Dentre os vários problemas que afetam a visão, o estrabismo está entre os mais comuns. No Brasil, estima-se que ocorram cerca de 2 milhões de casos por ano.

Na maioria dos registros da doença, ela começa a se manifestar na infância, entretanto, é possível que ocorra o desenvolvimento do estrabismo na vida adulta.

A sociedade dá muita importância à aparência, e o desalinho dos olhos provocado pelo estrabismo termina por influenciar no comportamento e na auto estima das pessoas.

A doença, além de refletir nos aspectos físicos, envolve muitas outras questões que precisam ser investigadas, uma vez que pode ter relações como fatores econômicos, sociais e até psicológicos.

Neste artigo, vamos entender melhor quais são os tipos de estrabismo e suas principais particularidades. Continue a leitura e entenda mais sobre esse assunto.

Os diferentes tipos de estrabismo

Há várias formas de categorizar o estrabismo. Entretanto, a maneira mais comum usada para descrever essa condição é tomando como base o desalinhamento da direção dos olhos. Os tipos mais comuns de estrabismo são hipertropia, exotropia e esotropia.

É importante lembrar que o estrabismo com padrões especiais tem nomes específicos, a exemplo da síndrome de Duane e da Síndrome de Brown.

Tipos de estrabismo horizontal

Na esotropia, o olho é voltado para dentro (olhos cruzados), sendo ainda que existem os subtipos que incluem a esotropia acomodativa, esotropia infantil e paralisia do sexto nervo. Já o termo exotropia, é usado para descrever a condição caracterizada pelo virar dos olhos para fora.

Tipos de estrabismo vertical

No caso do estrabismo vertical os termos usados para descrever o desalinhamento são hipertropia e hipotropia. No primeiro caso, um dos olhos é mais alto que o outro. Já na hipotropia, o olho anormal está abaixo em relação ao normal.

Causas

Problemas na tireoide, lesão no nervo responsável por controlar os músculos oculares, doenças genéticas, diabetes, hipermetropia de nível elevado, hereditariedade, doenças neurológicas e doenças oculares estão entre as principais causas do estrabismo.

Entre os adultos, as causas mais recorrentes envolvem as doenças graves, problemas neurológicos e traumas. Nas crianças, os distúrbios que afetam o cérebro, como hidrocefalia, síndrome de Down e tumor cerebral.

A maior parte dos registros apontam para anormalidades do controle neuromuscular, porém, a compreensão desses centros de controle no cérebro por parte da medicina ainda não é muito satisfatório, e isso, interfere no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes para essa e outras condições.

Estrabismo e visão deficiente

Quando há um desalinhamento dos olhos pode ocorrer algo chamado de ambliopia. Como os olhos estão orientados para direções diferentes, o cérebro obtém duas imagens distintas e pode começar a ignorar aquela vinda do olho desalinhado, como resultado, o desenvolvimento da visão do olho problemático é prejudicada. Em crianças esse aspecto merece ainda mais atenção!

Tratamento

A principal finalidade do tratamento é trabalhar em um melhor alinhamento dos olhos, o que vai permitir que eles sejam mais eficientes em conjunto. De acordo com o caso, isso pode ser feito por meio de exercícios, uso de óculos e até cirurgia na musculatura ocular.

Por fim, é interessante observar que, se o estrabismo não for tratado adequadamente, ele pode contribuir para o surgimento ou piora de outros problemas de visão, como catarata, ambliopia e ptose. Sendo assim, é fundamental consultar o oftalmologista o quanto antes para evitar complicações.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em São Paulo!