colírio

Como usar colírios corretamente

O colírio é um dos remédios mais populares, no caso de algum incômodo nos olhos. Contudo, só deve ser utilizado com prescrição de um médico oftalmologista.

Muitas pessoas não sabem, mas existem restrições de uso para pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios e para quem faz uso de antidepressivo. Além disso, o mau uso do colírio pode causar outros problemas na visão, como catarata e, em casos mais extremos, a cegueira.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Penido Burnier, o mau uso do colírio ocorre em 67% dos tratamentos. O estudo mostra que os erros mais comuns são a contaminação do bico dosador pelo contato com o dedo ou mucosa ocular, piscar várias vezes após a instilação (expelindo o medicamento dos olhos), automedicação inadequada e absorção do medicamento pelo organismo.

Abaixo, seguem algumas dicas para que a medicação seja utilizada de forma correta.

Tipos de colírio

Os principais tipos de colírio são: antibiótico, anti-inflamatório hormonal (com corticoide) e não hormonal (sem corticoide), antialérgico, vasoconstritor, lubrificante, antiglaucomatoso (para tratamento de glaucoma) e os anestésicos.

Por existirem vários tipos, a prescrição médica se tornar ainda mais necessária para a correção do problema na visão.

Maneira correta de aplicação

Antes da utilização do remédio, devem-se lavar as mãos. Ao aplicar-se o colírio, recomenda-se a posição deitada ou com a cabeça bastante inclinada para trás. Em seguida, deve-se puxar um pouco a pálpebra inferior, apertar o frasco levemente e colocar o colírio na porção interna da pálpebra inferior.

Deve-se usar apenas uma gota em cada olho. Essa é a capacidade de absorção por vez. Inserindo-se mais, o restante vai escorrer. Caso seja necessário usar mais de um medicamento, é preciso esperar que o olho absorva a primeira aplicação. Normalmente, é recomendável esperar cerca de 5 a 10 minutos  entre os medicamentos prescritos pelo médico oftalmologista.

Administrar corretamente o colírio garante efeito duradouro e potente da medicação, além de provocar menos efeitos colaterais. Os custos com o tratamento se reduzem, uma vez que os frascos do colírio duram mais.   

Quanto mais vezes piscam-se os olhos depois de ser aplicado o colírio, maior é a drenagem para o canal lacrimal. Aumentam-se ainda mais os efeitos adversos e a ação terapêutica nos olhos é reduzida.  

Comprimir levemente a região do saco lacrimal após a aplicação diminui a drenagem e aumenta o tempo de permanência na superfície ocular e, consequentemente, o efeito terapêutico.

Alguns cuidados básicos

Um cuidado básico que se deve tomar é não encostar a ponta do frasco nos olhos. Pode haver nela micro-organismos que provocam irritação ou infecção. Da mesma forma, ela pode ser contaminada ao contato com a superfície ocular infectada.

Outro ponto importante é que o colírio não deve ser compartilhado. Ainda que se tenha o cuidado de não encostar o aplicador, existe o risco de contaminação.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

 

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Posted by Dra. Erika Uchida