glaucoma congênito

Glaucoma congênito – você já ouviu falar disso?

O glaucoma congênito é uma condição séria que requer atenção. Ela afeta cerca de um em cada 10.000 bebês. Os casos não tratados são uma das principais causas de cegueira infantil.

Por isso, elaborei este artigo para falar mais sobre o assunto e esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre o glaucoma congênito. Acompanhe a leitura e fique por dentro dos detalhes.

O que é o Glaucoma congênito?

Em um olho totalmente saudável, o fluido circula com uma pressão normal dentro do olho. No glaucoma esse fluido não circula e o acúmulo aumenta a pressão no olho. O nervo óptico, na parte de trás do olho, envia sinais para o cérebro. O aumento da pressão que acontece acaba por danificar as fibras que compõem esse nervo.

Coma na maioria dos tipos de glaucoma, esse dano acontece com o tempo. Muitas vezes, quando você percebe os sintomas, o dano já está feito. E uma vez que a visão é perdida, não se pode recuperá-la.

O que causa isso?

Se as células e os tecidos dos olhos de um bebê não crescem como deveriam, antes do nascimento, ele poderá ter problemas com a drenagem desse líquido após o nascimento. Porém, não há explicações exatas para essa condição. Alguns casos são hereditários e outros não.

Quais são os fatores de risco?

É difícil dizer quais os fatores de risco do glaucoma congênito. Uma coisa é certa, se há histórico familiar é preciso se preocupar. As chances aumentam em 50% nos bebês cujo os pais tiveram a doença.

Outro ponto observado é que essa doença afeta duas vezes mais os meninos do que as meninas. O glaucoma pode aparecer em apenas um dos olhos, porém, na maioria das vezes ele ataca os dois.

Quais são os sintomas?

Se o bebê nascer com essa condição os pais devem estar atentos aos seguintes sintomas:

  • As pálpebras que se fecham como quem quer proteger os olhos;
  • O bebê é muito sensível à luz;
  • O bebê lacrimeja muito;
  • Uma córnea azul bem escura;
  • Um ou ambos os olhos maiores que o normal;
  • Vermelhidão ao redor e dentro dos olhos;

Como é feito o tratamento?

A primeira escolha é quase sempre a cirurgia. Assim que o diagnóstico é confirmado. Se ambos os olhos forem afetados, o médico operará os dois ao mesmo tempo.

Se a cirurgia não puder ser realizada imediatamente, o médico pode prescrever colírios e demais medicamentos para serem tomados ou uma combinação dos dois, para ajudar a controlar a pressão intraocular.

Muitos médicos fazem um procedimento chamado microcirurgia. Eles usam pequenas ferramentas para criar um canal de drenagem para o excesso de fluido. Às vezes, o médico implantará uma válvula ou um pequeno tubo para transportar fluido para fora do olho.

Se os métodos usuais não funcionarem, o médico pode realizar uma cirurgia a laser para destruir a área onde o fluido é produzido. Depois ele poderá prescrever medicamentos para ajudar a controlar a pressão ocular após a cirurgia.

Mesmo o glaucoma congênito sendo uma das principais causas de cegueira infantil, o tratamento trará ótimos resultados. Basta apenas que os pais fiquem atentos aos sintomas no primeiro mês de vida do bebê, levando-o ao médico imediatamente se houver suspeita.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!

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Posted by Dra. Erika Uchida