sua vez, são passos que podem aliviar os sintomas antes da consulta.

Agora você já conhece um pouco mais sobre a blefarite, assim como suas causas, sintomas e tratamento. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

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Entrópio: Você sabe o que é?

Entrópio: Você sabe o que é?

Entrópio, também conhecido como retração palpebral ou retração da pálpebra, é uma doença caracterizada, basicamente, por um processo em que a pálpebra se vira para dentro do olho. Os cílios entram em contato com os olhos e podem causar processos de irritação, inflamação, infecção e até mesmo desgaste na córnea ocular, levando eventualmente a perda parcial ou total da visão.

O problema costuma se manifestar com maior frequência em pessoas acima dos 60 anos de idade. A evolução da doença é extremamente lenta, o que faz com que seu surgimento não seja perceptível nos estágios iniciais. Em nível mais avançado, no entanto, a condição deteriora a qualidade da visão do paciente rapidamente, já que a agressão dos cílios ao globo ocular passa a ser constante.

Causas do Entrópio

A principal causa do entrópio é o enfraquecimento muscular na região das pálpebras, causando uma espécie de afrouxamento que favorece a mudança de posição daquela parte do corpo.

Esse enfraquecimento, por sua vez, pode ser causado por alguns fenômenos, entre eles:

  • A chegada da terceira idade, uma vez que, durante a velhice, a pele se afrouxa naturalmente, graças a perda de colágeno. Isso favorece o desenvolvimento da doença;
  • Uma condição congênita (ou seja, que já nasce junto com a pessoa). Nesse caso, o problema de saúde é descoberto, geralmente, logo após o nascimento do bebê. Esse tipo de manifestação da doença, no entanto, é extremamente raro;
  • Ação de produtos químicos na região dos olhos, que podem interferir na forma e na estrutura dos olhos, ocasionando deformidades na pálpebra;
  • Sequelas pós-cirúrgicas, geralmente após cirurgias que ocorrem na região da face, cabeça ou, obviamente, dos olhos;
  • Herpes que se desenvolve na região dos olhos;
  • Doenças bacterianas raras, como o Tracoma, uma doença que existe apenas em determinadas regiões do continente africano, asiático e no Oriente Médio.

Quais são os sintomas?

O diagnóstico da doença nos estágios iniciais, antes do desenvolvimento da deformidade em si, é difícil porque os primeiros sintomas do problema são muito genéricos.

Os sintomas são:

  • Olhos lacrimejando sem motivos ou excessivamente;
  • Infecções sucessivas e frequentes na região afetada;
  • Vermelhidão;
  • Aparição de sinais ou cicatrizes na pálpebra atingida;
  • Perda progressiva de visão;
  • Coceira, em alguns casos.

Depois que a doença atinge determinado estágio, a deformidade da pálpebra se torna perceptível e, assim, o diagnóstico fica mais fácil. O profissional de saúde mais indicado para atender um caso da doença e ministrar o tratamento adequado é o oftalmologista.

Tratamento

Quando a doença ainda está nos primeiros estágios de desenvolvimento da deformidade, é possível que o médico opte por um tratamento simples, em que a pálpebra afetada é presa, voltada para o lado certo, algumas horas por dia. Essa dinâmica faz com que, a longo prazo, a região afetada volte ao normal.

Alguns oftalmologistas também podem recomendar o tratamento com injeções de Botox, que também têm a função de fixar a pálpebra na direção certa.

Na maior parte dos casos, o tratamento mais indicado é a cirurgia. O procedimento é simples e pode ser realizado dentro do próprio consultório. A anestesia é local e o pós-operatório relativamente simples.

Quer saber mais sobre entrópio? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo.

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Pálpebras caídas – O pode ser feito?

Pálpebras caídas – O pode ser feito?

As pálpebras caídas geralmente causam certos incômodos para as pessoas que têm esse tipo de problema, pois geram o efeito de uma aparência mais velha e também alguns desconfortos no dia a dia.

Normalmente não é por nenhuma causa grave que isso ocorre, podendo ser tanto o fruto de uma malformação na gravidez ou até mesmo de uma simples diferença entre um olho e o outro.

Muitas pessoas recorrem a procedimentos cirúrgicos para a solução do problema onde acabam encontrando a solução que procuram.

Quais são as causas da pálpebra caída?

Como relatado acima, as causas da pálpebra caída podem ser diversas. Entre elas podemos encontrar a diabetes, o envelhecimento das células, acidentes cerebrovasculares, síndrome de Horner, ou até mesmo um tumor cerebral que acabe atingindo a região da face.

Podendo variar de uma situação simples para uma situação mais delicada, o caimento das pálpebras pode se dar também devido a variações normais, lesões nervosas que podem ocasionar essa situação. No caso de pessoas que passaram por um AVC e como sequela a pálpebra caiu, é preciso verificar com um médico especialista se há chances de recuperar a forma normal dos olhos.

Solução para as pálpebras caídas

Antes de tudo é importante consultar com um oftalmologista para examinar a área dos seus olhos e verificar antes o que ao certo está se passando.

Mas existem algumas dicas caseiras, de muita utilidade, que podem ser usadas para evitar problemas futuros com suas pálpebras, ajudando a combater o envelhecimento e o caimento precoce. A seguir algumas dicas:

  • Clara de ovo: Aplique a clara de ovo sobre as pálpebras e deixe agir por 15 minutos. Após os 15 minutos lave bem os olhos. O ritual pode ser feito 3 vezes por semana.
  • Pepino: O pepino já é bem conhecido por agir bem nas áreas dos olhos, e para esse problema também não é diferente. Ele possui efeito antioxidante, calmante e até clareador.
  • Batata: Outra dica bem válida é o uso da batata congelada por cima dos olhos. Mas atenção: o tempo de agir é de no máximo 20 minutos. A batata auxilia na retenção do líquido, melhorando o aspecto do olhar.

Ao procurar um médico oftalmologista para tratar o problema, algumas soluções podem ser dadas, por isso, o primeiro e o melhor passo para um resultado eficaz é a ajuda de um profissional de confiança. O bom profissional traz tranquilidade e conforto para seus pacientes. Procure sempre por alguém em quem você confie!

Para a maioria dos casos, a melhor saída é a realização da cirurgia para as pálpebras caídas, porém, é sempre o médico, e somente ele, quem irá determinar o melhor tratamento de acordo com cada caso.

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Como recuperar a beleza do olhar

Como recuperar a beleza do olhar

Os olhos são a janela da alma, segundo os poetas. Nós, médicos, concordamos, mas com uma visão mais objetiva, já que com um detalhado exame ocular é possível identificar inúmeros problemas de saúde, a partir dos olhos.

E por serem tão importantes e frágeis, os olhos merecem tratamento e cuidados especiais para que permaneçam vivos e brilhantes. Visitas constantes ao oftalmologista e até mesmo apelar para plástica ocular podem ser atitudes muito eficazes para tirar os excessos de pele e a expressão mais pesada.

Truques para recuperar a beleza do olhar

Cuidados diários, como evitar usar produtos na região ocular que possam provocar alergias, mantê-los protegidos contra os raios solares e ventanias, e manter uma rotina de boas horas de sono já ajudam a deixar os olhos mais saudáveis.

Para quem se deparou com pequenas rugas na região, procure um médico para indicações de cremes. A pele da região dos olhos é mais fina e vai absorver melhor o produto e reagir mais rapidamente aos seus efeitos.

Porém, é o sono um dos principais truques de beleza para a região dos olhos, exatamente por restaurar o equilíbrio natural da pele e aumentar o poder dos produtos utilizados. Com boas noites de sono dificilmente haverá olheiras, bolsas e pés de galinha atrapalhando a beleza do olhar.

Ao sair no sol é indicado o uso de óculos escuros de qualidade, com proteção contra os raios ultravioleta, principalmente das 10 h às 16 h quando a luz solar está mais intensa. Use protetor solar na pele da região – exatamente por ser mais sensível e fina, ela pode se queimar com mais rapidez.

A plástica ocular

Um segmento da oftalmologia é a plástica ocular. Ela é uma intervenção cirúrgica em toda a região periocular e frontal, incluindo as vias lacrimais, órbita e pálpebras.

Há dois tipos de plástica ocular: a restauradora e a estética. Na plástica restauradora são feitas correções de má formação da região da pálpebra e dos cílios, assim como desobstrução das vias lacrimais e reconstituição da área em caso de acidentes e outros traumas. As chamadas “pálpebras caídas” também são corrigidas por esse tipo de cirurgia, bem como as manchas amarelas na região, conhecidas como xantelasmas.

A plástica estética visa aprimorar o aspecto do olhar, e a cirurgia mais procurada é a de retirada de bolsas de gordura nas pálpebras. A retirada dos excessos de pele na região superior e inferior dos olhos, chamada de blefaroplastia, também é muito realizada – tudo para suavizar o olhar e tirar o aspecto de envelhecimento.

Na blefaroplastia são retirados os excessos de pele e até de músculos nas pálpebras – o que não corrige os famosos “pés de galinha”, mas pode melhorar significativamente a expressão facial. A anestesia é local e o pós-operatório rápido, e pode ser feita tanto em homens quanto mulheres, desde que tenham boas condições de saúde física e psicológica.

Para ambos os tipos é preciso fazer um bom preparo pré-operatório, com exames oftalmológicos e especializados em plástica, que avaliarão a possibilidade de alguma complicação. Porém, há técnicas utilizadas pela medicina oftalmológica e plástica que permitem proporcionar outros tratamentos menos invasivos contra rugas e flacidez ocular, que podem ser muito eficazes.

A mais conhecida é a injeção de botox, chamada de toxina botulínica, que quando aplicada corretamente causa ótimos efeitos estéticos na região. Sua ação é fazer com que o músculo se paralise, o que enrijece as rugas de expressão da pele e a torna imperceptível. Os resultados aparecem rapidamente após o possível inchaço na região decorrente da aplicação, e a técnica pode ser um ótimo complemento a outras cirurgias.

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Como tratar bolsa de gordura nos olhos

Como tratar bolsa de gordura nos olhos

A região dos olhos é a primeira a denunciar a idade. É onde vemos, não apenas as olheiras – que podem ser facilmente disfarçadas com maquiagem – como também as bolsas de gordura. Essas últimas são resultado da retenção de líquidos e gorduras na região e comuns conforme a idade avança, já que a pele vai perdendo a elasticidade, com a redução da produção de colágeno.

A bolsa de gordura é muitas vezes confundida com as olheiras, mas saiba que se tratam de duas coisas diferentes que acometem a mesma região. A primeira tem como causa a flacidez e comprometimento da força dos músculos da região, já a segunda, possui como principal causa as noites mal dormidas.

Vamos mostrar agora como é possível tratar o problema:

Tratamento para bolsa de gordura nos olhos

O tratamento para as bolsas de gordura debaixo dos olhos é um pouco mais complexo do que os tratamentos utilizados para olheiras. Ainda assim, não é nada que seja tão assustador. Se feito enquanto jovem, haverá apenas gordura para ser retirada da região, agora, se feito com a idade mais avançada, haverá também o excesso de pele, que precisará ser removido.

O procedimento mais indicado é uma cirurgia realizada nas pálpebras inferiores, conhecida como blefaroplastia. Além disso, pode ser recomendado também o uso de CO2 fracionado, preenchimento com ácido hialurônico e a radiofrequência, técnicas que também apresentam bons resultados.

Blefaroplastia

Feita por um médico cirurgião, em ambiente cirúrgico, pode ser realizada pela região externa dos olhos ou pelo método transconjutival. É preciso fazer o uso de anestesia e sedação e é preciso dar pontos ao final do procedimento.

A região fica inchada e roxa nos primeiros dias após a cirurgia, mas logo volta ao normal. No primeiro mês já é possível observar melhora, mas é após três meses que o resultado é finalmente visualizável, sem manchas ou inchaço na região.

CO2 fracionado

O tratamento através com gás carbônico fracionado consiste em aplicar feixes de laser na região dos olhos, principalmente na parte atingida pelas bolsas de gordura. Em média, são realizadas até 5 sessões de curta duração e o objetivo é incentivar a produção de colágeno na região, contribuindo para seu rejuvenescimento e desaparecimento das bolsas.

É pouco invasivo, já que não necessita de cirurgia.

Preenchimento com ácido hialurônico

Conhecido como método temporário para remoção das bolsas de gordura, produz resultados instantâneos. A ideia do tratamento é preencher a região das bolsas para, assim, deixar a pele lisa.

Em até seis meses, o ácido hialurônico é reabsorvido e é necessário fazer uma nova aplicação.

Radiofrequência

A radiofrequência irá drenar a gordura formada na região das pálpebras inferiores. O procedimento emite ondas que geram calor e esquentam as camadas mais profundas da pele. Além de drenar o excesso de gordura, irá também estimular a produção de colágeno, contribuindo para o rejuvenescimento da pele na região.

Em média, são necessárias, ao menos, seis sessões para que se observem os resultados e a redução da bolsa de gordura.

Como existem diversos tratamentos possíveis, pode parecer confuso, por isso, o conselho é procurar um oftalmologista de sua confiança que irá analisar o seu caso e indicar o melhor tratamento para você.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgiã oftalmologista em São Paulo.

Posted by Dra. Erika Uchida in Todos